11 testemunha mortal

Capitulo 1
Sempre havia audincia para o assassinato.
Se tomava sua forma em horror ou regozijo, em humor sombrio ou serena angstia, a fascinao da humanidade pelo ltimo crime o fazia um sujeito amadurecido para 
explor-lo na realidade e na fico.
Em seu ponto principal, o assassinato vendia ingressos e tinha cheio teatros ao longo da histria. Os romanos se tinham excitado e aberto caminho no Coliseu para 
olhar aos gladiadores cortar a um ao outras a partes ensangentadas. Ou, para aliviar o aborrecimento do dia, agarrando uma funo de tarde onde uns desventurados 
Cristos se enfrentavam aos "felizmente obrigados" lees  para a diverso de uma exaltada audincia.
J que o resultado destes desiguais opositores era mais ou menos uma aposta segura, a multido no lotava as tribunas para ver se possivelmente essa vez os Cristos 
ganhassem o dia. Eles queriam resultados e tudo o sangue e aougue que ofereciam.
 A gente podia ir-se a casa contente por ter conseguido o valor de seu dinheiro... e mais, que eles mesmos estavam vivos e inteiros. O assassinato experiente era 
um modo simples de tranqiliz-los, que seus problemas pessoais no eram realmente to maus depois de tudo.
A natureza humana, e a necessidade de tal entretenimento, no tinham trocado muito em um milnio ou dois. Os lees e os Cristos poderiam ter acontecido de moda, 
mas a finais do inverno do ano 2059, o assassinato ainda vendia forte e sacudia os ndices de audincia nos meios.
De um modo mais civilizado,  obvio.
As famlias, casais de apaixonados, sofisticado-los, e provincianos seguiam fazendo fila e deixando cair os crditos ganhos com o suor de sua frente para ser entretidos 
pela idia do assassinato.
O crime e o castigo eram o ofcio da Tenente Eve Dallas, e o assassinato era sua especialidade. Mas esta noite estava sentada em uma cmoda poltrona em uma sala 
abarrotada e olhava a ardilosa trama de uma obra de assassinato representando-se no cenrio.
-Ele o fez.
-Hmm? -Roarke estava cada ato interessado tanto na reao de sua esposa  obra como na obra mesma. 
Ela se inclinou para diante em sua poltrona, com seus braos cruzados no reluzente corrimo do camarote do dono. Seus olhos cor brandy exploravam o cenrio, os atores, 
ainda quando baixou pano de fundo para o entreato.
-O tipo Voe. Matou  mulher. Golpeou-a na cabea por seu dinheiro. Certo?
Roarke se tomou o tempo para lhes servir a cada um uma taa do champanha que tinha esfriando-se. No tinha estado seguro de como ela reagiria a uma noite com o assassinato 
como entretenimento e sentiu prazer ao ver que tinha entrado no esprito. 
-Possivelmente. 
-No tem que me dizer isso Sei. -Eve tomou a taa aflautada, e estudou sua cara.
E era uma cara tremenda, pensou. Parecia ter sido esculpida magicamente em uma assombrosa beleza masculina que fazia que as glndulas de uma mulher cantarolassem 
uma melodia feliz. A escura juba de cabelo que a emoldurava, aqueles ossos largos, e cinzelados; a boca firme, e sensual que estava agora curvada na mais fraco dos 
sorrisos enquanto a olhava. Ele estendeu a mo, sempre to casual, para passar esses dedos largos sobre as pontas de seu cabelo. 
E aqueles olhos, brilhantes, quase intensamente azuis, ainda podiam fazer que seu corao se detivera.
Era mortificante o modo em que o homem podia volt-la para reverso sem mais que um olhar.
-Que miras?
-Eu gosto de te olhar. -A simples frase, entregue com essa insinuao musical da Irlanda, era todo um poder dele.
-Sim? -Ela inclinou sua cabea. Relaxada pela idia de ter toda a noite para no fazer nada salvo estar com ele, desfrutar dele, deixou-o lhe mordiscar seus ndulos-. 
Ento, quer perder o tempo?
Divertido, ele deixou sua taa e, olhando-a, passou sua mo pela larga linha de sua perna onde a fatia de sua estreita saia terminava no quadril.
-Pervertido. Corta-a.
-Voc perguntou.
-No tem vergonha. -Mas riu e lhe devolveu sua taa-. A metade das pessoas neste antro de tua fantasia tem suas lunetas neste camarote. Todo mundo quer ver o Roarke.
-Eles olham a minha muito engenhosa esposa, a poli de homicdio que me apaixonou.
mofou-se disso, como ele soube o que faria. Isso lhe deu a oportunidade para inclinar-se e afundar seus dentes ligeiramente em seu suave lbio inferior. 
-Segue assim!, -advertiu ela-. Teremos que vender ingressos.
-Somos ainda basicamente recm casados.  absolutamente aceitvel que os  recm casados se beijoquem em lugares pblicos.
-Como sim te interessasse pelo que  aceitvel. -Ps uma mo sobre seu peito, e o empurrou para trs a uma distncia segura-. Assim, encheste esta noite. Suponho 
que lhe figurou isso. -volteou-se para olhar aos espectadores outra vez.
No sabia muito sobre arquitetura ou desenho, mas o lugar destilava classe. Imaginou que Roarke tinha empregado as melhores mentes e talentos disponveis para a 
reabilitao do velho edifcio a sua antiga glria.
A gente vagava dentro e fora do enorme teatro de mltiplos nveis durante o entreato, e o som de suas vozes se elevava em um rugido deso de humanidade. Alguns estavam 
vestidos para matar, por assim diz-lo. Outros polidos em roupa casual, botas de ar e, antigos coletes antibalas de grande tamanho que faziam furor esse inverno.
Com seus muito altos tetos decorados, suas milhas de tapete vermelho e acres de luz artificial, o teatro em si mesmo tinha sido restaurado sob as exigentes especificaes 
do Roarke. Tudo o que ele possua estava feito sob suas especificaes... e, pensou Eve, possua quase toda maldita coisa que se podia possuir no universo conhecido.
Era algo ao que ainda no se acostumada, algo com o que duvidou que alguma vez estivesse completamente a gosto. Mas isso era Roarke, e se tinham unido o um ao outro 
para o bom e o mau.
No ano desde que se encontraram, tinham tido mais que sua parte de ambos.
- um lugar tremendo o que tem aqui, amigo. No notei o completo potencial nos modelos hologrficos.
-Os modelos s proporcionam a estrutura e elementos do ambiente. Um teatro necessita s pessoas, o aroma e o som deles, para ter impacto.
-Tomarei a palavra. O que te fez escolher esta obra para a estria?
- uma histria irresistvel, e, penso, tem temas eternos como as melhores historia. Amor, traio, assassinato, todos em um pacote profundo e sensvel. E  um repertrio 
universal.
-E tudo tem seu selo. De todos os modos, Leonard Voe  culpado.                 -Entrecerr seus olhos na brilhante cortina vermelha e com desenhos dourados como 
se pudesse ver atravs dela para avaliar e julgar-. Sua esposa  um cliente muito tranqila, com algum truque sob a manga. O advogado  um bom tipo.
-Letrado, -corrigiu Roarke-. A obra ocorre em Londres, em meados do sculo vinte. Os letrados advogam causas criminais nesse particular sistema.
-O que seja. Os trajes so de primeira.
-E autnticos, ao redor de 1952. Quando Testemunha de Cargo debutou no cinema, foi um enorme xito, e demonstrou ser um perdurvel. Tinham uma partilha estelar naquele 
momento, tambm. -Ele o tinha em disco,  obvio. Roarke sentia um carinho particular pelos filmes em branco e negro de princpios... e meios do sculo vinte.
Alguns viam o corte em branco e negro como algo simples e claro. Ele via sombras. Isso, pensou, sua esposa o entenderia muito bem.
-Fizeram um bom trabalho selecionado para a partilha atores que refletem aos atores originais mantendo seu prprio estilo, -lhe disse-. Teremos que olhar o filme 
algum dia, assim poder julgar por ti mesma.
Ele, tambm, examinou o teatro. Por mais que desfrutasse de uma noite fora com sua esposa, era um homem de negcios. A obra era um investimento. 
-Penso que estamos bem assegurados, por um comprido perodo.
-Hey,  a est Olhe. -Eve se inclinou para diante quando divisou  psicloga da polcia, elegante como sempre, em um vestido branco de inverno-. Est com seu marido, 
e parece que com varia pessoas mais.
-Quisesse que lhe envie uma mensagem? Poderamos convid-los a uma taa depois do pano de fundo.
Eve abriu a boca, logo deslizou seu olhar para o perfil do Roarke. 
-No, no esta noite. Tenho outros planos.
-Voc?
-Sim. Tem algum problema?
-Nenhum. -Ele levantou sua bebida-. Agora, temos uns minutos antes do seguinte ato. por que no me explica por que est to segura que Leonard Voe  culpado.
-No  muito hbil. No hbil como voc, -acrescentou e fez ao Roarke sorrir abertamente -. ... o que voc chama... uma fachada. Sua habilidade transpassa at o 
osso.
-Querida, adula-me.
-De todos os modos, esse tipo  um manipulador, e faz um bom trabalho com o ato honesto e inocente de um homem otimista e crdulo que est sem sorte. Mas os tipos 
de aparncia agradvel com mulheres formosas no perdem o tempo com mulheres maiores, e muito menos atrativas a menos que tenham um plano. E o seu vai muito mais 
profundo que lhe vender algum estpido utenslio de cozinha que ele inventou.
Ela bebeu a sorvos seu champanha, recostando-se quando as luzes da sala piscaram para assinalar o final do entreato. 
-A esposa sabe que ele o fez. Ela  a chave, no ele. A ela ter que examinar. Se eu investigasse,  a ela a quem vigiaria. Sim, teria um bate-papo largo e agradvel 
com o Christine Voe.
-Assim que a obra est funcionando para ti.
- bastante inteligente.
Quando se levantou a cortina, Roarke olhou ao Eve em lugar do drama na sala do tribunal.
Era, pensou, a mais fascinante das mulheres. Umas horas antes, tinha  voltado para casa com sangre em sua blusa. Felizmente, no dela. O caso que o originou se aberto 
e fechado quase imediatamente para o morto que ela representava, com uma confisso que tinha extrado menos de uma hora do crime  mesmo.
No sempre era to simplista. Sups que essa era a palavra. Tinha-a visto exigir-se a si mesmo at o esgotamento, e arriscar sua vida, para trazer justia aos mortos.
Era s uma das inumerveis facetas delas que admirava.
Agora estava aqui, com ele, vestida em singelo e elegante negro, sua nica jia era o diamante que uma vez lhe tinha dado, caindo como uma lgrima entre seus peitos, 
e seu anel de bodas. Seu cabelo era curto, uma capa descuidada de dzias de sombras marrons.
Ela observava a obra com frios olhos de polcia, diseccionando, imaginou, provas, motivo, e carter, tal como o faria com um caso aterrissado em seu regao. Sua 
boca estava sem pintar... raramente recordava ou pensava no tintura de lbios. Sua cara forte com seu queixo "me enfrente" e sua covinha no o necessitava.
Olhou aquela boca magra e esses olhos entreabridos e brilhantes quando o personagem do Christine Voe subiu ao estrado e traiu ao homem que ela tinha chamado seu 
marido.
-Ela se traz algo entre mos. Disse-te que estava tramando algo.
Roarke moveu seus dedos sobre a parte posterior do pescoo do Eve. 
-Fez-o.
-Ela minta, -murmurou Eve-. No em tudo. Retalhos de mentiras. Onde entra a faca? Posto que ele se cortou a si mesmo. No  um ponto essencial. A faca  uma pista 
falsa. No  a arma homicida, a qual, a propsito, no introduziram como evidncia. Esse  um enguio. Mas se ele se cortou cortando o po com a faca -e todos esto 
de acordo com que ele o fez- para que o necessitam?
-Ele ou se cortou a propsito para explicar o sangue em suas mangas ou por acaso como ele demanda.
-No importa.  fumaa. -Franziu o cenho-. V,  bom. -Sua voz baixou, e vibrou com a intensa averso que tinha desenvolvido contra Leonard Voe-. Olha-o parado no... 
que  isso?
-O banquinho.
-Sim, de p no banquinho vendo-se todo conmocionado e devastado por seu testemunho.
-Sim?
-Algo me escapa. Resolverei.
Gostou de exercitar sua mente com isso, procurar os ngulos e as falsidades. antes de envolver-se com o Roarke, nunca tinha visto uma pea de teatro interpretada 
em vivo. Tinha passado um pouco de tempo frente  tela, e tinha deixado que seu amiga Mavis a arrastasse a um par de eventos holgrafos ao passar os anos. Mas teve 
que reconhecer que olhar aos atores representar em vivo as cenas, pronunciar as linhas, e fazer os movimentos levava completamente a forma de entretenimento a um 
nvel mais alto.
Havia algo a respeito de sentar-se na escurido, olhando para baixo a ao que a fazia ser parte dela, separando-o s o suficiente para que a gente no tivesse uma 
verdadeira participao no resultado.
Tirava a responsabilidade, pensou Eve. Uma viva tola e rica a que lhe tinham esmagado o crnio no contemplava  Tenente Eve Dallas para encontrar as respostas. 
Isso fazia procurar essas respostas um jogo interessante.
Se Roarke tinha aceitao -e era raramente de outro modo- essa viva rica morreria seis noites  semana, e durante duas funes por noite, por um tempo muito, muito 
comprido para a diverso e entretenimento de uma audincia de detetives de poltrona.
-Ele no o vale, -resmungou, o bastante cativada pela ao o suficiente para estar molesta com os personagens-. Ela se sacrifica, atuando para o jurado de modo que 
a olham como a uma oportunista, uma interessada, uma cadela fria. Porque o ama. E ele no vale nem um cominho.
-A gente assumiria, -comentou Roarke-, que ela acaba de trai-lo e o deixou pendurado.
-Uh-uh. Lhe emprestou ateno ao assunto, trocou-o de modo que ela fosse a vil. A quem olhe o jurado agora? Ela  o centro, e ele  s um ingnuo. Maldito plano 
inteligente, se ele o valesse, mas no o faz. figura-se ela isso?
-Olhe e v.
-S me diga se tiver razo.
Ele se inclinou, e beijou sua bochecha. 
-No.
-No, no tenho razo?
-No, no lhe conto, e se segue falando, perder-te as sutilezas e o dilogo.
Ela o olhou carrancuda, mas se calou para observar o resto do drama desenvolver-se. Ps os olhos em branco quando o veredicto de no culpado foi lido. Jurados, pensou. 
A gente no podia depender deles nem na fico nem  na vida real. Um painel de doze policiais decentes teriam condenado ao bastardo. Ela comeou a diz-lo assim, 
logo olhou ao Christine Voe lutar por abrir-se passo entre uma multido de espectadores, que queriam seu sangue, na sala do tribunal quase vazia.
Eve cabeceou, contenta quando o personagem confessou suas mentiras e enganos ao advogado de Voe. 
-Ela sabia que ele era culpado. Sabia, e mentiu para salv-lo. Idiota. Ele se  ir com vento fresco e a jogar neste momento. Olhe.
Eve girou sua cabea ante a risada do Roarke. 
-O que  to gracioso?
-Tenho o pressentimento de que  Senhora Christie teria gostado.
-Quem demnios ? Ssh! Aqui vem ele. Olha-o desfrutar-se.
Leonard Voe cruzou o cenrio da sala do tribunal, alardeando sua absolvio e  sinuosa moria em seu brao. Outra mulher, pensou Eve. Que grande surpresa. Sentiu 
tanto compaixo como frustrao pelo Christine quando se lanou nos braos de Voe, tentando aferr-lo.
Ela olhou sua arrogncia, a comoo e a incredulidade do Christine, a clera do Sir Wilfred. No era nem mais nem menos o que esperou, entretanto bem atuado. E logo, 
levantou-se espontaneamente de sua cadeira.
-Filho de puta!
-Abaixo moa. -Roarke muito contente, arrastou ao Eve de volta a seu assento enquanto em cena, Christine Voe enterrava a faca que tinha arrebatado da mesa de provas 
no negro corao de seu marido.
-O filho de puta, -disse Eve outra vez-. No o vi vir. Ela o executou.
Sim, pensou Roarke, a Agatha Christie teria gostado de seu Eve. O senhor Wilfred repetiu aquelas palavras precisas quando a gente se precipitou em cena para amontoar-se 
sobre o corpo, e apartar ao Christine Voe.
-Algo est mau. -Outra vez, Eve se levantou, e agora seu sangue zumbia em um batimento do corao diferente. Esta vez agarrou o corrimo com ambas as mos, com os 
olhos fixos no cenrio-. Algo est mau. Como chegamos ali abaixo?
-Eve,  uma interpretao.
-Algum no est atuando. -Apartou a cadeira de seu caminho e saiu a pernadas do camarote enquanto Roarke notava que um dos extras se ajoelhava e contemplava o sangue 
em sua mo.
Alcanou ao Eve, e agarrou seu brao. 
-por aqui. H um elevador. Levar-nos diretamente abaixo atrs do pano de fundo. -Introduziu um cdigo. Desde algum stio, abaixo, uma mulher comeou a gritar.
-Isso  parte da obra? -exigiu Eve quando entraram no elevador.
-No.
-Bem. -Tirou seu comunicador de sua bolsa de noite-.  Dallas, Tenente Eve. Necessito uma unidade mdica. No Teatro New Globe, na Broadway e Trinta e oito. Condio 
e ferida ainda desconhecida.
guardou-se o comunicador em sua bolsa quando o elevador se abriu no caos. 
-Aparta a esta gente e manten sob controle. No quero que ningum do elenco ou do pessoal deixe o edifcio. Pode me conseguir uma recontagem?
-Encarregarei-me.
separaram-se, com o Eve abrindo acontecer com empurres pelo cenrio. Algum tinha tido a prudncia de deixar cair a cortina, mas detrs dela havia uma dzia de 
pessoas em vrias etapas de histeria.
-Retrocedam. -Ela estalou a ordem.
-Necessitamos um doutor. -A loira de olhos frios que tinha interpretado  esposa de Voe estava parada com ambas as mos agarradas entre seus peitos. O sangue manchava 
seu traje, e suas mos-. OH meu Deus. Que algum traga para um doutor.
Mas Eve se agachou ao lado do homem convexo boca a deso no piso e soube que era muito tarde para doutores. endireitou-se, e tirou sua insgnia. 
-Sou a Tenente Dallas, Departamento de Polcia e Segurana de Nova Iorque. Quero que todo mundo d um passo atrs. No toquem, nem tirem nada da rea do cenrio.
-foi um acidente. -O ator que interpretava ao Sir Wilfred se tirou a peruca de advogado. Sua maquiagem teatral se escorria com o suor-. Um terrvel acidente.
Eve olhou para baixo o atoleiro de sangue, a faca de po trespassado at a manga. 
-Esta  a cena de um crime. Quero que sua gente retroceda. Onde diabos esto os de segurana?
Ela levantou uma mo, e golpeou o ombro da mulher em que ainda pensava como Christine Voe. 
-Pinjente atrs. -Quando diviso ao Roarke aproximando-se desde bastidores com trs homens em uniforme, fez-lhe gestos.
-Acomode a estas pessoas fora do cenrio. Quero-os retidos. Leva-os aos camarins ou um pouco parecido. Oculta os, e manten vigiados. Isto vai para o pessoal tambm.
-Est morto?
-Isso ou ganhou o prmio ao melhor ator do sculo.
-Temos que mover ao pblico de adiante a um stio seguro. Mant-lo controlado.
-te mova e faz-o. V se pode averiguar se Olhe est ainda perto. Poderia necessit-la.
-Matei-o. -A loira retrocedeu dois passos, e levantou suas mos ensangentadas, cravando os olhos nelas-. O matei, -disse outra vez e se deprimiu.
-Grandioso. Fabuloso. Roarke?
-Encarregarei-me.
-Voc. -Apontou um dedo por volta de um dos guardas-. Comece a mover a esta gente para os camarins. Mantenha-os ali. Voc, -ordenou ao segundo guarda-, comece  a 
reunir ao pessoal, e os tcnicos. Quero as portas asseguradas. Ningum entra, e ningum sai.
Uma mulher comeou a soluar, vrios homens comearam a discutir a gritos. Eve contou at cinco, levantou sua insgnia ao ar, e gritou:
-Agora, escutem! Esta  uma investigao policial. Qualquer que se rehse a seguir as ordens estar interfiriendo com a investigao e se encontrar transportado 
 estao mais prxima onde sero encerrados. Quero este cenrio espaoso, e espaoso agora!
-nos movamos. -A moria com o papel secundrio da garota de Voe elegantemente passou por cima da inconsciente Christine-. Um par de vocs tipos grandes e fortes 
levantem nossa atriz, sim? necessito uma maldita bebida. -Ela olhou ao redor, com seus olhos verdes frios, e tranqilos-. Est permitido isso, Tenente?
-Enquanto no seja em minha cena do crime.
Satisfeita, Eve tirou seu comunicador. 
-Dallas, Tenente Eve. -Uma vez mais se ajoelhou ao lado do corpo-. Necessito que me enviem uma unidade de cena do crime imediatamente.

-Eve. -A doutora Olhe cruzou rapidamente o cenrio-. Roarke me disse... -Se interrompeu, e olhou para baixo o corpo-. meu Deus!  -Soltou um comprido suspiro, e voltou 
a olhar ao Eve-. O que posso fazer?
-Agora mesmo, pode te relaxar. No tenho minha equipe de campo. Peabody est em caminho, e chamei  equipe de cena do crime, e ao Mdico Forense. Assim at que eles 
cheguem,  tanto o mdico na cena como um funcionrio designado da polcia e segurana. Lamento danificar sua noite.
Olhe negou com a cabea, e comeou a ajoelhar-se pelo corpo.
-No, olhe o sangue. Poluir minha cena e arruinar seu vestido.
-Como aconteceu?
-diga-me isso voc. Todos o vimos. Usando meus agudos poderes de observao, identifico essa faca como a arma homicida. -Eve estendeu as mos-. No tenho nem sequer 
uma maldita lata de selador. Onde infernos est Peabody?
Frustrada por no poder comear a investigao ou um verdadeiro exame sem seus utenslios, girou e viu o Roarke. 
-Ficaria aqui por mim, doutora Olhe?
Sem esperar uma resposta, Eve cruzou o cenrio de um limiar. 
-me diga, o ato com a faca na ltima cena. Como funciona?               -perguntou ao Roarke.
- uma faca falsa. A lmina se retrai quando se pressiona contra uma superfcie slida.
-No esta vez, -murmurou Eve-. A vtima, qual  seu nome verdadeiro?
-Richard Draco. Uma contribuio muito vivaz. Suponho que ele est bastante cometido agora.
-Como de bem o conhecia?
-Assim que. Encontrei-me isso socialmente poucas vezes, mas principalmente conhecia seu trabalho. -Roarke se meteu as mos em seus bolsos e se balanou em seus tales 
enquanto estudava o olhar atordoado e fixa do Draco-. ganhou quatro vezes o Tony Award, e recolheu excelentes crticas nos filmes que tem feito. Ele  um xito de 
bilheteria, tanto no teatro como no cinema, e foi assim por vrios anos. Tem repertrio, -seguiu Roarke-, de ser difcil, arrogante, e infantil. Joga com as mulheres, 
e desfruta de uma certa quantidade de realces qumicos que possivelmente no satisfaam o cdigo do departamento de polcia.
-E a mulher que o matou?
-Areena Mansfield. Uma atriz brilhante. De uma estranha classe no temperamental, e dedicada a sua arte. Muito bem respeitada em crculos teatrais. Ela vive e trabalha 
principalmente em Londres, mas foi persuadida a transladar-se a Nova Iorque para este papel.
-Por quem?
-Em parte por mim. Conhecemo-nos faz vrios anos. E no, -adicionou, colocando as mos nos bolsos outra vez-, nunca me deitei com ela.
-No te perguntei isso.
-Sim, fez-o.
-Est bem, fiz-o, sigamos trabalhando. por que no te deitou com ela?
Um sorriso apenas perceptvel curvou sua boca. 
-Ao princpio porque ela estava casada. Ento, quando ela no...   -Passou a ponta do dedo com o passar da covinha no queixo do Eve-. Eu o estava. A minha esposa 
no gosta que durma com outras mulheres.  muito estrita a respeito disso.
-Tomarei nota disso. -Considerou suas opes, logo lhes deu  voltas-. Voc  conhece a maior parte destas pessoas, ou tem impresses deles de todos os modos. vou 
querer falar contigo mais tarde. -Suspirou-. Em registro.
- obvio.  possvel que fora um acidente?
-Algo  possvel. Tenho que examinar a faca, e no posso tocar ao filho de puta at que Peabody chegue. por que no volta ali, avisos e adula s pessoas? E mantn 
seus ouvidos abertos.
-Est-me pedindo que ajude em uma investigao oficial da polcia?
-No, no o fao. -E apesar das circunstncias, seus lbios quiseram tremer-. S disse que mantenha seus ouvidos abertos. -Golpeou-lhe no peito com o dedo-. E permanece 
fora de meu caminho. Estou de servio.
Ela se deu a volta afastando-se quando ouviu os severos retumbos do que s podiam ser sapatos policiais.
Peabody resplandecia com um brilho doloroso que Eve podia olhar atravs da amplitude do cenrio. Seu grosso casaco de uniforme de inverno estava grampeado at a 
garganta em um corpo robusto. Sua boina colocada exatamente no ngulo correto em cima de seu, cabelo escuro e liso.
Cruzaram o cenrio por extremos opostos, encontrando-se junto ao corpo. 
-Ol, doutora Olhe. -Peabody jogou uma olhada abaixo ao corpo, e apertou os lbios-. Parece um inferno de noite de estria.
Eve tendeu uma mo por sua equipe de campo. 
-Registro aceso, Peabody.
-Sim, senhor. -Porque para calor sob as luzes do cenrio, Peabody se tirou o casaco, dobrou-o, e o deixou a um lado. ficou a grabadora no pescoo de sua jaqueta 
de uniforme.
-Registro aceso, -disse quando Eve se cobriu as mos e os sapatos de noite com selador.
-Dallas, Tenente Eve, na cena, localizada-se no cenrio do Teatro New Globe. Tambm no lugar assistindo, Peabody, Oficial Delia, e Olhe, doutora Charlotte. A vtima 
 Richard Draco, varo de raa mesclada, a finais dos quarenta ou princpios dos cinqenta anos.
Ela lanou o selador ao Peabody. 
-Causa de morte, apualamiento, uma s ferida. O exame visual e a quantidade mnima de sangue indicam uma ferida ao corao.
Ela se agachou, e com seus dedos recubiertos recolheu a faca. 
-A ferida foi infligida pelo que parece ser uma faca de cozinha comum, de folha serrada aproximadamente de oito polegadas de comprimento.
-Meo-o e empacoto, Tenente.
-Ainda no, -murmurou Eve. Examinou a faca, tirou os microanteojos, examinou-o outra vez da manga  ponta-. O exame inicial no revela nenhum mecanismo para replegar 
a folha ante o impacto. Este no  uma faca de objeto de cenrio.
tornou-se para cima os culos, de modo que jazeram sobre a parte superior de sua cabea.
-Nenhuma faca de objeto de cenrio, nenhum acidente. -Ela passou a faca  mo selada do Peabody-.  homicdio.

Capitulo 2
-Poderia te necessitar, -disse Eve a Olhe enquanto os varredores trabalhavam sobre a cena do crime. O corpo do Draco j tinha sido empacotado, etiquetado, e ia caminho 
ao depsito de cadveres.
-O que posso fazer por ti?
-Temos a um par de dzias de uniformizados registrando nomes e direes do pblico. -Ela no quis pensar nas horas homem, as montanhas de papelada que entraria na 
entrevista de mais de duas mil testemunhas-. Mas quero comear o processo de interrogar dos atores principais antes de deix-los livre esta noite. No quero a nenhum 
advogado em cima meu at que consiga um melhor exame do assunto.
Justo  vista do pblico, pensou Eve enquanto estudava o cenrio, o teatro,  filas detrs filas de luxuosos assentos de felpa que tinham mantido a um auditrio absorto.
Algum foi frio e arrogante. E preparado.
-A gente se sente cmoda contigo, -continuou ela-. Quero a Areena Mansfield cmoda.
-Farei o que possa.
-Aprecio-o. Peabody, est comigo.
Eve cruzou o cenrio, moveu-se para os bastidores. Tinha uniformizados dispersos em todas partes da rea detrs decoraes. Os desventurados civis estavam ou colocados 
a porta fechada ou se acurrucaban em pequenos grupos.
-O que d sobre nossas possibilidades de manter aos meios se separados disto at a manh?
Peabody jogou uma olhada ao Eve. 
-Eu diria que zero, mas isso  ser otimista.
-Sim. Oficial. -Eve assinalou um uniformizado-. Quero guardas estabelecidos em cada entrada, e cada sada.
-J parece, senhor.
-Quero guardas dentro. Ningum deixa o edifcio, nem sequer a polcia. Ningum entra, sobre tudo reprteres. Est claro?
-Sim, senhor.
Dobrando por um estreito corredor atrs do pano de fundo, Eve explorou as portas, vagamente divertida com as estrelas douradas acrescentadas a vrias delas. Agrade 
com nomes se mostravam do mesmo modo. Passou pela porta marcada como Areena Mansfield, tocou brevemente, e logo entrou.
S levantou suas sobrancelhas quando viu o Roarke sentado em um sof cobalto, sustentando a mo da Areena.
 atriz faltava tirar a maquiagem de teatro, e embora as lgrimas o tinham arruinado, ainda estava maravilhosa. Levantou seus olhos para o Eve e imediatamente se 
encheram de medo.
-Ah Deus. Ah meu Deus. vou ser detida?
-Tenho que lhe fazer algumas pergunta, Sra. Mansfield.
-No me deixaram me trocar. Disseram que no podia. Seu sangue. -Suas mos revoaram diante de seu traje, e as empunhou-. No posso suport-lo.
-Sinto muito. Dra. Olhe, ajudaria  Srta. Mansfield com seu traje? Peabody o empacotar.
- obvio.
-Roarke, sal por favor. -Eve retrocedeu para a porta, e a abriu.
-No se preocupe, Areena. A tenente resolver. -depois de lhe dar  mo da Areena um aperto reconfortante, levantou-se e passou ante o Eve.
-Pedi-te que mantivera seus ouvidos abertos, no que brincasse com um de meus suspeitos.
-Tentar manter a uma mulher histrica lcida no  especialmente grato. -Ele suspirou-. Poderia tomar um brandy muito grande.
-Bem, vete a casa e tomada te um. No sei quanto estarei aqui.
-Acredito que posso encontrar o que necessito aqui.
-S vete a casa, -disse ela outra vez-. No h nada que tenha que fazer aqui.
-Como no sou um de seus suspeitos, -acrescentou com voz suave-, e possuo este teatro, acredito que posso ir e vir como me agrado.
Lhe aconteceu um dedo sob sua bochecha e se afastou.
-Sempre o faz, -resmungou, e logo voltou para camarim.
Ao Eve pareceu que camarim era um trmino humilde para um espao to grande, to exuberante. Um mostrador comprido, cor nata sustentava uma selva de potes, tubos, 
bastoncitos, garrafas, tudo arrumado com uma preciso militar. Sobre tudo isso brilhava um amplo espelho triplo debruado com luzes brancas magras.
Havia sofs, vrias cadeiras acolhedoras, um AutoChef de tamanho natural e uma unidade de refrigerador, um armrio, e sistema de mini-comunicao. O vesturio pendurava 
em uma larga rea de armrio, agora aberto de modo que Eve notava que os trajes e a roupa de rua estavam to religiosamente arrumados como a maquiagem. 
Em cada mesa, e agrupadas no cho, havia flores. O ar sobrecarregado fez ao Eve pensar em bodas. E enterros.
-Obrigado. Muito obrigado. -Areena tremeu ligeiramente quando Olhe a ajudou a ficar uma bata branca larga-. No sei quanto tempo mais poderia ter agentado... Eu 
gostaria de me tirar a maquiagem. -levou-se uma mo   garganta-. Gostaria de me sentir como eu mesma.
-Siga adiante. -Eve se acomodou em uma das cadeiras-. Esta entrevista ser registrada. Entende voc?
-No entendo nada. -Com um suspiro, Areena se sentou em um tamborete acolchoado diante de seu espelho de maquiagem-. Minha mente parece intumescida, como se tudo 
ocorresse um passo depois do que deveria ser.
- uma reao muito normal, -assegurou-lhe Olhe-. Freqentemente ajuda falar do acontecimento que causou a comoo, para revisar os detalhes, e assim poder tratar 
com eles. deixar os de lado.
-Sim, suponho que voc tem razo. -Trocando seu olhar do espelho, ela olhou ao Eve-. Voc tem que me fazer perguntas, e tem que estar no registro. Bem. Quero faz-lo.
-Registro aceso, Peabody. Dallas, Tenente Eve, em entrevista com o Mansfield, Areena, no camarim do sujeito no Teatro New Globe. Tambm est presente Peabody, Oficial 
Delia, e  Dra. Charlotte Olhe.
Enquanto Areena se tirava sua maquiagem teatral, Eve recitou o Miranda revisado.
 -Compreende seus direitos e responsabilidades, Srta. Mansfield?
-Sim.  outra parte do pesadelo. -Ela fechou seus olhos, tentou imaginar um campo branco puro, tranqilo, e sereno. E s podia ver sangue-. Em realidade est morto? 
Est Richard realmente morto?
-Sim.
-Matei-o. Apunhalei-o. -O estremecimento correu de seus ombros para baixo-. Uma dzia de vezes, -disse, abrindo seus olhos outra vez para se chocar com os do Eve 
no centro do espelho triplo-. Ao menos uma dzia de vezes ensaiamos essa cena. A coreografiamos com tanto cuidado, para que o impacto fosse maior. O que saiu mau? 
por que no se retraiu a faca? -O primeiro indcio de clera se mostrou em seus olhos-. Como pde ocorrer?
-me conduza a isso.  cena. Voc  Christine. Voc lhe protegeu, mentiu por ele. arruinou-se por ele. Logo, depois de todo isso, ele a aparta completamente, ostenta 
a outra mulher, uma mulher mais jovem, em sua cara
-Amei-o. Era minha obsesso... meu amante, meu marido, meu menino, todos em um. -Ela levantou seus ombros-. Acima de tudo, Christine amava ao Leonard Voe. Ela sabia 
o que ele era, o que fez. Mas isso no importava. Teria morrido por ele, assim de profundo e obsessivo era seu amor.
Mais tranqila agora, Areena lanou as finas roupas usadas na rampa do reciclador, e girou o tamborete. Sua cara estava o plida como o mrmore, seus olhos vermelhos 
e inchados. E de todos os modos, irradiava beleza.
-Nesse momento, cada mulher na audincia a compreende. Se no haverem sentido essa classe de amor, em alguma parte de si mesmos desejam o ter. Assim  que quando 
se d conta que depois de tudo o que fez, ele a pode descartar to framente, quando compreende totalmente o que  ele, ela agarra a faca.
Areena levantou uma mo empunhada, como se agarrasse a manga. 
-Sente desespero? No, ela  uma criatura de ao. Nunca passiva.  em um instante, um impulso, mas um profundo. Crava-lhe a faca, justo quando o abraa. Amor e 
dio, ambos em sua forma mais alta, ambos dentro dela nesse instante.
Ela contemplou a mo que tinha levantado, e comeou a tremer. 
-meu deus. meu deus! -Com um movimento frentico, abriu de um puxo uma gaveta de seu penteadeira.
Eve estive de p, com sua mo sujeitando com fora a boneca da Areena em um instante.
-Eu... um cigarro, -conseguiu dizer-. Sei que no posso fumar no edifcio, mas quero um cigarro. -Empurrou a mo do Eve-. Quero um maldito cigarro.
Eve jogou uma olhada na gaveta, viu o caro pacote de dez herbrios. 
-Estamos em registro. Obter uma multa automtica. -Mas retrocedeu.
-Meus nervos. -Ela pinou com o acendedor at que Olhe se adiantou, o amavelmente abriu, e o acendeu-. Obrigado. Bem. -Areena deu uma profunda imerso, e o soltou 
devagar-. O sinto. Pelo general no sou  assim... to frgil. O teatro destroa aos fracos, e rapidamente.
-Voc o faz muito bem. -Olhe manteve sua voz baixa, serena-. Fal-lo com a Tenente Dallas ajudar.
-No sei que dizer. -Areena olhou em seguida a Olhe com a confiana que Eve tinha querido ver brilhando em seus olhos-. S ocorreu.
-Quando recolheu a faca, -interrompeu Eve-, notou voc algo diferente?
-Diferente? -Areena piscou quando se concentrou no Eve outra    vez-. No. Estava exatamente onde se supunha devia estar, com a manga para mim para fazer o movimento 
rpido e singelo. Levantei-o, para dar ao pblico um momento para sobressaltar-se ao ver a folha. A iluminao foi desenhada para apanh-lo, e cintilar nos borde. 
Logo carreguei. H s dois passos da mesa ao Richard. Tome seu brao direito, entre o cotovelo e o ombro, com minha mo esquerda, o sujeito, jogo para trs a direita, 
logo... o impacto, -disse depois de outra larga imerso-, a faca de objeto de cenrio contra seu peito libera o pacote de sangue de teatro. No sustentamos ali um 
instante, s dois segundos, intimamente, antes de que outros entrem rpido em cena e se joguem em me separar.
-Qual era sua relao com o Richard Draco?
-O que? -Os olhos da Areena se vidraram.
-Sua relao com o Draco. me fale sobre ela.
-Com o Richard? -Areena apertou os lbios, sua mo subiu entre seus peitos para massage-la base de sua garganta como se as palavras estivessem pegas ali, como arestas-. 
Nos conhecemos por vrios anos, trabalhamos juntos antes -e bem- mais recentemente em uma produo em Londres de "Duas vezes Posedo".
-E pessoalmente?
Houve uma vacilao, menos do meio batimento do corao, mas Eve a notou e registrou.
-Fomos bastante amistosos, -disse-lhe Areena-. Como pinjente, conhecemo-nos por anos. Os meios noticiosos em Londres publicaram um romance entre ns durante aquele 
ltimo trabalho. A obra era um romance. Desfrutamos da vantagem do interesse. Vendeu ingressos. Estava casada nesse momento, mas isso no lhe fez ao pblico desistir 
de nos ver como um casal. Divertimo-nos.
-Mas nunca o fizeram.
-Estava casada, e era o bastante preparada, Tenente, para saber que Richard no era a classe de homem por quem atirar um matrimnio ao lixo.
-Porque?
- um excelente ator. Era, -corrigiu-se, tragou com fora antes de lhe dar outra imerso a seu cigarro-. No era uma pessoa particularmente boa. OH, isso sonha perverso, 
horrvel. -Sua mo se levantou para sua garganta outra vez, seus dedos trementes contra a carne-. Sinto haver dito algo cruel e horrvel dele, mas eu... quero ser 
to honesta como posso. Tenho medo. Estou aterrorizada porque pensar que quis dizer isso para me salvar.
-No momento, no penso nada. Quero que me conte sobre o Richard Draco.
-Bem. Est bem. -Ela suspirou, e aspirou o cigarro como se fora uma palha-. Os outros o diro em todo caso. Richard era muito egosta e egocntrico, como muitos... 
a maioria dos que estamos neste negcio. No lhe guardava rancor. E aceitei sem pensar a possibilidade de trabalhar com ele nesta obra.
-Voc  consciente de algum mais que, acreditando-o no ser uma pessoa em particular boa, pde ter tido algo contra ele?
-Imagino que Richard insultou ou ofendeu a todo mundo conectado a esta produo em algum momento. -Ela se pressionou com o dedo o flanco interior de seu olho, como 
se aliviasse alguma presso-. Certamente houve sentimentos machucados, queixa, murmrios, e rancores. Assim  o teatro.
O teatro, por isso ao Eve concernia, era um ofcio de loucos. A gente chorava profusamente, soltava discursos incoerentes quando qualquer advogado mdio preparado 
lhes teria aconselhado que dissessem sim, no, e se fechassem profundamente. Expuseram, expandiram-se, e muitssimos conseguiram converter a morte de um companheiro 
em um drama onde eles mesmos tinham um papel protagnico. 
-Noventa por cento tolices, Peabody.
-Me imagino. -Peabody cruzou a rea de entre bastidores, tratando de olhar a todas partes rapidamente-. Mas  algo espetacular. Todas essas luzes, e o holo cenrio, 
e h uns trajes seriamente magnficos se voc gostar do antigo. No crie que seria assombroso estar  frente e ter a todas essas pessoas te observando?
-Arrepiante. vamos ter que deixar que algumas pessoas se vo antes de que comecem a gemer sobre seus direitos constitucionais.
-dio quando isso ocorre.
Eve sorriu burlonamente, e explorou seu bloco de papel de notas. 
-at agora, conseguimos um quadro interessante da vtima. Ningum em realidade quer diz-lo, mas lhe tinham bastante rancor. Inclusive quando no querem diz-lo, 
fazem-no de todos os modos, enquanto se esfregam as lgrimas de seus olhos. vou olhar aqui atrs. Segue adiante e ter que os uniformizados soltem a essas pessoas. 
te assegure que temos todos os dados apropriados deles, que lhes indiquem a advertncia padro. Estabelece entrevistas para amanh.
-Em Central ou fora?
-Mantenhamo-lo ligeiro e vamos por eles. No momento. depois de que os tenha feito, est livre. me encontre na Central s... oito.
Peabody moveu seus ps. 
-Vai a casa?
-Eventualmente.
-Posso ficar at que o faa.
-No  necessrio. Faremos as coisas melhor manh comeando como novas. S revolve as entrevistas. Quero falar com tantas pessoas como  possvel quanto antes. E 
quero um seguimento a Areena Mansfield.
-Sim, senhor. Bonito vestido, -acrescentou quando se guardou seu registro de  notas-. vais ter que tirar o sangue e a imundcie do arena da saia antes de que se 
pegue.
Eve olhou para baixo, e franziu o cenho na coluna negra elegante. 
-Maldio. dio no estar vestida para o trabalho. -Girou, e caminhou a pernadas para o profundo detrs decoraes, onde um uniformizado custodiava um gabinete enorme, 
fechado com chave.
-Chave. -Ela tendeu uma mo enquanto o uniformizado tirava uma chave de uma bolsa de evidncias-. Algum tratou de entrar nesta coisa?
-O encarregado dos acessrios voltou... tipo velho, bastante instvel. Mas no me deu nenhuma molstia.
-Excelente. Saia  frente e diga aos varredores que estejam preparados para ocupar-se desta rea em aproximadamente dez minutos.
-Sim, senhor.
Sozinha, Eve abriu o gabinete e abriu as portas dobre. Franziu o cenho, notando a caixa de puros, o telefone antiquado, e outros artigos pulcramente arrumados em 
uma rea marcado Escritrio do Sir Wilfred.
Outra seo continha acessrios que tinham sido usados na cena da barra. A seo da sala do tribunal estava vazia. Pelo visto, o encarregado era muito cuidado sobre 
substituir e arrumar seus acessrios, e o fazia assim diretamente depois de que a cena onde se precisavam acabava. 
Algum to meticuloso no teria confundido uma faca de cozinha com um de objeto de cenrio.
-Tenente Dallas?
Eve olhou para trs e viu a jovem moria do ltimo ato movendo-se das sombras dos bastidores para as luzes. trocou-se seu traje e tinha posto um singelo macaco negro. 
Seu cabelo tinha sido penteado em ondas apertadas e caa direta e esplendorosamente pelo centro de suas costas.
-Espero no perturbar seu trabalho. -Ela tinha a entonao dbil, e suave do sul, e um sorriso fcil em sua cara quando se aproximou-. Esperava falar com voc. Seu 
ajudante me disse que era livre de ir, no momento.
-Isso  correto. -Eve repassou em sua mente o programa que tinha examinado depois do assassinato-. Srta. Landsdowne.
-Carly Landsdowne, Diane nesta trgica produo. -Ela moveu seus grandes olhos azuis ao gabinete-. Espero que no pense que Pete teve algo que ver com o que aconteceu 
com Richard. O velho Pete no faria mal a uma mosca embora lhe zumbisse em seu ouvido.
-Pete seria o encarregado de  cena?
-Sim. E to inofensivo como se v. Isso no pode dizer-se de todos neste pequeno circo.
-Obviamente. H algo especfico que queira?
-S lhe dizer o que duvido muito que outros faam, ao menos ao princpio. Todos odiavam ao Richard.
-Inclusive voc?
-OH, claro que sim. -Ela o disse com um sorriso brilhante-. Ele pisava em suas linhas em cada oportunidade que tinha, interrompia suas interpretaes, algo que atrara 
a ateno para ele e longe de qualquer outro. Fora do cenrio, era um pequeno verme cruel. Seu mundo girava ao redor de uma coisa, seu prprio ego.
Ela se encolheu de ombros delicadamente. 
-Voc o ouvir de algum finalmente, assim pensei que seria mais conveniente se o ouvia de mim. Fomos amantes por um breve perodo. Acabou faz um par de semanas, 
em uma pequena cena repugnante. Ao Richard gostava das pequenas cenas repugnantes e encenou esta para ter um grande impacto. Durante nosso primeiro ensaio  geral 
completo.
-Tomo como que ele rompeu as coisas.
-Sim. -Ela o disse descuidadamente, mas o brilho em seus olhos verdes disse ao Eve que o ressentimento ainda fervia a fogo lento-. Ele fez um esforo extraordinrio 
para me encantar, e uma vez que eu adorei, ocupou-se de me humilhar diante da partilha e a equipe. Esta era minha primeira produo na Broadway.
Ela jogou uma olhada ao redor, e embora seus lbios estivessem curvados, o sorriso era agudo como o cristal quebrado. 
-Estava verde, Tenente, mas amadurecido rpido. No me incomodarei em lhe dizer que sinto que esteja morto, mas sim que no penso que por ele valesse a pena matar.
-Estava apaixonada por ele?
-No tenho espao para o amor neste ponto de minha carreira, mas estava... deslumbrada. Muito, penso que meu personagem ficou deslumbrado pelo Leonard Voe. Duvido 
que haja algum comprometido nesta produo quem no tivesse algum rancor contra Richard. Quis lhe expor o meu primeiro.
-Aprecio-o. Voc disse que ele a humilhou. De que modo?
-Em sua ltima cena, a mesma onde baixo com ele na sala do tribunal e ele encara ao Christine, ele interrompeu minhas linhas para ela, investindo ao redor do cenrio, 
afirmando que minha entrega era plaina.
Seus lbios se apertaram, e seus olhos cintilaram. 
-Ele comparou a falta de paixo e estilo a minha interpretao na cama. Chamou-me uma estpida provinciana que tratava de trocar a falta de talentos com meu aspecto 
geral brandamente atrativo e um bom par de peitos.
Carly se tornou para trs o cabelo, um gesto preguioso em direto contraste com a fria brilhante em seus olhos. 
-Ele disse que eu era aborrecida, e embora o tinha divertido algum tempo, se no poderia fingir atuar em minha mnima capacidade, veria que fosse substituda por 
algum que sim pudesse.
-E isso foi uma surpresa completa para voc?
-Ele era uma serpente. As serpentes golpeiam rapidamente, porque so covardes. Devolvi alguns tiros, mas no foram meus melhores. No estava preparada, e sim envergonhada. 
Richard se foi arejado do cenrio, e se encerrou em seu camarim. O diretor ajudante partiu para tratar de aplac-lo, e fizemos a cena outra vez com o suplente do 
Richard.
-E quem  o suplente?
-Michael Proctor. Ele  muito bom, a propsito.
-E se a obra volta a produzir-se, faria ele o papel?
-Essa  uma pergunta para os produtores, suponho. Mas no me surpreenderia, pelo menos a curto prazo.
-Avaliao a informao, Srta. Landsdowne. -E tanta informao, inesperada, sempre era suspeita.
-No tenho nada que esconder. -Ela moveu seus ombros outra vez e manteve esses grandes olhos verdes na cara do Eve-. E se o fizesse, imagino que voc o desenterraria. 
ouvi bastante a respeito da esposa polcia do Roarke os ltimos meses. Tomou uma certa arrogncia, no pensa, escolher uma noite que voc estaria no pblico para 
cometer o assassinato?
-requer-se arrogncia para tomar a vida de outro. Estarei em contato, Srta. Landsdowne.
-No o duvido.
Eve esperou at que a mulher quase saiu de bastidores. 
-Uma coisa.
-Sim?
-Voc no sente muito carinho pela Areena Mansfield tampouco.
-No tenho sentimentos fortes por ela de uma ou outra forma.  -Carly inclinou sua cabea, e arqueou uma sobrancelha-. por que o pergunta?
-Voc no foi muito compassiva quando ela se deprimiu.
O sorriso voltou, o bastante brilhante para brincar nas ltimas filas. 
-Um primor malditamente frgil, no? Atores, Tenente Dallas, voc no pode confiar neles.
Com uma sacudida casual de seu cabelo, ela saiu.
-Assim, -murmurou Eve-, quem trabalha?
-Tenente. -Um dos varredores, uma moa, viosa, partiu para o Eve. Seu macaco protetor folgado fez uns poucos rudos com cada passo-. Consegui um pequeno brinquedo 
que acredito que voc querer olhar.
-Bem, bem. -Eve tomou a bolsa de provas, e apertou os lbios quando estudou a faca. Atravs  do plstico claro apalpou a ponta da lmina, e sentiu que se retraa-. 
Onde encontrou, ah... -Procurou o nome costurado ao peito do macaco cinza plido-. Lombowsky.

-Em um floreiro cheio de genunas rosas vermelhas, de esculpo comprido. Bonitas flores. O quarto estava cheio delas como um enterro oficial ou algo pelo estilo. 
No camarim da Areena Mansfield.
-Bom trabalho.
-Obrigado, Tenente.
-Sabe onde est Mansfield?
-No salo do elenco. Seu homem est com ela.
-Peabody?
-No, senhor. Seu marido. -Lombowsky esperou at que Eve franzisse o cenho sobre a faca de objeto de cenrio antes de que ela se atrevesse a levantar suas sobrancelhas. 
Tinha sido seu primeiro olhar prximo ao Roarke, e ela o considerou digno de dois profundos olhares.
-Termine o varrido, Lombowsky.
-Estou nisso, Tenente.
Eve saiu a pernadas do cenrio e agarrou ao Peabody saindo de um camarim. 
-Tenho quatro das entrevistas programadas.
-Perfeito. Mudana de planos para esta noite. -Eve levantou a faca falsa-. Os varredores o encontraram no camarim do Mansfield, metido dentro com algumas rosas.
-vais acusar a?
-Seu advogado a soltaria antes de que a metesse na Central.  um golpe terrivelmente retorcido, no, Peabody? Ela o mata diante do teatro completo e esconde a faca 
de objeto de cenrio em seu prprio camarim. Muito ordenado ou muito estpido. -Eve girou a bolsa de evidncias em suas mos-. Vejamos o que tem que dizer sobre 
isso. Onde est o salo do elenco?
-No nvel inferior. Podemos tomar a escada.
-J. Sabe algo sobre atores?
-Seguro. Os Free-Agers so partidrios de todas as artes. Minha me fez um pouco de teatro experimental enquanto eu crescia, e duas de minhas primos so atores. 
Vivem do trabalho de teatro e um pouco de material em tela. E minha bisav foi uma artista de interpretao em So Francisco antes de que se retirasse. Logo est 
m...
-Est bem, est bem. -Sacudindo sua cabea, Eve baixou a escada-. Como agenta a toda essa gente amontoando-se em sua vida?
-Eu gosto da gente, -disse Peabody alegremente.
-por que?
J que no era uma pergunta que requeresse uma resposta, Peabody gesticulou para a esquerda quando chegaram ao p das escadas. 
-Voc gosta, tambm. S pretende ser complicada.
-Sou complicada. Sim e quando soltar ao Mansfield, ou o faam seus advogados, quero que pegue a ela. Se se for a casa, e se instala, pede que um par de uniformizados 
vigiem seu lugar. Temos bastante para uma autorizao de vigilncia. Quero saber onde vai e o que faz.
-Quer que agora me ocupe de investigar seus antecedentes?
-No, eu me ocuparei.
Eve abriu a porta do salo. Roarke como se nada tinha seus dedos nos seus, e estava longe de ver-se lamentvel. Obviamente queria manter a seu talento cmodo e no 
tinha regulado em gastos para garanti-lo.
Havia duas reas de assentos separadas com sofs felpudos flanqueados por serventes droides. O quarto tinha forma de l, com o lado curto oferecendo um AutoChef que 
assumiu estava totalmente abastecido, um geladeira transparente que continha uma variedade de bebidas frite, e uma mesa pequena, separada com um pequeno sistema 
de computador.
Roarke estava sentado, comodamente a julgamento do Eve, ao lado da Areena na rea de assentos  direita, girando uma taa de brandy. Seu olhar; aquele cintilao 
azul, transladou-se  cara de sua esposa, brilhou, e lhe recordou a primeira vez que o tinha visto, cara a cara.
No tinha estado fazendo de niero de um suspeito de assassinato ento. Ele tinha sido o suspeito.
Seus lbios se curvaram em um sorriso preguioso, intima.  
-Ol, Peabody, -disse ele, mas seus olhos permaneceram na cara do Eve.
-Tenho algumas pergunta mais para voc, Srta. Mansfield.
Areena piscou  para o Eve, e agitou suas mos. 
-OH, mas pensei que tnhamos terminado pela tarde. Roarke acaba de arrumar o transporte de volta a meu apartamento de cobertura.
-O transporte pode esperar. Registro aceso, Peabody. Necessita voc que lhe refresque seus direitos e obrigaes relativas a esta investigao, Srta. Mansfield?
-Eu... -a agitada mo aterrissou em sua garganta, e se deteve ali-. No. S no sei que mais posso lhe dizer.
-Reconhece isto? -Eve atirou a faca de objeto de cenrio selado na mesa entre eles.
-parece-se com... -Estendeu sua mo ainda agitada, estendeu-a, logo a apertou e se tornou para trs-. Essa  a faca falsa.  o de objeto de cenrio que deveria ter 
estado no cenrio quando... OH, Deus. Onde o encontrou?
-Em seu camarim, escondo entre as rosas vermelhas.
-No. No. -Muito devagar, Areena negou com a cabea de um lado a outro. Cruzou os braos sobre seus peitos, e enterrou os dedos em seus ombros-. Isso no  possvel.
Se era uma atuao, refletiu Eve, era malditamente boa. Os olhos estavam vidrados, os lbios e os dedos tremiam. 
-No  s possvel,  um fato. Como chegou at ali?
-No sei. Digo-lhe que no sei. -Em um repentino arrebatamento de energia, Areena ficou de p. Seus olhos j no estavam frgeis, a no ser selvagens e agitados-. 
Algum o ps ali. Quem quer que trocou as facas o ps ali. Querem que seja culpada pelo do Richard. Querem que sofra por isso. No foi o bastante, Meu deus, no 
foi bastante hav-lo matado?
Ela estendeu sua mo, uma Lady Macbeth, contemplando o sangue j lavado.
-por que? -A voz do Eve era fria e plaina-. por que no simplesmente atir-lo, em uma esquina, ou um depsito de reciclagem?  por que o esconderia algum em seu 
camarim?
-No posso pensar... em quem me odiaria tanto. E Richard... -As lgrimas brilharam, e caram magnificamente quando se girou-. Roarke. Voc me conhece. Por favor, 
me ajude. lhe diga que eu no poderia ter feito algo to terrvel.
-Sejam quais sejam as respostas, ela as encontrar. -Ele se levantou, lhe deixando entrar em seus braos para chorar enquanto olhava a sua esposa por sobre sua cabea-. 
Pode estar segura disso. No  assim, Tenente?
- voc seu representante? -Eve se recuperou rapidamente e ganhou uma sobrancelha levantada.
-Quem, alm de voc mesma, tem acesso a seu camarim, Srta. Mansfield?
-No sei. Qualquer, em realidade, do elenco e a equipe. No o mantenho fechado.  inconveniente. -Com sua cabea ainda descansando no ombro do Roarke, tomou ar para 
acalmar-se.
-Quem lhe enviou as rosas vermelhas? E quem as levou a quarto?
-No sei. Houve tantas flores. Meu ajudante tomou os cartes. Ela teria famoso  pessoa em cada uma. Um dos mensageiros entrou algumas entrega. A gente entrava e 
saa at trinta minutos antes do pano de fundo.  quando me aslo das visitas para assim poder me preparar.
-Voc esteve de volta em seu camarim depois de sua cena inicial e outra vez para trocar o traje a todo o comprido da obra.
-Assim . -Mais tranqila, Areena se separou do Roarke, e confrontou ao Eve-. Tenho cinco mudanas de traje. Meu ajudante estava comigo. Esteve no camarim comigo 
cada vez.
Eve tirou sua caderneta.
 -O nome de seu ajudante?
-Tricia. Tricia Beets. Lhe dir que no escondi o acessrio. Ela o dir. lhe pergunte.
-Farei-o. Meu ajudante a levar de retorno a seu apartamento de cobertura.
-Posso ir ?
-No momento. Manterei-me em contato. Registro apagado, Peabody. Leve a Srta. Mansfield de volta a sua residncia.
-Sim, senhor.
Areena agarrou o casaco que ela tinha deixado sobre o brao do sof, e o passou ao Roarke de um modo que Eve teve que apreciar. To feminina, to brandamente confiada 
em que um homem estaria justo ali para envolv-la em seu casaco.
-Quero que voc apanhe a quem o fez, Tenente Dallas. Desejo-o muito. E ainda assim, ainda quando quem quer que arrumou que isto acontecesse seja castigado, sempre 
saberei que foi meu emano a que o causou. Sempre saberei isso.               
Ela retrocedeu, e tocou o dorso da mo do Roarke com seus dedos.
-Obrigado, Roarke. No teria podido atravessar esta noite sem ti.
-Descansa um pouco, Areena.
-Espero poder faz-lo. -Inclinou a cabea, e saiu com o Peabody permanecendo impvidamente atrs.
Franzindo o cenho, Eve recolheu a bolsa de evidncia, e a guardou em sua equipe de campo. 
-lhe gostaria de trocar o fato de que no te deitasse com ela.
-A srio o pensa?
O rastro apenas perceptvel de diverso em sua voz foi justo o adequado para irritar-se. 
-E voc simplesmente o desfruta, verdade?
-Os homens so porcos. -Ele avanou, e roou com seus dedos sua bochecha-. Ciumenta, querida Eve?
-Se eu estivesse ciumenta de cada mulher com a que tiveste sexo, combinado com cada mulher que deseja que o tivesse feito ou o desejaria, passaria minha vida verde.
Ela comeou a girar, e apartou de repente sua mo quando ele agarrou seu brao. 
-Solta.
-Acredito que no. -Para demonstr-lo, tirou-a do outro brao, e a atirou firmemente contra ele. O humor estava em sua cara e ento,  maldita seja, houve uma ternura 
contra a que ela no tinha nenhuma defesa-. Te amo, Eve.
-Sim, sim.
Ele riu, inclinou, e mordeu seu lbio inferior brandamente. 
- uma parva romntica.
-Sabe qual  seu problema, listillo?
-por que no me diz isso?
- um orgasmo andante. -Ela teve o prazer de ver seus olhos alargar-se.
-No acredito que isso seja absolutamente um elogio.
-No se supunha que o fora. -Era muito estranho escapulir-se baixo esse hbil refinamento e lhe golpear um nervo, pensou. Que foi pelo que o desfrutou tanto-. vou 
falar com a ajudante do Mansfield, a ver se confirmar a histria. Com isso termino aqui por esta noite. Posso comear a correr alguns dados de fundo caminho a casa.
Ele recuperou seu casaco, o dela, e seu equilbrio. 
-Acredito que vais estar muito ocupada para correr dados caminho a casa.
-Fazendo o que?
Ele sustentou seu casaco antes de que ela pudesse tom-lo e se encolheu de ombros. Pondo os olhos em branco, girou-se, e colocou os braos nas mangas. Ento soltou 
um som afogado quando ele sussurrou uma sugesto especialmente imaginativa em seu ouvido.
-No pode fazer isso na parte traseira de uma limusine.
-Quer apostar?
-Vinte.
Ele tomou sua mo para conduzi-la. 
-Feito.
Ela perdeu, mas foi um dinheiro bem gasto.

* * * * *
"Se se fazia quando devia fazer-se, ento estava bem que fora feito rapidamente".
Pois bem, parecia, bem feito e feito rapidamente. E me atrevo a citar a obra escocesa enquanto estou sozinho. Um assassino. Ou, como Christine Voe em nossa engenhosa 
obra, s sou um verdugo?
 estpido de mim parte que registre meus pensamentos. Mas esses pensamentos so to fortes, to enormes, to brilhantemente dissimulados que me pergunto se o mundo 
no pode v-los saltar de minha cabea. Penso que este falar em voz alta onde ningum pode me ouvir pode sosseg-los. Esses pensamentos devem ser silenciados, devem 
ser sepultados.  um momento precrio. Devo agudizar minha fora.
Os riscos foram sopesados antes de que de que a ao se fizesse, mas como podia saber, como poderia ter imaginado o que seria v-lo morto e sangrando no centro do 
cenrio? Inclusive ainda. Jazendo alm na branca esteira das luzes.
Era melhor no pensar nisso.
Agora  o momento de pensar em mim mesmo. Ser cauteloso, ser inteligente. Para estar tranqilo. No tinha havido enganos. No devia haver nenhum agora. Manterei 
meus pensamentos quietos, colocados profundamente dentro de meu corao.
Embora eles queiram gritar de jbilo.
Richard Draco est morto.
Capitulo 3
Considerando o estado da equipe ao seu dispor na Central de Polcia, Eve se salvou de uma considervel frustrao e dirigiu as investigaes iniciais em casa. Roarke 
amava seus brinquedos, e o computador e os sistemas de comunicaes em seu escritrio de casa faziam que a sucata da Central se visse como algo anterior do segundo 
milnio.
O qual quase era.
Caminhando de cima abaixo por seu escritrio com sua segunda taa de caf, escutou enquanto seu computador listava os detalhes oficiais da vida da Areena Mansfield.
Areena Mansfield, nascida Jane Stoops, em oito de novembro de 2018, Wichita, Kansas. Pais, Adalaide Munch e Joseph Stoops, unio de coabitao disolvida no 2027. 
Um irmo, varo, Donald Stoops, nascido em doze de agosto de 2022.
Deixou correr os dados de sua educao para imprimir... todo material padro que at o Eve poderia saber diretamente por sua inscrio no Instituto de Artes Dramticas 
de Nova Iorque  idade de quinze anos.
Saiu do inferno de Kansas  primeira oportunidade, refletiu Eve, e no podia culp-la. Que fazia a gente ali com tudo esse trigo e milho, de qualquer forma?
Os crditos profissionais da Areena comearam jovem. Modelo de adolescente, circulando por obras, e um breve perodo em Hollywood antes de um retorno para viver 
do teatro.
-Sim, sim, blah, blah. -Eve retornou a sua mquina-. Computador, procure e liste qualquer registro criminal, tudas as detenes.
Trabalhando...
O computador cantarolou com tranqila eficincia. Compar-la com o monto imprestvel de chips pelo que amaldioava em Central a fez mofar-se.
-Ter que casar-se com um billonario para ter um traste decente estes dias.
Busca completa.
Posse de ilegais, New Os Anjos, 2040.
-Agora estamos falando. -Intrigada, Eve se sentou atrs do escritrio-. Continue.
O trato de splica teve como resultado liberdade condicional com reabilitao obrigatria padro. Obrigao satisfeita em Centro de Reabilitao Memorial Keith Richards, 
em New Os Anjos.
Consumo de ilegais com cargos circunstanciais de exibio impudica, Nova Iorque, 2044. Segunda reabilitao ordenada e satisfeita em Clnica Nova Vida, em  Nova 
Iorque.
No mais atividades criminais cotadas em arquivo do sujeito.
-Isso  bastante bom. Qual era sua droga de eleio?
Trabalhando... O arquivo indica uma combinao de xtasis/Zoner em ambos os cargos.
-Isso te dava a viagem, certo?
Reformule a pergunta por favor.
-No importa Procure e liste coabitao e/ou dados de matrimnio.
Trabalhando... Licena de coabitao formal subministrada em New Os Anjos para a Areena Mansfield e Broderic Peters em junho do 2048 para abril do 2049, a unio 
se dissolveu mutuamente. Licencia matrimonia subministrada em Londres, Inglaterra, para a Areena Mansfield e Lawrence Baristol, Setembro do 2053. Apresentada uma 
petio de divrcio, Mansfield v/s Baristol em janeiro de 2057, sem oposio e concedido. Nenhum menino resultado de unies de coabitao ou matrimnio.
-Perfeito. Procure e liste qualquer crdito profissional em produes que incluram o Richard Draco.
Trabalhando... Produo do Off-Broadway do drama "Asas Rotas", de maio a outubro do 2038. Sujeito e Draco, Richard, em papis secundrios na obra. Produo de vdeo 
de pequena tela, "Mora por Amor", protagonizado pelo sujeito e, Richard Draco, gravada em New Os Anjos, 2040. Produo de vdeo, Nova Iorque, "Cheque mate", protagonizado 
por sujeito e Draco, fevereiro do 2044. Produo de Artes de Londres do drama, sujeito "Duas vezes Posedo", protagonizado pelo sujeito e, Richard Draco, desde fevereiro 
do 2054 a junho daquele ano.
-Interessante sincronizao, -murmurou, movendo-se ociosamente para arranhar as orelhas do gato gordinho que tinha saltado em seu escritrio. Quando Galahad se acomodou 
diretamente frente  tela do computador, Eve viu o Roarke entrar pela porta que conectava seus escritrios particulares.
-No mencionou que Areena tinha o hbito dos ilegais.
-Tinha  a palavra atual.  relevante?
-Tudo  relevante. Est seguro que seu afeto pelos ilegais  do passado?
-Que eu saiba, ela esteve poda por mais de uma dzia de anos.                  -Quando se sentou no bordo do escritrio, Galahad se deslizou para golpear sua cabea 
contra a mo de dedos largos do Roarke-. No crie na reabilitao, Tenente?
-Casei-me contigo, no?
Como o fez sorrir abertamente, ela inclinou sua cabea. 
-Tampouco mencionasse que ela e Draco estiveram juntos em algumas produes durante anos.
-No perguntou.
-Em caso de que dois de seus atores relacionados em tudo coincidam com suas condenaes como ilegais.
-OH. Hmmm. -Roarke enviou ao Galahad ao xtase felino com um dedo magro sobre a pelagem.
-Quo unidos estavam, Roarke?
-Puderam ter estado envoltos. Correram muitas falaes a respeito disso durante seu ltimo projeto, juntos em Londres. No conheci a Areena at uns quantos anos 
atrs, quando estava casada e vivendo em Londres. E nunca a vi junto ao Richard at que lanamos esta obra. -Ele levantou um ombro,  e se serve o que ficava do caf 
do Eve.
-Quando investigue  vtima, encontrarei cargos de ilegais?
- possvel. Se Areena ainda os usa, foi discreta e profissional. No perdeu nenhum ensaio, nem houve cenas temperamentais. Eu no usaria o trmino discreto na mesma 
orao com o Draco, mas ele cumpria com seu trabalho. E se estiveram envoltos de uma maneira romntica ou sexual, mantiveram-no a portas fechadas.
-Ningum  nunca o bastante discreto. Se se sacudiam o um ao outro, algum sabia. E se rodavam ofegantes ou se  metiam ilegais, acrescenta alguns ngulos.
-Quer que o averige?
Ela se levantou, e se inclinou at que seu nariz se chocou com a sua. 
-No. Agora, se houver alguma parte que no entendeu, me lhe deixe repetir isso No. Entendeu-o?
-Acredito que sim. Tenho uma reunio em So Francisco em umas horas. Summerset sabe como me localizar se me necessitar.
Seu cenho ante a meno do estirado e imbecil ajudante do Roarke foi instantneo e sincero. 
-No o necessitarei.
-Deveria estar casa antes das nove. -Ele se levantou, deslizou suas mos para cima pelos lados de seu corpo, logo abaixo outra vez por volta de seus quadris-. Chamarei 
se chegar um pouco mais tarde.
Entendeu que ele a tranqilizava a respeito de que no estaria sozinha de noite... s onde os pesadelos a perseguiam. 
-No tem que preocupar-se por mim.
-Eu gosto de faz-lo.
Ele inclinou sua cabea para lhe dar um beijo ligeiro, mas ela trocou o tom, a textura, aproximando o de um puxo, com sua boca quente e vida. Suas mos se enterraram 
em seu cabelo, e seu sangue se inflamou antes de solt-lo.
Teve a satisfao de ver que seus olhos se obscureceram e seu flego acelerado. 
-Bem. E isso por que foi?
-Eu gosto de faz-lo, -disse e recolheu sua taa de caf vazia-. V. -Lhe lanou um sorriso sobre seu ombro enquanto ia  cozinha por mais.

Eve protegeu suas chamadas em sua unidade de casa, sua unidade de palma, seu veculo, e sua equipe no escritrio na Central. Se sua matemtica estavam bem, tinha 
recebido vinte e trs chamadas de reprteres, as quais passavam por todas as gamas de encanto, splicas, ameaas ambguas, e subornos menores, da meia-noite. Seis 
delas, em estados diferentes e com um aumento de nveis de frustrao e urgncia, eram do Nadine Furst do Canal 75.
Elas podiam ser amigas, o que nunca deixava de assombrar ao Eve, mas para ambos o trabalho era o trabalho. Nadine queria um exclusivo um a um com o investigador 
primrio na morte do Richard Draco. Eve s queria a seu assassino.
desfez-se de todas e cada uma das chamadas dos meios, marcou ao Peabody que estivesse disponvel, e escutou a direta mensagem de sua comandante.
Aquele era bastante simples. Seu escritrio. Agora.
Era inclusive reservado s oito da manh. 
O comandante Whitney no a fez esperar. Seu ajudante fez gestos ao Eve para que entrasse diretamente ao escritrio onde Whitney estava sentado detrs de seu escritrio, 
fazendo malabares com suas comunicaes.
Suas mos grandes golpeavam impacientemente a superfcie de seu escritrio, levantou-a para lhe indicar com um dedo uma cadeira quando entrou. Ele seguiu com o homem 
em sua televiso-elo, sua cara larga, e escura no deixava traslucir nada, sua voz tranqila e enrgica.
-Informaremos  imprensa s dois. No, senhor, no pode fazer-se antes. Sou bem consciente que Richard Draco era uma celebridade proeminente e os meios noticiosos 
exigem detalhes. Acomodaremo-los s duas. A primria estar preparada. Seu relatrio est em meu escritrio, -disse, levantando uma sobrancelha para o Eve.
Ela se levantou rapidamente, e ps um disco em seus dedos.
-Porei-me em contato com voc logo que tenha analisado a situao. -Pela primeira vez desde que Eve entrou, a irritao se elevou sobre a cara do Whitney-. Prefeito 
Bianci, se Draco era ou no um fogaru das artes, est morto. Tenho um homicdio, e a investigao se seguir com toda a energia e assistncia.  correto. s dois 
em ponto, -repetiu, logo terminou a transmisso e se tirou seus aparelhos de surdez de intimidade.
-Poltica. -Foi tudo o que disse.
Ele se reclinou, e se esfregou uma linha de tenso na nuca. 
-Li o relatrio preliminar que voc arquivou ontem  noite. Temos uma situao.
-Sim, senhor. A situao deveria estar fazendo-a autpsia justo neste momento.
Seus lbios se estiraram no que foi quase um sorriso. 
-Voc no  muito dada ao brilho do teatro, no, Dallas?
-Consigo minha cota de entretenimento na rua.
-"Todo mundo  um cenrio" -murmurou Whitney-. J  consciente de que a vtima foi uma celebridade de considervel renome. Sua morte ante to pblico, digamos, uma 
cena dramtica,  notcia. Notcias principais. A histria j golpeia dentro e fora do planeta. Draco ao Mansfield ao Roarke a voc.
-Roarke no est envolto. -Inclusive quando o disse, uma dzia de maldies cruzaram por sua cabea.
-Ele possui o teatro, era o promotor principal da obra, e pela informao que me chegou j, ele foi pessoalmente responsvel por conquistar tanto ao Draco como ao 
Mansfield na produo.  isso exato, Tenente?
-Sim, senhor. Comandante Whitney, se cada crime ocorrido em uma propriedade que Roarke possui, ou tem interesse conectado a ele, estaria vinculado a cada policial 
e perpetrador no planeta, e a metade deles fora.
Esta vez o Whitney sorriu seriamente. 
- um pensamento indiscutvel. Como . -O sorriso   desapareceu-. Neste caso sua conexo e a seu som bastante mais tangveis. Voc est entre as testemunhas. Prefiro 
olh-lo como uma vantagem neste caso. O fato que voc estivesse em cena e fora capaz de domin-lo rapidamente mantm isto um pouco mais manejvel do que . Os meios 
vo ser um problema.
-Respetuosamente, senhor, os meios so sempre um problema.
Ele no disse nada por um momento. 
-Presumo que voc viu parte dos titulares cedo.
Fez-o. Partindo diretamente depois do brilho do Draco Morre pela Arte" tinha havido pequenos aprimoramentos molestos como: "Assassinato mais Asqueroso! O ator renomado 
Richard Draco foi brutalmente apunhalado e morto ontem  noite, o assassinato se cometeu sob o nariz da sobressalente detetive de homicdios do NYPSD, a Tenente 
Eve Dallas".
Tanto, pensou ela, para cobrir filtraes aos meios.
-Ao menos no se referiram para mim como a esposa do Roarke at o terceiro pargrafo.
-Usaro-o a ele e a voc para manter a histria quente.
Ela sabia, e o detestava. 
-trabalhei sob o  calor dos meios de comunicao antes, Comandante.
-Bastante certo. -Quando seu comunicador emitiu um sinal sonoro, ele empurrou seu boto de Deter e o fez calar-. Dallas, este no  um assassinato ordinrio ou nem 
sequer um extraordinrio. , como dizem meus netos, tenha dinheiro, e  parte deles. Ter que preparar-se com cuidado para a roda de imprensa s dois. me crie, os 
atores implicados jogaro para as cmaras. No sero capazes de ajudar-se a si mesmos, e enquanto o fazem, a histria somar capas.
Ele se tornou para trs, golpeando ligeiramente sua coxa.
-Sou tambm consciente de que voc no est particularmente interessada no pblico e o fim dos meios nisto. Voc ter que considerar que esses fins, neste caso, 
so parte do trabalho. No conceda entrevistas ou fale de qualquer rea do caso com nenhum reprter antes da roda de imprensa.
-No, senhor.
-Quero que este se mova rpido. solicitei j ao Mdico Forense que se d pressa com a autpsia. O laboratrio est em alerta. Vamos pelo livro aqui, mas giramos 
as pginas rapidamente. solicitou Areena Mansfield advogado ou representante?
-No at agora.
-Interessante.
-No espero que dure muito tempo. Ela foi sacudida, mas minha impresso  que querer a um representante uma vez que sua mente se limpe. Seu ajudante confirma que 
esteve no camarim com a Areena em cada mudana de traje. No ponho uma f completa em sua declarao. A mulher adora ao Mansfield. Enquanto isso, averiguo os antecedentes 
de todos os membros do elenco e a equipe. vai tomar bastante tempo. H muitos jogadores aqui. As entrevistas comeam esta manh.
-As estimativas so de trs mil testemunhas em terreno?
S pensar a respeito disso fez que a cabea do Eve pulsasse. 
-Temo que sim, Comandante. Obviamente, no podamos ter aos espectadores no teatro por muito tempo. Fizemos uma identificao pessoa a pessoa para nome e residncia 
quando cada um foi posto em liberdade. Algumas declaraes foram tomadas porque, basicamente, algumas pessoas no podiam calar-se. A maior parte delas, que repassei, 
eram desconexas e essencialmente inteis.
-Divida s testemunhas na brigada. Trarei alguns detetives de outras reas. Corramos algumas eliminaes para baixar esses nmeros.
-Comearei hoje, Comandante.
-Delegue-o, -ordenou-. Voc no pode ocupar do trabalho de parasita. Procure o Feeney para os antecedentes do pessoal do teatro e da partilha. Queria que isto se 
fechamento. Ele dever priorizar os antecedentes sobre seus casos atuais.
Ele gemer por isso, pensou Eve, mas ficou agradada por ser capaz de passar essa parte da carga ao detetive de eletrnica. 
-O comunicarei, Comandante, e lhe enviarei a lista.
-Com cpias a minha ateno. depois da roda de imprensa, necessitarei que desembarao todas as entrevistas dos meios comigo antes de uma confirmao. Dallas, pode 
esperar ver-se voc e seu marido em tela, em impresso, e saltando dos malditos bondes tursticos at que este assunto esteja satisfatoriamente fechado. Se requerer 
uma equipe maior, faa-me saber.
-Comearei com o que tenho. Obrigado, Comandante.
-Esteja aqui, neste escritrio, s treze e trinta, para a sesso informativa de pre-mdios.
Era a despedida, e reconhecendo-o, Eve saiu do escritrio e desceu pelo escorregador. antes de alcanar seu nvel, tirou seu comunicador e ficou em contato com o 
Feeney na Diviso Policial Eletrnica.
-Ol, Dallas. Ouvido que agarrou um inferno de espetculo ontem  noite.
-Punham um assassinato. Esteve bem, penetrou por meu sistema. Tenho ordens diretas do comandante. Enviarei-te uma lista completa do elenco, equipe, e pessoal adicional 
de teatro. Necessito os antecedentes completos, com carreiras de correlao. Qualquer e todas as conexes de qualquer e todos os indivduos com o Richard Draco e/ou 
Areena Mansfield.
-eu adoraria te dar uma mo, Dallas, mas estou at os narizes aqui.
-Direto do comandante, -repetiu-. Ele te designou, amigo, no eu.
-Bem, diabos. -A cara j sufocada do Feeney que alagava a tela se encheu de pesar. Observou-o acontecer uma mo por seu robusto cabelo cor ferrugem-. De quantos 
antecedentes estamos falando?
-Incluindo papis no falados, atores, equipe de tecnologia e talento, concesses, manuteno, etctera? Quatrocentos, mais ou menos.
-Jesus, Dallas.
-Fiz ao Mansfield, mas poderia ir mais profundo. -Em lugar de simpatia, sentiu que a diverso aliviava seu passo quando passou pela rea de deteno e fez gestos 
ao Peabody que se aproximasse-. Whitney quer que priorize e me apresse. Conferncia de mdios s quatorze. Necessito tudo o que possa obter para ento. Est autorizado 
a pr tantas mos na equipe como necessita.
-Tudo por um dandi?
-Trabalha para mim. Estarei fora. Peabody te enviar a lista quanto antes. Procura sexo, Feeney.
-Chega a  minha idade, e vai mais lento nisso que outros.
-Ah, ah. Sexo e ilegais. Tenho um lao j. Vejamos se saltar algum. Estarei em contato.
meteu-se seu comunicador no bolso, e baixou ao nvel inferior onde seu veculo estava estacionado. 
-lhe envie as listas de testemunhas e suspeitas ao Feeney. Passaremos as investigaes profundas ao EDD.
-Bem por ns. -Peabody tirou seu palm enlace e comeou a transferncia-. E... usasse ao McNab?
-No lhe perguntei. -Eve deslizou seu olhar para o Peabody, logo negou com a cabea e decodificou as fechaduras em seu veculo.
-Quer sab-lo, no?
Eve se assegurou, e acendeu o carro. 
-No sei de que falas.
-Sobre mim e McNab.
-No que a mim concerne, no h voc e McNab. Isso no existe em meu mundo. Meu ajudante no tem algum estranho e estpido estalo sexual com o figurino de moda do 
EDD.
- estranho, -admitiu Peabody, logo soltou um comprido suspiro.
-No falemos disso. me d a primeira direo.
-Kenneth Stiles, alis Sir Wilfred, 828 Park Avenue. E o sexo  realmente bom.
-Peabody.
-Perguntava-lhe isso.
-No. -Mas se estremeceu quando uma imagem dolorosamente clara do Peabody e McNab apareceu de repente alegremente em sua cabea-. Mantn sua mente no trabalho.
-Tenho um monto de compartimentos em minha mente. -Com um suspiro feliz, Peabody se tornou para trs-. Com sitio para tudo.
-Ento h sitio para o Kenneth Stiles e me d um relatrio detalhado.
-Sim, senhor. -Obedientemente, Peabody tirou seu PPC-. Stiles, Kenneth cinqenta e seis anos de idade, um estranho nativo de Nova Iorque. Nascido e criado no centro 
da cidade. Os pais eram artistas. Sem antecedentes penais. Educado por tutor privado passando por nvel secundrio com classes adicionais em drama, desenho de cenrios, 
vestimenta, e elocuo.
-Estupendo. Assim  que temos a um ator srio em nossas mos.
-Primeira interpretao  idade de dois anos. O tipo ganhou uma grande quantidade de prmios. Representaes sempre em vivo. Nenhum vdeo. Um artista, conjeturo. 
Provavelmente temperamental e emocional.
-No ser divertido. trabalhou com o Draco antes?
-Vrias vezes. Um par de vezes com o Mansfield. A ltima vez em Londres. Est solteiro no momento. Teve dois cnjuges e um companheiro de coabitao formal. Todas 
mulheres.
Eve explorou em busca de uma praa de estacionamento, rechaou a idia, e se lanou at o fronte do edifcio post Guerra urbana em Park. antes de que tivesse sado, 
o porteiro uniformizado estava a seu lado.
-Sinto muito, senhora, esta  uma zona de no estacionamento.
-E esta  uma insgnia. -Ela a levantou-. Kenneth Stiles?
-Sr. Stiles ocupa o apartamento no piso cinqenta. Cinco mil. A recepcionista a liberar. Senhora...
-Diz isto senhora? -perguntou Eve e esperou que os olhos do porteiro baixassem, e lessem sua insgnia.
-me perdoe, Tenente, poderia lhe guardar seu veculo na garagem durante sua visita? Um assistente o devolver quando voc esteja lista para partir.
- uma oferta interessante, mas se eu lhe desse o cdigo de ignio, teria que me prender a mim mesma. fica aqui mesmo.
Eve manteve sua insgnia  vista e entrou no edifcio, deixando ao porteiro olhando tristemente seu exemplar policial verde ervilha.
Era difcil culp-lo. A rea do vestbulo era exuberante e elegante, com dourado reluzente e cuantiosas floresa brancas. Quadrados enormes de azulejos negros polidos 
cobriam o cho. detrs de um mostrador branco comprido, uma mulher alta, e magra estava sentada elegantemente em um tamborete e prorrompeu em sorrisos de bem-vinda.
-bom dia. No que posso lhe ajudar?
-Kenneth Stiles. -Eve ps sua insgnia no mostrador ao lado de uma vasilha de cobre cheia de flores.
-A espera o Sr. Stiles, Tenente Dallas?
-Deveria faz-lo.
-S um momento por favor. -Ela se girou para um comunicador, seu sorriso nunca se atenuou, e sua voz que manteve o mesmo tom liso e agradvel de um droide caro e 
bem programado-. bom dia, Sr. Stiles. Tenho a uma Tenente Dallas e companheira no escritrio do vestbulo. Posso liber-los?  -Esperou um segundo-. Obrigado. Que 
tenha um bom dia.
Girando do comunicador, gesticulou para o banco ao leste dos elevadores. 
-O aparelho afastado da direita foi disposto para voc, Tenente. Que tenha bom dia.
-claro que sim. Estava acostumado a me perguntar por que Roarke no utilizava mais droides, -disse ao Peabody enquanto cruzavam os ladrilhos negros-. Ento se chocou 
com algum assim, e entendo. Tanta jodida cortesia  simplesmente arrepiante.
O passeio at o piso cinqenta foi o suficiente rpido para fazer saltar o estmago do Eve e seus ouvidos zumbissem. Nunca compreendia por que a gente igualava a 
altura com o luxo.
Outro droide lhes estava esperando quando as comporta se abriram. Uma das unidades de servio do Stiles, concluiu Eve, arrumado com um traje to rgido e formal 
que para parecer com o horrendo Summerset um adormecido de calada. Seu cabelo cinza ao estava alisado para trs e emparelhava com um grosso bigode que dominava 
sua cara magra, e ossuda. As negras calas frouxas e sua larga jaqueta eram compensados com luvas brancas como a neve.
Ele se inclinou de modo respeitoso, e logo falou com voz afrutada e um ruidoso acento ingls.
-Tenente Dallas e Oficial, o Sr. Stiles lhe espera. por aqui, por favor.
Ele os conduziu corredor abaixo para umas portas dobros abertas a um apartamento esquinado. A primeira coisa que Eve viu quando entrou foi a assombrosa parede de 
janelas abertas no ocupado trfico do cu de Nova Iorque. Lamentava que Stiles no tivesse posto a tela de intimidade.
O quarto em si mesmo era uma loucura de cores rubis, esmeraldas e safiras enredadas juntos em uma pauta na ampla abertura de conversao em forma de Ou. Centrado 
nela havia um aqurio branco de mrmore onde um gordo peixe dourado nadava em crculos aborrecidos entre folhas de lrio aqutico.
Um perfume forte ctrico saa de um ordenado bosque de rvores de laranja e limes anes, carregados com fruta. O estou acostumado a era uma violenta pauta geomtrica 
de cores que ao v-lo mais de perto trocava em uma orgia ertica de corpos nus em formas criatividades da copulao.
Eve caminhou a pernadas atravs de peitos azuis e pene verdes onde Stiles vadiava -posando, pensou- em um adornado tornozelo aafro.
-V lugar.
Ele sorriu, uma expresso surpreendentemente doce em sua cara acidentada. 
-por que viver sem drama? Posso lhe oferecer algo antes de que comecemos, Tenente?
-No, obrigado.
-Isso ser tudo, Walter. -Despediu-se do droide com um gesto de sua mo, ento gesticulou ao Eve para que se sentasse-. Compreendo que isto  rotina para voc, Tenente 
Dallas, mas  novo e, admito, um territrio emocionante a mim.
-O assassinato de um associado diante de voc  emocionante?
-Depois do sobressalto inicial, sim.  parte da natureza humana encontrar o homicdio excitante e fascinante, no pensa voc? A no ser por que funciona to bem 
atravs dos anos? -Seus olhos eram profundos, marrons escuros, e muito perspicazes.
"Pude  ter tomado qualquer nmero de tticas com esta entrevista. Sou um ator muito perito. Poderia estar prostrado, nervoso, assustado, aturdido, ou aflito. Escolhi 
a honestidade.
Ela pensou no Carly Landsdowne. 
-Parece circular. Registro aceso, Peabody, -disse, e se sentou.
E se afundou em um monto de almofadas. Atalhando um juramento, Eve se impulsionou para cima, e se sentou no bordo do sof. Equilibrada, leu os dados pertinentes 
e transmitiu a advertncia padro.
-Compreende voc seus direitos e obrigaes neste assunto, Sr. Stiles?
-Sim, em efeito. -Aquele sorriso doce se estendeu por sua cara outra  vez-. Poderia dizer que voc l suas linhas com autoridade e garbo, Tenente.
-Caramba, obrigado. Agora, qual era sua relao com o Richard Draco?
-Associados profissionais. Durante anos, trabalhamos juntos de vez em quando, mais recentemente na obra que teve sua incomum noite de abertura ontem.
OH sim, pensou Eve. Ele o desfruta. Explora-o. 
-E sua relao pessoal?
-No sei sim tnhamos uma, da forma que assumo que voc quer dizer. Os atores freqentemente... -Fez um gesto ambguo com sua mo e fez que o bracelete de pedra 
multicolorido em sua boneca piscasse os olhos alegremente-. Gravitamos o um para o outro, voc poderia dizer: "como mente, como egos". Nos casamos os uns com os 
outros com uma classe de regularidade dolorosa. Raramente dura, ao igual s amizades temporrias e outras intimidades entre atores na mesma obra.
-De todos os modos, voc o conhecia faz vrios anos.
-Conhecia-o, indubitavelmente, mas nunca fomos amigos, digamos. De fato... -Fez uma pausa outra vez, seus olhos brilhavam to felizmente como seu bracelete-. O desprezava. 
Aborrecia. Encontrava que tinha em particular uma vil forma de vida.
-Por alguma razo em particular?
-Por um sem-fim de motivos muito particulares. -Stiles se inclinou para frente, como se compartilhasse confidncias-. Ele era egosta, egocntrico, grosseiro, arrogante. 
Todos esses rasgos poderia perdo-los, inclusive apreci-los como algo que ns os que atuamos requeremos, um certo brilho de vaidade para fazer o que fazemos. Mas 
sob o brilho do Richard havia pura maldade de esprito. Ele era um interessado, Tenente, um que no se regozijava to discretamente em esmagar coraes e almas. 
No lamento nem um pouco que esteja morto, embora lamento o mtodo de seu OH falecimento to oportuno.
-por que?
-A obra era brilhante, e minha parte uma delcia. Este incidente pospor se no anular o resto da apresentao.  muito inoportuno.
-vai conseguir uma boa quantidade de publicidade. No lhe far mal.
Stiles se passou o dedo sob seu queixo. 
-Naturalmente no.
-E quando a obra continue, ser a casa enche, noite detrs noite.
-Sim.
-portanto sua morte, de um modo to dramtico e pblico , em alguns aspectos, uma vantagem.
-Inteligente, -murmurou ele, observando-a mais estreitamente agora-. Que reflexo to engenhosa. Temos uma obra dentro de uma obra aqui, Tenente, e voc o traado 
bem.
-Voc teve acesso  faca de objeto de cenrio. E bastante tempo para fazer o intercmbio.
-Suponho que sim. Que pensamento. -Piscou vrias vezes como se processasse os novos dados-. Sou um suspeito. O que divertido! tinha-me visto como uma testemunha. 
Bem, bem. Sim, suponho que tive a oportunidade, mas nenhum motivo verdadeiro.
-Voc declarou, no registro, que odiava ao Richard Draco.
-OH, minha querida Tenente, se eu arrumasse a morte de toda pessoa que me desagradasse, o cenrio estaria talher de corpos. Mas o fato , que por mais que detestasse 
ao Richard em um nvel pessoal, admirava seu talento. Ele foi um artista excepcional, e essa  a nica razo pela que consenti em trabalhar com ele outra vez. O 
mundo poderia haver-se liberado de um homem desagradvel, e mesquinho, mas o teatro perdeu uma de suas luzes mais brilhantes.
-E voc, um de seus competidores mais duros.
As sobrancelhas do Stiles se elevaram. 
-De maneira nenhuma. Richard e eu fomos tipos muito diferentes. No recordo que alguma vez competramos pelo mesmo papel.
Eve inclinou a cabea. Seria bastante fcil comprovar essa informao. Trocou de ttica. 
-Qual  sua relao com a Areena Mansfield?
-Ela  uma amiga, uma que admiro como mulher e como associada. -Ele baixou sua vista, sacudiu a cabea-. Este assunto  muito difcil para ela.  uma criatura delicada 
sob tudo. Espero que voc o considere.
Seus olhos, mais escuros agora, com indcios de clera neles, voltaram para o Eve. 
-Algum a utilizou horrivelmente. Posso lhe dizer isto, Tenente. Se tivesse decidido matar ao Richard Draco, teria encontrado uma forma de faz-lo de modo que no 
tivesse comprometido a um amigo. Houve duas vtimas no cenrio ontem  noite, e meu corao se rompe por ela.

* * * * *
-Um manipulador, -murmurou Eve enquanto baixavam-. Escorregadio, elegante, e presunoso. De todos os atores,  o que tem mais experincia. Conhece o teatro por dentro 
e por fora.
-Se realmente for amigo do Mansfield, teria planejado que ela matasse ao Draco? Plantado a arma em seu camarim?
-por que no? -Eve saiu a pernadas do edifcio, e lanou ao porteiro um olhar de brincadeira-.  teatral, e se excurses todo isto redor, plant-lo foi to bvio 
que se via que foi plantado. Ento... -Se localizou atrs do volante, tamborilou seus dedos nele, e franziu o cenho-. Quem quer que o plantou quis que o encontrssemos, 
quis que soubssemos que foi posto ali para que as suspeitas recassem no Mansfield. De outra maneira,  s estpido, e quem quer planejou o assassinato no o . 
Quero saber quem trabalhou detrs decoraes e quem quis estar ali. Vejamos quantos atores frustrados faziam o dever tcnico nesta obra.
Eve arrancou do meio-fio. 
-Sacuda a bola ao Feeney, -ordenou ao Peabody, e usou o comunicador do carro para ficar em contato com o depsito de cadveres.
Morse, o mdico forense principal, alagou a tela. Seu cabelo luxuoso estava alisado para trs para luzir um dueto de aros de ouro e prata em sua orelha direita. 
-Esperava-te, Dallas. Vocs os policiais so malditos exigindo.
-Excitamo-nos chateando aos forenses. O que obtiveste que o Draco? 
-Est francamente muito morto. -Morse sorriu escassamente-. A nica punhalada ao corao fez o trabalho rpida e pulcramente. Nenhuma das outras feridas ou leses. 
teve algum trabalho excelente de esculpido de corpo atravs dos anos, e recente um tonificado de barriga. Um facultativo superior, em minha opinio, j que as marcas 
de laser so microscpicas. Seu fgado mostra um pouco de reabilitao. Diria que seu tipo era um bebedor srio e teve ao menos um tratamento para revitalizar-se. 
Ele, entretanto, tinha uma pequena mescla encantadora de ilegais em seu organismo ao momento de sua morte. Extico e Chocalho, com um pingo do Zeus. Rematou-o com 
um gole dobro do usque escocs sem mesclar.
-Inferno de grupo.
-Seguro. Este tipo era um abusador srio, que seguiu pagando por ter seu corpo em forma. Essa classe de ciclo finalmente o faz pagar, mas inclusive com este ritmo, 
provavelmente tinha outros bons vinte anos nele.
-Nada mais. Obrigado, Morse.
-H alguma possibilidade de que me consiga alguns assentos quando a obra se volte a apresentar? Tem as conexes, -acrescentou com uma piscada.
Ela suspirou um pouco.
-Verei o que posso fazer.

Capitulo 4
A viagem do luxuoso lugar do Stiles com seu ar estranho para o aroma do Alphabet City de recicladores derrubados e adormecidos de calada sem lavar era mais que 
um assunto de ruas. Deixaram atrs os edifcios grandes com seus porteiros uniformizados, os antigos postos mveis de comida e o sereno trfico areo para as casas 
pr-fabricadas, complexos com marcas de fuligem, ruidosos maxi-nibus, e ladres guias de ruas de olhar ardiloso.
Eve imediatamente se sentiu mais em casa.
Michael Proctor vivia no quarto piso de uma das unidades levantadas ao azar depois da devastao das Guerras Urbanas. No perodo de eleies, os funcionrios municipais 
faziam grandiosos discursos sobre a revitalizao da rea, apaixonadas promessas de dar uma boa luta contra o abandono, o crime, e o decaimento geral desse setor 
afligido da cidade.
depois das eleies, todo o assunto voltava para a boca-de-lobo para apodrecer-se e maturar at outro trmino.
De todos os modos, a gente tinha que viver em alguma parte. Eve sups que um ator que lutava por papis secundrios e de suplente no podia permitir-se pagar muito 
pelo alojamento.
A verificao de fundo inicial do Eve revelou que Michael Proctor devia  presente seis semanas de aluguel e tinha postulado a Ajuda de Alojamento Universal.
O qual queria dizer desespero, refletiu. A maior parte dos candidatos ao AAU se sentiam to afogados, to sufocados pela papelada movendo-se nos dedos pegajosos 
dos burocratas, encontravam-se ao exterior na noite e agradeciam patticamente encontrar uma cama em um dos refgios.
imaginou que caminhar nos ensangentados sapatos do Draco elevava bastante o salrio do Proctor. O dinheiro era um velho motivo, to provado como verdadeiro.
Eve considerou estacionar-se em dobro fila na Stima, logo, divisando uma ranhura de estacionamento ao outro lado da rua em um segundo nvel, entrou em um rpido 
levantamento vertical que fez chiar ao Peabody, e se lanou para diante para apertar-se no meio um sedan oxidado e uma danificada moto de ar.
-Bonito trabalho. -Peabody se golpeou o corao com um punho para que funcionasse outra vez.
Eve acendeu a luz de Servio para manter a raia aos funcionrios droides, logo caminhou baixando a rampa ao nvel da rua. 
-Este tipo teve algo tangvel que ganhar com a morte do Draco. obteve um bom impulso para o papel principal... embora seja temporalmente. Isso lhe d um ego, uma 
carreira, e um aumento financeiro disposto tudo em um. Nada saltou em seu registro, mas todo criminoso tem que comear em alguma parte.
-Adoro sua perspectiva otimista da humanidade, senhor.
-Sim, sou uma boa entusiasta das pessoas. -Jogou uma olhada a um estelionatrio guia de ruas em patins de ar, observou sua ampla mochila de lona-. Hey! -Cravou-o 
com um dedo quando ele encurvou seus ombros e se zangou-. Estabelece sua caa nesta esquina, e vou sentir me insultada. te afaste, mnimo duas ruas, e fingirei que 
no vi sua feia cara.
-S trato de ganhar a vida.
-Faz-o duas ruas mais  frente.
-Mierda. -Ele trocou sua bolsa, logo se escabull longe, dirigindo-se para o Oeste por entre o flutuante vapor de um assador guia de ruas.
Peabody cheirou com esperana. 
-Esses ces de soja cheiram frescos.
-No estiveram afrescos por uma dcada. Controla seu estmago.
-No posso. Tem mente prpria. -Olhando para trs tristemente ao assador guia de ruas, Peabody seguiu ao Eve ao imundo edifcio.
Em um tempo o lugar tinha alardeado de certo nvel de segurana. Mas a fechadura nas portas externas tinha sido brocada, provavelmente por algum menino empreendedor 
que agora era o bastante velho para beneficiar-se da aposentadoria. O vestbulo tinha a largura de um port-John e a cor do barro seco. As velhas ranhuras de correio 
estavam marcadas e rotas. Em cima de uma, em animada tinta vermelha, dizia M. Proctor.
Eve olhou o esqulido elevador, e a confuso de arames crudos fora de sua placa de controle. Descartou-o, e subiu a escada.
Algum chorava em soluos largos, lastimosos. detrs de uma porta no segundo nvel chegavam os sons estridentes de um jogo de futebol e de algum amaldioando obscena 
e ardorosamente por um torpe jogo. Cheirou misria, urina antiga, e o doce aroma do Zoner velho.
No terceiro nvel havia msica clssica, algo que tinha ouvido o Roarke escutar. Acompanhando-a com golpes rtmicos.
-Um bailarino, -disse Peabody-. Tenho uma prima que conseguiu chegar  Companhia de Bal Regional em Denver. Algum est fazendo jet. Eu estava acostumado a querer 
ser uma.
-Uma bailarina? -Eve olhou para trs. As bochechas do Peabody estavam bonitas e rosadas pela ascenso.
-Sim, bem, quando era menina. Mas no tenho a constituio. As bailarinas mas bem tm sua constituio. Fui ao bal com o Charles faz um par de semanas. Todas as 
bailarinas eram altas e fracas. Faz-me querer as atacar.
-Hmmm. -Foi a resposta mais segura ao mencionar Peabody sua unio ao companheiro autorizado, Charles Monroe.
-Tenho a constituio mas bem de uma cantor de pera. Robusta,                 -acrescentou Peabody com uma careta de desgosto.
-foste  pera atualmente?
-fui poucas vezes. Est bem. -Ofegou aliviada quando alcanaram o quarto piso e tratou de no irritar-se por que Eve no estava sem respirao-. Charles vai por 
essa questo da cultura.
-Deve te manter ocupada, fazendo malabares entre ele e McNab.
Peabody sorriu abertamente. 
-Pensei que no havia um eu e McNab em sua realidade.
-te cale, Peabody. -Zangada, Eve golpeou a porta do Proctor-. Foi isso um bufido?
-No, senhor. -Peabody o agentou e tentou ficar sria-.  obvio que no. Acredito que meu estmago grunhe.
-Cala-o, tambm. -Levantou sua insgnia quando ouviu passos aproximando-se da porta e  mira. O edifcio no desfrutava de isolao.
Seguiu uma srie de estalos e tinidos. Contou cinco fechaduras manuais destravadas antes de que a porta se abrisse.
A cara que apareceu pela abertura era um estudo da generosidade de Deus. Ou um escultor de cara realmente bom. A pele dourado plido se estendia tersa e suave sobre 
mas do rosto largos e uma mandbula gloriosa, quadrada que alardeava de uma covinha na ponta. A boca era plena e firme, o nariz estreito e reta, e os olhos, verdadeiras 
esmeraldas verdes orgnicas.
Michael Proctor emoldurava esse dou de presente com uma quebra de onda de delicioso e sedoso cabelo castanho tomado e com uns poucos cachos infantis soltos. Quando 
seus olhos passaram do Eve ao Peabody e de volta, ele se passou os dedos largos pela massa de cabelo, tornando-lhe para trs antes de tentar um sorriso vacilante.
-Pois... Tenente Houston.
-Dallas.
-Seguro. Eu sabia que estava em algum stio do Texas. -Os nervos faziam que sua voz saltasse sobre as palavras, mas ele retrocedeu, aumentando a abertura-. Ainda 
estou bastante agitado. Sigo pensando que tudo  uma espcie de engano.
-Se o for,  um permanente. -Eve explorou o que havia do apartamento. O quarto individual do Proctor tinha uma andrajosa cadeira de sonho que no se incomodou em 
ajustar para o dia, uma fraca mesa continha o mais barato em sua linha de um conjunto de televiso-comunicador/computador, um abajur de p com a tela rasgada, e 
um mvel de parede de trs gavetas.
Para alguns, sups, a interpretao no era lucrativa.
-Um... me deixem tirar... um. -Ruborizando-se ligeiramente, abriu o comprido armrio, pinou dentro, e finalmente tirou uma pequena cadeira dobradia-. O sinto. 
No fao muito mais que dormir aqui, assim no tenho companhia amistosa.
-No pense em ns como companhia. Registro aceso, Peabody. Voc pode sentar-se, Sr. Proctor, se se sentir mais cmodo.
-Estou... -Seus dedos se moveram um sobre outro, pontas a pontas-. Estou bem. Em realidade no sei como fazer isto. Nunca trabalhei em nenhum drama policial. Tendo 
a representar peas de poca ou comdias romnticas.
-Que bom que tenha trabalhado em vrios dramas policiais, -disse Eve brandamente-. Voc s responda as perguntas, e estaremos bem.
-Claro. Seguro. -depois de olhar ao redor do quarto como se nunca o tivesse visto antes, finalmente se sentou na cadeira. Cruzou as pernas, as descruz. Sorriu com 
esperana.
Ele se via, pensou Eve, como um aluno chamado ao escritrio do diretor por uma infrao menor.
-Dallas, Tenente Eve, em entrevista com o Proctor, Michael, na residncia do sujeito. Peabody, Oficial Delia, como ajudante.
Olhando ao Proctor, recitou o Miranda revisado. Enquanto ele escutava, golpeava ligeiramente seus dedos nos joelhos e conseguiu ver-se to culpado como um homem 
com 170 gr. do Zeus em cada bolso.
-Entende voc seus direitos e obrigaes neste assunto?
-Sim, acredito. Necessito um advogado? -Contemplou ao Eve como um cachorrinho, esperando no ser golpeado no nariz por manchar o tapete-. Tenho um representante, 
um representante teatral. Talvez deveria cham-la?
-Isso  deciso dela. -E perderia o tempo e ataria o assunto-. Voc pode solicitar um em qualquer momento durante a entrevista. Se voc preferir, podemos transladar 
o assunto  Central.
-Est bem, agora. Cus. -Suspirou, e jogou uma olhada por volta de seu comunicador-. No acredito que a importune agora. Ela est bastante ocupada.
-por que no comea por me dizer o que aconteceu ontem  noite.
-Voc quer dizer... -Se estremeceu visivelmente-. Eu estava nos bastidores.  esquerda do cenrio. Foi brilhante, s brilhante. Lembrana ter pensado que se a obra 
desfrutava de um perodo comprido, teria uma oportunidade de ser Voe. Draco estava obrigado a perder uma funo ou duas ao longo da obra...
Ele se apaziguou, pareceu atordoado, e logo horrorizado. 
-No quis dizer... Nunca desejei que nada mau lhe acontecesse. Mais pensava que ele agarraria um resfriado ou um pouco parecido, ou talvez s necessitasse uma noite 
longe. Algo assim.
-Seguro. E o que viu voc desde bastidores,  esquerda do cenrio, na ltima cena?
-Ele esteve perfeito, -murmurou Proctor, aqueles olhos verdes profundos se fizeram sonhadores-. Arrogante, descuidado, sbrio. A forma em que celebrou sua absolvio 
justo quando se tirava de cima ao Christine como um osso restante. Seu prazer em ganhar, em evitar o sistema, enganando a todo mundo. Ento o choque, o choque em 
seus olhos, em seu corpo, quando ela se voltou contra ele com a faca. Olhei, sabendo que eu nunca podia alcanar essa altura. Nunca encontrei tanto em mim mesmo. 
No entendi, inclusive depois de que cada personagem conclura, no o compreendi.
Ele levantou suas mos, e as deixou cair. 
-No estou seguro que faz-lo ainda.
-Quando se deu conta de que Draco no estava atuando?
-Acredito... acredito que quando Areena gritou. Ao menos, soube ento que algo estava horrivelmente equivocado. Logo tudo ocorreu to rapidamente. A gente corria, 
e gritava. Baixaram o pano de fundo, muito rpido, -recordou-. E ele ainda seguia atirado ali.

Difcil levantar-se repentinamente com entusiasmo e inclinar-se para agradecer os aplausos do pblico com 20 cm. de ao em seu corao. Pensou Eve. 
-Qual era sua relao pessoal com o Richard Draco?
-No acredito que tivssemos uma.
-No teve nenhuma conversao pessoal com ele, no interactuaron?
-Pois bem, um... -Os dedos comearam a danar outra vez-. Seguro, falamos um par de vezes. Temo que o irritei.
-De que modo?
-Olhe, Tenente, eu observo. s pessoas, -acrescentou com outra daqueles sorrisos vacilantes-. Para desenvolver pautas de carter, e aprender. Suspeito que observ-lo 
enfureceu ao Draco, e me disse que me mantivera fora de sua vista ou... ou ele, hmmm, procuraria que o nico trabalho de atuao que conseguisse fora em hologramas 
sexuais. Desculpei-me imediatamente.
-E?
-Lanou-me um pisapapeles. O pisapapeles de objeto de cenrio do escritrio do Sir  Wilfred. -Proctor se estremeceu-. Falhou. Estou seguro de que quis faz-lo.
-Isso deve hav-lo zangado.
-No, no em realidade. Senti-me envergonhado por hav-lo incomodado durante o ensaio. Teve que tomar o resto do dia livre para tranqilizar-se.
-Um tipo ameaa seu sustento, lana-lhe um pisapapeles, e voc no se zanga?
-Era Draco. -O tom do Proctor era reverente-. Ele ...  ele foi... um dos atores mais distinguidos do sculo. O pinculo. Seu temperamento  parte... era parte... 
de ser o que ele era.
-Voc o admirava.
-Sim. estudei seu trabalho desde que posso recordar. Tenho discos e gravaes de cada um de suas obras. Quando tive a oportunidade de ser o suplente de Voe, aceitei 
sem pensar. Penso que foi o momento decisivo em minha carreira. -Seus olhos brilhavam agora-. Toda minha vida sonhei andando no mesmo cenrio que Richard Draco, 
e ali estava.
-Mas voc no caminharia por esse cenrio a menos que algo lhe ocorresse.
-No exatamente. -Em seu entusiasmo, Proctor se inclinou para frente. A cadeira troca chiou siniestramente-. Mas tive que ensaiar as mesmas linhas, o mesmo assalto, 
saber as mesmas indicaes. Era quase como ser ele. De certa forma. Voc sabe.
-Agora, ter um impulso em dar um passo em seu -como o chama voc- seu rastro, no?
-Sim. -O sorriso do Proctor foi brilhante, e rapidamente se foi-. Sei quo horrvel, egosta e frio deve soar. No o quis dizer dessa forma.
-Voc tem algumas dificuldades financeiras, Sr. Proctor.
Ele se ruborizou, sobressaltou-se, e tentou de novo sorrir. 
-Sim, ah, bem... A gente no entra no teatro por dinheiro, mas sim por amor.
-Mas o dinheiro vem bem para coisas como comer e manter um teto sobre sua cabea. Voc est atrasado em seu aluguel.
-um pouco.
-O trabalho de suplente paga o suficiente para mant-lo ao dia com seu aluguel. Voc aposta, Sr. Proctor?
-Ah, no. No, no o fao.
-S  descuidado com o dinheiro?
-Acredito que no. Invisto, voc v. Em mim mesmo. Lies de atuao e de voz, manuteno de corpo, tratamentos de realce. No so baratos, sobre tudo na cidade. 
Suponho que tudo isto lhe parece frvolo, Tenente, mas forma parte de meu ofcio. Ferramentas do negcio. Estava considerando um trabalho do meio tempo para me ajudar 
a ajudar os gastos.
-J no h nenhuma necessidade de consider-lo, certo? Com o Draco fora do caminho.
-Suponho que no. -Ele fez uma pausa, considerando-o-. No estava seguro de como ia dirigir o tempo. Ser mais fcil a... -Se interrompeu, e suspirou-. No quis 
diz-lo como sonha.  s que seguindo sua linha de pensamento, afasta um pouco de tenso de minha mente. Estou acostumado a prescindir do dinheiro, Tenente. Como 
, o teatro perdeu um de seus mais distinguidos, e um de meus dolos pessoais. Mas adivinho que me sentiria melhor se dissesse -se fosse honesto e dissesse- que 
h uma parte de mim que se emociona ao pensar que atuarei como Vo. Inclusive temporalmente.
Ele suspirou, larga e fortemente, e fechou seus olhos. 
-Sim, sim, sinto-me melhor. S lamento que no tivesse pego um resfriado, entretanto.
* * * * *
A cabea do Eve palpitava ligeiramente enquanto caminhava de retorno a seu carro. 
-Ningum  to ingnuo, -resmungou-. Ningum  to cndido.
- de Nebraska. - Peabody explorou sua unidade de bolso.
-De onde?
-Nebraska. -Peabody agitou uma mo, vagamente para o Oeste-. Um menino de granja. Fez uma boa quantidade de teatro regional, de vdeo, anncios publicitrios, e 
papis secundrios em tela. S esteve em Nova Iorque trs anos. -subiu no carro-. Ainda os cultivam bastante ingnuos em Nebraska. Penso que  toda essa soja e milho.
-Como , ele fica na curta lista. Seus honorrios por unir-se no papel de Voe  um grande passo para o alto de observar desde bastidores. Vive como um temporal  
naquele esgoto. O dinheiro  um motivador, e assim como a ambio. Quis ser Draco. Que melhor modo que eliminar ao Draco?
-Tenho uma idia.
Eve jogou uma olhada a sua unidade de boneca para comprovar o tempo enquanto se deslizava como um relmpago pelo trfico. Maldita roda de imprensa. 
-Qual?
-Bem,  mais uma teoria.
-Solta-a.
-Se for boa, posso conseguir um co de soja?
-Cristo. Qual  a teoria?
-assim, todos so atores em uma obra. Um bom ator se desliza no papel durante a interpretao. Permanece ali.  tudo imediato, mas outra parte deles fica distante... 
avaliando as interpretaes, recordando a organizao, recolhendo vibraes dos espectadores e coisas assim. Minha teoria  que quem quer que trocou as facas atuava.
-Sim, executando o assassinato.
-Seguro, mas  como a outro nvel. Podiam ser parte da obra e v-lo cair sem realmente cometer o crime. O objetivo se alcanou, e ainda segue sendo um papel. Inclusive 
se for um tcnico quem o fez,  todo parte da obra. morreu Voe. supe-se que  ele. O fato de que morrera Draco, tambm, s faz tudo mais satisfatrio.
Eve o considerou, logo deteve o veculo ao flanco na seguinte esquina onde um assador guia de ruas fumegava e chispava.
-Ento  uma boa teoria?
- decente. Consegue seu co de soja.
-Quer algo?
-Caf, mas no daquele miservel carro.
Peabody suspirou. 
-Wow, isso aviva meu apetite. -Mas saiu, abrindo-se passo entre o trfico de pedestres, e ordenou um dobro grande co de soja e um mega tubo da Coca-cola de Dieta 
para convencer-se que cuidava seu peso.
-Feliz agora? -perguntou quando Peabody se desabou novamente no assento de passageiros e se meteu o extremo do co em sua boca.
-Ummm. Bom. Quer uma mordida?
Peabody se salvou de uma resposta mordaz pelo bip do comunicador do carro. Nadine Furst, reprter do Canal 75, flutuou em tela. 
-Dallas. Preciso falar contigo, logo que possa.
-Sim, o arrumado. -Eve ignorou a transmisso e deu volta a esquina voando para dirigir-se de retorno  Central-. por que pensa que lhe darei um exclusivo um a  um 
antes de uma roda de imprensa programada, no sei.
-Porque so amigas? -arriscou Peabody com sua boca cheia de co de soja e folhinhas de cebola re-hidratadas.
-Ningum  to amigvel.
-Dallas. -A cara bonita do Nadine, lista para a cmara estava tensa, notou com uma leve curiosidade, com sua voz perfeitamente entoada-.  importante, e ... pessoal. 
Por favor. Se filtrar as transmisses, me d uma trgua. Encontrarei-te onde me diga, sempre que me indique isso.
Amaldioando, Eve ajustou a transmisso. 
-No Blue Squirrel. Agora.
-Dallas...
-Posso te dar dez minutos. Faz-o rpido.
Tinha passado um tempo desde que ela tinha transpassado as portas do Blue Squirrel. Quando era um antro, era pior, mas no por muito. De todos os modos, o srdido 
clube tinha certo encanto sentimental para o Eve. Em um tempo, seu amiga Mavis tinha atuado ali, deslizando-se, saltando, e rugindo canes em trajes que desafiavam 
toda descrio.
E uma vez, durante um caso difcil e confuso, Eve tinha entrado com o nico objetivo de beber at fazer mingau sua mente.
Ali Roarke a tinha descoberto, e a tinha miservel fora antes de que pudesse levar a cabo a misso. Essa noite, tinha terminado em sua cama pela primeira vez.
O sexo com o Roarke, tinha descoberto, fazia um trabalho muito melhor em fazer mingau sua mente que um tonel completo de screamers.
portanto o Squirrel, com seu menu duvidoso e garons desinteressados, continha algumas tenras lembranas.
deslizou-se em uma cabine, e considerou ordenar a desculpa horrenda de caf pelos velhos tempos, logo viu o Nadine entrar.
-Obrigado. -Nadine se deteve na cabine, e devagar se desenrolou um brilhante cachecol multicolorido de ao redor do pescoo. Seus dedos espremiam a franja larga, 
e obscura-. Peabody, incomodaria-te nos dar um minuto?
-No h problema. -Peabody saiu da cabine, e porque os olhos do Nadine estavam atormentados, deu  reprter um rpido, e tranqilizador aperto no brao-. Irei s 
a me sentar  barra e olharei os holo-jogos.
-Obrigado. passou tempo desde que estivemos aqui dentro.
-Nem tanto tempo, -comentou Eve quando Nadine se sentou atravs da cambaleante mesa. Ao aproximar um garom, Eve simplesmente tirou sua insgnia e a ps notoriamente 
 vista na mesa. No pensou que ela ou Nadine estivessem de humor para um bocado, e muito menos tolerado a ptomana-. Qual  o problema?
-No estou segura. Talvez no haja nenhum. -Nadine fechou seus olhos, e se tornou para trs o cabelo.
Tinha acrescentado algumas recheia desiguais loiras nele, notou Eve. Nunca podia entender por que a gente sempre trocava de cor. Toda essa manuteno a desconcertava.
-Richard Draco, -disse Nadine.
-No vou falar do caso contigo. -Eve recolheu sua insgnia com um impaciente golpe-. Conferencia de imprensa s quatorze.
-Deitei-me com ele.
Eve se deteve o momento de sair da cabine, retornou, e olhou mais de perto a cara do Nadine. 
-Quando?
-No muito depois de que consegui o trabalho ao ar no canal 75. No fazia policial naquele momento. Em sua major parte histrias frvolas, atos sociais, e perfis 
de celebridades. Como , ele me contatou. Queria me dizer quo boa era, quanto desfrutava olhando meus informe. O que era bastante justo maldita seja, considerando 
que odiei cada jodido minuto disso.
Recolheu seu cachecol, enrolou-a ao redor de sua mo. Desenrolou-a, e a deixou  outra vez. 
-Perguntou-me se queria jantar. Senti-me adulada, ele era magnfico. Uma coisa conduziu a outra.
-Bem. Ter sido, o que, faz cinco anos?
-Seis, em realidade, seis. -Nadine levantou uma mo, esfregou-se a boca com seus dedos. Foi um gesto que Eve nunca a tinha visto fazer antes. Aos reprteres ao ar 
no gostavam de arruinar a maquiagem.
"Pinjente que uma coisa conduziu a outra, -seguiu ela-, mas isso conduziu mais  frente, romanticamente. No s nos colocamos  cama. Citamo-nos por um par de semanas. 
Jantares tranqilos, teatro, passeios, festas. Logo me pediu que fora com ele um fim de semana, a Paris.
Esta vez Nadine simplesmente deixou cair a cabea entre as mos. 
-Ah Jesus. Jesus, Dallas.
-Apaixonou-te por ele.
-OH sim. Apaixonei-me por ele. Completamente. Quero dizer que me apaguei, estupidamente apaixonada por filho de puta. Estivemos juntos trs meses, e eu realmente... 
Dallas, pensava em matrimnio, meninos, uma casa no campo. O conto completo.
Eve se removeu em seu assento. As declaraes emocionais sempre a faziam sentir-se torpe. 
-Ento, deduzo que as coisas no funcionaram.
Nadine a olhou fixamente durante um momento, logo jogou a cabea  para trs com uma risada larga, e instvel. 
-Sim, poderia dizer que as coisas no funcionaram. Averigei que foi infiel com dois. Infernos, enganou-me com trs... ou quatro. Agarrei um relatrio de intrigas 
antes de pass-lo ao ar, e ali estava Richard abraado com uma loira de tetas grandes em algum luxuoso clube na parte alta da cidade. Quando o encarei, ele s sorriu 
e me disse que desfrutava das mulheres. E o que?
"E o que, -murmurou ela-. O filho de puta me rompeu o corao e no teve a decncia de me mentir. Inclusive me persuadiu de me colocar de novo em sua cama. Estou 
envergonhada disso. Deixei-o me persuadir de voltar de novo para sua cama, e quando eu estava ainda molhada dele, tomou uma chamada de outra mulher. citou-se com 
ela enquanto eu jazia ali nua.
-Quanto tempo esteve hospitalizado?
Nadine conseguiu sorrir fracamente. 
-Tenha compaixo. Chorei. Sentei-me em sua cama e chorei como um beb.
-Bom, sinto muito. Foi uma m passada. Mas foi faz seis anos atrs.
-Vi-o a noite que foi assassinado.
-OH diabos, Nadine.
-Ele me chamou.
-te cale. S te cale agora mesmo. No me diga outra palavra. Consegue um advogado.
-Dallas. -A mo do Nadine saiu disparada, e seus dedos se enterraram na boneca do Eve-. Por favor. Tenho que lhe dizer isso tudo. Logo necessito que me diga assim 
que problema poderia estar.
-Joda. Joder. Joder. -Eve cravou no menu, e ordenou caf depois de tudo-. No te tenho lido seus direitos. No o farei. No posso utilizar nada do que me diga.
-Ele me chamou. Disse-me que tinha estado pensando em mim, nos velhos tempos. Perguntou-me se eu gostaria de nos reunir. Comecei a lhe dizer que se fora ao inferno, 
mas me dava conta, ainda depois de todo o tempo que passou, que desejava me desforrar. Quis lhe queimar o culo em pessoa. Assim  que consenti em me deixar cair 
por seu hotel. Tero-me nos discos de segurana.
-Sim, tero-lhe.
-Ele tinha ordenado um jantar para dois. O bastardo recordou o que tnhamos desfrutado em nossa primeira entrevista. Talvez o ordena em todas suas primeiras entrevistas. 
Seria prprio dele. Pode ele apodrecer-se no inferno.
Ela suspirou. 
-Pois bem, daria-lhe fim por mim mesma. Realmente me transformaria. Vestido novo. Cabelo novo. Deixei-lhe me servir champanha, e conversamos enquanto bebemos. Eu 
conhecia seus movimentos. Recordava cada um deles. E quando passou seus dedos sob minha bochecha, e me lanava um olhar largo, e sentimental, lancei-lhe meu champanha 
na cara e lhe disse tudo o que desejei lhe haver dito faz seis anos. Tivemos uma briga terrvel. Cristal quebrado, palavras cruis, um par de golpes por ambos os 
lados.
-ficou violento contigo?
-Mais ao reverso, suponho. Esbofeteei-o, ele me esbofeteou de volta. Logo lhe dava um murro no ventre. Tirou-lhe o ar. Enquanto ele resfolegava, sa, me sentindo 
realmente bem.
-Mostrar-te o disco de segurana te vendo despenteada, exaltada?
-No sei. -esfregou-se a boca com os dedos de novo-. Talvez. No pensei nisso. Mas acontea o que acontecer, me alegro de ter ido. Me alegro finalmente de me haver 
defendido. Mas ento, Dallas, cometi um grave engano.
O gordurento caf se deslizou atravs da ranhura de servio. Eve simplesmente o empurrou para o Nadine, e esperou at que seu amiga o tirou de um gole.
-Fui ao teatro ontem  noite. Quis me demonstrar a mim mesma que podia ir, v-lo, e no sentir nada. -O caf estava apenas morno, mas conseguiu tirar a horrvel 
frieza de seu ventre-. O fiz. No senti nada. Foi como uma celebrao por ter finalmente a aquele bastardo fora de meu organismo. Eu inclusive, OH Deus, inclusive 
fui detrs decoraes -use meu passe de imprensa- no entreato para lhe falar.
-Falou com ele detrs decoraes ontem  noite?
-No. Quando cheguei l, e ia para seu camarim, me ocorreu que encar-lo outra vez o para muito importante. S alimentaria seu ego. Assim  que me parti. Sa pela 
entrada de atores, e dava um comprido passeio. Olhei algumas cristaleiras das lojas. Detive-me na barra de um hotel e me comprei uma taa de vinho. Logo fui a casa. 
Esta manh, ouvi... e me entrou o pnico. Adoeci-me. estive doente todo o dia, ento compreendi que tinha que falar contigo. Tinha que lhe dizer isso No sei o que 
fazer.
-Quando retornou, dirigiu-te para os camarins. A nenhuma outra parte?
-No, juro-o.
-Viu-te algum?
-No sei. Suponho. No tratava de ser invisvel.
-Quero fazer isto formalmente, assentando no registro que veio para mim com esta informao.  o melhor para ti. Enquanto isso, quero que consiga um advogado, um 
bom. Faz-o discretamente e lhe diga ao representante tudo o que me h dito.
-Bem.
-Excluiu algo, Nadine? Algo?
-No. Isso  tudo. S o vi essa vez em seu quarto de hotel,  logo outra vez em cena. Poderia ter sido uma inocente, Dallas, mas progredi muito. E no sou nenhuma 
covarde. Se eu tivesse querido ao filho de cadela morto, o teria matado eu mesma, no o teria endossado a algum mais.
-Ah sim. -Eve recolheu o caf, e o terminou-. Sei. Fala com o advogado. Faremos a entrevista amanh. -levantou-se, logo depois de uma leve vacilao, aplaudiu o 
ombro do Nadine-. Estar bem.
-Sabe o que jode aqui, Dallas? Sentia-me to malditamente bem a respeito de tudo. Aps... sabe o que fao terapia com Olhe.
Eve se moveu a seus ps. 
-Sim.
-Uma das coisas que conclumos  que no estive aberta a amar -no verdadeiramente- desde o Richard. Na verdade me machucou. Entretanto, ontem  noite, enquanto 
estava na barra do hotel, dava-me conta de que agora poderia ser. Quis que fora. Um momento piolhento por todos lados. Obrigado por me escutar.
-No o mencione. -Eve fez gestos para o Peabody-. Nadine, toma-o  literalmente.

Capitulo 5
O calendrio afirmava que a primavera estava  volta da esquina, mas tomava uma lenta viagem. Eve conduziu a casa em uma fina e aguda aguanieve, que era quase to 
desagradvel como seu humor.
As rodas de imprensa a enfureciam.
O nico bom a respeito disso, em quando a ela concernia, era que tinha terminado. Entre isso e um dia passado em entrevistas que no lhe proporcionaram nada mais 
que um vergonhoso quadro das pessoas e os acontecimentos, estava nervosa e insatisfeita.
O fato era, que no deveria estar indo a casa. Havia mais trabalho em terreno que poderia fazer, e devia ser feito. Mas ela tinha despachado ao Peabody, para o evidente 
e profundo prazer de seu ajudante.
tomaria uma hora, disse-se. Talvez dois. Passearia um pouco, faria malabares com seus pensamentos para orden-los de algum modo. Soprou e se escabull pelo brusco 
trfico e tratou de bloquear a viso do dirigvel no rgido que irritantemente alegre vociferava sobre as novas modas da primavera em venda no Bloomingdale.
Ela freou em um semforo e notou uma ftida corrente de fumaa de um assador guia de ruas nesse momento incendiando-se, sendo orvalhado com espuma de gel por seu 
infeliz operador. J que as chamas pareciam razoavelmente sob controle, deixou-o e chamou o Feeney pelo comunicador de seu carro.
-Progresso?
-Algo. Consegui-te antecedentes e localizaes atuais, dados financeiros, e registros criminais da partilha e equipe, incluindo o pessoal permanente do teatro.
A voz do Eve se tranqilizou. 
-Todos?
-Sim. -Feeney se esfregou o queixo-. Bem, no posso tomar o crdito completo. Digo-lhe isso, ajudaram-nos. Roarke o transferiu.
Sua agitao voltou. 
-Roarke?
-contatou-se cedo esta tarde, sups que eu estaria fazendo a busca. Ele tinha todos os dados de todos os modos. Economizou-me um pouco de tempo.
-Sempre servial, -resmungou.
-Enviei-lhe isso a sua unidade de escritrio.
-Obrigado, estupendo.
Feeney seguiu esfregando-se seu queixo. Eve comeou a suspeitar que o gesto era para esconder um sorriso. 
-Pus ao McNab a correr patres, probabilidades, e percentagens.  uma larga lista, assim no vai ser rpido. Mas acredito que deveramos ter eliminaes simples 
pelas manh, com uma lista mais factvel para baralhar com os resultados de suas entrevistas. Como vai isso?
-Lento. -Ela avanou pouco a pouco atravs da intercesso, distinguiu uma pausa no trfico, e passou. O coro de buzinas excedeu os nveis de contaminao acstica 
e a fez sorrir um pouco-. Conseguimos nos fazer com a arma homicida. Faca de cozinha padro. Saiu diretamente da cozinha do sub nvel no teatro.
-Acesso aberto?
-Para a partilha e a equipe, no para o pblico. Fiz que um uniformizado recolhesse os discos de segurana. Veremos o que advertimos. Olhe, vou correr um pouco de 
probabilidades, a ver se concordarem com as tuas. Deveria ter algum perfil de Olhe manh. Vejamos se podemos rebaix-lo a uns mil suspeitos. At onde McNab obteve?
-Obteve alguns progressos antes de que o soltasse pelo dia.
-Deixou-o ir?
-Tinha uma entrevista, -disse Feeney e sorriu abertamente.
Eve se estremeceu. 
-te cale, Feeney, -ordenou e cortou a transmisso.
Ela ruminou, porque a fez sentir-se melhor, passou como um relmpago as portas de seu lar. Inclusive com o tempo miservel, era magnfica. Talvez mais que magnfica, 
pensou, naquela penumbra e de cor cinza.
Os extensos jardins estavam apagados pelo inverno, as rvores nuas brilhavam pela chuva. Atmosfera, sups que diria Roarke. Era tudo sobre a atmosfera, e mostraria 
a gloriosa estrutura de pedra e cristal com suas torres, seus torrecillas, suas ordenadas terraos e balces que ele tinha reclamado como prprio.
Pertencia a um escarpado em algum stio, refletiu, com o mar agitando-se  e golpeando abaixo. A cidade, com suas multides, o rudo e seu desespero velada no podia 
abrir-se caminho por aquelas altas portas de ferro ao osis que ele tinha construdo com astcia, dureza, selvagem vontade, e a necessidade que o arrastava a sepultar 
as misrias de sua infncia.
Cada vez que a via, sua mente se dividia em duas partes contraditrias. Algum lhe dizia que ela no pertencia ali. A outra que ela no pertencia a nenhuma outra 
parte.
Deixou o carro ao p das escadas dianteiras, sabendo que Summerset o moveria molesto  garagem por princpios. A exemplar verde ervilha da cidade ofendia suas sensibilidades, 
sups, quase tanto como ela o fazia.
Subiu correndo os degraus com suas botas marcadas e entrou em calor, a beleza, e todo o estilo que o dinheiro podia comprar, e o poder conseguia manter.
Summerset a esperava, com seu huraa cara magra, e sua boca em uma linha plaina. 
-Tenente. Surpreende-me. chegou a casa em forma oportuna.
-No tem nada melhor que fazer que registrar minhas idas e vindas? -tirou-se sua jaqueta, e a atirou no poste do pilar para chate-lo-. Poderia sair a assustar aos 
meninos pequenos.
Summerset cheirou e para incomod-la, recolheu sua jaqueta de couro mida com as finas pontas de dois dedos. Ele a examinou com olhos speros, e desaprobadores. 
-O que? No h sangue hoje?
-Isso ainda pode arrumar-se. Roarke j est em casa?
-Roarke est na rea de recreao do nvel inferior.
-Um moo e seus brinquedos. -deslizou-se a pernadas por diante dele.
-Voc est deixando um rastro molhado no cho.
Ela olhou para trs, e abaixo. 
-Perfeito, isso lhe dar algo que fazer.
Muito satisfeito por seu intercmbio noturno, Summerset partiu para secar sua jaqueta.
Tomou as escadas, logo dobrou pela casa da piscina onde os jorros de vapor se moviam de um modo sedutor sobre a gua azul profunda, e ntima. Pensou fugazmente em 
despir-se e inundar-se dentro, mas tinha que falar com o Roarke.
Rodeou o ginsio, a rea de vestidores, e um pequeno estufa. Quando abriu a porta da rea de recreao, o rudo se propagou atravs dela.
Era, em opinio do Eve, um sonho ertico de um menino de doze anos. Embora ela mesma tivesse deixado faz muito de sonhar com brinquedos da idade de doze. Possivelmente 
Roarke os teve, tambm, que era pelo que, sups, consentia-se agora.
Havia duas mesas de bilhar, trs tubos multi-pessoas de Realidade Virtual, uma variedade de telas desenhadas para transmisses ou jogos, um pequeno holodeck, e um 
bosque de estaes de jogos alegremente coloridas, e ruidosas.
Roarke estava frente a um, com suas largas pernas comodamente separadas, e suas elegantes mos a ambos os lados de uma larga caixa at a cintura de alto com uma 
cspide de cristal. Seus dedos golpeavam ritmicamente o que pareciam ser grandes botes. A parte superior da caixa era um espetculo de luzes.
Policiais e Ladres, ela leu e teve que pr os olhos em branco quando uma sereia aguda comeou a uivar. Houve uma exploso do que reconheceu como fogo, o chiado 
selvagem de pneumticos no pavimento, e as luzes azuis e vermelhas coroaram a extenso vertical da caixa quando comeou a girar.
Eve enganchou os polegares em seus bolsos dianteiros e caminhou para ele. 
-Ento isto  o que faz com seu tempo livre.
-Ol, querida. -Ele nunca apartou seus olhos do dueto de bolas chapeadas que corriam a toda velocidade e ricocheteavam sob o cristal-. Est cedo em casa.
-S temporalmente. Quero falar contigo.
-Mmm-hmm. Um minuto.
Ela abriu sua boca para opor-se, logo quase saltou quando os sinos comearam a ressonar e acender as luzes como laser. 
-Que demnios  esta coisa?
-Uma antigidade -da classe grandiosa. Acabo -o filho de puta- acabo  de consegui-lo hoje. -Golpeou a mquina brandamente com seu quadril-.  um pinball, de fins 
do sculo vinte.
-Policiais  e Ladres?
-Como podia resistir ? -A mquina lhe ordenou "No te mova!" em tom ameaador, e Roarke respondeu lanando rapidamente sua bola restante acima de um tobog onde 
esta golpeou e se chocou contra um trio de diamantes, logo se deslizou em um buraco.
-Bola livre. -Retrocedeu, e comeou a rodar seus ombros-. Mas isto pode esperar. -Quando se inclinou para beij-la, ela o golpeou com uma mo no peito.
-Espera, listillo. por que chamou o Feeney?
-Ofereci minha mais distinguida ajuda a Nova Iorque, -disse facilmente-. Cumprindo mim dever como um cidado preocupado. nos demos uma pausa.                  -Enquanto 
o dizia, atraiu-a para ele e capturou seu lbio inferior-. vamos jogar um jogo.
-Sou primria.
-Querida, a maior parte do tempo o .
-No caso, tipo preparado.
-Isso, tambm. E como tal, teria solicitado os dados dos arquivos do teatro e os teria enviado ao Feeney. Agora parece. Seu cabelo est mido, -disse e o cheirou.
-Cai aguanieve. -Quis discutir, mas no viu o ponto quando ele certamente tinha razo-. por que tem dados profundos e extensos de todos os implicados com o The Globe 
e esta produo?
-Porque, Tenente, todos os implicados com o The Globe e esta produo trabalham para mim. -tornou-se para trs, e recolheu a garrafa de cerveja que tinha posto ao 
lado da mquina-. Teve um mau dia, verdade?
-Em sua major parte. -Quando ele ofereceu a garrafa, comeou a negar com a cabea, logo se encolheu de ombros e tomou um pequeno gole-. Quis tomar um par de horas 
para limpar minha mente.
-Eu, tambm. E tenho o mtodo perfeito. Flipper strip.
Ela soprou. 
-Vamos.
-Ah bem, se teme perder, darei-te vantagem. -Sorriu enquanto o dizia, conhecendo sua esposa muito bem.
-No tenho medo que perder. -Lhe devolveu a cerveja. Lutar.  Perder-. Quanto de vantagem?
Ainda sonriendo, ele tocou com a ponta do p seus sapatos. 
-Isto, quinhentos pontos e uma bola... me parece justo, j que  uma principiante.
Ela o considerou, estudando a mquina. 
-S o obteve hoje, verdade?
-Recentemente, sim.
-Voc comea.
-Com gosto.
E como desfrutou observ-la jogar vapor, competir e perder-se no momento. depois de vinte minutos, ela tinha perdido suas botas, suas meias trs-quartos, seu arns, 
e atualmente perdia sua blusa.
-Diabos! Esta coisa est forjada. -Sem pacincia, lanou seu peso contra a mquina, logo assobiou quando suas ps se congelaram-. Inclinao? por que segue me dizendo 
isso?
-Possivelmente est sendo um pouco muito agressiva. por que no te ajudo com isto, -ele ofereceu e comeou a lhe desabotoar sua blusa.
Ela aplaudiu suas mos as afastando. 
-Posso faz-lo. Faz armadilhas. -Enquanto se tirava a blusa, franziu-lhe o cenho. Ela ia abaixo, com uma camiseta e suas calas-. No sei como, mas faz armadilha.
-No poderia ser simplesmente que sou o melhor jogador.
-No.
Ele riu, logo a atirou diante dele. 
-Darei-te outro turno, e te darei uma mo. Agora. -Colocou seus dedos sobre os seus nos botes de controle-. Tem que aprender a ganhar com astcia mas bem que atac-lo. 
A idia  manter a bola ativa, e no jogo.
-Pilhei a idia, Roarke. Quer que ela me choque contra tudo.
Sabiamente, ele se tragou uma sonrisita. 
-Mais ou menos. Bem, aqui vem.
Ele liberou a bola, apoiou-se nela, vigiou sobre seu ombro. 
-No, no, espera. No atire imprudentemente para qualquer lado. Espera-a.            -Seus dedos apertaram sobre os seus e enviaram a pequena bola chapeada danando 
ao som da melodia do fogo de uma arma automtica.
-Quero os lingotes de ouro da.
-Com tempo, tudo ao seu devido tempo. -Ele se inclinou para acariciar com seus lbios sua nuca-. Ali agora, fugiste do carro patrulha e ganhou cinco mil pontos.
-Quero o ouro.
-por que no me assombra isso? Vejamos o que podemos fazer por ti. Sente minhas mos?
Ele pressionou sua parte traseira, cmoda e acogedoramente. Eve girou sua cabea. 
-Isso no so  suas mos.
Seu sorriso cintilou. 
-Tem razo. Estas o so. -Lentamente, passou aquelas mos grcis por seu corpo, sobre seus peitos. Sob o algodo magro, ele sentiu que seu corao dava um salto 
rpido-. Poderia perder. -Sua boca foi  curva de seu pescoo esta vez, raspando-a ligeiramente com os dentes.
-Nunca.
Ele agarrou o lbulo de sua orelha entre seus dentes, e a sacudida que provocou a seu corpo fez que seus dedos cravassem os botes. Assim como ela gemeu, a mquina 
estalou sob suas mos.
-O que? O que?
-Conseguiu o ouro. Pontos extras. -Ele atirou do boto de sua cala-. Bola extra. Bom trabalho.
-Obrigado. -Os sinos ressonavam. Na mquina, em sua cabea. Lhe deixou gir-la, para assim ficar cara a cara-. O jogo no terminou.
-Nem perto. -Sua boca baixou  sua, quente e possessiva. Suas mos j tinham serpenteado sob sua blusa para cavar seus peitos-. Te desejo. Sempre te desejo.
Sem flego, impaciente, ela o arrastou pela camisa. 
-Deveria ter perdido algumas vezes. Assim no levaria posta tanta roupa.
-Recordarei-o. -A necessidade se elevou to rpido, to amadurecida, que queimava. Seu corpo era um tesouro para ele, as linhas largas, podas dele, a suavidade de 
seus msculos, e a surpreendente delicadeza de sua pele. Estando parado, rodeou-a firmemente, e se afundou nela.
Ela quis dar. Ningum mais a tinha feito alguma vez sentir-se to se desesperada por dar. O que ela tinha. O que ele tomaria. Com todos os horrores de sua vida, 
com todas as misrias de seu trabalho, isto -o que eles se davam o um ao outro repetidas vezes- era seu milagre pessoal.
Ela encontrou sua carne com suas mos -firme, quente- e suspirou profundamente. Encontrou sua boca com a sua -spera, faminta- e gemeu.
Quando ela o teria atirado ao cho, ele se girou, tropeou com ela at que suas costas pressionou contra algo frio e slido.
-me olhe.
Seu nome se obstruiu em sua garganta quando esses dedos peritos se deslizaram sobre ela, nela, e a fizeram girar to locamente como a bola chapeada sob o cristal.
Ele olhou seus olhos nublados, logo os ricos marrons tornar-se opacos quando ela explorou. 
-Mais. Outra vez. -Enquanto ela se estremecia, enquanto suas mos agarravam seus ombros, ele tomou sua boca, e se tragou seu grito de liberao.
Seu flego era to estrangulado como o seu quando ele tomou seus quadris, levantou-as, e se afundou.
Ele a sujeitou, esmurrou seu corpo com um prazer muito feroz para seus sentidos. Investiu-a de modo que ela lutasse por lhe devolver, golpe por golpe. Quando suas 
mos escorregaram de seus ombros, ela as levou a seu cabelo, enterrando seus dedos em toda essa seda negra.
Eles se fizeram voar o um ao outro, e acabar.
* * * * *
-No perdi.
Roarke a percorreu com o olhar, e riu da vista de seu traseiro bastante nu enquanto ela recolheu sua roupa. 
-No disse que o fizesse.
-Pensa-o. Posso te ouvir pensando-o. Simplesmente no tenho tempo para terminar de jogar esse estpido jogo.
-Conservar-se. -Ele se sujeitou as calas-. Tenho fome. Procuremos algo para comer.
-Ter que ser rpido. Tenho trabalho. Quero me aproximar e lhe jogar uma olhada ao quarto do hotel do Draco.
-Est bem. -Roarke vagou para o AutoChef, considerou-o, e decidiu que uma noite fria, com aguanieve demandava algo caseiro. Ordenou guisado de vacino e cevada para 
ambos-. Irei contigo.
- assunto policial.
-Naturalmente. S cumpro com meu dever cvico outra vez, Tenente.            -Porque sabia que isso a irritaria, ofereceu-lhe um tigela e um sorriso-.  meu hotel, 
depois de tudo.
-Era de esperar. -Como sabia que ele tinha a inteno de irrit-la, deu um bocado. E se escaldou a lngua. No era a cena de um crime, pensou enquanto soprava algo 
do calor da segunda colherada. E poderia usar os olhos do Roarke, sua mente, no que queria admiti-lo-. Est bem. -encolheu-se de ombros-. Mas manten fora de meu 
caminho.
Ele cabeceou agradavelmente. No que tivesse qualquer inteno de fazer o que lhe dizia. Onde estava a diverso nisto? 
-Recolheremos ao Peabody?
-Ela est fora. Tinha uma entrevista.
-Ah. Com o McNab?
Eve sentiu que seu apetite caa abruptamente em picado. 
-No se cita com o McNab. -Ante o olhar surpreendido do Roarke, tercamente se levou mais guisado a sua boca-. Olhe, pode ser, em algum longnquo universo alterno, 
bem longe, eles tm sexo. Mas no esto saindo. Isso  tudo.
-Querida, chega um tempo, entretanto triste para a Mame, quando os meninos devem partir de casa.
-te cale. -Esporeou-o com sua colher-.  Lhe digo isso a srio. No se citam,    -insistiu, e se serve seu guisado.
* * * * *
Alguns poderiam ter chamado ao desordenado apartamento do Ian McNab no Lower West Sede um universo alterno. Era o lugar de um tipo, mal decorado, carregado de objetos 
de lembranas esportivas, e espalhado com pratos sujos.
Mesmo que ele se preocupava, ocasionalmente, em colocar algo do pior das runas em algum armrio poeirento quando esperasse companhia feminina, estava muito longe 
do stio suntuoso do lar do Roarke, e cheirava bastante a guisado vegetariano recocido. Mas funcionava para ele.
Nesse momento, com seu corao gaguejando e sua pele escorregadia pelo sexo, funcionava bastante bem.
-Jesus, Peabody. -deixou-se cair pesadamente sobre suas costas, aterrissando como uma truta. No se incomodou em ofegar por ar. Tinha a uma mulher exuberante, e 
nua em sua cama. Podia morrer como um homem  feliz-. Tivemos que bater um record esta vez. Deveramos anot-lo.
Ela ficou onde estava, aturdida como sempre quando se encontrava nessas circunstncias com o Ian McNab. 
-No posso sentir meus ps.
Amavelmente ele se apoiou em seu cotovelo, mas como tinham terminado cruzados na cama, no podia ver alm de seus joelhos. Ela tinha, notou, uns joelhos realmente 
lindos. 
-No acredito que lhe tenha arrancado isso com os dentes. Recordaria-o.           -Mas com um grunhido, deslizou-se para baixo, s para estar seguro-. Esto ali, 
bem, ambos.
-Bom. vou necessitar as mais tarde.
Quando o choque passou, ela piscou, cravou os olhos no bonito perfil do McNab, e se perguntou, no pela primeira vez, quando tinha perdido o julgamento.
Estou nua na cama com o McNab. Nua. Na cama. McNab.
Jesus.
Sempre coibida a respeito de deterioraes de seu corpo, atirou os lenis atados. 
-Faz frio aqui dentro, -resmungou ela.
-O bastardo do administrador me cortou a calefao a princpios de maro. Como se fora seu dinheiro.  primeira oportunidade que tenha, reestablezco o sistema.
Ele bocejou enormemente, e se passou ambas as mos por seu comprido e enredado cabelo loiro. Seus ombros estreitos pareceram sobrecarregados pela abundncia dele. 
Peabody teve que lhe ordenar a seus dedos que no se estirassem para brincar com os cachos largos dourados avermelhados. Ele tinha quadris fracos, com a direita 
atualmente adornada com uma tatuagem temporria de um relmpago prateado. Este fazia jogo com os quatro pendentes brilhantes em seu lbulo esquerdo.
Sua pele era branca como o leite, e seus olhos de um verde reservado. Ela ainda no podia entender por que algo a respeito dele a atraa em um nvel fsico, muito 
menos como tinha terminado tendo sexo regular e impudico com ele quando fora da cama passavam a maior parte do tempo incomodando o um ao outro.
Tinha-lhe gostado de haver dito que ele no era seu tipo, mas no pensou que realmente tivesse um tipo. Sua sorte com os homens era pelo general, dolorosamente, 
desventurada. 
-Deveria ir.
-por que?  cedo. -Quando ela se sentou, ele se inclinou e beliscou provocativamente seu ombro-. Morro de fome.
-Cristo, McNab, acabamos de ter sexo.
-Isso, tambm, mas pensava mas bem em uma pizza, completa. -Ele conhecia suas debilidades-. vamos repor.
Seus papilas gustativas se agitaram dispostas. 
-Estou a dieta.
-por que?
Ela ps os olhos em branco, atirando a enrugado lenol ao redor dela quando saiu da cama. 
-Porque sou gorda.
-No, no o .  desenvolvida. -Agarrou o bordo do lenol, surpreendendo-a por sua rapidez, e a baixou at sua cintura-. Bem desenvolvida.
Quando ela se moveu pelo lenol, ele se levantou, e a agarrou pela cintura com um aperto carinhoso que a desarmou e preocupou. 
-Vem, comamos, logo vemos o que acontece depois. Tenho um pouco de vinho por a.
-Se for algo como o vinho que tinha a ltima vez, atirou rapidamente o copo ao desge.
- uma garrafa nova. -Ele recolheu seu macaco de laranja brilhante do cho, e o ps-. Quer umas calas?
O fato que lhe ofereceria suas calas a fez querer inclinar-se e lhe beliscar as bochechas. 
-McNab, no poderia me haver metido em suas calas quando tinha doze anos. Tenho realmente um traseiro.
- verdade. Isso est bem; adoro a uma mulher com equipe. -Ele se afastou, lutando por no ruminar. Sempre tinha que convencer a de ficar.
Na esquina da rea de estar dobrou a sua cozinha, e tirou a garrafa de vinho que tinha comprado no dia anterior quando tinha estado pensando nela. Pensava nela o 
bastante freqentemente para sentir-se desmoralizado. Se pudesse mant-la na cama, estariam perfeitos. No tinha que pensar em seus movimentos ali, s ocorriam.
Ele tirou seu comunicador. O stio da pizza estava gravado na memria, na primeira posio devido  freqncia das transmisses. Pediu uma massa corrente, contudo, 
logo tirou um saca-rolha.
O maldito vinho lhe havia flanco duas vezes o que usualmente gastava. Mas quando um tipo competia com um companheiro autorizado ardiloso e experiente, tinha que 
preparar-se. No duvidava que Charles Monroe sabia tudo sobre vinhos finos. Ele e Peabody provavelmente tomavam banhos em champanha.
J que a imagem o enfureceu, tragou-se meia taa de vinho. Logo girou quando Peabody saiu do dormitrio. Levava postos suas calas de uniforme com sua blusa aberta 
no pescoo. Quis lamb-la ali, justo ali onde o algodo rgido cedia o passo  carne suave.

Maldita seja.
-O que acontece? -Ela perguntou, notando o semblante carrancudo em sua cara-. ficaram sem pepperoni?
-No, j vem. -Tendeu-lhe uma taa de vinho-. Pensava... no trabalho.
-Mmm. -Ela provou o vinho, franziu seus lbios ante seu sabor suave e sutilmente afrutado-. Est bastante bom. Est correndo os antecedentes no caso Draco, verdade?
-J parece. Dallas deveria os ter nestes momentos.
-Um trabalho rpido.
Ele respondeu com um encolhimento de ombros. No disse que Roarke tinha deixado cair os dados em seu regao. 
-No EDD tentamos agradar. Inclusive depois das eliminaes e exploraes de probabilidade, tomar dias rebaixar a lista a um nmero vivel. O tipo obtm que lhe 
cravem o corao diante de uma par de milhares de pessoas,  complicado.
-Sim. -Peabody bebeu outra vez, logo se afastou para deixar cair em uma cadeira. Sem dar-se conta disso em um nvel consciente, estava to cmoda no desordenado 
apartamento do McNab como o estava no seu ordenado-. Algo est acontecendo.
-Algo sempre est acontecendo.
-No, no o usual. -Lutou consigo mesma, contemplando seu vinho. Se no o falava com algum, exploraria. E diabos, ele estava a-. Olhe, isto  confidencial.
-Seguro. -J que a pizza no chegaria at uns bons dez minutos mais, McNab abriu uma bolsa de batatas fritas de soja. acomodou-se no brao da cadeira do Peabody-. 
O que acontece?
-No sei. Nadine Furst chamou  tenente hoje, e estava inquieta. Nadine, quero dizer. -Distradamente, Peabody colocou a mo na bolsa-. Um no v ao Nadine atormentada 
muito freqentemente. reuniu-se com Dallas... um encontro pessoal. Foi grave. Elas me afastaram ao outro lado do quarto, mas podia v-lo tudo. E depois, Dallas no 
disse uma s palavra a respeito disso.
-Talvez era simplesmente mierda pessoal.
-No, Nadine no vai pedir uma reunio assim a menos que haja um problema. -Nadine era seu amiga, tambm, e uma parte do Peabody estava ferida por ter sido deixada 
de lado-. Penso que  parte do caso. Dallas me deveria dizer isso Peabody mascou as batatas fritas-. Deveria confiar em mim.
-Quer que bisbilhote por a?
-Posso fazer minha prpria investigao. No necessito a um sabicho da Diviso Eletrnica  fazendo-o por mim.
-Faz o que queira, Cuerpazo.
-S te cale. No sei nem sequer por que lhe disse isso. S me revolve o estmago. Nadine  uma amiga. supe-se que  uma amiga.
-Est ciumenta.
-Tolices.
-Sim, est-o. -Ele comeava a ter uma relao ntima com esse sentimento-. Dallas e Nadine jogam sem ti, assim  que est ciumenta. Dinmica de garota tpica.
Ela o empurrou do brao da cadeira. 
- um imbecil.
-E ali, -disse quando seu timbre de segurana soou-, est a pizza.

Capitulo 6
-No toque nada, e manten afastado.
-Querida. -Roarke observou ao Eve deslizar seu professor na fechadura de segurana do Apartamento de cobertura A-. Te est repetindo.
-Isso  porque nunca escuta. -antes de abrir a porta, volteou, e encontrou seus olhos-. por que um homem cuja residncia principal  Nova Iorque, cuja fonte principal 
de trabalho est em Nova Iorque, opta por viver em um hotel em vez de uma residncia privada?
-Primeiro o garbo. "O Sr. Draco mantm um apartamento de cobertura de luxo no Palace quando est na cidade". Depois, a convenincia. Ao levantar um dedo, algo que 
necessite ou queira pode ser feita. J. E finalmente, possivelmente a maior parte, a falta completa de compromisso. Tudo ao redor de ti  problema e responsabilidade 
de algum mais.
-Por isso soube que o Draco at agora,  o nico que posso aproveitar. -Abriu a porta, e entrou.
Pertencia ao Roarke, pensou, portanto era luxuoso, suntuoso e perfeito. Se a um gostava dessa classe de coisas.
A rea de estar era enorme e elegantemente adornada por paredes de um suave rosa. O teto era curvo e decorado com um desenho complicado de frutas e flores ao redor 
de uma enorme e brilhante arranha de cristal.
Trs sofs, todos em vermelho profundo, cmodos estavam cheios com almofadas brilhantes como jias. Mesas -e suspeitou que eram de madeira genuna e muito antigas- 
polidas como espelhos, ao igual ao cho. O tapete era uma polegada de espessura e para jogo com o patro em forma de uva do teto.
Uma parede era o cristal,  e a tela de intimidade pregada de modo que New York explorasse com a luz e forma do exterior, mas sem incomodar. Havia uma terrao de 
pedra mais  frente, e como as flores adornadas em grandes vasilhas de pedra floresciam, ela assumiu que estava temperada.
Um piano branco brilhante estava se localizado em um extremo do quarto, e no outro, painis esculpidos de madeira escondiam o que assumiu era uma unidade de entretenimento 
completa. Havia novelo de folhagem grossa e lustrosa, expositores de cristal que continham muitos objetos interessantes que concluiu era arte, e nenhum signo visvel 
de vida.
-os de limpeza teriam que ter entrado depois de que ele se foi ao teatro,  -Roarke lhe disse-. Posso pedir que a equipe de volta dessa noite suba e te indique a 
condio dos quartos naquele momento.
-Sim. -Ela pensou no Nadine. Se conhecia a reprter, a condio dos quartos tinha sido algo prximo ao passo de um tornado. Avanou para os painis, abriu-os, e 
estudou a unidade de entretenimento-. Unidade acender, -ordenou, e a tela piscou a um suave azul-. Ponha o ltimo programa.
Com apenas um soluo, a unidade irrompeu em cor e som. Eve observou duas figuras deslizar-se e escorregar sobre um fundo de lenis negros. 
-por que sempre os tipos se correm olhando a outras pessoas joder?
-Somos doentes, asquerosos, e dbeis. nos compadea.
Ela comeou a rir. Logo o casal na cama rodou. A cara da mulher, suavizada pelo prazer, girou para a cmara. 
-Maldita seja. Essa  Nadine. Nadine e Draco.
Apoiando-a, Roarke colocou uma mo em seu ombro. 
-No foi gravado aqui. No  o dormitrio. Seu cabelo  diferente. No acredito que seja recente.
-vou ter que recolh-lo, e provar que no o . E tenho uma maldita cinta ertica de uma das distinguidas dos meios de comunicao como prova em um caso de assassinato. 
-Deteve o programa, tirou o disco, e o selou em uma bolsa de evidncias de sua equipe de campanha.
-Maldita seja. Maldita seja.
Ela comeou a passear-se, lutando consigo mesma. Todo esse assunto das relaes era to complicado e ainda to estranho para ela. Nadine lhe havia dito o que lhe 
havia dito como amiga. Em confiana. O homem que nesse momento a olhava com pacincia, desde ao outro lado do quarto era seu marido.
Amar, honrar, e todo o resto.
Se lhe contava sobre o Nadine e Draco, violava uma confidncia e a confiana de uma amiga? Ou era algo que formava parte do matrimnio?
Como diabos, perguntou-se, a gente conseguia viver fazendo malabares com todos esses assuntos?
-Querida Eve. -Compadecendo-se, Roarke esperou at que ela teve deixado de rondar pelo quarto e girado para encar-lo-. Vai dar uma dor de cabea. lhe posso fazer 
isso mais fcil. No sinta que tem que me dizer algo que te faz sentir incmoda.
Olhou-o mal-humorada, e entrecerr seus olhos. 
-Ouo um mas ao final dessa frase.
-Tem os ouvidos muito agudos. Mas, -seguiu, cruzando para ela-, posso deduzir que Nadine e Draco estiveram envoltos em uma poca, e dada sua atual preocupao, que 
algo aconteceu entre eles muito mais recentemente.
-OH diabos. -Ao final seguiu a seu julgamento e lhe contou tudo.
Ele escutou, logo colocou o cabelo do Eve detrs de sua orelha. 
- uma boa amiga.
-No diga isso. Pe-me nervosa.
-Bem, direi-te isto: Nadine no teve nada que ver com o assassinato do Draco.
-Sei, e no h nenhuma prova definitiva que indique algo diferente. Mas isto a vai sujar. Denegrir publicamente. Bem, que mais h neste lugar?
-Ah, se a memria no me falhar. A cozinha est por l. -Gesticulou-. Escritrio, banho, dormitrio, penteadeira, e banho.
-Comearei pelo escritrio. Quero rastrear seus comunicadores e ver se teve qualquer conversao que implicasse ameaas ou discusses. me faa um favor. -Deu-lhe 
sua equipe-. Empacota o resto dos videodiscos.
-Sim, senhor. Tenente.
Ela sorriu burlonamente, mas o deixou passar.
Trabalhou sistematicamente. Ele amava olh-la enquanto o fazia: a indagao, a concentrao, e a absoluta lgica de seu mtodo.
No muito antes em sua vida se algum lhe tivesse sugerido que pudesse encontrar a um policial e a seu trabalho atrativo, haveria-se sentido horrorizado e insultado.
-Deixa de me observar.
Ele sorriu. 
-Eu?
Ela decidiu deix-lo passar. 
-Montes de comunicaes entrantes e salientes. Se eu fosse psiquiatra, deduziria que este era um tipo que no podia estar a ss consigo mesmo. Precisava relacionar-se 
em uma base constante. Nada fora do comum entretanto, a menos que conte algumas compra por comunicador bastante pesadas... oito pares de sapatos, trs trajes elegantes, 
e uma unidade de boneca antiga. -endireitou-se-. Mas voc no opinaria isso.
-Ao contrrio, nunca compraria trajes via comunicador. A comodidade o  tudo.
-Ja, ja. Teve uma breve, e importante conversao com seu agente. Parece que nosso moo descobriu que sua primeira atriz ganhava o mesmo salrio por atuar na obra. 
Estava bastante zangado, e queria que seu representante o renegociasse e conseguisse mais. Um crdito mais por funo.
-Sim, sabia. No houve trato.
Desconcertada, girou afastando do pequeno escritrio ordenado. 
-No lhe deu  um crdito?
-Quando trata com um menino, -disse Roarke brandamente-, pe limites. O contrato era um limite. A quantidade da demanda era inconseqente.
- duro.
-Seguro.
-Causou-te problema por isso?
-No. pde ter pensado insistir, mas nunca o falamos. O fato , que seu agente foi onde meus advogados, eles a mim, eu de novo a eles, e assim sucessivamente. No 
tinha progredido alm de minha resposta negativa a noite da estria.
-Bem, isso te mantm limpo. Quero revisar o dormitrio. -Passou por diante dele, atravs um vestbulo pequeno, circular e cruzou a porta.
A cama era grande, e elaborada, com um cabecero alto, acolchoado e revestido de um tecido fino, e vaporosa. Parecia um banco de nvoa suave.
Ela se moveu rapidamente pelo penteadeira contigo, sacudiu sua cabea ante a selva de roupa e sapatos. Um gabinete incorporado com espelho, continha uma linha de 
garrafas de cores e tubos: realce, blsamos para a pele, perfume, e ps.
-Bem, temos a um tipo frvolo, egosta, egocntrico, imaturo, e inseguro.
-No discutiria sua valorao. Todos esses rasgos de personalidade so motivos para o dio, mas para o assassinato?
-s vezes ter dois ps  motivo para um assassinato. -Ela retornou ao dormitrio-. Um homem cheio de ego e insegurana no dormiria sozinho muito freqentemente. 
desfez-se do Carly Landsdowne. Diria que tinha a algum mais fazendo fila para tomar seu lugar. -Ociosamente, abriu a gaveta da mesa de noite-. Bem, bem, olhe estes 
brinquedos.
A gaveta estava acoplada com compartimentos, e cada um estava lotado com vrios estimulantes erticos convenientes para correrias a ss ou com companhia.
-Tenente, na verdade acredito que lhe deveria levar isso para um exame adicional.
-No toque. -Deu a uma palmada na mo quando a estendeu.
-Desmancha-prazeres.
-Civil. Que demnios faz isto? -Levantou uma pea larga, em forma de cone de borracha. Fez alegres rudos de tinido quando o sacudiu.
Roarke colocou sua lngua em sua bochecha e se sentou na cama. 
-Pois bem, em interesse de sua investigao, estaria encantado de lhe mostrar isso Sonriendo, aplaudiu a cama a seu lado.
-No, digo-o a srio.
-Eu tambm.
-No importa. -Mas ainda refletia quando deixou o cone e abriu a gaveta inferior-. Ah, aqui h uma pequena mina de ouro. Parece o fornecimento de um ms de Extica, 
um pouco do Zeus, e... -Abriu um pequeno frasco, cheirou com cautela, e logo sacudiu a cabea como um co saindo de um banho de gua-. Mierda. Coelho Selvagem. 
P-lhe o plugue, agarrou uma bolsa de evidncias, e selou o frasco.
-Puro, alm disso. -Ela suspirou-. Se ele a utilizava em suas entrevistas, no  de sentir saudades que pensem que era um Deus sexual. Uma ou duas gotas de Coelho, 
e joderas a uma braadeira. Sabia que era aficionado a isto?
-No. -Todo o humor do Roarke desapareceu, e se levantou-. No sinto especialmente muita simpatia pela maioria dos ilegais. Mas isto  quo mesmo uma violao, segundo 
eu. Est bem?
-Sim. Sim. -um pouco enjoada, pensou, e incmodamente excitada. E foi s uma fugaz aspirada dos vapores-. Este frasco puro anda pelos dez mil a ona, mnimo, e no 
so fceis de conseguir. Unicamente trabalha no organismo feminino, -murmurou-. S toma uma gota de mais para uma overdose.
Roarke ps uma mo sob seu queixo, e a levantou para examinar seus olhos. Bastante limpos, decidiu. 
-Nunca ningum me contou que usasse algo como isto. Se tivesse  acontecido, tivesse descoberto que era certo, teria quebrado seu contrato. E muito possivelmente, 
seus  braos.
-Bem. -Levantou uma mo a sua boneca, e a apertou-.  suficiente aqui dentro no momento. vou necessitar que tenha este quarto vacante outro dia ou dois. Quero que 
uma unidade de ilegais o repasse.
- obvio.
Guardou o frasco em sua equipe, e esperou alivianar sua condio.
-E, quanto te custa?
-Perdo?
-Manter este lugar vacante? Quanto custa uma noite?
-Ah este pequeno lugar? Acredito que est ao redor de oito mil e quinhentos a noite, embora imagine que temos preos semanais e mensais tambm.
-Uma pequena soma. Mansfield tem uma unidade aqui tambm, certo?
-Apartamento de cobertura B, na outra torre.
-lhe faamos uma visita. Ela e Draco tiveram uma histria de ilegais em comum, -comeou enquanto juntava sua equipe de campanha e saa-. Ela pode conhecer suas fontes. 
Tudo isto poderia reduzir-se a um vil assunto de drogas.
-No acredito.
-Est bem, eu tampouco, mas a maior parte do trabalho policial  descartar. -assegurou a porta, comeou a procurar um selo policial em sua equipe.
-Deve faz-lo? -Ele observou o selo com averso-.  muito desagradvel para os outros hspedes.
-Sim. Pelo resto, dar-lhes uma imensa emoo. Oooh, olhe, George,  a onde vivia o ator morto. Busca a videocmara.
-Sua atitude para a sociedade  tristemente cnica.
-E exata. -Entrou no elevador diante dele, esperando que as comporta se fecharem. Logo saltou-. S me d um rpido... Deus... -me Desesperasse pela liberao, esfregou-se 
contra ele, mordeu-lhe os lbios, gemendo quando suas mos apertaram com fora seu traseiro. 
-Uf. -Com um comprido ofego, apartou-se, e rodeou seus ombros-. Assim est  melhor.
-Para ti talvez. -tratou de agarr-la, mas lhe deu uma tapa em seu peito.
-Nada de jogos em elevadores pblicos. No sabe que  uma infrao ao cdigo da cidade? Torre A, nvel do apartamento de cobertura, -solicitou, e a cabine entrou 
em movimento.
-Definitivamente ter que pagar por isso.
Ela se apoiou contra a parede quando o elevador comeou seu passeio horizontal. 
-Por favor, assusta-me.
Ele s sorriu e se meteu as mos nos bolsos. Jogando ociosamente com o cone de borracha que tinha escamoteado da gaveta. 
-Ten medo, -murmurou, e sorriu quando o elevador se deteve.
-Tinha que limpar minha cabea antes de falar com uma testemunha, no?
-Mmm-hmmm.
-Escuta, conhece o Mansfield bastante bem. Queria suas observaes quando terminarmos.
-V, agora existo. til de novo.
Ela se deteve, girou, e colocou uma mo sobre sua bochecha. O amor por ele  crescia e a afetava nos momentos mais estranhos. 
-Entra preparado. -Quando ele girou sua cabea e esfregou seus lbios sobre sua palma, ela sentiu um calafrio baixando diretamente at os dedos do p-. Nada de suscetibilidades, 
-ordenou e partiu a pernadas para a porta da Areena.
Pressionou o timbre, e esperou.
Areena, vestida com uma bata branca folgada, abriu a porta. via-se plida, obviamente surpreendida, e no muito contente. 
-Tenente Dallas. Roarke. Eu... Eu no esperava...  -Logo esses olhos claros se abriram de par em par, e se tornaram brilhantes-. H notcias? Apanhou a quem quer...
-No. Sinto muito incomod-la, mas tenho algumas pergunta.
-OH. Pensei, esperei, que tudo pudesse ter terminado. Bem. -Ela levantou uma mo, e pressionou seus dedos sob um olho como se acalmasse algum mal-estar. Sem dvida, 
havia sinais apenas perceptveis de fadiga baixo eles-. Me temo que este no seja realmente um bom momento.  absolutamente necessrio?
-Lamento sim  inoportuno, mas no tomar muito tempo.
- obvio. Isto  embaraoso. Voc v, no estou sozinha. Eu...                       -Rendendo-se, Areena deixou cair a mo, e retrocedeu-. Por favor, passem.
Eve entrou. O apartamento de cobertura era bastante parecido a seu homlogo em seu acerto, e tamanho. O mobilirio era mais suave, mais feminino de certa forma, 
e as cores uma sinfonia de azuis e natas.
E sentado em um do trio de sofs, vendo-se sbrio e magnfico em negro, estava Charles Monroe.
Fabuloso, pensou Eve, e imediatamente quis chutar suas caras Pelotas at sua garganta.
Ele sorriu abertamente, um estalo rpido de prazer, logo vendo a frieza em seus olhos, o olhar trocou a uma preguiosa diverso enquanto se levantava apaticamente. 
-Tenente. Sempre  um prazer verte.
-Charles. O sero ainda te mantm ocupado?
-Felizmente. Roarke, que agradvel verte outra vez.
-Charles.
-Sirvo-te uma bebida, Areena?
-O que? -Seus olhos tinham pirado daqui para l entre suas caras, e seus dedos giraram e retorceram os elos de prata em sua garganta-. No. No, obrigado. Ah, conhecem-se.
O rubor que tinha alagado belamente sua cara se fez mais profundo. Levantou suas mos outra vez em um feminino gesto de impotncia.
-A tenente e eu nos encontramos vrias vezes. Inclusive temos a uma amiga em comum.
-Cuida seus passos, -disse Eve, muito silenciosamente. O gnio j tinha saltado em seus olhos e estava preparado para estalar-.  uma visita social, Charles, ou 
est em horas de trabalho?
-Deveria saber que um homem em minha posio no fala de tais assuntos.
-Por favor, isto  embaraoso. -Areena levantou sua mo para brincar inquietamente com seu colar outra vez e no notou a boca do Charles curvar-se em uma linha magra, 
e cnica, mas Eve sim o fez-. Obviamente, voc  consciente que Charles  um profissional. No quis estar sozinha, e necessitava... simplesmente companhia. Charles... 
o Sr. Monroe veio muito recomendado.
-Areena. -Suave como a seda, Roarke avanou-. Eu gostaria de um caf. Oporia-te?
-OH,  obvio. me perdoe. Posso...
-J o fao eu. -Charles deslizou uma mo sobre o brao da Areena e partiu para a cozinha.
-Te darei uma mo. -Com um ltimo olhar ao Eve, Roarke se afastou.
-Sei como deve v-lo, -comeou Areena-. Deve lhe parecer muito frio e muito egosta de minha parte ter alugado a um companheiro sexual a noite depois...
-Parece-me estranho que uma mulher como voc tenha que contratar a algum para estar com ela.
Com uma risada tnue, Areena recolheu uma taa de vinho, bebeu, e comeou a passear-se. A seda sussurrou ao redor de suas pernas. 
-Um bonito completo envolto em mordazes suspeitas. E bem entregue.
-No estou aqui para lhe fazer cumpridos.
-No. -Os olhos da Areena perderam seu brilho de humor-. No, claro que no. A resposta simples a sua velada pergunta  que me protejo muito. Vem, suponho, de passar 
muito de minha juventude em festas, e reunies. Voc se ter informado de minhas indiscries, e dificuldades com os ilegais. Isso j ficou atrs.
Ela se voltou, e levantou seu queixo. 
-No foi fcil deix-lo atrs, mas o fiz. Ao faz-lo, perdi vrios dos que alguma vez considerei amigos. Arruinei relaes que me importavam devido aos vcios, e 
perdi essas que no deveriam ter importado quando deixei os vcios. E agora estou em um ponto em minha vida onde minha carreira necessita toda minha ateno. Isso 
no deixa muito tempo para socializar nem para o romance.
-Esteve romanticamente envolta com o Draco?
-No. Nunca. Tivemos sexo faz uma vida, nada que ver com o ideal de almas e mentes. Faz tempo que, no tivemos nada em comum, salvo o teatro. Retornei a Nova Iorque, 
Tenente, porque desejava fazer esta obra, e sabia que Richard brilharia em sua parte. Quis isso. Nunca haver outro como ele em cena. Deus.
Ela apertou os olhos, e tremeu. 
- espantoso. Horrvel. Sinto mais ter perdido ao ator que ao homem. Sinto muito isso saber de mim mesma. No, no posso estar sozinha. -Ela se afundou no sof-. 
No posso agent-lo. No posso dormir. Se dormir, me acordado, e minhas mos esto cobertas de sangue. O sangue do Richard. Os pesadelos.
Ela levantou sua cabea, e seus olhos estavam alagados quando encontraram ao Eve. 
-Tenho horrveis pesadelos cada vez que me deito, saltam em minha cabea, e me acordado doente, gritando, e com seu sangue por toda parte de mim. Voc no pode imagin-lo. 
No pode.
Mas Eve podia. Um quarto pequeno e frio, alagado com a luz vermelha suja do letreiro da rua de em frente. A dor, a completa aberrao da violao, do osso que lhe 
tinha quebrado de seu brao quando tinha lutado contra ele. O sangue, seu sangue por toda parte, cobrindo suas mos, gotejando da lmina da faca enquanto se arrastava 
afastando-se.
Tinha tido oito anos. Em seus pesadelos, Eve sempre tinha oito anos.
-Quero que encontre a quem o fez, -sussurrou Areena-. Tem que encontrar a quem o fez. Quando o fizer, os pesadelos se detero. Faro-o no? Detero-se?
-No sei. -Eve se obrigou a atuar, obrigou-se a afastar-se de suas prprias lembranas e permanecer no presente. Permanecer em controle-. me Diga o que saiba a respeito 
dos ilegais. Quais eram seus contatos, quem o subministrava, quem se atava com ele?
* * * * *
Na cozinha, Charles bebeu seu vinho, e Roarke as arrumou com o razoavelmente decente caf artificial que o AutoChef oferecia
-Areena est acontecendo um momento difcil, -comeou Charles.
-Imagino que sim.
-No h nenhuma lei contra pagar por consolo.
-No.
-Meu trabalho  to vivel como o dela.
Roarke inclinou sua cabea. 
-Monroe, Eve no tem nenhuma vingana pessoal contra os companheiros autorizados.
-S contra mim, especificamente.
- protetora com o Peabody. -Com seus olhos claros e diretos, Roarke bebeu outra vez-. Igual a eu.
-Eu gosto de Delia. Muito. Nunca a machucaria. Nem a enganei. -Com um som de aborrecimento, Charles se volteou para olhar fixamente pela janela as luzes-. Perdi 
minha oportunidade de ter uma relao fora de meu trabalho -para ter uma vida fora de meu trabalho- porque enganei a uma mulher. E porque me importou o bastante 
para ser honesto. aceitei isso. Sou o que sou.
Ele se voltou, e curvou os lbios. 
-Sou bom no que fao. Delia aceita isso.
-Possivelmente. Mas as mulheres so umas criaturas muito estranhas, no? Um homem nunca as conhece realmente. Mas como, penso, forma parte de seu contnuo atrativo. 
Um mistrio  mais interessante, no, antes de que seja completamente solucionado.
Com um sorriso pela metade, Charles olhou sobre seu ombro, e Eve entrou pela porta.
Ela no podia haver dito, exatamente, por que a incomodou ver o Charles e a seu marido compartilhando um momento do que no podia ser confundido com nada salvo diverso 
masculina. Mas posto que o descobriu, olhou carrancuda ao Roarke.
-Sinto interromper seu bate-papo de moos, mas poderia fazer companhia a Areena por um momento enquanto falo com o Charles?
- obvio. O caf  razoavelmente bom.
Esperou at que teve sado, logo se moveu ao AutoChef mais para dar um momento a si mesmo para tranqilizar-se que por desejar o caf do hotel. 
-Quando a Sra. Mansfield  acordou seus servios?
-Esta tarde. Aproximadamente s duas, acredito.
-No  um pouco tarde para ti?
-Sim.
Eve tirou o caf, e se apoiou contra a parede, com o vapor elevando-se de sua taa. 
-No tinha reservaciones esta noite?
-Reacomod meu horrio.
-por que? Areena indicou que no se encontraram antes, social ou profissionalmente. por que incomodar-se por um estranho?
-Porque duplicou meus honorrios, -disse simplesmente.
-O que comprou? Sexo direto? Toda a noite?
Ele fez uma pausa, e olhou fixamente seu vinho. Quando ele levantou o olhar outra vez, seus olhos se esfriaram. 
-No tenho que responder a isso. E no o farei.
-Investigo um homicdio. Posso-te pr baixo arresto para uma entrevista na Central.
-Sim, pode. Far-o?
-Est-o fazendo difcil. -Ela deixou o caf, passeou-se de cima abaixo pelo estreito espao entre a parede e o mostrador-. Tenho que p-lo em meu relatrio tal como 
. Isso  suficientemente mau. Mas me faz te levar, formaliz-lo, e  esfregar-lhe nos narizes ao Peabody.
-E nenhum de ns quer isso, -murmurou, logo suspirou-. Olhe, Dallas, recebi uma chamada. Uma clienta deu meu nome a Areena como algum que poderia lhe proporcionar 
uma noite agradvel. Ela estava obviamente contrariada. Eu tinha ouvido sobre o Draco, assim  que no tive que perguntar por que. Ela desejava a um companheiro 
para a noite. Jantar, conversao, e sexo. Para compensar minha contrariedade, duplicou meus honorrios noturnos habituais.  simples.
-Falou-te do Draco?
-No. Falamos de arte, e teatro. Ela se tomou trs taas de vinho e meio pacote de herbrios. Suas mos deixaram de tremer aproximadamente vinte minutos antes de 
que chegasse. Ela  uma runa emocional que trata de agent-lo.
-Bem. Obrigado. -meteu-se as mos em seus bolsos-. Peabody vai ver o relatrio.
Ele podia sentir seus prprios cabelos arrepiando-se. 
-Delia sabe o que fao.
-Correto. -incrustou-se em seu ventre como um arame de puas.
-Ela  uma mulher adulta, Dallas.
-Adulta, meu culo. -rendeu-se e chutou a parede-. Est fora de sua liga com um tipo como voc. Maldio, sua famlia so Free-Agers. Diabos, criou-se vagabundeando 
em algum jodido lugar. -Com um gesto vago mostrou o Meio oeste-.  uma boa polcia.  uma slida polcia, mas ainda tem lados vulnerveis. E vai ficar realmente 
furiosa quando averiguar que te disse algo sobre isso. Meter-se um pau no culo e me excluir, mas maldita seja...
-Ela importa, -devolveu-lhe o disparo-. E te importa. No te ocorreu que poderia me importar?
-As mulheres so um negcio para ti.
-Quando me pagam para ser meu negcio. No  assim com a Delia. Pelo amor de Deus, ainda no temos sexo.
-O que? No pde pagar seus honorrios? -logo que o disse, odiou-se a si mesmo. odiou-se muito mais quando esses olhos frios revelaram um dano nu-. O sinto. Sinto 
muito. Isso foi desatinado. Fui muito longe.
-Sim.
Repentinamente cansada, deslizou-se para baixo e se sentou no cho com suas costas contra a parede. 
-No quero saber estas coisas. No quero pensar nestas coisas. Eu gosto.
Intrigado, ele baixou ao cho, com as costas contra a mesa assim que seus joelhos quase se tocavam. 
-Srio?
-Sim, quase sempre. estiveste vendo-a desde antes do Natal, e no tm... O que tem que mau com ela?
Ele riu, e esta vez foi grato e profundo. 
-Jesus, Dallas, de qual forma o quer? Tenho sexo com ela, sou um bastardo. No o fao, e sou um bastardo. Roarke tinha razo.
-O que quer dizer com que Roarke tinha razo?
-A gente no pode entender s mulheres. -Deu um gole de vinho-. Ela  uma amiga. S ocorreu desse modo. No tenho muitos amigos que no sejam clientes ou estejam 
no negcio.
-te cuide. Comeam a multiplicar-se quando no dispostas ateno. Complica toda sua maldita vida.
- uma boa amiga. Uma coisa mais, -disse e lhe deu com seu p um simples golpe-. Habitualmente tambm eu gosto, Tenente Acar.
* * * * *
O pesadelo apareceu. Deveria hav-la esperado. Tudo o bate-papo da Areena sobre sonhos, sangue e terror a provocou. Mas inclusive sabendo-o, nunca podia det-la 
uma vez que se deslizava em sua mente.
Viu-o entrar no quarto. Seu pai. Aquele pequeno e srdido quarto em Dallas, to frio, ainda com a temperatura fixa no alto. Mas vendo-o, cheirando-o, sabendo que 
ele tinha estado bebendo, mas no o bastante, fez estremecer seus paralisados braos.
Deixou cair a faca. Tinha tido tanta fome, estava to faminta que se arriscou a procurar um bocado. S um trocito de queijo. A faca caiu de sua mo, tomou dias, 
anos, sculos alcanar o cho. E no sonho, o rudo foi como um trovo ecoando. Eco. Eco.
Cruzando sua cara quando ele avanou para ela, a luz vermelha do letreiro o alagava de vermelho, logo branco, logo vermelho.
Por favor no o faa, por favor no, por favor no o faa.
Mas nunca servia de nada rogar.
Passaria de novo e outra e outra vez. A dor de sua mo esbofeteando-a quase casualmente sua cara. Atirando-a ao piso com tanta fora que sacudiu seus ossos. E logo 
seu peso em cima dela.
-Eve. Vamos. Eve, volta para mim. Est em casa.
Seus ofegos queimavam sua garganta, e ela lutou, retorceu, separando-se de um empurro os braos que a sustentavam. E a voz do Roarke se filtrou no sonho, morna, 
tranqila, hipnotizadora. Segura.
-Assim .  te aferre a mim. -Ele a aproximou mais na escurido, balanando-a como a um menino at que seus tremores cessaram-. Esto bem agora.
-No me solte.
-No. -Ele pressionou seus lbios em suas tmporas-. No o farei.
Quando ela despertou pela manh, o sonho era s um vago borro em sua mente, e seus braos estavam ainda ao redor dela.

Capitulo 7
Eve ganhou no Peabody em Central. Foi deliberado, e lhe custou o sonho de uma hora completa essa manh. Esperava arquivar seu relatrio atualizado, e logo circular, 
antes de que seu ajudante se deixasse ver. Se tinha sorte, no haveria nenhuma discusso que implicasse ao Charles Monroe.
A zona de trabalho dos detetives zumbia. Resultou que a esposa do Detetive Zeno tinha dado a luz a uma menina a noite anterior, e ele o tinha celebrado levando duas 
dzias de rosquinhas. Conhecendo os detetives, Eve tirou uma antes de que a unidade casse sobre ela como hienas em um cadver.
-Quem ganhou o fundo?
-Eu. -Baxter sorriu ao redor de um aro de canela com gelia de framboesa-. Seiscentos e trinta dlares.
-Diabos. Nunca ganho o fundo do beb. -Consolando-se, Eve  tirou um pastel redondo. lhe dando a primeira mordida, sorriu-lhe. O bom do Baxter, pensou. Poderia ser 
uma dor no culo, mas era meticuloso e agudo com os detalhes.
Era perfeito. 
-Parece que este  seu dia de sorte.
-No jodas. Joguei-lhe o olho nesse novo sistema de auto-entretenimento. Os seis bilhetes extras ajudaro em grande medida  a pr a esse beb em meu caminho.
-Isso  estupendo, Baxter, mas quero dizer que  realmente seu dia de sorte. -Tirou um arquivo de discos de sua bolsa, reunido-los pelos uniformizados e detetives 
que tinham registrado s testemunhas reunidas a noite do homicdio Draco-. Ganhou o prmio gordo. Dirigir os antecedentes e probabilidades padres nestes indivduos, 
no caso Draco. Temos perto de trs mil nomes. Agarra a um par de detetives, alguns uniformizados se os necessita, e obtn as declaraes. Vejamos se pode recortar 
esse nmero na metade antes do fim de semana.
Ele bufou. 
-Muito gracioso, Dallas.
-Tenho ordens do Whitney para designar a qualquer para este dever. Designado, Baxter. Esse  voc.
-Mierda. -Quando ela deixou cair o arquivo em seu escritrio, seus olhos giraram-. No pode me jogar este pesadelo, Dallas.
-Posso, e o fao. Est deixando cair miolos, Baxter. Deveria te lembrar de manter sempre sua rea limpa.
Agradada com o trabalho da manh, dirigiu-se para seu escritrio com suas maldies seguindo-a.
A porta estava aberta, e sons de movimento chegavam claramente ao corredor. Eve se pressionou contra a parede, e moveu seus dedos sobre sua arma. O filho de cadela. 
Tinha-o esta vez. O estpido e furtivo ladro de caramelos por fim era dele.
Arremeteu no quarto, com os punhos preparados, e agarrou ao intruso pelo cangote. 
-Apanhei-te!
-Hey, senhora!
Tirava-lhe uns quinze cm. e uns bons nove quilogramas a ele. Eve deduziu que poderia coloc-lo por sua esqulida janela sem muito problema. Formaria uma encantadora 
mancha no pavimento abaixo.
-No vou ler te seus direitos, -disse quando o jogou contra os arquivos-. No os necessitar onde vai.
-Chame o Tenente Dallas! -Sua voz pite como uma flauta oxidada-. Chame  Tenente Dallas.
Ela o arrastou, e olhou fixamente seus olhos nervosos, duplicados em tamanho detrs de uns micro-culos. 
-Sou Dallas, idiota ladro de caramelos.
-Bem, Santo Deus! Santo Deus! Sou Lewis. Tomjohn Lewis, de Manuteno. Consegui sua nova equipe.
-De que demnios falas? me deixe te cheirar o flego. Sim tem flego a caramelo, vou arrancar te a lngua e te estrangular com ela.
Com seus ps pendurando uma polegada do cho, ele inflou suas bochechas e soltou o ar explosivamente em sua cara. 
-Comi bolachas de trigo abaixo no Restaurante, e... e fruta. No comi caramelo. Juro-o Por Deus.
-No, mas poderia pensar em um enxge bocal mais forte. O que  isso sobre a nova equipe?
-Ali. A mesmo. Acabo de terminar a transferncia.
Ainda mantendo-o longe do cho, girou sua cabea. ficou boquiaberta uns segundos antes de deixar cair ao Lewis em um monto e saltasse para a casca cinza mecnica 
do computador. 
- minha.  minha.
-Sim, senhor, Tenente senhor.  todo dela.
Com seus braos posesivamente ao redor da unidade, olhou-o para trs. 
-Olhe, moo de manuteno, se est jogando comigo, arrancarei-te as orelhas com vos dentes e as farei guisado.
-Tenho a ordem aqui mesmo. -Movendo-se com cautela, tirou de seu bolso o livro de registros, teclando o cdigo-. Veja, aqui, Dallas, Tenente Eve, Diviso de Homicdio. 
Voc conseguiu um XE-5000 novo. Requisitou-o solicitou voc mesma.
-Solicitei-o faz dois malditos anos.
-Sim. Bem. -Ele sorriu otimista-. Aqui est. Estava justo conectando-a ao ordenador central. Quer que finalize?
-Sim, quero que finalize.
-Bem.  Farei-o em um abrir e fechar de olhos, logo desaparecerei de seu caminho. -Ele quase se mergulhou sob o escritrio.
-Que classe de estpido apodo  Tomjohn?
- meu nome, Tenente. Tem o manual completo de proprietrio e a guia do usurio nessa caixa da.
Ela revisou, e bufou para a caixa de 30 cm. de alto. 
-Sei como funciona. Tenho este modelo em casa.
- uma boa mquina. Uma vez que voc esteja unida ao interno, tudo o que temos que fazer  transferir seu cdigo e dados de sua velha equipe. Tomar aproximadamente 
trinta minutos, mximo.
-Tenho tempo. -Passou seus olhos sobre sua velha unidade, amolgada, golpeada, e desprezada. Algumas amolgaduras tinham sido feitas por seu prprio punho frustrado-. 
O que acontecer a minha velha equipe?
-Posso-o transladar por voc, e baix-lo para reciclar.
-Perfeito... no. No, quero-o. Quero lev-lo a casa. -Realizaria uma exterminao ritual, decidiu. Esperava que sofresse.
-Por mim est bem. -J que ele calculou que sua lngua e suas orelhas estavam seguras outra vez, comeou a assobiar enquanto trabalhava-. Essa coisa esteve obsoleta 
por cinco anos. No se como conseguiu fazer algo com ela.
Sua nica resposta a isso foi um grunhido baixo, e rouco.
* * * * *
Quando Peabody chegou uma hora mais tarde, Eve estava sentada em seu escritrio lotado, sonriendo abertamente. 
-Olhe, Peabody.  Natal.
-Latido. -Peabody entrou, e o rodeou-. Latido  perfeito. Formoso.
-Sim.  meu. Tomjohn Lewis, meu novo melhor amigo, conectou-a para mim. Escuta-me, Peabody. Faz o que lhe digo que faa.
-Isso  grandioso, senhor. Sei que sero muito felizes juntos.
-Bem, acabou-se a diverso. -Ela tomou seu caf, e sacudiu seu polegar por volta do AutoChef assim Peabody soube que era bem-vindos a servir uma taa-. Fiz um repasse 
rpido no apartamento do Draco ontem  noite.
-No sabia que planejava faz-lo. Teria ajustado meu tempo pessoal.
-No foi necessrio. -Eve teve uma imagem desagradvel da cena no apartamento da Areena se Peabody tivesse ido.
-Draco guardava um contrabando de ilegais em seu apartamento de cobertura. Um pacote variado que inclua quase uma ona de Coelho Selvagem puro.
-Arrepiante.
-claro que sim. Tambm vrios criativos brinquedos sexuais, alguns dos quais estavam inclusive fora do alcance de meu amplo grau de experincia. Tinha uma coleo 
de videodiscos, e uma grande percentagem so encontro sexuais pessoais.
-Ento temos a um desviado sexual morto.
-Os brinquedos e os discos so uma opo pessoal, mas o Coelho o sacode ao territrio do SD. Poderia ser um motivo, ou motivos, j que se esto amontoando como Free-Agers 
em uma reunio de protesto. Sem ofender.
-No o faz.
-Temos, como potenciais, ambio, ganho pessoal, dinheiro, sexo, ilegais, mulher ou mulheres desdenhadas, e mltiplo averso geral. Ele desfrutava explorando s 
mulheres, e habitualmente insultando aos membros de ambos os sexos que tivesse perto. Tinha um hbito regular de ilegais. Era tambm um irritante filho de puta, 
e tinha a todos os que o  conheciam querendo trespass-lo por seus intestinos. No recorta a lista por muito. Ao contrrio.
Ela se moveu em sua cadeira. 
-Comecei a correr probabilidades ontem  noite. Progredi um pouco. Meu novo e til XE-5000 te copiar os dados para que assim possa seguir dirigindo exploraes. 
Tenho uma consulta com Olhe dentro de pouco. Isso pode ajudar a recortar a lista. Estabelece uma reunio com nossos amigos do EDD para as onze.
-E as entrevistas desta tarde?
-Vai conforme o programado. Estarei de volta em uma hora ou dois como mximo. -separou-se de seu escritrio-. Se me atrasar, ponha em contato com o laboratrio e 
o resmungo do Dick pelo exame dos ilegais que lhe enviei esta manh.
 -Com gosto. Suborno ou ameaa?
-Quanto tempo trabalhaste comigo at agora, Peabody?
-Quase um ano, senhor.
Eve cabeceou enquanto saa a pernadas. 
-O suficiente. Usa seu prprio julgamento.
* * * * *
A rea de Olhe era mais civilizada -Eve imaginou que essa era a palavra- comparada com os enredos e o hervidero da maior parte da Central de Polcia. Uma borbulha 
de calma, sups, sobre tudo se a gente no sabia o que ocorria detrs das portas de Provas.
Eve sabia, e esperou que passasse um comprido tempo antes de que fora obrigada s transpassar outra vez.
Mas o espao pessoal de Olhe estava um mundo longe da despersonalizada e desmoralizada jaula de Provas. Favoreceu os tons azuis em suas acolhedoras poltronas, e 
nas calmantes cheire do oceano que ela freqentemente punha em sua tela de humor.
Hoje vestia um de seus trajes elegantes de seda em tons bolos. Um otimista verde, a cor dos brotos das folhas da primavera. Seu cabelo caa para trs de um rosto 
de serena beleza que Eve constantemente admirava. Luzia prolas em seus ouvidos que faziam jogo com a solitria prola que pendia de cadeia de ouro em sua garganta.
Ela era, na mente do Eve, o exemplo perfeito da graciosa feminilidade.
-Agradeo-te que me tenha recebido esta manh.
-Sinto um interesse pessoal, -comeou Olhe enquanto programava seu AutoChef para o ch-. Sendo testemunha. Em todos meus anos ligada ao NYPSD, nunca presenciei um 
assassinato. -Girou com duas taas de fragrante ch floral em sua mo e agarrou a sombria piscada nos olhos do Eve-. o do Richard Draco no foi um assassinato, Eve. 
Foi uma execuo. Um assunto completamente diferente.
Ela tomou assento, lhe dando ao Eve o ch que ambas sabiam que logo que sorveria. 
-Estudo o assassinato. Os assassinos. Escuto-os, e os analiso. Fao-lhes um perfil. E como doutor, sei, entendo, e respeito a morte. Mas, ter um assassinato ocorrendo 
diretamente diante de meus olhos, sem saber que era real. Bem, deu-me alguns maus momentos.  difcil.
-Eu pensava que engenhoso.
-Bem. -O fantasma de um sorriso curvou os lbios de Olhe-. Seu ponto de vista e o meu vm de ngulos diferentes, suponho.
-Sim. -E o ngulo do Eve freqentemente era observar aos mortos com sangre em suas botas. Lhe ocorreu agora que no tinha tomado em considerao o estado de nimo 
de Olhe essa noite no teatro. Simplesmente a tinha consignado na equipe e a tinha usado porque lhe tinha parecido o mais prtico.
-Sinto muito. No o pensei. No te dava nenhuma eleio.
-No tinha nenhuma razo para pens-lo. E nesse momento, nem sequer eu o fiz. -Ela o descartou, e levantou seu ch-. Esteve depois do pano de fundo e te ocupando 
bastante rpido. Quo rpido te deu conta que a faca era verdadeira?
-No o bastante logo para det-lo. Isso  o que conta. comecei minhas entrevistas, me concentrando nos primeiro atores.
-Sim, o crime est imerso no teatro. O mtodo, a oportunidade do momento, a encenao. -Mais cmoda com uma distncia analtica, Olhe percorreu a cena em sua mente-. 
Um ator ou algum que aspira ou aspirou a ser um encaixa no perfil. Por outra parte, o assassinato foi limpo, bem produzido, e executado cuidadosamente. Seu assassino 
 atrevido, Eve, mas tambm sereno.
-Teria necessitado ver que acontecesse?
-Sim, acredito que sim. V-lo, sob as luzes, no cenrio, com o pblico ficando sem flego em estado de choque. Em minha opinio, isso era to importante para este 
indivduo como a morte do Draco. A emoo disso e o ato resultante. Seu prprio choque e horror, bem ensaiado.
Ela o considerou. 
-Foi muito bem encenado para no ter sido ensaiado. Draco estava considerado como um dos atores maiores de nosso tempo. Mat-lo foi um passo. Substitui-lo, embora 
fosse s na mente do assassino, foi um momento fundamental.
-Diz que foi motivado profissionalmente.
-Sim, em um nvel. Mas tambm foi muito pessoal. Se olharmos a um ator, ou um aspirante, os motivos profissionais e pessoais se poderiam mesclar facilmente.
-O nico em beneficiar-se s claras da morte do Draco, profissionalmente,  Michael Proctor. O suplente.
-Lgicamente, sim. Mas todos no teatro ou unidos  obra se beneficiam. A ateno da imprensa, os nomes fixos nas mentes do pblico, esse momento indelvel no tempo. 
No  isso ao que um ator aspira? Ao momento indelvel?
-No sei. No compreendo s pessoas que esbanjam suas vidas sendo outras pessoas.
-O trabalho, a habilidade, est em fazer acreditar na audincia observante que so outras pessoas. O teatro  mais que um trabalho para os que o fazem bem, quais 
lhe dedicam sua vida. , como seu trabalho para ti, uma forma de vida. E na noite que Draco foi assassinado, o foco brilhou um pouco mais para todos nessa obra.
-Na obra, ou comprometido com a obra. No no pblico.
-Com os dados atuais, no posso eliminar aos espectadores, mas me inclinou mais para uma pessoa ou pessoas mais perto do teatro. -Olhe deixou a um lado sua taa, 
e ps uma mo sobre o Eve-. Est preocupada com o Nadine.
Eve abriu sua boca, e  a fechou outra vez.
-Nadine  uma paciente, e  muito aberta comigo. Sou totalmente consciente de sua histria com a vtima, e estou bastante preparada, sim chega a ser necessrio, 
a dar minha opinio profissional de que ela no  capaz de planejar e executar um crime violento. Se tivesse querido castigar ao Draco, teria encontrado um modo 
de faz-lo atravs dos meios.  capaz disso, muito capaz.
-Seguro, est bem.
-falei com ela, -continuou Olhe-. Sei que a entrevistar formalmente hoje.
-depois de que me parta daqui. S eu, Nadine, e seu advogado. Quero no registro que ela veio para mim com a informao. Posso sepultar a declarao por uns dias, 
lhe dar algo de espao para respirar.
-Isso ajudar. -Mas Olhe examinou a cara do Eve, e viu mais-. Que mais?
-Extraoficialmente?
- obvio.
Eve tomou um sorvo de ch, logo contou a Olhe sobre o videodisco no apartamento de cobertura do Draco.
-Ela no sabe, -disse Olhe imediatamente-. Me haveria isso dito. Isso a teria preocupado e enfurecido. Envergonhado. Deve hav-lo gravado sem seu conhecimento.
-Ento a seguinte linha seria: E se ele o mostrou quando ela foi v-lo o dia que foi assassinado?
-O servio de habitaes haveria descrito um dano considervel na sute, e Draco se teria visto obrigado a procurar assistncia mdica antes de sua interpretao. 
-Olhe se recostou-.  bom verte sorrir. Sinto que estiveste preocupado por ela.
-Estava sobressaltada quando nos encontramos. Realmente sacudida. -Eve se levantou da cadeira, vagou para a tela de humor, e olhou a vazante e o fluxo das ondas-. 
Tenho a muitas pessoas me zumbindo em meus ouvidos. Distrai-me.
-Voltaria para sua vida como era faz um ano, Eve? Faz dois anos?
-Algumas parte eram mais fceis. Levantava-me pela manh e fazia meu trabalho. Talvez ficava com o Mavis um par de vezes por semana.                      -Suspirou-. 
No, no voltaria. No importa de todos os modos. Estou onde estou. Ento... voltando para o Draco. 
Eve seguiu. 
-Ele era um depredador sexual.
-Sim, li seu relatrio atualizado pouco antes de que chegasse. Estou de acordo em que o sexo era uma de suas armas preferidas. Mas no era o sexo em si mesmo o que 
o satisfazia. Era o controle, o conjunto de sua aparncia, seu estilo, seu talento, e sexualidade usada para controlar s mulheres. Mulheres s que ele considerava 
seus brinquedos. E atravs disso, mostrando sua superioridade a outros homens. Ele estava obcecado sendo o centro.
-E os ilegais? Um tipo usa Coelho com uma mulher porque no acredita que v anotar com ela. Isso se leva seu direito de escolher.
-De acordo, mas neste caso, eu diria que isso era s outro acessrio para ele. No diferente em sua mente s luzes das velas e a msica romntica. Ele se acreditava 
em si mesmo um grande amante, assim como sabia que era um grande ator. Suas indulgncias, em sua mente, eram no mais que seu direito como uma estrela. No digo 
que o sexo no jogasse uma parte no motivo, Eve. Acredito, neste caso, tem capas e capas de motivos, e um assassino muito complexo. Muito provavelmente to egocntrico 
como a vtima.
-Duas da mesma ndole, -murmurou Eve.
* * * * *
Ele o tinha deduzido. Atores, eles pensavam que eram to malditamente brilhantes, to especiais, to importantes. Pois bem, ele poderia ter sido um ator se realmente 
o tivesse querido. Mas era como seu pai sempre lhe havia dito. Trabalha detrs decoraes, e trabalha para sempre.
Atores, vinham e se foram, mas um bom tramoyista nunca tinha que ir procurando trabalho.
Linus Quim tinha sido tramoyista por trinta anos. Pelos ltimos dez, tinha sido o mando. Por isso lhe tinham proposto o trabalho de chefe no New Glob, por isso 
cobrou o salrio mais alto que o sindicato podia espremer dos bastardos miserveis da administrao.
E mesmo assim, seu pagamento nem se aproximava do que os atores recolhiam.
E onde estariam eles sem ele?
Isso ia trocar agora. Porque ele o tinha deduzido.
O New Glob bastante logo ia ter que buscar um novo tramoyista principal. Linus Quim ia retirar se com estilo.
Enquanto trabalhava, mantinha seus olhos e ouvidos abertos. Estudava. Ningum sabia que era que e quem era quem em uma companhia de teatro da forma que Linus Quim 
sabia.
Sobre tudo, ele era um perito na sincronizao. As indicaes nunca fizeram falta quando Linus estava a cargo.
Estava a par da ltima vez que tinha visto a faca de objeto de cenrio. Exatamente quando e onde. E sab-lo deixava s uma oportunidade para um intercmbio. E s 
uma pessoa, pensava Linus, poderia hav-lo dirigido de forma to preparada. Teria podido ter o tempo suficiente para colocar a faca falsa no camarim da Areena Mansfield.
Tinha necessitado guelra, concedia-lhe isso.
Linus passou por um assador guia de ruas na esquina para um tardio bocado matinal, carregando-se com uma bolacha salgada com mostarda.
-Hey! -O operador lhe arrebatou o tubo com uma mo coberta com umas luvas andrajosas sem dedo-. Est usando muito, vai ter que pagar mais.
-te corra, ndio. -Linus acrescentou outra gota por puro gosto.
-Uso duas vezes muito. -O operador, um asitico com cicatrizes de batalha e com menos de trs meses na esquina, agitou-se no lugar com seus diminutos ps-. Voc 
paga extra.
Linus pensou lhe lanar um jorro do que ficava no tubo na estpida cara do homem, logo recordou sua prxima fortuna. Fez-o sentir-se generoso. Tirou um crdito de 
cinqenta centavos de seu bolso, e o atirou ao ar.
-Agora pode te aposentar, -disse enquanto o operador o apanhava em um arco descendente.
Lambeu a bolacha salgada afogada em mostarda enquanto se afastava.
Ele era um homem pequeno, e fraco, tambm, mas tinha uma pana como de bola de futebol sobre seu cinturo. Seus braos eram compridos para sua altura, e como cordas 
com msculo. Sua cara era como um prato quebrado mal pego, plano, redondo e gretado com linhas. Seu ex-algema freqentemente o tinha insistido a gastar um pouco 
de suas economias acumuladas em alguma singela reparao cosmtica.
Linus no viu o ponto. O que importava como se via quando seu trabalho era, essencialmente, no ser visto?
Mas pensou que agora poderia soltar algo por um pequeno trabalho. ia largar se logo ao Tahit, ou Bal, ou talvez inclusive a um dos satlites de centro vacacional. 
Gozar do calor do sol, areia e mulheres.
O meio milho que receberia por guardar suas pequenas observaes para si mesmo inflariam atractivamente as economias de sua vida.
perguntou-se se deveria ter pedido mais. Tinha mantido o pagamento definitivo sob... nada que um ator no pudesse reunir, em opinio do Linus. Estava inclusive disposto 
a tom-lo a prazos. Podia ser razovel. E o fato era, que tinha que admirar as guelra e a habilidade implicada aqui, e a eleio do branco.
Nunca tinha conhecido a um ator que tivesse desprezado mais que ao Draco, e Linus odiava aos atores com uma igualdade quase religiosa.
levou-se o resto da bolacha a sua boca, e se limpou a mostarda de seu queixo. A carta que tinha enviado teria sido entregue a primeira hora dessa manh. Tinha pago 
um cargo extra por isso. Um investimento.
Uma carta era melhor que uma chamada por comunicador ou uma visita pessoal. Essa classe de coisas se podiam rastrear. A polcia poderia ter os comunicadores intervindos 
de todos. No o poria nas barbas da polcia, de quem desconfiada quase tanto como dos atores.
Tinha mantido a nota simples e direta, recordou.
Sei o que fez e como o fez. Bom trabalho. me encontre no teatro, depois de decoraes, nvel inferior. s onze em ponto. Quero 500,000 dlares. No irei  polcia. 
Ele era um filho de cadela de todos os modos.
No a tinha assinado. Todos os que trabalhavam com ele conheciam sua letra. Tinha tido alguns maus momentos preocupando-se porque a nota fosse passada  polcia, 
e detido por intento de chantagem. Mas tinha descartado essa possibilidade.
O que era meio milho para um ator?
Usou a entrada de artistas, introduzindo seu cdigo. Sua Palmas estavam um pouco suarentas. Os nervos e a excitao. A porta se fechou detrs dele com um rudo metlico, 
ressonante. Logo aspirou o aroma do teatro, avanou em seu glorioso silncio. Sentiu um puxo em seu corao, agudo e inesperado.
depois de hoje, deixaria isto. Os aromas, os sons, as luzes, e a organizao. Era todo que realmente conhecia, e a repentina compreenso de seu amor por ele o comoveu.
No lhe importava uma mierda, recordou-se, e girou para a escada que conduzia debaixo do cenrio. Tinham teatros no Tahit se ele queria ter um passatempo. Inclusive 
talvez poderia abrir seu prprio pequeno lugar exclusivo. Um lugar de entretenimento, um teatro cassino.
Teria que consider-lo.
O Teatro do Linus Quim. Vinha-lhe como anel.
Na base da escada, girou  direita, e desceu pelo tortuoso corredor. Cantarolava agora, feliz em seu prprio espao, borbulhando ligeiramente pela antecipao do 
que viria.
Um brao se deslizou para fora, enganchando-o ao redor do pescoo. Chiou, mais por surpresa que de medo, e comeou a d-la volta.
Os vapores entraram velozmente em sua boca e nariz. Sua viso se nublou, e sua cabea retumbou. No podia sentir suas extremidades.
-O que? O que?
-Necessita uma bebida. -A voz sussurrou em seu ouvido, amistosa, e alentadora-. Vem, Linus, necessita uma bebida. Tirei a garrafa de seu armrio.
Sua cabea caiu, pesando como uma pedra em seu pescoo fraco. Tudo o que podia ver detrs de suas plpebras flua em cores. Seus ps se arrastaram sobre o cho enquanto 
era amavelmente guiado a um assento. Tragou obedientemente quando um copo foi levado a seus lbios.
-Agora est melhor, no?
-Enjoado.
-Passar. -A voz seguiu suave e tranqilizadora-. S se sentir muito tranqilo.  um tranqilizador suave. Apenas mais que um roce. S sente-se ali. Ocuparei-me 
de tudo.
-Seguro. -Ele sorriu vagamente-. Obrigado.
-OH, no  problema.
O n corredio j tinha sido preparado, uma larga extenso de corda serpenteando pelo cho. A mo enluvada a escorregou brandamente ao redor do pescoo do Linus, 
ajustou-a e endireitou.
-Como se sente agora, Linus?
-Bastante bem. Malditamente bem. Pensei que estaria zangado.
-No. -Mas houve um suspiro que poderia ter sido de pesar.
-Tomo o dinheiro e vou ao Tahit.
-Sim? Estou seguro que o desfrutar. Linus, quero que escribas algo para mim. Aqui est sua pluma. Assim . Aqui est  o bloco de papel que sempre usa para fazer 
suas notas. Alguma vez usa uma e-caderneta, certo?
-O papel  bastante bom para mim, maldita seja. -Ele soluou, e sorriu.
- obvio. Escreve "o fiz" bem? Isso  todo que tem que apontar. Simplesmente escreve "o fiz",  logo assina com seu nome. Perfeito. Isso  perfeito.
-Fiz-o. -Ele assinou seu nome em uns pequenos traos-. O entendi.
-Sim, fez-o. Foi muito inteligente, Linus. Ainda est enjoado?
-No! Sinto-me bem. Sinto-me estupendo. Trouxe o dinheiro? Vou ao Tahit. Fez a tudo a todo mundo um favor te ocupando desse estpido bastardo.
-Obrigado. Pensei o mesmo. te levante agora. Est firme?
-Como uma rocha.
-Bom. Faria-me um favor? Poderia subir a escala de mo? Eu gostaria que passasse o extremo da corda sobre aquele poste e o atasse. Hbil e satisfatrio. Ningum 
ata os ns como um experiente tramoyista.
-Seguro. -Ele subiu, cantarolando.
Em terra, seu assassino o observava com seu corao pulsando pela antecipao. Tinha sentido medo quando a nota chegou. Enormes quebras de onda de medo, pnico e 
desespero.
Isso tinha desaparecido agora. Tinha que fazer-se. S persistiu uma sossegada irritao e o estmulo do desafio.
Como abord-lo? A resposta se apresentou to brandamente, to claramente. Eliminar a ameaa, e dar  polcia seu assassino. Tudo em um golpe.
Em uns momentos, j s uns momentos, tudo pareceria.
-Est atada! -Gritou Linus-. Resistir.
-Estou seguro. Ah no, Linus, no baixe caminhando.
Confuso, ele se moveu na escala, e olhou para baixo a cara sorridente. 
-Que no baixe caminhando?
-No. Salta. Salta da escala, Linus. No seria divertido? Igual como saltar na gua azul do Tahit.
-Como no Tahit? Ali  onde irei uma vez que esteja bem de dinheiro.
-Sim, como Tahit. -A risada foi feiticeira, alentadora. Um ouvido meticuloso poderia ter percebido a tenso baixo ela, mas Linus s riu em troca-. Vamos, Linus. 
te mergulhe! A gua  deliciosa.
Ele sorriu, apertou-se o nariz. E saltou.
Esta vez a morte no foi tranqila. Infundido em pnico, seus ps se sacudiram at que derrubou a escala com um rudo ensurdecedor. Golpeou a garrafa em uma exploso 
de vidros. Afogados ofegos trataram de sair atravs do apertado n corredio, convertendo-se em estremecimentos. Por uns segundos, s uns segundos, unicamente o 
ar pareceu gritar com eles.
E logo houve s o fraco rangido apenas perceptvel da corda balanando-se. Como o rangido de um mastro em alta mar, o que foi curiosamente romntico.

Capitulo 8
-Pesando no perfil de Olhe do assassino, a balana cai para o lado de um ator. Um ator, -seguiu Eve-. Ou algum que quer ou quis s-lo.
-Pois bem, conseguiu sua estrela. -Feeney estirou suas Suas pernas segunda linha, seus extras. Soma-os todos, e ainda obtm mais de trinta potenciais. Acrescenta-lhe 
os aficionados, e s Cristo sabe.
-Repartimo-nos isso e reduzimos. Do mesmo modo que Baxter deveria reduzir aos membros do pblico.
Feeney estendeu seus lbios em um sorriso. 
-Ouvimos suas choramingaes at no EDD.
-Ento meu trabalho ali acabou. Concretizaremos as conexes com a vtima, -continuou Eve-, sua localizao durante o ltimo ato. Arrastamos a maior parte dos provveis 
a Entrevista e comeamos a su-los.
McNab se  moveu em sua cadeira, e levantou um dedo. 
-Segue sendo possvel que o assassino fora algum do pblico. Algum que conhecia o Draco, e tinha experincia no teatro. Inclusive Baxter trabalhando e a quem quer 
que arrastasse com ele continuamente em probabilidades e antecedentes, requerero-se semanas para elimin-los.
-No temos semanas, -disparou Este Eve  de alto perfil. Pressionaro na Torre, -disse, refirindose ao escritrio Isso comissionado quer dizer que vo apertar nos, 
e nos apertar logo. Dirigimos ao pblico quando Baxter nos passe potenciais, e seguiremos dirigindo-os at que os rebaixemos gradualmente. Enquanto isso, enfocaremo-nos 
no teatro.
Ela se moveu ao tabuleiro onde as fotos da cena do crime, o corpo, os grficos e escritos das exploraes de probabilidade e controles de antecedentes dirigidos 
at agora, estavam cravados com tachinhas.
-Este no foi um assassinato por diverso. No foi um impulso. Foi planejado, e preparado. Foi executado. E gravado. Tenho cpias dos discos para cada um. Olharemos 
a obra, cada um de ns, estudaremo-la at que saibamos as linhas, e os movimentos, to bem que ns poderamos sair com eles.
- sobre tergiversar a lei, -murmurou ela-. Sobre jogar com ela. E ao final,  sobre uma espcie de justia. O assassino poderia ver a morte do Draco dessa forma. 
uma espcie de justia.
Feeney fez soar as nozes aucaradas na bolsa dentro de seu bolso. 
-Ningum o queria.
-Ento descubramos quem o odiava mais.
* * * * *
O nome do moo era Ralph, e se via tanto aterrorizado como excitado. Levava posta uma danificada jaqueta dos Ianques sobre sua uniforme de porteiro marrom embotado. 
Tinha um corte de cabelo muito mau ou, Roarke sups, luzia uma nova moda. Como fora, estava obrigado a sopro, expulsar, ou sacudir as mechas desiguais de cabelo 
escuro fora de seus olhos de forma contnua.
-No pensei que viria voc mesmo, senhor. -A parte do assustado entusiasmo do Ralph provinha da idia de falar cara a cara com o legendrio Roarke. Todos sabiam 
que o homem era completamente frio-. As ordens so reportar algo fora do comum ao controlar, assim quando vi que a entrada de artistas no estava fechada e cifrada, 
acreditei que deveria report-lo imediatamente.
-Assim . Entrou?
-Bem, eu... -Ralph no viu nenhum ponto em admitir que sua imaginao hiperactiva no lhe tinha deixado dar dois passos alm da porta-. Comecei a faz-lo, sabe. 
Logo vi que havia luzes que se supunha no deviam estar acesas. Pensei que era mais inteligente ficar aqui fora e... resguardar a porta, em seguida.
-Bem pensado. -Roarke se acuclill, estudou as fechaduras, e jogou uma olhada ociosamente  cmara de segurana. Sua luz indicadora estava apagada, e no deveria 
hav-lo estado-. Trabalha usualmente sozinho?
-OH no, senhor. Mas desde que, voc sabe, o edifcio se fechou devido a aquele tipo que morreu e todo isso, meu encarregado perguntou  equipe por algum que se 
oferecesse voluntariamente a limpar para uma ligeira manuteno. Com tudo o que aconteceu a noite de estria, ningum chegou a limpar os quartos de banho e o resto. 
O encarregado, disse que a polcia nos deu a autorizao para voltar a entrar posto que j conseguiram o que necessitavam.
-Sim. -Roarke tinha sido informado s essa manh que certas reas do edifcio no se limparam.
-No se supe que ns passemos as barreiras da polcia no cenrio ou a parte traseira. O encarregado disse que eles nos dariam um duro golpe se a gente tenta saltar-lhe 
-O encarregado est totalmente no correto.
-portanto, supe-se que eu s trato com os quartos disso banho  tudo. Saltei por isso, assim posso usar o dinheiro, sabe?
-Sim. -Roarke se endireitou, e sorriu ao moo-. Sei muito bem. Bem ento, Ralph  assim? S entraremos e veremos o necessrio.
-Seguro. -Houve uma audvel tragantada quando Ralph entrou detrs do Roarke-. Voc sabe, dizem que um assassino sempre volta, pois,  cena de seu crime.
-Dizem? -A voz do Roarke foi suave enquanto examinava a rea-. Aprender que h muito poucos sempre no mundo, Ralph. Mas  possvel que esta vez pudessem ter razo.
Os quartos mais  frente do vestbulo estavam escuros, mas havia uma esteira de luz brilhando sobre as escadas do nvel inferior. Roarke comeou a baixar, e colocou 
uma mo em seu bolso onde tinha escorregado um pequeno, e ilegal atordoante de uso civil quando tinha recebido a chamada de uma potencial entrada forada.
Ele seguiu o resplendor para a rea sob o cenrio.
Ele cheirou o licor, apenas azedo, e um matiz nauseabundo que reconheceu como a morte.
-Sim, temo-me que tm razo esta vez, -murmurou ele, logo dobrou na esquina.
-OH, mierda. OH, cus. -A voz do Ralph saltou sobre as palavras, e seus olhos se abriram de par em par ao ver a figura pendurada da corda-.  um tipo?
-Era. Se for adoecer, no sinta vergonha, mas encontra outro lugar.
-N!?
Roarke olhou para trs. A cara do moo estava branca, seus olhos voltando-se frgeis. Para mant-lo espaoso, Roarke simplesmente pressionou uma mo no ombro do 
Ralph e o baixou ao cho. 
-Baixa a cabea, respira lentamente. Assim , filho. Estar bem.
Apartando do moo, Roarke caminhou para o homem enforcado. 
-Pobre e estpido bastardo, -pensou em voz alta, e tirou seu palm enlace para chamar a sua esposa.
-Dallas. O que? Roarke, no posso falar contigo agora. Estou at o pescoo aqui.
-Falando de pescoos. Estou olhando um agora que est bastante estirado. Ter que vir ao teatro, Tenente, nvel inferior. Encontrei-te outro corpo.
* * * * *
A morte exigia uma rotina, inclusive se o marido do investigador primrio descobria o corpo.
-Pode identific-lo? -perguntou ao Roarke, e fez gestos ao Peabody para que registrasse a cena.
-Quim. Linus Quim. Comprovei os arquivos de emprego depois de que te chamei. Tramoyista principal. Tinha 56 anos. Divorciado,  sem filhos. Vivia na Stima... sozinho, 
segundo seu arquivo.
-Conhecia-o pessoalmente?
-No.
-Est bem, espera. Peabody, me consiga uma escala de mo. No quero usar esta at que tenhamos feito um varrido completo. Quem  o pirralho? -perguntou ao Roarke.
-Ralph Biden. Uma da equipe de portaria. ia trabalhar sozinho hoje, viu que a entrada de artistas estava aberta, e chamou.
-me d horas, -exigiu Eve  enquanto estudava o ngulo da escala queda, a pauta do vidro quebrado da garrafa do licor.
depois de um largo olhar, Roarke tirou sua agenda. 
-Ele ficou em contato com controle de manuteno s onze e vinte e trs. Fui alertado seis minutos depois e cheguei  cena a meio-dia, exatamente.  o bastante exato 
para te satisfazer, Tenente?
Ela conhecia o tom e no podia lhe ajudar se ele decidia incomodar-se. De todos os modos, franziu o cenho em suas costas e ele se afastou para tomar uma pequena 
escada de mo do Peabody.
-Tocaram voc ou o moo algo?
-Conheo a rotina. -Roarke ps a escala sob o corpo-. Quase to bem como voc agora.
Ela simplesmente grunhiu, tornou-se ao ombro sua equipe de campo, e comeou a subir a escala.
Enforcar-se  uma morte desagradvel, e o esqueleto deixado atrs o reflete. inchavam-se os olhos, e a cara ficava prpura. Ele no tinha pesado mais 55 kg., pensou 
Eve. No bastante, no o bastante para que o peso casse rpido e forte e misericordiosamente lhe rompesse o pescoo.
Em lugar disso, afogou-se at morrer, o suficiente devagar para estar consciente, lutar, e arrepender-se.
Com as mos cobertas com selador, atirou a solitria folha de papel reciclado troca de seu cinturo. depois de um rpido exame, passou o papel. 
-Empacota-o, Peabody.
-Sim, senhor. Auto-terminao?
-Os policiais que saltam a concluses se tropeam consigo mesmos e caem de culo. Chama uma equipe de Cena do Crime, e alerta ao mdico forense que temos uma morte 
indeterminvel.
Castigada, Peabody tirou seu comunicador.
Eve registrou o tempo da morte para o registro e examinou o muito preciso n do verdugo. 
-por que auto-terminao, Oficial Peabody?
-OH... o sujeito  encontrado enforcado at morrer, um mtodo tradicional de auto-terminao, em seu lugar de emprego. H uma nota de suicdio assinada, uma garrafa 
rota de licor com um s copo. No h signos aparentes de luta ou violncia.
-Primeiro, as pessoas foram enforcadas como um mtodo de execuo por sculos. Segundo, no temos provas neste momento de que o sujeito escreveu a nota encontrada 
na cena. Por ltimo, at que um exame completo do corpo seja consumado, no podemos determinar se houver outros sinais de violncia. Inclusive se no haver, -continuou, 
baixando a escala-, um homem pode ser obrigado com uma soga.
-Sim, senhor.
-Na superfcie, parece auto-terminao. No  nosso trabalho nos deter na superfcie e assumir, a no ser observar, registrar, recolher provas, e eventualmente concluir.
Eve se afastou, e estudou a cena. 
-por que um homem viria aqui a um teatro vazio; sinta-se e bebe um  copo, escreve uma breve nota, localiza uma bonita soga, dispe-a, assegura-a, sobe por uma escada, 
e salta?
J que entendeu que se esperava que ela respondesse, Peabody deu o melhor. 
-O teatro  seu lugar de trabalho. Os suicidas freqentemente do esse passo em seu lugar de emprego.
-Estou falando do Quim, Linus. Dados concretos, Peabody, no generalidades.
-Sim, senhor. Se ele foi o responsvel pela morte do Draco, o qual poderia ser o sentido da nota, pode haver-se sentido desesperado pela culpa, e voltou aqui, aonde 
Draco foi assassinado, nivelando a balana tomando sua prpria vida sob o cenrio.
-Pensa no perfil, Peabody. Pensa no crime original e seu mtodo de execuo. Encontro o clculo, a crueldade, e audcia. me diga, onde encontra a culpabilidade?
Com isso, Eve se afastou a pernadas para onde Ralph estava sentado, plido e silencioso em uma esquina.
-Chateia-o, -resmungou Peabody-. Grande momento. -Suspirou, tratando de no sentir-se envergonhada por ter limitado suas asas diante do Roarke-. Est zangada agora.
-Est zangada. No contigo, especialmente, -acrescentou Roarke-, nem comigo. -Olhou para trs o cadver, o pattico refugo, e compreendeu a sua esposa perfeitamente-. 
A morte a ofende. Cada vez. Cada vez que trata com ela.
-Ela dir que no se pode tirar de forma pessoal.
-Sim. -Olhou ao Eve sentar-se ao lado do Ralph, protegendo automaticamente sua vista da morte com seu corpo-. Ela dir isso.
* * * * *
Ele podia ser paciente. Roarke sabia esperar, escolher seu tempo e seu lugar. Como sabia que Eve o buscaria, encontraria-o, embora fora para assegurar-se que ele 
no tivesse metido seus dedos muito profundamente em seu trabalho.
portanto se sentou no cenrio, ainda arrumado com o cenrio final da sala do tribunal. Um lugar estranho para um homem com seus antecedentes, pensou um pouco divertido, 
enquanto usava seu computador pessoal de palma para explorar informe de aes atualizados e revisar uma nota departamental.
Tinha aceso as luzes do cenrio, embora tivesse sido simplesmente por comodidade. Quando ela o detectou, ele estava sentado no banquinho sob uma suave luz azul, 
e se via to sedutor como um anjo condenado.
-Alguma vez lhe alcanaram?
-Hmm? -Ele levantou o olhar-. Viu meus arquivos. Nada de arrestos.
-Vi o que ficou de seus arquivos depois de que jogou com eles.
-Tenente, essa  uma grave acusao. -Ao mesmo tempo, um sorriso paquerou em sua boca-. Mas no, nunca tive o prazer de me defender em uma corte por um assunto criminal. 
Como est o moo?
-Quem? OH. Ralph. um pouco tremente. -Subiu a escada para o banquinho-. Fiz que um par de uniformizados o levassem a casa. No deveramos ter que falar com ele outra 
vez. E depois de que se recupere, ter a todos seus amigos comprando uma cerveja para ouvir a histria.
-Exatamente.  um bom juiz da natureza humana. E como est nossa Peabody?
-O que quer dizer?
- uma boa professora, Tenente, mas feroz. Perguntava-me se se tinha reposto do machucado que lhe deu.
-Ela quer fazer-se detetive. Quer trabalhar em homicdios. Primeira regra, vai a uma cena, e no traz nada contigo. Nada de idias preconcebidas, nem concluses. 
E no toma o que v primeira vista em seu valor nominal. Pensa que Feeney no me amassou a cabea com isso umas quantas vezes quando foi meu instrutor?
-Imagino que o fez e que teve muitas contuses prprias enquanto golpeava a tua como pedra.
-Se esse for um modo original de me dizer que sou cabea dura, no me insulta. Ela aprender, e pensar com mais cuidado a prxima vez. Odeia chate-lo.
Ele roou ociosamente com seus ndulos sua bochecha. 
-Pensei o mesmo. Agora, por que no crie que seja auto-terminao?
-No disse que no o fora. H vrias provas que dirigir. O forense o dir.
-No pedia a opinio do mdico forense, a no ser a tua.
Ela comeou a falar, logo apertou os dentes e colocou as mos em seus bolsos. 
-Sabe o que era o havia ali abaixo? Era um jodido insulto. Era uma cena cuidadosamente preparada para meu benefcio. Algum pensa que sou estpida.
Agora ele sorriu. 
-No. Algum sabe que  preparada -muito lista- e se tomou muito cuidado, um completo cuidado at com a garrafa do que resultar indubitavelmente ser a prpria beberagem 
do Quim.
-J comprovei seu armrio. Ainda se pode cheirar essa coisa. Mantinha uma garrafa ali, conforme. O que sabia? -resmungou-. Tramoyista principal? Isso quer dizer 
que ele teria que saber onde tinha que estar tudo e quando. A gente, os acessrios, a obra.
-Sim, assumiria isso.
-O que sabia? -Disse outra vez-. O que viu, o que pensou? por que morreu? Ele anotou algumas costure nesse pequeno caderno. A letra na nota de morte parece coincidir. 
Se o forense no encontrar algo inadvertido, provavelmente o opinar como auto-terminao.
Roarke se  levantou. 
-Trabalhar at tarde.
-Sim. Parece.
-te ocupe de comer outra coisa que no seja uma barra de caramelo.
Sua boca se voltou sombria.  
-Algum roubou minhas barras de caramelo outra vez.
-Bastardo. -inclinou-se, e a beijou ligeiramente-. Te verei em casa.
* * * * *
Se a idia preconcebida do Eve de que a gente do teatro tinha vistas luxuosamente bomias tinha sofrido uma amolgadura depois de um olhar  residncia do Michael 
Proctor, sofreu um golpe maior quando descobriu a desculpa de apartamento do Linus Quim.
-Um passo acima de dormir na rua. -Ela sacudiu a cabea enquanto fazia seu primeiro exame do quarto nico no nvel da rua. Gradeia anti-ladro cobriam as duas imundas 
janelas banhadas com  sujeira e isolavam qualquer lamentvel luz de sol que poderia ter lutado para transpassar a penumbra.
Mas as barras e a sujeira no eram suficientes para no deixar acontecer o constante clamor do trfico guia de ruas ou as molestas vibraes do metro que corria 
diretamente sob o feio quarto.
-Luzes acesas, -ela solicitou e foi recompensada com um resplendor oscilante, um decado brilho amarelo da poeirenta unidade do teto.
Distradamente, meteu-se as mos nos bolsos da jaqueta. Estava mais frio dentro que fora no enrgico vento de finais do inverno. O lugar inteiro, tal como era, cheirava 
a suor velho, p mais velho, e o que assumiu era o jantar de guisado e legumes da noite anterior.
-Quanto disse que este tipo ganhava no ano? -perguntou ao Peabody.
Peabody tirou seu PPC, procurando. 
-A escala de seu sindicato para sua posio  de oitocentos e cinqenta  por funo, com um incremento de salrio por hora por desenhos, desmontes, tempo trabalhado, 
e pagamento de horas extras. O sindicato toma um bocado de vinte e cinco por cento para cotas, aposentadoria, projetos de sade, e blah-blah, mas nosso tipo ainda 
recolhia perto de trezentos mil cada ano.
-E escolheu viver assim. Pois bem, ou o gastava ou o escondia em algum stio. -Caminhou a pernadas atravs do piso nu para a unidade de computador-. Este pedao 
de mierda  mais velho que o pedao de mierda que me acabo de desfazer. Computador acender.
Tossiu, resfolegou, bufou, e logo emitiu uma luz azul doentia. 
-Mostre arquivos financeiros do Quim, Linus.
Contra-senha requerida para amostra de dados...
-Darei-te uma contra-senha. -Sem entusiasmo, golpeou a unidade com seu punho e recitou sua fila e nmero de insgnia.
A Ata de Intimidade protege dados solicitados. Contra-senha requerida...
-Peabody, trata com esta coisa. -Eve lhe deu as costas e comeou a revisar as gavetas em um gabinete que tinha a consistncia do carto-. Programas de futebol, -anunciou 
enquanto Peabody tratava de raciocinar com o computador-. E mais cadernetas. A nosso moo gostava de apostar nos jogos, o que poderia explicar aonde ia seu salrio. 
Tem tudo escrito aqui, triunfos e perdas. Sobre tudo perdas. Apostas insignificantes, entretanto. No parece que fora muito ardiloso.
Ela circulou ao seguinte gaveta. 
-Bem, bem, olhe isto. Folhetos de ilhas tropicais. Esquece o financista, Peabody. V se ele procurou dados sobre o Tahit.
Ela se moveu ao armrio, abrindo-se passo entre um punhado de camisas, sentindo os bolsos, comprovando esconderijos nos dois pares de sapatos.
Por isso podia ver, o tipo no tinha guardado nada... nenhuma lembrana, fotografias, nem discos pessoais. S suas cadernetas.
Ele tinha roupa para a semana, obviamente velha, o que inclua um enrugado traje. Seus armrios continham vrios pacotes individuais de guisado desidratado, vrias 
garrafas de sua bebida, e uma bolsa gigante de batatas fritas de soja, ainda sem abrir.
Ela tirou a bolsa, e franziu o cenho. 
-por que um homem to obviamente apertado com seu dinheiro compra uma bolsa gigante de batatas fritas, e logo se pendura antes das comer?
-Talvez estava muito deprimido. Algumas pessoas no podem comer quando esto deprimidas. Eu, vou direito para o contedo calrico mais alto disponvel.
-Para mim, ele comeu ontem  noite e outra vez esta manh. A autpsia o confirmar, mas seu reciclador est sobrecarregado. -Estremecendo-se, colocou a mo na ranhura 
e tirou uma bolsa vazia-. Batatas fritas de soja. Minha conjetura  que as terminou ontem e tinha sua bolsa de reserva lista para sua prxima comida nutritiva. H 
meia garrafa de sua bebida gelando-se em sua caixa refrigerador, e duas de reservas no armrio.
-Bem, talvez... Boa solicitude sobre o Tahit, Dallas. -Peabody se endireitou-. Foi sua ltima busca. Temos imagens, dados tursticos, exploraes do clima. -Enquanto 
falava, a mquina comeou a tocar msica extica, carregada nos tambores-. E moas semidesnudas danando.
-por que nosso urbanita investiga afastadas ilhas? -Eve retornou, e olhou s mulheres nativas sacudindo-se de um modo impressionante em um estranho baile tribal-. 
Computador, repetir a busca mais recente para opes de transporte e custos de Nova Iorque ao Tahit.
Trabalhando... ltima busca para dados de transporte iniciada s trs e trinta e cinco, em vinte e oito de maro de 2059, pelo Quim, Linus. Dados como segue: Linhas 
areas Roarke oferece os vos mais diretos diariamente...
-Naturalmente, -disse Eve com secura-. Computador deter. Quim s passou o tempo esta manh investigando vos ao Tahit. No soa a um tipo que sofre de culpa e depresso. 
Computador, detalhar passaporte e/ou dados de visto do Quim, Linus.
Trabalhando... Quim, Linus: Petio de passaporte iniciada s quatorze horas, em vinte e seis de maro de 2059.
-Estava planejando uma viagem, no, Linus? -Retrocedeu-. O que viu, e o que sabia? -murmurou-. E a quem foste sacudir pelo dinheiro para pagar suas frias na ilha? 
Recolhamos esta unidade para o Feeney, Peabody.
* * * * *
Eliza Rothchild tinha debutado no cenrio  idade de seis meses como um beb irritvel que causava angstias a seus pais em uma comdia de salo. A obra tinha fracassado, 
mas Eliza tinha sido querida pela crtica.
Sua prpria me a tinha estimulado, e a tinha miservel, de audio em audio.  idade de dez, Eliza era uma veterana do teatro e a tela. Aos vinte, tinha sido 
uma atriz de carter respeitada, com um quarto cheio de prmios, casa em trs moderados, e um primeiro -e ltimo- matrimnio infeliz detrs dela.
Aos quarenta, tinha estado por a tanto tempo que ningum queria v-la, inclusive os produtores. Ela demandou estar retirada mas bem que acabada, e tinha passado 
a seguinte dcada de sua vida viajando, esbanjando em fastuosas festas, e enfrentando-se contra o insuportvel aborrecimento.
Quando se apresentou a oportunidade de interpretar  fastidiosa enfermeira Srta. Plimsoll na produo da obra Testemunha, tinha fingido relutncia, permitiu-se  
ser cortejada, e em privado tinha chorado incontveis lgrimas de alvio e gratido.
Ela amava o teatro mais do que tinha amado alguma vez a qualquer homem ou mulher.
Agora, quando sua tela de segurana anunciou a chegada da polcia, disps-se a desempenhar seu papel com dignidade e discrio.
Abriu a porta ela mesma, uma mulher severamente atrativa que no se incomodava em disfarar sua idade. Seu cabelo era uma rica cor mogno com fios chapeados. As linhas 
ao redor de seus olhos cor de avel fluam sem dissimulao. Levava posta uma tnica at o quadril e calas largas sobre um corpo baixo, e robusto. Ofereceu ao Eve 
uma mo brilhante com anis, sorriu serenamente, e retrocedeu.
-Boa tarde, -disse com uma voz suave que tinha a solidez de Nova a Inglaterra-.  reconfortante ver que a polcia  pontual.
-Aprecio seu tempo, Sra. Rothchild.
-Bem, realmente no tenho opo, salvo dar-lhe 
-Voc  livre de falar diretamente, ou atravs de um advogado ou representante.
- obvio. Meu advogado est preparado, se por acaso dito faz-lo assim. -Ela gesticulou para a rea de estar-. Conheo seu marido, Tenente.  absolutamente o homem 
mais fatalmente atrativo que conheci em minha vida. Ele pode lhe haver dito que eu estava disposto a sair do retiro e aceitar o papel da Srta. Plimsoll. Mas sendo 
completamente franco, no pude resistir a ele.
Ela sorriu outra vez, sentada em uma elegante cadeira de respaldo alto, com assento estofado, apoiou seus cotovelos nos amplos braos, e dobrou suas mos. 
-Quem poderia?
-Roarke a persuadiu a abandonar seu retiro.
-Tenente, estou segura que voc  consciente de que no h nada que Roarke no possa dizer para persuadir a uma mulher. Ou fazer.
Seus olhos mediram e julgaram ao Eve, logo trocaram ociosamente ao Peabody. 
-De todos os modos, voc no est aqui para falar do Roarke, mas sim de outro homem fatalmente atrativo. Embora, em minha opinio, Richard carecia do encanto de 
seu marido e basicamente... diremos a decncia, por falta de uma melhor palavra.
-Estiveram voc e Richard Draco envoltos romanticamente?
Eliza piscou vrias vezes, logo riu. O som foi um gorjeio constante, borbulhante. 
-Ah, minha querida moa, deveria me sentir adulada ou insultada? OH, eu...
Com um suspiro, ela se acariciou o peito, como se o ataque de humor  tivesse sido um esforo para o corao. 
-me deixe lhe dizer que Richard nunca teria gasto aquela rea particular de suas habilidades em mim. Inclusive quando fomos jovens, considerava-me muito franco, 
muito comum fisicamente. "Muito intelectual", acredito foi um de seus trminos. Considerava o intelecto cultural um defeito em uma mulher.
Fez uma pausa, como se se tivesse precavido que tinha ido muito longe na direo incorreta, logo optou por conclui-lo. 
-O cavalheirismo no era um de seus talentos. Ele freqentemente fazia pequenas piadas sarcsticas sobre minha falta de atrativo. Decidi no me sentir nem divertida, 
nem ofendida j o que o que ocorria era singelo. Fomos de uma idade, voc v. O que significava que eu era muito velha para seu gosto. E se posso diz-lo, vrios 
graus muito independente. Ele preferia o jovem e vulnervel.
Mas como, pensou Eve, tinha sado em uma inundao, como se tivesse sido contido muito tempo. 
-Ento sua relao com ele foi estritamente profissional?
-Sim. Certamente socializamos. A gente do teatro tende a ser um pequeno grupo incestuoso... metafrica, e literalmente tambm, suponho. Assistimos a muitas das mesmas 
festas, obras, e funes benficas durante anos. Nunca como um casal. Fomos bastante civilizados, j que ambos sabamos que ele no estava interessado em mim de 
uma maneira sexual, o que tirou essa tenso.
-Civilizados, -repetiu Eve-. Mas no amistosos.
-No, no posso afirmar que fssemos amigveis alguma vez.
-Pode me dizer onde estava a noite de estria, entre as cenas que aconteceram no banquinho e a sala do tribunal? A cena onde Christine Voe  chamada como testemunha.
-Sim,  obvio, j que isso  tanto uma rotina como o que fao no cenrio. Voltei para meu camarim para comprovar minha maquiagem. Prefiro me maquiar eu mesma, como 
a maior parte de ns.  Assim estive detrs decoraes por um tempo. Minha seguinte cena  na galeria, olhando a sala de tribunal -e ao Sir Wilfred- junto com o papel 
de Diana e vrios extras.
-Viu voc ou falou com algum entre essas cenas?
-Estou segura de que o fiz. -Eliza levantou seus dedos, fazendo um pequeno itinerrio. Logo os baixou-. Vrios da equipe tcnica teriam estado detrs decoraes, 
e poderia ter intercambiado uma palavra ou dois com eles. Carly e eu nos cruzamos.
-cruzaram-se?
-Sim. Quando saa de meu camarim, ela ia para o seu. Apressadamente, quando nosso sinal viria breve. Falamos?
Ela fez uma pausa, franzindo seus lbios, inspecionando o teto como se assim pudesse recordar. 
-Acredito que o fizemos. queixou-se de improviso do Richard. Acredito que disse que lhe tinha dado um belisco ou espalmado o traseiro. Isso a incomodou, como deveria 
ser, considerando como a tratava.
Ela seguiu sentada, regiamente, com seus olhos brilhantes e fixos no Eve. 
-Custa-me me compadecer, pois ela  o suficiente lista para  fazer o melhor que implicar-se com um homem de sua natureza. Acredito que justo lhe fiz essa classe 
de comentrio ao Kenneth antes de ir ao segundo nvel do cenrio para tomar meu sinal.
-Voc tambm o viu.
-Sim, passeando-se ao redor, resmungando para si mesmo. Ele freqentemente faz isso antes de uma cena. No poderia lhe dizer se me ouviu ou viu. Kenneth trata de 
permanecer no  papel e trabalha muito duro no para ignorar  Enfermeira Plimsoll.
-Algum mais?
-Bem, eu... Sim, vi o Michael Proctor. Estava nos bastidores. Estou segura que sonhava com a noite quando poderia ter a oportunidade de atuar de Voe. No, que cria 
por um momento que ele o arrumou para faz-lo assim. Tem um ar to indefeso, verdade? Posso ver este negcio devorando-o inteiro em outro ano mais ou menos.
-E Areena Mansfield. Viu-a tambm?
-Certamente. Correu a seu camarim. Tinha uma mudana de traje completo e de maquiagem entre as cenas. Passou-me rapidamente. Mas francamente, Tenente, se quiser 
as posies e atividades da partilha entre cenas, no pretenda falar com um de ns. Deve faz-lo com o Quim. Ele  o tramoyista principal, um pequeno homem enrugado 
com olhos dissimulados que no se perdem nada. Est em por toda parte.
-J no, -disse Eve quedamente-. Linus Quim foi encontrado enforcado esta manh no teatro. No nvel inferior.
Pela primeira vez, a fachada refinada da Eliza se gretou. Sua mo foi a seu corao, e tremeu. 
-Enforcado? -A voz bem treinada se elevou nessa nica palavra-. Enforcado? -repetiu-. Deve haver um engano. Quem mataria a um pequeno sapo inofensivo como Quim?
 -Pareceu ser auto-terminao.
-Tolices. -Eliza se levantou-. por que, isso  absurdo. necessita-se muita coragem ou muita covardia para terminar sua prpria vida. Ele no tinha nenhum. Era simplesmente 
era um hombrecito irritante, um quem fazia bem seu trabalho e nunca pareceu desfrut-lo. Se estiver morto, algum o matou. So dois, -disse quase para si mesmo-. 
Duas mortes no teatro. As tragdias vm da trs. Quem  o seguinte?
Ela se estremeceu, e se deixou cair em sua cadeira outra vez. 
-Algum nos est matando. -O interesse vido a seus olhos se foi, a careta divertida ao redor de sua boca se curvou em preocupao-. H outra obra, Tenente Dallas, 
da difunta Sra. Christie. "E logo no ficou nenhum". Dez pessoas, sutilmente vinculadas, so assassinadas uma a uma. No tenho a inteno de ter um papel nela. Voc 
tem que deter isto.
-Intento faz-lo. H alguma razo pela que algum desejaria lhe fazer danifico, Sra. Rothchild?
-No. No tenho inimigos do grau que induz a cometer homicdio. Mas haver ao menos um mais.  o teatro, e somos todos supersticiosos. Se houver dois, deve haver 
trs. Haver trs, -disse-. A menos que voc faa algo a respeito.
Ela avanou tremente quando sua segurana emitiu um sinal sonoro. A cara do empregado do vestbulo apareceu alegremente na tela. 
-A Sra. Landsdowne quer v-la, Sra. Rothchild. Fao-a subir?
-Estou ocupada neste momento, -comeou, mas Eve levantou uma mo.
-Por favor, faa-a subir.
-Eu... -Eliza se levou uma mo ao cabelo, e o tocou-. Sim, sim, por favor faa-a subir.
-Carly se deixa cair por aqui freqentemente? -perguntou Eve.
-No realmente. esteve aqui,  obvio. Eu gosto de fazer recepes. No recordo que simplesmente aparecesse desta maneira. No estou bem para conversar com ela neste 
momento.
-Isso est bem. Eu sim. Abrirei a porta, -disse Eve quando soou o timbre.
Eve se tomou um momento para estudar a cara do Carly na tela de segurana. Frentica teria sido sua descrio. Viu-a trocar a choque, logo nivel-lo rapidamente 
a uma descuidada curiosidade depois de que lhe abriu a porta.
-Tenente. No me dava conta de que estava aqui. Pelo visto escolhi um mau momento para fazer uma visita a Eliza.
-Economiza-me de localiz-la para uma entrevista adicional.
-Que terrvel que no tenha a meu advogado em meu bolso. -Ela entrou-. S estava s compras e decidi me deixar cair. -Agarrou o olhar especulativo do Eve para suas 
mos vazias-. Envie umas coisas a meu apartamento. dio arrastar pacotes. Eliza.
Carly  entrou rapidamente, estendeu seus braos, e encontrou a Eliza no centro da rea de estar. Intercambiaram ligeiros abraos e minuciosos beijos ao ar. 
-No me dava conta que entretinha ao NYPSD. Deixo-te sozinha?
-No. -Eliza agarrou seu brao-. Carly, a tenente me acaba de dizer que Quim est morreu. Linus Quim.
-Sei. -Girando, uniu seus braos com a Eliza-. Agarrei as notcias em tela.
-Pensei que andava s compras.
-Foi. -Carly cabeceou para o Eve-. Havia um jovem entretendo-se  com uma unidade de palma enquanto sua jovem mulher se provava a metade da estantera da roupa esportiva 
e as descartava. Ouvi o nome.
Ela levantou uma mo, pareceu lutar consigo brevemente. 
-Transtornou-me... me  aterrorizou, francamente. No soube que pensar quando ouvi o relatrio. Estava s umas ruas longe, e vim aqui. Quis dizer-lhe a algum que 
entenderia.
-Entender o que? -apontou Eve.
-O relatrio disse que se acredita que sua morte estava ligada a do Richard. No vejo como poderia ser. Richard nunca fez caso dos tcnicos ou a equipe. Em quando 
a ele, os set eram decorados e trocados por magia. A menos que houvesse um problema. Ento abusaria deles verbalmente ou fisicamente. Quim nunca perdeu um sinal, 
assim Richard no teria sabido que ele existia. Como poderia haver ali uma conexo?
-Mas voc o notou?
- obvio. Um hombrecito arrepiante. -estremeceu-se delicadamente-. Eliza, lamento me impor, mas na verdade necessito uma bebida.
-Possivelmente necessite uma eu mesma, -decidiu e chamou um droide de servio.
-Notou ao Quim a noite de abertura? -perguntou Eve.
-Unicamente que  fazia o que fazia com seu modo habitual silencioso, e franzindo o cenho.
-Falou-lhe?
-Pude hav-lo feito. No o recordo. Eu gostaria de um vodca, com gelo,  -acrescentou Carly quando o droide apareceu-. Um dobro.
-Voc no parecia to transtornada quando Draco foi assassinado, diante de seus olhos.
-Posso pensar em uma dzia de razes pelas que qualquer nmero de pessoas quereria matar ao Richard, -estalou Carly.
-Incluindo-se.
-Sim. -Ela tomou o copo do droide, e deu um rpido gole-. Definitivamente me incluindo. Mas Quim troca tudo. Se suas mortes esto relacionadas, quero sab-lo. Porque 
a idia me aterra.
-As tragdias passam da trs, -declarou Eliza, com voz terminante e completamente apaixonada.
-OH, obrigado, querida. Justo o que  precisava ouvir. -Carly levantou seu copo, e reduziu drasticamente o contedo.
* * * * *
-Estranhas. Estas pessoas so malditamente estranhas. -Eve entrou em seu veculo e se dirigiu de retorno a Central-. A um de seus colegas lhe transpassam o corao 
basicamente a seus ps, e eles esto como... meu Deus, olhe isto. Um tcnico  enforcado, e se desfazem.
Ela arrancou de um puxo seu comunicador do carro e contatou ao Feeney.
-Nenhuma chamada do comunicador de sua casa entrante ou saliente em um perodo de quarenta e oito horas, -informou-lhe-. Nenhuma chamada a ningum da lista, mesmo 
perodo. contatava-se a cada duas semanas com um corredor de apostas para apostas de futebol, mantinha-o sob o limite legal.
-me diga algo interessante, estou-me dormindo.
-Ps em espera um ingresso de classe real ao Tahit, mas no o reservou. De um s sentido, saindo uma semana a partir da tera-feira. Tambm ps em espera uma sute 
VIP no Centro Vacacional Ilha do Prazer. Estadia de um ms completo. Fez algumas consulta sobre bens imveis, examinando alguma casa ao lado dos escarpados nas cercanias 
por dois mil. O capital do tipo sobe aproximadamente a uma quarta parte disso. O ingresso e a sute teriam engolido a maior parte.
- Assim  que contemplava a chegada de uma bonita quantidade.
-Ou era um tremendo sonhador. No pude encontrar nada em sua unidade que indicasse que fizesse investigaes prvias, voc sabe, como um passatempo.
-Chantagear a um assassino faria ganhar uma bonita soma.
-Ou uma soga, -acrescentou Feeney.
-Sim. Dirijo-me ao depsito de cadveres para chatear ao Morse.
-Ningum o faz melhor, -disse Feeney antes de que Eve o desconectasse.

Capitulo 9
-Ah, Tenente Dallas. -Os olhos escuros do Mdico Forense em chefe Morse brilharam detrs dos micro-culos. Em cima das teis lentes de contato, suas sobrancelhas 
se arqueavam em dois tringulos largos, e magros. No topo da esquerda havia um aro de prata pequeno, e brilhante.
Ele estalou seus dedos, e estendeu sua mo selada, com a palma para cima. Uma ajudante se queixou e atirou um crdito de vinte dlares nela. 
-Dallas, nunca me decepciona. J v, Rochinsky, nunca aposte contra a casa.
O crdito desapareceu em um dos bolsos de seu macaco protetor verde vmito.
-Ganhou uma aposta? -perguntou Eve.
-OH,  claro que sim. Uma pequena aposta com meu colega de que apareceria em nossa feliz morada antes das cinco da tarde
- agradvel ser previsvel. -Ela olhou para baixo  mulher de mdia idade, de raa variada atualmente estendida sob o escalpelo de laser do Morse. O corte em E 
j se feito.
-No  meu tipo morto.
-Muito observadora. Conhece o Allyanne Preen, a mulher morta do Detetive Harrison, que estava vrias ranhuras diante do teu. Companheira autorizada, nvel guia de 
ruas. Foi encontrada tiragem em um abandonado Lexus '49 coube, no grande depsito de cadveres automotor que  como chamamos o estacionamento a longo prazo, O Guarda.
-Problema com um John?
-No h signos externos de violncia, nem encontros sexuais recentes. -Ele tirou seu fgado, pesou-o  e registrou.
-Ela tem um dbil tintura azul em sua pele. -Eve se inclinou para examinar as mos-.  mais notvel sob as unhas. Parece uma overdose, provavelmente Extica e Jumper.
-Muito bem. Em qualquer momento que queira te trocar a meu lado da laje, s me avise. Posso te prometer, que temos muita mais diverso por aqui.
-Sim, disseram-me que  um farrista.
-As histrias da celebrao do Dia de So Patrcio no quarto de congelamento foram...
Seus olhos sorriram detrs de seus culos. 
-Exato.
-Infelizmente me perdi isso. Onde est meu tipo? Necessito seu relatrio de toxicologia.
-Mmm-hmm. -Morse cravou um rim antes de tir-lo. Suas mos eram rpidas, peritas e pareciam levar o ritmo ao compasso da msica de rock rebelde que saltava dos alto-falantes-. 
Assumi que teria pressa. Dava seu tipo ao jovem Finestein. Acaba de comear o ms passado. Tem potencial.
-Deu-lhe o meu a um novato?
-Todos fomos novatos alguma vez, Dallas. Falando disso, onde est  a tenaz Peabody?
-Est fora, fazendo algumas indagaes. Escuta, Morse, este  um complicado.
-Isso dizem, todo o tempo, cada vez.
-Arrumado por homicdio, mas foi montado para faz-lo parecer como auto-terminao. Necessito boas mos e olhos em meu tipo.
-No tomo a ningum sem eles. te relaxe, Dallas. O estresse pode te matar. -Tranqilo, passeou para um comunicador, e chamou o Herbert Finestein-. Ele o far bem. 
Rochinsky, envia os rgos internos desta Srta. ao laboratrio. Iniciem o trabalho de sangue.
-Morse, tenho dois corpos, e  provvel que estejam conectados.
-Sim, sim, mas essa  sua rea. -Ele perambulou para um lavabo de desintoxicao, enxaguou-se o selador manchado de suas mos, e as colocou sob o calor radiante 
da coberta secante-. Revisarei o trabalho do moo, Dallas, mas lhe darei uma oportunidade.
-Sim, sim, seguro.
Morse se tirou seus culos e a mscara, e sorriu. Seu cabelo negro estava intrincadamente trancado e pendurava em meio de suas costas. tirou-se sua bata protetora 
para revelar o estridente rosado de sua camisa e o azul eltrico de sua cala.
-Bonitas roupas, -disse Eve com secura-. Vai a outra festa?
-Digo-lhe isso, cada dia  uma festa por aqui.
Imaginou que ele habitualmente escolhia roupas chamativas para distanciar-se do cru de seu trabalho, e a brutalidade dele. Seja qual seja o trabalho, pensou Eve. 
Abrir-se passo pelo sangue, os fluidos e a misria que os seres humanos se ocasionavam o um ao outro diariamente desgastava. Sem uma vlvula de escapamento, exploraria.
E qual era a sua?
-E como est Roarke? -perguntou Morse.
-Bem. Muito bem. -Roarke. Sim, ele era a sua. antes dele tinha havido trabalho. S trabalho. E teria alcanado, um dia, ela o limite, sentir que sua prpria alma 
se rompia?
Espantoso pensamento.
-Ah, aqui est Finestein. Sei simptica, -murmurou Morse ao Eve.
-E o que sou?
-Uma pateadora de culos, -disse Morse alegremente e ps uma mo amistosa em seu ombro-. Herbert,  Tenente Dallas gostaria de uma atualizao no MS que te atribu 
esta tarde.
-Sim, Morto em Cena. Quim, Linus, varo branco, cinqenta e seis anos. Causa de morte estrangulamento por enforcamento. -Finestein, de raa variada, fraco, com pele 
negra e olhos plidos, falou rpido, com tons agudos e brincando nervosamente com um pequeno conjunto de lpis metido dentro de um protetor de bolso no peito.
No s um novato, pensou Eve com frustrao, um novato presumido.
-Quer voc examinar o corpo?
-Estou parada aqui, no? -Comeou Eve, logo se aplacou com um rpido rechinamiento de dentes quando os dedos indicadores do Morse apertaram seu ombro-. Sim, obrigado, 
eu gostaria de examinar o corpo e seu relatrio. Por favor.
-S me siga.
Eve ps os olhos em branco no Morse quando Finestein se apressou a cruzar o quarto. 
-Mierda, tem doze anos.
-Tem vinte e seis. Pacincia, Dallas.
-dio a pacincia. Faz mais lento tudo. -Mas se lanou para a linha de compartimentos do cho ao teto, e esperou enquanto Finestein decodificava um, abriu-o de um 
puxo com um sopro glacial de vapor frio.
-Como voc pode ver... -Finestein se esclareceu voz-. No h sinais de violncia no corpo alm daquelas causadas pelo estrangulamento. Nenhuma feridas ofensivas 
ou defensivas. Havia fibras microscpicas da corda encontrada sob as unhas do sujeito, indicando que ele assegurou a corda pessoalmente. Claramente, o sujeito se 
enforcou voluntariamente.
-Voc me d auto-terminao? -Exigiu Eve-. De qualquer jeito? Onde est o relatrio de toxicologia, o trabalho de sangue?
-Estou...  chegarei a isso, Tenente. Havia rastros de ageloxite e...
-lhe d os nomes da rua, Herbert, -disse Morse brandamente-.  polcia, no cientfico.
-Ah, sim, senhor. Sinto muito. Rastros de um... Facilidade foram encontrados no  organismo da vtima, junto com uma pequena quantidade de licor. Esta mescla  usualmente 
ingerida pelos suicidas para acalmar qualquer nervo.
-Este tipo no se pegou um balao, maldita seja.
-Sim, senhor, estou de acordo. -O acordo tranqilo do Finestein cortou a diatribe do Eve antes de que pudesse comear.
-Est de acordo?
-Sim. A vtima tambm ingeriu uma bolacha torrada grande com considervel mostarda menos de uma hora antes de morrer. antes disso, desfrutou de um caf da manh 
de folhinhas de trigo, ovos mexidos, e o equivalente de trs taas de caf.
-E?
-Se o sujeito sabia o bastante para mesclar um coquetel de Facilidade e lcool antes de matar-se, teria sabido que o caf potencialmente rebateria e poderia causar 
ansiedade. Isso, e o fato de que o lcool consumido estava em uma proporo muito pequena  droga, arrojam uma certa dvida sobre a auto-terminao.
-Ento, voc decreta homicdio.
-Decreto morte suspeita... indeterminvel. -Ele tragou quando os olhos do Eve o perfuraram-. At que mais prova intervenham por ambos os lados, sinto que  impossvel 
fazer o juzo.
-Est bem. Bem feito, Herbert. -Morse afirmou com a cabea-. A tenente te subministrar os dados quando os encontrar.
Finestein pareceu aliviado, e se escabull.
-No me d nada, -queixou-se Eve.
-Ao contrrio. Herbert te deu uma janela. A maior parte dos forenses o teria fechado de repente, opinando suicdio. Em troca, ele  cauteloso, exigente, e cuidadoso, 
e considera a atitude da vtima em vez de s os fatos frios. Medicamente, indeterminvel era o melhor que  podia conseguir.
* * * * *
-Indeterminvel, -resmungou Eve quando se deslizou atrs do volante.
-Bem, isso nos d uma janela. -Peabody levantou o olhar de sua unidade de palma, e agarrou o frio olhar que Eve lhe lanou-. O que? Que pinjente?
-A prxima pessoa que me diga isso, jogo-o pela maldita janela.  -Acendeu o carro-. Peabody, sou uma pateadora de culos?
-Pede ver minhas cicatrizes, ou  uma pergunta capciosa?
-te cale, Peabody, -sugeriu, e se dirigiu de retorno a Central.
-Quim tinha cem na partida de beisebol de esta noite. -O sorriso do Peabody era magra e ufana-. McNab acaba de transmitir os dados. Cem  sua aposta mais alta. Estranho 
que ele colocasse uma antes de terminar consigo mesmo, sem se queira esperar a ver se ganhou. Tenho o nome e a direo de seu corredor de apostas. OH, mas se supe 
que eu me calo. Sinto muito, senhor.
-Quer mais cicatrizes?
-Em realidade no. Agora que tenho uma vida sexual, so embaraosas. Maylou Jorgensen. Tem um buraco no West Village.
* * * * *
Peabody amava West Village. Amava a maneira elegante e despreocupada de caminhar dos trajeados zanges que desejavam ser elegantemente bomios. Gostava de observar 
passear aos pedestres em vestidos compridos at o tornozelo ou bonitos grampeados. As cabeas barbeadas, os enredos selvagens de cachos multicoloridos. Gostava de 
olhar aos artistas de calada fingir que eram muito estupendos para preocupar-se com vender seu trabalho.
Inclusive os ladres guias de ruas tinham uma aparncia refinada.
Os operadores dos assadores guias de ruas vendiam os pontas agudas de vegetais arrancados afrescos dos pomares do Greenpeace Park.
Pensou ansiosamente na comida.
Eve se deteve diante de um ordenado, e reabilitado depsito, estacionou-se em dobro fila, e acendeu o sinal de Servio.
-Um dia destes, eu gostaria de viver em um destes desvos. Todo esse espao e uma vista da rua. -Peabody explorou a rea  enquanto saa do carro-. Olhe, h uma loja 
encantadora, e poda de comestveis preparados na esquina ali, e um mercado aberto as 24 horas na outra.
-Procura sua moradia devido  proximidade de comida?
- um fator.
Eve dirigiu sua insgnia em uma tela de segurana em funcionamento, logo entrou no edifcio. O diminuto vestbulo alardeava de um elevador e quatro ranhuras de correio. 
Todas recentemente limpas.
-Quatro unidades em um edifcio deste tamanho. -Suspirou Peabody-. Imagine.
-Imagino que um corredor de apostas no deveria ser capaz de permitir um lugar aqui dentro. -Com uma intuio, Eve rodeou o timbre para o 2-A e usou sua insgnia 
para acessar  escada-. Subiremos por aqui, e surpreenderemos ao Maylou.
O edifcio era completamente silencioso, lhe indicando que a isolao era de primeira classe. Pensou no miservel lar do Quim umas quantas quadras longe. Os corredores 
de apostas pelo visto o faziam muito melhor que a maioria de seus clientes.
"Nunca aposte contra a casa", havia dito Morse.
Que palavras mais certas.
Pressionou o timbre do 2-A, e esperou. Momentos mais tarde, a porta se abriu de repente diante de uma ruiva enorme e um pequeno co, branco, e ladrador.
-Sobre o tempo... -a mulher piscou com uns dourados olhos duros, entreabridos em uma cara selvagem e assombrosa com o tom e a textura do  alabastro-. Pensei que 
era o lhe passeiem do co. Chega tarde. Se voc vender algo, no compro.
-Maylou Jorgensen?
-por que?
-NYPSD. -Eve levantou sua insgnia e logo se encontrou com seus braos cheios de cabelo ladrando.
-Bem, diabos. -Eve atirou aos lhe uivem co ao Peabody, logo carregou no desvo. Saltando, abordou  ruiva enquanto a mulher se movia rapidamente para um amplo console, 
cheia de controles e frente a uma parede de telas ocupadas.
Caram como rvores destrudas.
antes de que Eve pudesse recuperar o flego, caiu para trs, esmagada baixo 85 Kg. de fmea aterrada. Recebeu um joelho na virilha, saliva no olho, e s por seus 
rpidos reflexos conseguiu evitar o arranho das largas unhas azuis polegada sobre sua cara.
Em lugar disso, abriram rios a um lado de seu pescoo.
O aroma de seu prprio sangue a irritou. 
Ela corcoveou uma vez, jurou, logo se balanou, e levantou o cotovelo. Este se fechou de repente satisfatoriamente na branca cara do Maylou. Seu nariz estalou com 
sangue.
Ela disse, bastante claramente: 
-Eek!
Seus olhos dourados ficaram em branco, e seu considervel peso caiu sem vida em cima de Eve.
-aparte-me isso pelo amor de Deus. Pesa uma tonelada, e me est sufocando.
-me d uma mo. Dallas, parece com uma laje de granito. Deve ser de 1, 90. Empurra!
Suando, liberalmente salpicada de sangue, Eve empurrou. Peabody atirou. Finalmente, Maylou rodou de costas, e Eve se levantou, ofegando por ar. 
-Foi como estar enterrada debaixo de uma montanha. Jesus, cala ao co.
-No posso. Est aterrorizado. -Peabody jogou uma olhada, com um pouco de compaixo, quando o pequeno co apoiou seu traseiro branco em uma esquina e lanou latidos 
altos, e estridentes.
-Atordoa-o.
-OH, Dallas. -O tom do Peabody foi um sussurro de completo horror.
-No importa. -Eve olhou abaixo o rocio de sangue em sua camisa e jaqueta, e cautelosamente se levou uma mo a seu pescoo aberto-.  muita desta minha?
-Fez-te uns sulcos de filme, -anunciou depois de um exame rpido-. Procurarei o estojo de primeiro socorros.
-Mais tarde. -Eve se agachou, e olhou com zango  mulher inconsciente-. Demo-la volta e algememo-la antes de que desperte.
Isso tomou bastante tempo, e mais suor, mas conseguiram assegurar suas bonecas detrs de suas costas. Eve se endireitou, e estudou o console.
-Ela tem algo atirando aqui. Pensou que a amos prender. Vejamos o que recordo sobre Vcio e Fraude.
-Quer que pea uma autorizao?
-Aqui est minha autorizao. -Eve se esfregou os dedos sobre seu palpitante pescoo quando se sentou no console-. Muitos nmeros, muitos jogos. E o que? Nomeie, 
contas, apostas jogadas, e dinheiro devido. v-se bastante limpo na superfcie. -Olhou para trs-. Ainda no se recupera?
-Est morta, senhor. Deixou-a inconciente.
-V se encontrar algo para lhe colocar na boca a esse co antes de que eu use meu p.
-Ele  s um perrito, -murmurou Peabody e foi rebuscar na cozinha.
-Muitos nmeros, -disse-se Eve-. Maldita seja o fundo  muito profundo para um pequeno e bonito salo de apostas. Usura. Sim, arrumado que conseguimos um pouco de 
usura aqui, e onde h estelionatrios, h imbecis. Que mais, que mais?
Girou, viu o Peabody arrulhar ao co e  lhe tender uma bolacha de alguma classe. Eve tirou seu comunicador de bolso e chamou uma pessoa que sabia que poderia atravessar 
o oceano de nmeros e aproximar-se da transferncia correta.
-Necessito ao Roarke agora. -Assobiou a seu ajudante quando ela apareceu em tela-. Agora, rpido.
- obvio, Tenente. Espere por favor.
-H um pequeno perrito doce, h um pequeno perrito lindo. No  bonito?
Em vez de tomar o cabelo ao Peabody pelo infantil balbuceio, Eve a deixou fazer.
-Tenente. -A cara do Roarke encheu a tela-. Que posso... -Imediatamente seu sorriso fcil desapareceu, e seus olhos trocaram, brilhantes e perigosos-. O que aconteceu, 
est muito machucada?
-No muito. A maioria  sangue alheio. Olhe, estou em um salo de apostas privado, e algo me escapa. Tenho algumas ideia, mas lhe jogue um rpido olhar, e me explica 
isso.
-Bem, se sua seguinte parada for um centro mdico.
-No tenho tempo para um centro mdico.
-Ento no tenho tempo para uma consulta.
-Maldita seja. -sentiu-se tentada a s cortar a transmisso, mas em troca respirou profundamente para controlar-se-. Peabody vai conseguir um estojo de primeiro 
socorros. Obtive um par de arranhes, isso  tudo. Juro-o.
-Volteia sua cabea para a esquerda.
Ps os olhos em branco, mas obedeceu.
-Vejamo-los. -Estalou, logo se encolheu de ombros como se  o aceitasse-. me Deixe ver o que tem  vista.
-Muitos nmeros. De diversos jogos, -comeou enquanto girava sua unidade para que ele a visse-. Futebol, beisebol, cavalos, ratos droides. Penso que a terceira tela 
da direita ...
-Emprstimos atrasados em apostas. Interesse composto bem acima dos  limites legais. A tela diretamente abaixo so formaturas, pela lista de emprstimos. Na tela 
ao lado disso, tem o que parecem ser jogos privados... estilo de cassino. Olhe o console, v se encontrar um controle que esteja unido a aquela tela. Se for singelo, 
ser algo como de trs sries, para colocar a tela em diviso.
-Sim, aqui.
-Pressiona-o. Ah, -disse quando a tela trocou para monitorar e mostrou um cassino ocupado, cheio de fumaa, mesas e clientes de olhar vidriosa-. Em que tipo de edifcio 
est?
-Em um desvo, no West Village, de dois nveis, e quatro unidades.
-No estaria surpreso se o outro nvel no est muito ocupado neste momento.
-Esta rea no est dividida em zonas para apostas.
-Enfim. -Lhe sorriu-. Que vergonha.
-Obrigado pela ajuda.
-De nada, Tenente. te ocupe dessa ferida, querida Eve, ou me ocuparei eu mesmo  primeira oportunidade. No estarei contente contigo.
Cortou-lhe antes de que ela pudesse fazer algum comentrio irritvel, o que sups era um mal menor. deu-se a volta e agarrou ao Peabody com o pequeno co branco 
acurrucado em seus braos, olhando-a especulativamente.
-Ele sabe muito sobre como funcionam as apostas ilegais.
-Ele sabe muito a respeito das legais, tambm. Deu-nos uma alavanca com o Maylou. se preocupa o como ou o por que?
-No. -Peabody se esfregou a bochecha na pelagem do co, e sorriu-.  s interessante. Romper a operao?
-Isso vai depender do Maylou. -Eve se levantou quando a mulher comeou a gemer e mover-se. Ela ferveu, tossiu, logo comeou a sacudir seu enorme culo para cima, 
e seus ps surpreendentemente pequenos a dar patadas.
Eve simplesmente se ajoelhou. 
-Assalto a um oficial, -comeou ela com voz prtica-. Resistir ao arresto, usura, fraude, dirigir um local de apostas ilegal. O que te parece de entrada, Maylou?
-Voc me rompeu o nariz.
Ao menos isso foi o que Eve assumiu que disse j que as palavras foram amortecidas e mau pronunciadas. 
-Sim, isso parece.
-Tem que chamar os tcnicos mdicos.  a lei.
-Interessante, voc me refrescando a lei. Acredito que podemos postergar o nariz rota um pouco.  obvio, o brao fraturado vai necessitar ateno.
-No tenho um brao fraturado.
-Ainda. -Eve ensinou os dentes-. Agora, Maylou, se pretender assistncia mdica e quer que eu considere no me dar por aludida sobre sua empresa no piso inferior, 
me diga tudo o que sabe sobre o Linus Quim.
-No me prender?
-Depende de ti. Quim.
-Apostas de centavos. No um apostador, s jogava. Como um passatempo.  muito mau. Uma quantidade mdio de cem mil por ano. Nunca aposta mais de cem bilhetes diretamente, 
e pelo general a metade disso, mas  regular. Jesus, minha cara me mata. No posso ter um analgsico?
-Quando falou com voc por ltima vez?
-Ontem  noite. Gosta de tratar as apostas de forma eletrnica mas bem que pelo comunicador. Transmite duas vezes  semana, mnimo. Ontem  noite, ps cem aos Brawlers 
no jogo de esta noite... e isso  suculento, para ele. Disse que se sentia afortunado.
-Sim? -Eve se inclinou mais-. Disse isso, exatamente?
-Sim. Disse, me aponte cem aos Brawlers para amanh de noite. Sinto-me afortunado. At sorriu um pouco. Disse que  o duplicaria e me chamaria a noite seguinte uma 
vez que ele ganhasse.
-Estava de bom humor, verdade?
-Para o Quim, danava feliz. O tipo  sobre tudo uma dor no culo, um ressentido. Mas pagamento, e  regular, assim no tinha queixa dele.
-Coisa boa. Agora, no foi to mau, no, Maylou?
-Voc no vai prender me?
-No trabalho em Vcio ou Fraude. No  meu problema. -Ela liberou as algemas, e as enganchou em seu bolso traseiro-. Eu em seu lugar, chamaria  os tcnicos mdicos 
e lhes diria que me choquei com uma parede...  tropeou com seu pequeno co.
-Squeakie! -Maylou rodou sobre seu amplo culo, e abriu os braos. O co saltou do agarre pelo Peabody ao regao do Maylou-. A asquerosa polcia machucou  menina 
de Mame?
Com uma sacudida de cabea, Eve saiu. 
-lhe d duas semanas, -disse ao Peabody-, ento chama o Hanson em Vcio e lhe d esta direo.
-Disse que no foste prender a.
-No, pinjente que no era meu problema. vai ser do Hanson.
Peabody olhou para trs. 
-O que ser do co? Oua, e do apartamento. Talvez a deteno faa que baixe o aluguel. Deveria ver a cozinha, Dallas.  grandiosa.
-Segue sonhando. -Entrou no carro, logo franziu o cenho quando Peabody abriu de um puxo um compartimento-. O que faz?
-Estojo de primeiro socorros.
-te afaste de mim.
-Sou eu ou o centro mdico.
-No necessito um centro mdico. No me toque.
-Deixa de ser um beb. -Desfrutando de do papel de enfermeira, Peabody escolheu seus instrumentos-. Os pateadores de culos no temem a um pequeno estojo de primeiro 
socorros. Fecha os olhos se no querer ver.
Apanhada, agarrou-se ao volante, e fechou os olhos. Sentiu a picada rpida, cortante do anti-sptico antes de que as propriedades adormecedoras fizessem efeito. 
O aroma girou em sua cabea, e saltou em seu ventre.
Ouviu o som deso da varinha de sutura.
Ela comeou a fazer algum comentrio sarcstico para afastar sua mente da molstia do procedimento. Logo sbitamente, foi absorvida ao passado.
A sala lbrega e srdida do centro mdico. Centenas de picadas quando centenas de cortes foram tratados. O vil zumbido das mquinas quando seu brao fraturado foi 
examinado.
-Qual  seu nome? Tem que nos dar seu nome. nos diga quem a machucou? Como se chama? O que lhe aconteceu?
No sei. Em sua mente o gritava, uma e outra vez. Mas ficou imvel, silenciosa, apanhada no terror enquanto os estranhos examinavam e cravavam,  enquanto a olhavam 
e perguntavam.
-Como se chama?
-No sei!
-Senhor. Dallas. Hey.
Eve abriu os olhos, e olhou fixamente os dilatados do Peabody. 
-O que? O que acontece?
-Est na verdade plida. Dallas, v-te um pouco doente. Talvez deveramos nos aproximar de um centro mdico depois de tudo.
-Estou bem. -Apertou as mos com fora at que se sentiu estvel outra vez-. Estou bem. S necessito um pouco de ar. -Ordenou baixar a janela, e acendeu o carro.
E empurrou  moa indefesa de retorno ao rinco mais sombrio de sua mente.

Capitulo 10
As necessidades obrigam quando o diabo conduz. No posso recordar quem o disse, mas suponho que no  importante. Quem quer fora est faz muito tempo morto. Como 
Linus Quint est morto neste momento.
As necessidades obrigam. Minhas necessidades obrigam. Mas quem era o diabo neste dueto? O insensato, e avaro Quim ou eu?
Possivelmente isso no  importante tampouco, j que parece. No pode haver volta, nenhum acontecimento que procure a outro resultado. S posso esperar que os acontecimentos 
tenham sido encenados de forma bastante convincente para satisfazer os agudos olhos da Tenente Dallas.
Ela  um espectador exigente e, temo a mais severo das crticas.
Sim, com ela perto, temo. Minha interpretao deve ser perfeita em todos os aspectos. Cada linha, cada gesto, cada matiz. Ou sua vista sem dvida me arruinar.
* * * * *
Motivo e oportunidade, pensou Eve enquanto entrava por sua prpria porta principal. Muitas pessoas tinham ambos. Richard Draco seria comemorado ao dia seguinte, 
e no tinha nenhuma dvida que haveria um fastuoso desdobramento de pena, elogios apaixonados e emocionais, e abundantes lgrimas.
E tudo seria simplesmente outra funo.
Ele tinha contribudo a induzir a Areena Mansfield s drogas e pr uma nuvem sobre sua ascenso ao estrelato.
situou-se no foco que Michael Proctor queria desesperadamente para ele.
Tinha humilhado e tinha usado ao Carly Landsdowne de uma maneira muito pblica.
Tinha sido uma lasca sob a unha manicurada do Kenneth Stiles.
Tinha considerado a Eliza Rothchild muito velha e pouco atrativa para incomodar-se com ela.
Houve outros, tantos que era impossvel cont-los, quais tinham  motivos para desejar o mal ao Richard Draco.
Mas quem quer que tinha disposto, planejado e executado o assassinato, tinha bastante frieza, o suficiente para ter levado com enganos a um ambicioso tcnico do 
teatro a soga do verdugo.
No procurava a brutalidade ou a fria, a no ser o sangue-frio e uma mente clara. Essas qualidades em um assassino eram muito mais difceis de arrancar de raiz.
No avanava, pensou com frustrao. Cada passo que dava simplesmente a empurrava mais dentro do artfice mundo que encontrava ligeiramente molesto.
Que classe de pessoas passavam suas vidas disfarando-se e jogando a fingir?
Meninos. Isso a golpeou quando fechou sua mo ao redor do cabo. Em algum nvel, no estava procurando um menino muito inteligente, e muito zangado?
Sorriu pela metade. Grandioso. O que sabia sobre meninos no encheria o buraco feito pelo laser de um brocado.
Abriu de sopetn a porta principal, pensando lanar-se a uma ducha abrasadoramente quente, e logo retornar ao trabalho.
A msica perfurou seus ouvidos, e sacudiu seus dentes. Quase sentiu que os olhos rodavam em sua cabea. Era um som estridente, enfatizado por uma rajada de rudo, 
e ressonando repetidamente com caticos gritos.
Era Mavis.
O humor irritvel com o que tinha atravessado a porta no teve nenhuma s oportunidade. Estalou no volume e a completa exuberncia do estilo musical nico do Mavis 
Freestone. Eve se encontrou sonriendo abertamente enquanto caminhava at a porta do que Roarke chamava sala.
Ali em todo o esplendor, a elegncia, e a antigidade, Mavis danava -Eve sups que era a palavra mais prxima para isso- saltava e danava em cima de uns saltos 
graduados que elevavam seu diminuto corpo uns bons 15 cm. do cho. Seu modelo rosado e verde que se sacudia fazia jogo com seu cabelo que levava em tranas largas 
e voava ao redor de sua cara ruborizada, encantada e seu corpo de fadas.
Suas pernas magras eram verdes, com pequenas mariposas rosadas que revoavam para cima em espiral, desaparecendo sob a diminuta saia fcsia que logo que cobria seu 
entrepierna. Seu torso estava decorado com umas linhas entrecruzadas de duas cores com um bonito peito em rosado, e o outro em verde.
Eve s pde sentir-se aliviada de que Mavis tivesse decidido ir com ambos os olhos verdes. A gente nunca podia sab-lo.
Roarke estava sentado em uma de suas encantadoras cadeiras antigas, com um copo de bebida cor ambarina em uma mo. Ele, ou se relaxava com o espetculo, pensou Eve, 
ou tinha passado a um vrgula protetor.
A msica, tal como ela era, intensa, finalizou com um comprido, e quejumbroso gemido da cantor. O bendito silncio caiu como um casco de navio carregado de tijolos.
-O que pensa? -Mavis se tornou para trs as mechas trancadas bicolores-.  um bom nmero de adiantamento para o novo vdeo. No  muito insosso, verdade?
-Ah. -Roarke se tomou um momento para beber sua bebida. Tinha havido um momento em que tinha estado um pouco preocupado porque o nvel de decibis rompesse o cristal-. 
No. De maneira nenhuma. Insosso no  a palavra que me vem  mente.
-Magnfico! -Ela saltou, e seu pequeno traseiro rebolou com energia quando se inclinou para beij-lo-. Quis que fosse o primeiro em v-lo j que voc , enfim, o 
homem do dinheiro.
-O dinheiro sempre se inclina ante o talento.
Se Eve no o tivesse amado j, teria cansado redonda nesse mesmo momento, vendo a completa alegria que suas palavras puseram nos olhos do Mavis.
-Isto  to divertido! As gravaes, os concertos, a forma em que Leonardo consegue me desenhar uns trajes fabulosos. Apenas me parece um trabalho. Se no fora por 
ti e Dallas, ainda estaria brigando atuaes em antros como o Blue Squirrel.
Deu um rpido giro enquanto falava, viu o Eve, e brilhou como o sol. 
-Ol! Tenho um nmero novo.
-Ouvi-o. Totalmente grandioso.
-Roarke disse que chegaria tarde, e  voc... OH diabos,  isso sangue?
-O que? Onde? -Como sua mente tinha trocado canais, Eve olhou rapidamente ao redor do quarto antes de que Mavis saltasse para ela.
-Por toda parte sobre ti. -As trementes mos do Mavis tocaram os peitos do Eve, e os ombros-. Deveriam chamar um doutor, uma unidade mdica. Roarke, ter que se 
deite.
-E esse  meu objetivo constante na vida.
-Argg. No  meu sangue, Mavis.
-OH. -Imediatamente, as mos do Mavis saltaram para trs-. Que asco.
-No se preocupe, est seca. ia tomar banho me e me trocar em Central, mas pesei na possvel correnteza fria contra uma corrente de quente e vim para casa em troca. 
Tem outro desses? -perguntou ao Roarke com uma cabeada para sua bebida.
-Seguro. Gira sua cabea.
Ela fez um som de molstia, mas inclinou sua cabea para lhe mostrar os arranhes j tratados  e  curando-se.
-Homem, -disse Mavis com admirao na voz-. Algum te deu um bom golpe. Tinha umas unhas de revista.
-Mas mau apontamento. Esbanjou os olhos. -Tomou a bebida que Roarke lhe trouxe-. Obrigado pela ajuda antes, -disse-lhe-. Isso a deixou pelos chos.
-Feliz de te agradar. Levanta sua cabea.
-por que? Mostrei-te os arranhes.
-Vamos, -ele repetiu, lhe dando um golpe ele mesmo com a ponta do dedo, logo fechando sua boca quente e firme sobre a sua-. Como pode ver, tenho uma excelente pontaria.
-Awwww. vem-se to lindos. -Com suas mos dobradas ao nvel do peito, Mavis resplandeceu.
-Sim, somos algo assim como um par como um par de cachorrinhos.                         -Divertida, Eve se sentou no brao de um sof, e bebeu-.  um nmero grandioso, 
Mavis. Toda voc.
-Crie-o? Atuei-o para o Leonardo, e agora vocs dois, mas ningum mais o viu.
-... -Eve recordou o comentrio do Whitney-. Conseguiu uma distino. lhe tire suco.
-Isso  o que pensei. Roarke, posso dizer-lhe 
-me dizer o que?
Mavis se mordeu o lbio, contemplou ao Roarke com cumplicidade,  logo, inclinou a cabea, e tomou ar duas vezes. 
-Bem. Meu ltimo disco tem xito, Curl Your Hair, Roarke soube cedo que est golpeando nos cinco primeiros dos Vdeo-Pistas da semana. Dallas, o jodido nmero trs, 
diretamente detrs do Butt-Busters e Indigo.
Ela poderia no ter tido uma pista dos quais poderiam ser Butt-Busters e Indigo, mas sabia que as Vdeo-Pistas eram a Bblia do Mavis. 
-Isso  fabuloso. -Eve se levantou rapidamente, e deu ao Mavis um forte abrao-. Est chutando culos.
-Obrigado. -Mavis suspirou, e se enxaguou uma lgrima de suas douradas pestanas-.  a primeira pessoa a quem o hei dito. Comecei a chamar o Leonardo, mas quero dizer-lhe 
 cara, sabe. E me alegro de lhe haver isso dito primeiro, de todos os modos. Ele entender.
-Voltar-se louco.
-Sim. Temos que fazer uma pequena celebrao. Estou de verdade contente de que no chegasse tarde depois de tudo, assim lhe pude dizer isso e no faltar  reunio 
de garotas. 
Imediatamente, bandeiras de advertncia apareceram no ventre do Eve, revoando nervosamente. 
-Reunio de garotas?
-Sim, j sabe. Gorjeia j est abaixo na casa da piscina estabelecendo-se. Pensamos que poderamos nadar e entrar na tina de relaxao. Preparamo-nos para o tratamento 
completo.
-Tratamento completo? -No, foi tudo o que Eve pde pensar. No o tratamento completo. Tudo menos isso-. Olhe, Mavis, s vim para casa para trabalhar. Tenho este 
caso...
-Sempre tem um caso. -Sem alterar-se, Mavis se serve uma taa de vinho, logo conduziu a garrafa para encher a do Eve enquanto Roarke perezosamente acendia um cigarro 
e sorria-. Tem que ter tempo para ti, ou seus rgos internos se murcharo e sua pele se secar. Li tudo sobre isso. De todas formas, Gorjeia tem uma extravagante 
pintura nova de corpo.
-No. Absolutamente. No me Pinto o corpo.
Mavis ps os olhos em branco. 
-Para mim, Dallas. Conhecemo-lhe. Mas penso que deveria  prov-la um dia destes. Arrumado que ao Roarke realmente entusiasmaria o P de Ouro. Faz-lhes umas coisas 
assombrosas s tetas. Faz-as brilhar.
-No quero que minhas tetas brilhem.
-Tem sabor, tambm. Frangipani.
-Srio? -Roarke exalou uma corrente de fumaa-. Sou muito aficionada aos sabores tropicais.
-V? De todos os modos, pode pens-lo depois de que esteja relaxada e seu cabelo arrumado. Summerset fez sanduches.
-J. Mas realmente, eu... ai!, essa  a porta. A irei abrir.
Ela escapou, obrigando-se a no tornar-se a correr completamente, derrubar a quem quer que estava na porta, e s seguir correndo at que alcanasse o santurio da 
Central de Polcia. Golpeou ao Summerset a metade de caminho.
-Eu vou.
-Saudar e escoltar aos convidados caem em minhas exigncias de trabalho, -recordou-lhe-. A Srta. Furst est aqui para v-la. -E dizendo-o, apartou ao Eve a um lado 
e abriu a porta.
-Deveria ter chamado. -Nadine sabia como Eve se sentia sobre os reprteres em sua casa-. No estou aqui para o canal 75, -continuou rapidamente-.  pessoal.
-Bem. Est bem. Entra. -Para surpresa do Nadine, Eve tomou com fora da mo e quase a arrastou para a sala.
-Tomei-me um par de dias de descanso, -comeou Nadine.
-Notei-o. Eu no gostei de muito seu substituto ao ar.
- um idiota. Mas de todos os modos, quis te visitar e te dizer... -Ela fez uma pausa, e se soltou-. Ah, ol, Mavis.
-Nadine, ol! Oua, isto  virtualmente uma festa. -Mavis embora parecesse frvola na superfcie, tinha um forte esprito de sentido comum, com a compaixo e a lealdade 
envoltas fortemente ao redor. Tomou menos de dois segundos ver a tenso nos olhos do Nadine.
-Escuta, s baixarei correndo a ver como vai a Gorjeia. Volto em um segundo. -Ela saiu em um, lanando-se pela porta em um borro de cor.
-Sente-se, Nadine. -Roarke j se estava levantando, conduzindo-a a uma cadeira-. Quisesse uma bebida?
-Sim, obrigado. Mas realmente eu gostaria de um desses cigarros.
-Pensei que o tinha deixado, -disse Eve quando Roarke lhe ofereceu um.
-Sim. -Nadine enviou ao Roarke um olhar de gratido quando ele o acendeu com seu acendedor-. O deixo regularmente. Escuta, sinto interromper os desta forma.
-Os amigos so sempre bem-vindos. -Serve a bebida, e a deu-. Assumo que quer falar com o Eve. Deixarei-as sozinhas.
-No, no sinta que tem que ir. -Nadine deu outra larga imerso do caro tabaco-. Jesus, esquecimento que tem dos verdadeiros. Uma patada maior que os herbrios. 
No, no v, -disse outra vez-. Dallas te diz tudo de qualquer forma.
A cara do Roarke mostrou surpresa. 
-Ela?
-No, -disse Eve categoricamente, mas se deslizou ao brao de uma cadeira-. Lhe contei sobre seu problema devido a sua conexo ao Draco. E sua conexo a ti.
-Est bem. -Nadine dirigiu um dbil sorriso-. A mortificao constri o carter.
-Voc no tem nada de que te envergonhar. A vida seria terrivelmente aborrecida se no pudssemos olhar para trs sem lamentar ao menos um namorico.
Seu sorriso se relaxou. 
-Apanhou a um ganhador aqui, Dallas. Nada como um homem que diz o correto no momento correto. Bem, Richard Draco  meu castigo. Dallas. -Ela trocou seu olhar ao 
Eve-. Sei que no tem que me dizer isso obviamente no podia antes durante a entrevista mais cedo. Talvez no me pode dizer isso absolutamente, mas tenho que lhe 
perguntar isso Estou em problemas?
-O que disse seu advogado?
-Que no me preocupasse e que no fale contigo sem estar ele presente. -Sorriu bruscamente-. Me custa muito seguir seu conselho.
-No posso te arrancar da lista, Nadine. Mas, -acrescentou quando Nadine fechou seus olhos e cabeceou-. J que est no ltimo, eu lhe daria  primeira parte do conselho 
de seu advogado outro intento.
Nadine bufou, e bebeu seu vinho. 
-Pela primeira vez estive feliz de ser uma perdedora.
-A opinio de Olhe pesa muito, e ela no acredita que voc seja capaz de um  assassinato premeditado. Nem o faz a primria em um nvel pessoal ou, considerando as 
provas atuais, de forma profissional.
-Obrigado. Obrigado. -Nadine se levou uma mo  cabea, e pressionou seus dedos no centro de sua frente-. Sigo me dizendo a mim mesma que isto passar logo. Que 
resolver. Mas a tenso nervosa  como um prego transpassando meu crebro.
-vou ter que te agitar s um pouco mais. Foi consciente de que Draco tinha um vdeo de ti?
-Vdeo? -Nadine deixou cair sua mo, e franziu o cenho-. Quer dizer de meu trabalho?
-Bom, algumas pessoas consideram o sexo um trabalho.
Nadine ficou com o olhar fixo, com os olhos em branco pela confuso. Logo se limparam, e Eve viu exatamente o que quis ver: choque, fria, e vergonha. 
-Ele tinha um vdeo de... tomou... tinha uma cmara quando ns...               -Ela baixou de repente o vinho, e se levantou-. Esse baboso filho de puta. Esse pervertido 
bastardo.
-Diria que a resposta  no, -murmurou Roarke, e Nadine girou para ele.
-Que classe de homem toma vdeos de uma mulher em sua cama quando ela no consente? Que classe de emoo doentia consegue violando a desse modo? Porque isso  justo 
o que .
Cravou-o com seu dedo no peito, por nenhuma outra razo alm de que era um homem. 
-Faria- isso a Dallas? Ela te chutaria o culo daqui ao Tarus III se  o fizesse. Isso  justo o que eu gostaria de lhe fazer ao Draco. No, no, eu gostaria de tomar 
seu insignificante pnis em minhas mos e retorc-lo at que arrebentasse.
-Dadas as circunstncias,  preferiria no ser seu substituto.
Ela ofegou, respirou profundamente, e logo levantou as mos, com as Palmas para fora. 
-Sinto muito. No  tua culpa. -Para recuperar o controle novamente, passeou-se, e logo girou para enfrentar ao Eve-. Temo que esta pequena demonstrao de carter 
me moveu para cima na lista alguns graus.
-Justo o contrrio. Se tivesse sabido sobre o disco, teria tentado uma castrao rpida. No teria permitido que outra pessoa o esmagasse. Acaba de confirmar seu 
prprio perfil.
-Bem, bem por mim. Estupendo! -Nadine se deixou cair na cadeira outra vez-. Adivinho que o disco est em evidncia.
-Tem que ser assim. Ningum ir ver o por prazer, Nadine. Se isto te ajudar, no revela muito. Ele preparou as coisas, assim que ele est no foco, como quem diz.
-Sim, ele o faria. Dallas, se os meios o conseguirem...
-No o faro. Se quiser meu conselho, volta a trabalhar. Mantn sua mente ocupada, e me deixe fazer meu trabalho. Sou boa nisso.
-Se no soubesse, viveria com tranqilizadores.
A inspirao a golpeou. 
-E que tem que uma noite de garotas em troca?
-O que?
-Mavis e Gorjeia esto completamente preparadas. No tenho tempo para isso, e no h nenhuma razo para que Gorjeia arraste sua bolsa de truques at para c e no 
lhe d um completo uso. Toma meu lugar. v fazer te os trabalhos.
-Poderia aproveitar alguma terapia de relaxao.
-Ento v. -Eve a arrastou da cadeira-. Se sentir como uma mulher nova em nada de tempo. V pela pintura de corpo, -sugeriu enquanto tirava o Nadine do quarto-. 
Te dar uma aparncia fresca e tetas brilhantes.
Momentos depois, Eve voltou para a sala, agitando suas mos.
-Bem feito. Tenente.
-Sim, foi bastante hbil. Esto-a arrulhando l abaixo como... o que arrulham?
-As pombas? -sugeriu.
-Sim, como pombas. Agora todo mundo  feliz, e posso voltar para trabalho. Ento, sobe para um vdeo?
-Do Nadine? Podemos ter pipocas de milho?
-Os homens so uns pervertidos. No, no Nadine, gracioso. Mas as pipocas de milho so uma idia boa.

* * * * *
Ela tinha tido a inteno de estabelecer-se em seu escritrio, para mant-lo oficial. Deveria hav-lo pensado melhor. Terminou em um dos quartos de recreio do segundo 
nvel, acurrucada nas almofadas pecadoramente suaves de um sof de uma milha de comprimento, observando a pea teatral gravada em cinta em uma enorme tela de parede, 
e com um tigela de pipocas de milho em seu regao.
O tamanho da tela tinha sido o anzol do Roarke. Era impossvel perder-se inclusive o mais pequeno detalhe quando cada rasgo era maior que em vivo. 
Era, precaveu-se, quase como estar no cenrio ela mesma. Teve que dar pontos ao Roarke por isso.
Eliza, notou, envolto-se em seu papel de enfermeira escrupulosa,  e molesta atribuda para vigiar ao Sir Wilfred. Sua vestimenta era tudo menos favorvel. Seu cabelo 
estava jogado para trs, sua boca constantemente franzida. Ela afetou uma voz irritantemente melodiosa como as que Eve tinha ouvido utilizar a alguns pais com seus 
recalcitrantes descendentes.
Kenneth no tinha regulado em sua representao do advogado pomposo, e mal-humorado. Seus movimentos eram espasmdicos, agitados. Seus olhos ardilosos. Sua voz, 
ressonava enquanto circulava o bastante forte para sacudir as vigas, logo passando a um hbil murmrio.
Mas era Draco quem possua a obra nas primeiras cenas. Era indiscutivelmente de aparncia agradvel, escandalosamente encantador, e descuidadamente divertido. Sim, 
ela podia ver como uma mulher vulnervel se apaixonaria por ele... como Vo ou como ele mesmo.
-Congelar tela. -Passou- o tigela ao Roarke e se levantou para aproximar-se da imagem disto Draco  o que vejo. Outros atuam. So bons, so hbeis, e desfrutam de 
seus papis. Ele  o personagem. No tem que atuar.  egocntrico, to arrogante e to corrupto como Vo.  um papel feito  medida para ele.
-Assim  como pensei, quando propus seu nome para a obra. O que te diz isso?
-Que quem quer que planejou seu assassinato provavelmente pensou o mesmo. E viu a ironia disso. Voe morre no ltimo ato. Draco morre no ltimo ato. Um dramtico 
momento de justia. Executado ante testemunhas.
Ela retornou a sentar-se. 
-No me diz nada novo, realmente. Mas concreta os ngulos. Reata a obra.
Ela esperou, observando. A entrada da Areena, viu agora, era brilhante em sua sincronizao. Isso era pelo dramaturgo,  obvio, e o diretor de cena, mas o estilo 
tinha que provir do ator.
Formosa, elegante, misteriosa, e com sereno atrativo. Era o papel. Mas no era seu verdadeiro carter, recordou. A verdadeira Christine Voe se revelava sendo uma 
mulher consumida pelo amor. Uma que mentiria pelo homem que ela sabia era um assassino, que sacrificaria sua dignidade, sua reputao para salvar o da lei. E quem, 
ao final, executava-o por descartar esse amor.
-Atua em dois nveis, -murmurou Eve-. Quo mesmo Draco. Nenhum deles mostra o perfil de seu personagem at a ltima cena.
-Ambos som muito hbeis.
-No, todos so hbeis. Todos revistam manipular as palavras e as aes para apresentar uma imagem. No transpassei a imagem ainda. Sir Wilfred acredita que defende 
a um homem inocente, e ao final compreende que foi enganado. Isso  bastante para te enfurecer. Se estamos correlacionando a vida e o que personificam.  bastante 
para matar.
Ele tinha pensado o mesmo, e afirmou com a cabea. 
-Continua.
-O personagem de Diana acreditou cada estpida palavra que Voe lhe disse. Que sua esposa era uma cadela fria, que era inocente, que ia deixar a.
-A outra mulher, -interps Roarke-. Era mais jovem. um pouco ingnua, avara.
-Ao final, no compreenderia que foi enganada, utilizada e humilhada? Como Carly assimilou que foi enganada, utilizada e envergonhada. Como Christine o adivinhou. 
E ali estava Michael Proctor imvel detrs bastidores, faminto por assimil-lo tudo.
Estudou as caras, escutou as vozes, medindo as conexes. 
- um deles, um dos atores. Sei. No  um tcnico rancoroso, ou com sonhos de estar sob os focos.  algum que esteve sob os focos e sabe levar posta a cara correta 
no momento correto.
calou-se outra vez, olhando o progresso da obra, procurando alguma greta, algum instante quando um olhar, um gesto revelasse os sentimentos e os planos sob a fachada.
Mas no,  eram bons, refletiu. Cada um deles.
-Essa  a faca falsa, a primeira cena da sala do tribunal. Congelar tela, realar setor P-Q, aos vinte e cinco por cento.
A tela trocou brandamente, ampliando a mesa de evidncias. A faca estava claramente  vista desde esse ngulo, e ampliado, Eve podia ver as diferenas sutis entre 
ele e a arma homicida.
-A folha  quase do mesmo tamanho e forma, mas a manga  um pouco mais largo, mais grosso.  da mesma cor, mas no do mesmo material.               -Suspirou-. Mas 
no o notaria a menos que o buscasse. Esperas ver o de objeto de cenrio,  assim que o v. Draco pde hav-lo cuidadoso diretamente, maldita seja, poderia hav-lo 
tomado, e  no o teria notado. Reata a obra de forma normal.
Sua cabea comeava a palpitar um pouco. Logo que notou quando Roarke comeou a lhe esfregar os ombros. Olhou a mudana de cenas, a queda do pano de fundo, a silenciosa 
mudana de um set a outro. Uns tcnicos cruzaram em silencio  detrs decoraes, quase indistinguveis em seu negro tradicional.
Mas divisou ao Quim. Era claramente o responsvel agora, estava em seu elemento. Gesticulou, uma espcie de linguagem por gestos do teatro que lhe disse pouco. Ela 
o viu consultar brevemente com o encarregado de objeto de cenrio, assentir, e logo jogar uma olhada  esquerda do cenrio.
-Ali. -Eve se levantou outra vez-. Ele v algo, algo que no cala. Vacila, sim, s um segundo, assimila-o. E agora parte na mesma direo. O que viu? A quem viu? 
Diabos.
voltou-se para o Roarke. 
-Foi o intercmbio. A verdadeira faca na sala de tribunal ficou nesse momento. Espera.
Ordenou retroceder o disco, logo ps o cronometro em sua unidade de boneca, e o repetiu. 
-Bem, agora ele o divisa.
detrs dela, Roarke se levantou, caminhou para o AutoChef e ordenou caf. Quando passou a seu lado, ela tomou a taa sem pensar, e bebeu.
Em tela, os extras se localizaram em suas marcas. O garom tomou sua posio, os tcnicos desapareceram. Areena, vestida com um traje barato e chamativo que era 
apropriado para um bar de meios do sculo vinte, tomou seu lugar em um tamborete ao final de uma barra. Estava esquinada longe do auditrio.
Um assobio de trem bufou. levantou-se o pano de fundo.
-Dois minutos, doze segundos. Tempo suficiente para esconder a faca. Diretamente nas rosas, ou em algum stio onde ningum o notaria at que pudesse ser movido. 
Mas  perto. Muito perto. E muito arriscado.
-Sexo e ambio, -murmurou Roarke.
-O que?
-Sexo e ambio. Isso  o que matou ao Leonard Voe, e o que matou ao Richard Draco. A vida imita  arte.
* * * * *
Peabody no havia dito muito, menos se tinha que utilizar a pintura animada que estava atualmente tratando de estudar. E fingia entender. Bebeu a sorvos o champanha 
que Charles lhe tinha dado e lutava por parecer to sofisticada como o resto dos assistentes  exposio de arte.
Estava vestida para a ocasio, ao menos, pensou com certo alvio. O presente de Natal do Eve para ela tinha sido seu magnfico guarda-roupa de quando trabalhou encoberta, 
desenhado pelo maravilhoso amante do Mavis, Leonardo. Mas a brilhante extenso de seda azul no podia transformar a sensibilidade do meio oeste.
No lhe via nem ps nem cabea ao progressivo movimento de forma e cor.
-Bem,  realmente... algo. -J que era o melhor que podia formular, bebeu mais champanha.
Charles riu entre dentes e deu a seu ombro uma afetuosa carcia. 
- um amor por me agentar, Delia. Deve estar morta de aborrecimento.
-No, no o estou. -Jogou uma olhada a sua cara maravilhosa, e sorriu-. S sou simples para a arte.
-No h nada de simples em ti. -inclinou-se, e lhe deu um ligeiro beijo.
Ela quis suspirar. Era ainda quase impossvel acreditar que pudesse estar em um lugar como este, vestida assim, com um homem magnfico a seu brao. E a irritou, 
irritou-a pensar que se sentia muito mais cmoda com um chins para levar no horrvel apartamento do McNab.
Pois bem, simplesmente ia seguir indo a exposies de arte, peras, e bal at um pouco disso lhe pegasse, at se a fizesse sentir como se atuasse em uma elegante 
pea teatral e no seguisse fielmente suas linhas.
-Lista para jantar?
-Estou sempre lista para jantar. -Aquela linha, compreendeu, veio diretamente do corao. Ou do ventre.
Tinha reservado um quarto privado ntimo em algum restaurante ostentosamente elegante com velas acesas e flores. Ele sempre fazia algo assim, refletiu Peabody quando 
tirou sua cadeira em uma bonita mesa com rosas rosadas e velas brancas. Deixou-lhe pedir por ambos porque s ele saberia fazer o da forma correta.
Parecia conhecer todas as coisas corretas. E toda a gente correta. perguntou-se se Eve alguma vez se sentiu assim de torpe e desconjurada quando ela se encontrava 
com o Roarke em stios elegantes.
No podia imaginar a sua tenente alguma vez sentindo-se torpe.
Alm disso, Roarke a amava. No, o homem a adorava. Tudo tinha que ser diferente quando um se sentava frente  luz das velas com um homem que pensava que foi a mulher 
mais importante no mundo. A nica mulher no mundo.
-Aonde te foste? -perguntou Charles quedamente.
Ela retornou bruscamente. 
-Sinto muito. Adivinho que tenho muito em mente. -Recolheu seu garfo para provar o aperitivo de frutos do mar frescos. O aprimoramento disso em sua lngua quase 
fez que seus olhos que se cruzassem em xtase.
-Seu trabalho. -Ele se estendeu atravs da mesa para acariciar sua mo-. Me alegro de que pudesse descansar um momento depois de tudo e sair esta noite.
-No trabalhamos at to tarde como pensei que o faramos.
-O assunto do Draco. Quer falar disso?
Era simplesmente uma coisa mais perfeita a respeito dele. Ele perguntaria e escutaria se decidia desafogar-se. 
-No, no realmente. De qualquer maneira no posso a estas alturas. Exceto dizer que Dallas est frustrada. Tantos nveis e os ngulos lhe fazem ir lento.
-Estou seguro. De todos os modos, pareceu-me igual de competente que sempre, quando falou comigo.
A mo do Peabody se congelou quando alcanou sua taa. 
-Ela te falou? Sobre o caso?
Agarrado despreparado, Charles deixou seu garfo. 
-No lhe mencionou isso?
-No. Conhecia o Draco?
Charles se amaldioou, brevemente considerou mover-se ao redor da verdade, logo se encolheu de ombros. Sempre tinha sido honesto com o Peabody e no quis que isso 
trocasse. 
-No, no realmente. Aconteceu que estava com a Areena Mansfield a outra noite quando Dallas e Roarke se deixaram cair para falar com ela. Estava trabalhando.
-OH. -A profisso do Charles no incomodava ao Peabody. Ele fazia o que fazia, tal como ela. Possivelmente se tivessem sido amantes, teria uma atitude diferente, 
mas no o eram.
Maldita seja.
-OH. -Disse outra vez, porque sua profisso fazia muito mais que incomodar a sua tenente-. Mierda.
-Posto simplesmente, sim. Foi difcil, mas Dallas e eu chegamos a um acordo.
-Que tipo de acordo?
-Falamos. Delia, tratei que no dizer muito porque isto te pe no meio. Nunca quis isso.
-Voc nunca me ps ali, -disse imediatamente-. Dallas o fez.
-Porque lhe importa muitssimo.
-Minha vida pessoal ...
-Uma preocupao para ela, como amiga, Delia.
A suave censura em seu tom a fez sobressaltar-se, logo render-se. 
-Bem, sei. No tem que me gostar de.
-Penso que as coisas deveriam ser mais suaves agora. Ela expressou sua opinio, eu a minha, e ambos nos sentimos melhores por isso. E quando lhe expliquei que no 
tnhamos sexo, ela...
-O que? -disse Peabody com voz aguda enquanto se levantava. A prata e o cristal brilhante, sacudiram-se no linho branco-. Lhe disse isso? Isso? meu deus. por que 
melhor no me nuas completamente e me empurra na estao de polcia?
-Quis que soubesse que tnhamos uma amizade, no um acordo profissional. Sinto muito. -Reconhecendo seu deslize muito tarde, Charles se levantou, e elevou suas mos-. 
No tive a inteno de te envergonhar.
-Diz a meu superior imediato que estive vendo um profissional por quanto, quase trs meses, e no tenho feito o baile do colcho. No, no, Santo Deus!, o que poderia 
ter que embaraoso nisso?
-No me precavi de que queria que o sexo fora parte de nossa relao. -Ele falou rigidamente agora-. Se era assim, s tinha que esclarec-lo.
-OH sim, claro. Digo-te,  vamos, Charles, e sou um cliente.
Os msculos em seu ventre se esticaram como um arame. 
-Isso  o que pensa?
-No sei que pensar. -deixou-se cair em sua cadeira outra vez, e brevemente se sujeitou a cabea entre as mos-. por que teve que lhe dizer isso?
-Suponho que me defendia. -Foi uma admisso difcil de tragar-. No pensei alm disso. Sinto-o muito. -Moveu sua cadeira de modo que pudesse sentar-se perto e tomar 
sua mo-. Delia, no quis danificar nossa amizade, e ao princpio, estava pendurado de algum que no obteve, que no estava comigo devido ao que sou. Voc me ajudou 
a atravessar isso. Importa-me muitssimo. Se quiser mais...
Ele levantou sua mo, e  roou com seus lbios o interior de sua boneca.
Seu pulso deu um pequeno baile. Era simplesmente normal, sups. Assim como era natural que seu sangue se excitasse, muito quente, quando ele trocou aquela boca perita 
de sua boneca a seus lbios.
Mas as dvidas se agitaram dentro dela, lado a lado da simples luxria. Era desesperador compreender que no todas as dvidas foram dirigidas ao Charles.
-Sinto muito. -Ela rompeu o beijo, tornou-se para trs, e se perguntou quando tinha perdido o julgamento. Tinha a um homem magnfico que gostava muitssimo, e quem 
sabia tudo o que  devia saber sobre os prazeres sexuais, preparado para lhe mostrar completamente o que podia fazer-se com o corpo humano, e ela ficava tmida.
-machuquei seus sentimentos.
-No. Pode ser, talvez um pouco. -Conseguiu sorrir-. O fato , que  a primeira vez que perdi completamente o apetite. De toda classe.

Capitulo 11
Trabalhar em seu escritrio em casa poderia ser uma vantagem. A equipe, inclusive contando com seu novo sistema de computador na Central, era muito superior. Havia 
menos distraes. E era quase impossvel ficar sem caf.
Eve decidiu faz-lo de vez em quando, embora fosse s para ter uma vista fresca para esvaziar sua mente.
Seu plano hoje era comear a manh com algo satisfatrio. Estava parada no centro de seu escritrio, sonriendo burlonamente para baixo a sua velha, e desprezvel 
computador.
-Hoje, -disse-lhe-, a morte chegar a todos seus circuitos. Ser lento e sistemtico ou rpido e brutal? -Considerando-o, rodeou-a-. Difcil deciso. esperei muito 
tempo por este momento. Sonhado com ele.
Mostrando seus dentes, comeou a enrol-las mangas.
-O que, -perguntou Roarke da entrada que conectava suas reas de trabalho-,  isso?
-A antiga maldio de minha existncia. O Anticristo da tecnologia. Temos um martelo?
Estudando o monto no cho, ele entrou. 
-Vrios, imagino, e de vrios tipos.
-Quero-os todos. Martelos pequenos e diminutos, grandes, petardos de parede, e tudo no meio.
-Poderia perguntar por que?
-vou romper esta costure a golpes, byte por byte, at que no fique nada mais, salvo o p do ltimo chip tremente.
-Hmmm. -Roarke se acuclill, e examinou o sistema lastimosamente antiquado-. Quando conduziu esta confuso aqui dentro?
-Agora mesmo. Tinha-o no carro. Talvez deveria usar cido, s ficar parada aqui e v-lo assobiar e fundir-se. Poderia ser perfeito.
Sem dizer nada, Roarke tirou uma pequena caixa de seu bolso, abriu-a, e escolheu uma ferramenta magra. Com uns hbeis movimentos, abriu a coberta.
-Oua! Oua! O que est fazendo?
-No vi como isto em uma dcada. Fascinante. Olhe esta corroso. Cristo,  com sistema de chip SOC. E tem uma interfaz independente.
Quando comeou a entreter-se, ela se aproximou rapidamente e lhe golpeou as mos. 
- meu. Tenho que mat-lo.
-lhe controle -lhe disse distradamente e penetrou mais profundo no interior-. Me levarei isso para investigao.
-No. Uh-uh. Tenho que destro-lo a pedaos. E se se reproduz?
Ele sorriu abertamente e rapidamente substituiu a coberta. 
- uma excelente ferramenta de aprendizagem. Eu gostaria de dar-lhe ao Jamie.
-De quem falas? Do Jamie Lingstrom, o prodgio eletrnico?
-Mmm. Faz-me pequenos trabalhos de vez em quando.
- um menino.
-Um muito brilhante. O suficiente brilhante para preferir o ter em minha equipe em vez de competir com ele. Ser interessante ver o que ele pode fazer com um sistema 
velho,  e defeituoso como este.
-Mas o quero morto.
Ele teve que sufocar um sorriso. Estava to perto de um gemido, coisa que jamais a tinha ouvido. 
-Seja  seja, querida. Encontrarei-te algo mais para lhe dar uma surra. Ou melhor, -disse, abraando-a-, outra sada para toda essa encantadora agresso natural.
-O sexo no me daria a mesma satisfao.
-Ah. Um desafio. -aceitou-o inclinando-se e mordendo sua mandbula. Quando ela o amaldioou,  tomou sua boca em um beijo apaixonado, faminto, que lhe nublou a razo.
-Bem, foi bastante bom, mas o que faz com suas mos de volta ali?
-Quase nada at que fechamento a porta com chave, e logo...
-De acordo, est bem, pode ter a maldita coisa. -Separou-o de um empurro, tratando de recuperar o flego. Seu corpo vibrava-. S aparta o de minha vista.
-Obrigado. -Agarrou sua mo, levantou-a, e mordiscou seus dedos enquanto a olhava. Um provada dela sempre o para desejar outra. E outra. Ele a atirou para frente, 
com a inteno de empurr-la para seu escritrio.
Peabody entrou.
-Sinto muito. -Ela apartou a vista, movendo sua cabea para estudar o teto-. Summerset me disse que devia subir diretamente.
-bom dia, Peabody. -Roarke deu a deu a frente franzida de sua esposa um rpido roce com seus lbios-. Podemos te oferecer um pouco de caf?
-Eu o busco. No me emprestem ateno. S sou uma humilde ajudante.  -Murmurou quando cruzou o quarto, mantendo-se longe do Eve enquanto ia  cozinha.
-Est desgostada por algo. -Roarke franziu o cenho para a cozinha quando ele escutou ao Peabody resmungando enquanto programava o AutoChef.
-S no teve sua dose matutina ainda. Saca esse monto de sucata daqui se tanto o quer. Tenho que me pr a trabalhar.
Ele levantou o sistema, e descobriu que tinha que esforar-se ao mximo para faz-lo. 
-Faziam-nos muito mais pesados nesse ento. Trabalharei em casa at o meio-dia, -chamou sobre seu ombro, logo a porta se fechou detrs dele.
Era possivelmente superficial, e de seguro uma obscena por ter obtido tal ascenso observando esse ondulao de msculos. Eve se disse a si mesmo que no o teria 
notado se ele no a tivesse excitado em primeiro lugar.
-Peabody, me traga uma taa disso.
situou-se detrs de seu escritrio, chamou o arquivo Draco, e os separou em suspeitos, testemunhas, provas reunidas, e informe de laboratrio, ordenando todos os 
dados nas telas.
-Examinei o disco da obra ontem  noite, -comeou quando ouviu que clop robusto das reveste dos sapatos policiais do Peabody pisando com fora cruzando o quarto-. 
Tenho uma teoria.
-Seu caf, Tenente. Registro-o senhor?
-N!? -Eve estava estudando as telas, tratando de intercambiar e reacomodar os dados em sua mente. Mas o tom estirado do Peabody a distraiu-. No, s lhe digo isso 
a ti.
Ela se voltou e viu que outra vez Roarke estava no certo. Algo passava com seu ajudante. ordenou-se no escavar no pessoal, e se sentou. 
-pilhamos bastante bem o momento do intercmbio. A faca de objeto de cenrio  claramente visvel aqui. Computador, Provas Visuais 6-B, em tela cinco.
-marcou e registrou as Provas Visuais? -perguntou Peabody, com voz fria como fevereiro.
-Ontem  noite, depois de minha reviso. -Eve moveu os ombros. O disparo foi como uma coceira quente entre suas omoplatas-. Por?
-Simplesmente estou atualizando meus prprios arquivos, Tenente. Esse  meu trabalho.
Mierda. 
-Ningum te h dito que no cumpre com seu trabalho. Informo-te, verdade?
-Seletivamente, parece.
-De acordo, que demnios significa isso?
-Tive a ocasio de voltar para a Central ontem  noite. -Isso s se acrescentou a sua lenta queimadura-. No processo de examinar o arquivo, assimilando a evidncia 
e a linha de tempo, certas peas dessas evidncias, marcadas e seladas como Nvel Cinco, chamaram minha ateno. Eu no sabia, at esse ponto, que havia reas desta 
investigao consideradas fora dos limites de seu ajudante e sua equipe. Respetuosamente, senhor, esta poltica pode e obstaculizar a eficcia de dito ajudante 
e equipe.
-No use esse tom estirado comigo, companheira. Marquei Nvel Cinco o que, no meu entender, requeria Nvel Cinco. Voc no precisa saber cada maldita coisa.
Pequenos pontos de calor floresceram nas bochechas do Peabody, mas sua voz era geada. 
-Agora estou bem inteirada, Tenente.
-Deixa-o.
- sempre a seu modo, no?
-Sim, maldita seja. Sou seu superior, e a primria nesta investigao, assim aposta seu culo apertado a que  a meu modo.
-Ento deveria lhe haver aconselhado ao sujeito Monroe, Charles, manter a boca fechada. Ou no? Senhor.
Eve apertou os dentes, forou-os. Tenta respeitar os sentimentos, pensou, e lhe lanam isso  cara. 
-O sujeito Monroe, Charles, no tem, em minha opinio, nenhuma conexo com esta investigao. portanto qualquer comunicao que tenha tido com ele no  seu maldito 
assunto.
- meu maldito assunto quando o interroga sobre minha maldita relao pessoal com ele.
-No o interroguei. -Sua voz embargada de clera frustrada-. Ele me soltou isso tudo.
Ambas estavam de p agora, inclinadas no escritrio quase nariz com nariz. A cara do Eve estava plida pelo gnio, a do Peabody ruborizada com isso.
Quando McNab entrou, a cena o fez soltar um assobio baixo, e nervoso. 
-Um, oua, companheiras.
Nenhuma se incomodou o suficiente para olhar em sua direo, e disseram ao unssono, em um rugido: 
-Fora!
- obvio. Vou.
Para assegurar-se, Eve foi e fechou a porta de repente em sua cara temerosa e fascinada.
-Sente-se, -ordenou ao Peabody.
-Prefiro estar de p.
-E eu prefiro te dar uma boa patada no culo, mas me refreio.      -Eve se aproximou, passou-se as mos pelo cabelo e atirou at que a dor limpou a maior parte da 
raiva.
-De acordo, faz-o. No poderia te sentar com o pau no culo, de todos os modos. Descontrola-te cada vez que o sujeito Monroe, Charles,  mencionado. Quer que ponha 
ao tanto, quer ser informada? Perfeito. Aqui est.
Ela teve outra vez que respirar profundo para assegurar-se que seu tom era profissional. 
-Durante a tarde de vinte e seis de maro, a ou perto das dezenove e trinta, eu, acompanhada pelo Roarke, tive ocasio de visitar a sute do apartamento de cobertura 
da Areena Mansfield no Hotel Palace, desta cidade. Ao entrar no lugar, a oficial de investigao encontrou ao sujeito Mansfield em companhia do Charles Monroe, companheiro 
autorizado. Foi consultada e se corroborou que o companheiro autorizado Monroe estava ali em aptido profissional e no tinha relao com o defunto ou a investigao 
atual. Sua presena, e os detalhes manifestos relacionados com ele, foram cotados no relatrio da entrevista e marcado Nvel Cinco em uma tentativa estpida, mal 
concebida pelo oficial de investigao para lhe economizar a sua estpida ajudante qualquer vergonha desnecessria.
Eve partiu de volta a seu escritrio, agarrou rapidamente seu caf, e o tirou de um gole. 
-Registra isso, -estalou.
O lbio do Peabody tremeu. sentou-se e se sorveu os mucos.
-OH, no. -Com um pnico genuno, Eve a apontou com o dedo-. No, no o faa. Nada de prantos. Estamos de servio. No se chora estando de servio.
-Sinto muito. -Sabendo que estava perto de chorar a lgrima viva, Peabody procurou um leno e se soou o nariz longamente-. S  que estou to transtornada, to envergonhada. 
Ele te disse que nunca tivemos sexo.
-Jesus, Peabody, pensa que o pus no relatrio?
-No. No sei. No. -sorveu-se os mucos outra vez-. Mas olhe. estive vendo-o durante semanas e semanas, e no o temos feito nunca... Nunca, nem sequer nos aproximamos 
disso.
-Bem, ele me explicou isso quando... -Ante o uivo de horror do Peabody, Eve se estremeceu. Desafortunado. Muito desatinado. Mas que demnios era o correto?-. Olhe, 
ele  uma pessoa estupenda. No lhe dava bastante crdito. Gosta.
-Ento por que alguma vez me saltou em cima? -Peabody levantou os olhos empapados.
-Um... o sexo no o  tudo? -arriscou Eve.
-OH seguro,  fcil para ti diz-lo. Est casada com o atual Deus do sexo do sculo.
-Jesus, Peabody.
-Sim.  magnfico, forte, elegante e atrativo e... e perigoso. E te ama. No, adora-te. Saltaria diante de um maxibus a excesso de velocidade por ti.
-No vo muito rpido, -murmurou Eve e se sentiu aliviada quando Peabody lanou uma chorosa risada. 
-Voc sabe o que quero dizer.
-Sim. -Eve jogou uma olhada para as portas conectadas, e sentiu um puxo duro, quase doloroso-. Sim, sei. , ah, no  que Charles no se sinta atrado por ti. ... 
-Onde infernos estava Olhe quando a necessitava?-. Que te respeita. Isso.
Peabody enrugou seu leno e se deprimiu. 
-tive muito respeito, se me perguntar. Sei que no sou formosa ou algo assim.
-V-te bem.
-Sem dvida no sou sexualmente atrativa.
-com certeza que sim. -Ao final de sua inspirao, Eve se afastou do escritrio, e acariciou a cabea do Peabody.
-Se fosse um tipo, ou tivesse relaes sexuais com o mesmo sexo, quereria ter sexo comigo?
-Absolutamente. Saltaria em cima de ti em um segundo.
-Srio? -Feliz com a idia, Peabody se enxaguou os olhos-. Bem, McNab no pode apartar as mos de mim.
-Cus! Peabody, por favor.
-No quero que saiba. No quero que McNab saiba que Charles e eu no estivemos sacudindo os lenis.
-Nunca o ouvir de mim. Asseguro-lhe isso. 
-Bem. Sinto muito, Dallas. depois de que Charles me disse isso, voltei para trabalho para afastar o de minha mente, e encontrei aqueles arquivos selados... Me teve 
a maior parte acordada da noite. Quero dizer, se ele no disse nada relevante, no podia entender por que tinha dois informe e um videodisco selado. 
Eve suspirou. As relaes interpersonales eram difceis, pensou. E complicadas. 
-Um dos informe e o disco no implica ao Charles. -Maldita seja, Peabody estava no correto sobre uma coisa, encobrindo-os obstaculizou a investigao-. Envolvem 
ao Nadine.
-V. Pensei que era algo suspeito.
-Olhe, ela teve algo faz anos com o Draco. Contou-me isso. Ele a usou, desfez-se dela, de sua forma habitual. Quando Roarke e eu passamos por seu apartamento de 
cobertura, encontramos esses discos pessoais. que selei...
-OH. Ele gravou o sexo com o Nadine. Que escria. -Peabody suspirou-. Ela no  uma suspeita, ao menos no uma que tenhamos na olhe, por isso quis lhe economizar 
a vergonha. Dallas, sinto muito. Sinto-o muito.
-De acordo, vamos esquecer o. v lavar te a cara ou o que seja, que McNab no pense que te estive esbofeteando.
-Certo. minha me, sinto-me como uma idiota.
-Bom, isso me anima. Agora, v arrumar te, assim posso tirar o McNab de qualquer esquina em que esteja escondido, e poderemos trabalhar.
-Sim, senhor.
* * * * *
Para quando se reuniram em seu escritrio, Feeney tinha chegado. Ele tinha examinado o vdeo da obra, tinha-o ampliado, reenfocado, aumentado, e tinha trabalhado 
sua magia eletrnica de modo que a equipe fora capaz de confirmar o limite de tempo do intercmbio.
As duas cenas de sala de tribunal estavam lado a lado em uma tela dividida, com o Feeney  frente, mostrando  a minscula diferena da forma da faca, e seu ngulo 
de localizao de um ao outro.
-Quem quer que fez a mudana conseguiu conseguir uma faca to precisamente parecida ao de objeto de cenrio, que ningum o teria notado sem recolh-lo e lhe dar 
um bom olhar.
-O encarregado de objeto de cenrio? -perguntou McNab.
-No tinha nenhuma razo para fazer mais que checar que a faca estivesse ainda em seu lugar. A rea da sala do tribunal permaneceu                 -como  que o 
chamem- adornado durante toda a interpretao. Ele teria notado se a faca faltava, -acrescentou Feeney-. Segundo sua declarao, comprovou o cenrio imediatamente 
depois da mudana de cena e imediatamente antes de que voltasse a trocar. No tinha nenhuma razo para comprov-lo em todo caso.
-Isso d ao perpetrador aproximadamente cinco minutos. -Eve golpeou a taa com os dedos-. Entretanto, estreitamo-lo se seguirmos a linha de que Quim viu algo ou 
a algum suspeito, como parece que fez durante o entreato. menos de trs minutos para esconder a faca falsa e estar de volta em qualquer lugar que ele tivesse que 
estar. Em cena ou detrs decoraes.
-Ento o executor teve que esperar. -Peabody entrecerr seus  olhos-. Esperar, e contar com que ningum notasse a mudana durante a posterior cena da sala de tribunal, 
o dilogo e ao. Esperar a obra at que Christine Voe o agarrasse e o usasse. So aproximadamente trinta minutos. Muito tempo para esperar.
-Nosso assassino  paciente, metdico. Penso que ele ou ela desfrutou de esperar, observando ao Draco pavonear-se, atuando emocionado, aplaudindo, todo o momento 
sabendo que esse era seu ltimo ato. Acredito que o assassino se deleitou.
Eve baixou seu caf, e se sentou no bordo de seu escritrio. 
-Roarke disse algo ontem  noite. A vida imita  arte.
Peabody arranhou seu nariz. 
-Pensei que era o contrrio.
-No esta vez. por que esta obra? por que esta vez? Havia maneiras mais fceis, menos arriscadas, e mais sutis de matar ao Draco. Penso que a obra em si mesmo  significava 
algo para o assassino. O tema do amor e a traio, de caras falsas. Sacrifcio e vingana. Os personagens do Leonard e Christine Voe tm uma histria. Talvez Draco 
teve uma histria com seu assassino. Algo que volta do passado e que deu um giro a sua relao.
Feeney afirmou com a cabea, e mascou um punhado de nozes. 
-Muitos atores e tcnicos tinham trabalhado com ele anteriormente. O teatro  um mundo pequeno, e as pessoas nele chocam entre eles repetidas vezes.
-No  uma conexo profissional.  pessoal. Olhem, Voe  encantador, de aparncia agradvel, inclusive um pouco ingnuo, at que averigua que ele  um oportunista 
desumano, cruel. Por isso desentupimos, isso reflete ao Draco. Ento a quem traiu ele? A vida de quem arruinou?
-Segundo as entrevistas, ele os jodi a todos. -McNab levantou suas mos-. Ningum finge que queria ao tipo.
-Ento aprofundemos mais. Retrocedamos. Quero que indague aos atores. Busca a histria. Algo que salte. Voe destruiu um matrimnio ou relao, arruinou a algum 
economicamente. Seduziu  irm de algum. Arruinou sua carreira. Procurem os dados, -disse ao McNab e Feeney-. Peabody e eu iremos espremer aos atores.
* * * * *
Eve decidiu comear com o Carly Landsdowne. Algo sobre a mulher tinha aceso alarmes em sua cabea desde sua primeira conversao.
A atriz vivia em um edifcio esplendoroso com segurana completa, lojas ostentosas, e gente circulando em escorregadores. A ampla rea do vestbulo estava elegantemente 
decorada, com chos de ladrilho do tom da gua, modestos arbustos de interior, e um discreto painel de segurana na parede trabalhado artisticamente em desenho geomtrico.
-bom dia, -anunciou o painel com uma agradvel voz masculina quando Eve se aproximou-. Por favor declare seu assunto no The Broadway View.
-Meu assunto  com o Carly Landsdowne.
-Um momento, por favor. -Houve um suave som musical para encher o silncio-. Obrigado por esperar. Segundo nossos registros, a Sra. Landsdowne no nos informou que 
nenhum convidado esperado. Estarei feliz de me contatar com ela por voc e lhe perguntar se pode receber convidados neste momento. Por favor declare seu nome e reproduza 
uma foto de identificao.
-Voc quer uma identificao? Aqui tem uma identificao. -Eve empurrou sua insgnia at o lente do porte de uma agulha da cmara-. lhe Diga  Sra. Landsdowne que 
 Tenente Dallas no gosta de esperar nos vestbulos.
- obvio, Tenente. Um momento, por favor.
A msica seguiu onde tinha acabado, e isso fez ao Eve chiar os dentes. 
-dio esta mierda. por que pensam que os violinos gravados provocam algo menos molstia e um desejo urgente de encontrar os alto-falantes e arranc-los?
-Acredito que  agradvel, -disse Peabody-. Eu gosto dos violinos. Recorda a minha me. Ela toca, -acrescentou quando Eve s a contemplou.
-Obrigado por esperar. A Sra. Landsdowne estar encantada de v-la, Tenente Dallas. Se proceder para ao elevador nmero dois. Voc foi liberada. Que tenha um bom 
dia.
-dio quando dizem isso. -Eve andou a pernadas para o elevador apropriado. Comporta-as se abriram, e a mesma msica de violino se filtrou. O que a fez grunhir.
Bem-vindos ao The Broadway View. -Uma voz se filtrou sobre os violinos-. So um edifcio totalmente autnomo, e assegurado. Voc  bem-vindo a solicitar um passe 
por um dia a fim de percorrer nossas instalaes, inclusive nosso centro de acondicionamento fsico de tecnologia avanada e centro de balnerio, que oferece terapias 
cosmticas, fsicas, e mentais e tratamentos completos. Nossa rea de compra pode ser alcanada pelo acesso pblico ou privado e d a bem-vinda a tudo os cartes 
de dbito principais. The View tambm oferece a seus clientes e, com reservaciones dispostas, ao pblico, trs restaurantes de cinco estrelas assim como a popular 
Cafeteria Teme Square para aqueles necessrios jantares casuais.
-Quando vai calar se isto?
-Pergunto-me se tiverem piscina.
Se est interessado em vincular-se a nossa exclusiva comunidade, s pressione a extenso noventa e quatro em qualquer comunicador do lugar e solicite uma entrevista 
com um de nossos amistosos zeladores para uma visita a nossas trs unidades modelos.
-Prefiro andar completamente nua, -decidiu Eve.
-Pergunto-me se tiverem econmicos.
Por favor saia  esquerda e dirija-se ao apartamento nmero dois mil e oito. No View lhe desejamos uma agradvel visita.
Eve saiu da cabine e se dirigiu  esquerda. As portas do apartamento estavam extensamente separadas descendo por um vestbulo esplendidamente catalogado. Quem quer 
que tinha desenhado o lugar no se preocupou pelo espao esbanjado, concluiu. Logo teve o incmodo pressentimento de que ia descobrir que seu marido possua o edifcio.
Carly abriu a porta antes de que Eve pudesse chamar. A atriz tinha posto uma bata azul profundo, ia com seus ps nus e pintados de um rosa forte. Mas seu cabelo 
e cara estavam arrumados e bem arrumados, notou Eve.
-bom dia, Tenente. -Carly se apoiou contra a porta durante um momento, em uma postura deliberadamente presunosa-. Que agradvel que se deixou cair por aqui.
-Voc se levanta cedo, -comentou Eve-. E eu que pensei que a gente de teatro no eram madrugadoras.
O sorriso satisfeito do Carly vacilou um pouco, mas se afirmou outra vez quando retrocedeu. 
-Tenho uma atuao hoje. O funeral do Richard.
-Voc o considera uma atuao?
- obvio. Tenho que estar sbria e triste e soltar todos os tpicos. vai ser um inferno de sucesso para os meios. -Carly gesticulou para um atrativo sof curvo verde 
suave na rea de estar-. Poderia ter adotado o mesmo ato para voc, e de forma completamente convincente. Mas me pareceu um desperdcio de seu tempo e meu talento. 
Posso lhe oferecer caf?
-No. No lhe preocupa ser suspeita em uma investigao de assassinato?
-No, porque no o fiz e porque  boa investigando. Podem me visitar para interessar-se de vez em quando.
Eve vagou para janela da parede, com amparo de intimidade, e levantou suas sobrancelhas ante a vista suicida de Teme Square. As cercas publicitrias estavam vivas 
com cor e promessas, o trfico areo denso como pulgas em um co enorme, e descuidado.
Se ela examinasse acima e abaixo, e era o abaixo o que sempre a incomodava, poderia ver as agulhas Gticas do Teatro  New Globe do Roarke.
-Qual  sua motivao?
-Para o assassinato? -Carly se sentou, obviamente desfrutando de do duelo matutino-. Isso dependeria,  obvio, da vtima. Mas fazendo um paralelo com a vida, vou 
chamar o um antigo amante quem me machucou. A motivao seria uma combinao de orgulho, desprezo, e regozijo.
-E doeu? -Eve se voltou, e a fixou antes de que Carly pudesse mascarar a sombra de angstia.
-Possivelmente. Voc quer saber se Richard me machucou. Sim, fez-o. Mas sei como curar minhas feridas, Tenente. No vale a pena sangrar por um homem, no por muito 
tempo.
-Amou-o?
-Pensei que sim ento. Mas foi assombrosamente fcil trocar essa emoo por dio. Se tivesse querido mat-lo, pois bem, no poderia hav-lo feito melhor do que foi 
feito. Exceto eu nunca teria sacrificado a satisfao de dar o golpe de morte pessoalmente. Usar um delegado lhe tira toda a diverso.
- isto uma brincadeira para voc? O trmino de uma vida por meios violentos?
-Quer que finja tristeza? me crie, Tenente, poderia desenterrar enormes lgrimas, e soluos o bastante grandiosos para voc. -Embora sua boca seguisse sonriendo, 
pequenos dardos de brilhos zangadas danaram em seus olhos-. Mas no vou fazer o. Tenho muito respeito por mim  mesma e, alm disso, por voc, para fazer algo to 
lastimosamente bvio. No sinto que ele esteja morto. Mas no o matei.
-E Linus Quim.
A cara desafiante do Carly se suavizou. 
-No o conhecia muito bem. Mas sinto que morrera. Voc no acredita que ele matasse ao Richard, e logo se enforcou, ou no estaria aqui. Acredito que eu tampouco 
o fao, por conveniente que seja. Ele era um hombrecito arisco, e em minha opinio no pensava do Richard mais do que pensava sobre o resto dos atores. Fomos parte 
de sua paisagem. Enforcar-se, isso leva tempo, verdade? No como com o Richard.
-Sim. Leva seu tempo.
-Eu no gosto de sofrer.
Era, pensou Eve, a primeira declarao simples que a mulher tinha feito. 
-Duvido que quem quer lhe ajudou com a soga pensasse nisso. Preocupa-lhe, Sra. Landsdowne, que as tragdias venham da trs?
Carly comeou a fazer algum comentrio descuidado, logo examinando os olhos do Eve trocou de opinio. 
-Sim. Sim. A gente de teatro  em parte supersticiosa, e no sou nenhuma exceo. No digo o nome da pea teatral escocesa, no assobio em um camarim ou desejo boa 
sorte a um ator. Mas a superstio no me deter de voltar para cenrio quando nos permitirem faz-lo. No deixarei que troque como vivo minha vida. quis ser atriz 
desde que posso recordar. No s uma atriz, -acrescentou com um lento sorriso-. Uma estrela. Estou em caminho, e no me desviarei da meta.
-A publicidade do assassinato do Draco certamente pode impulsion-la para essa meta.
-Assim . Se pensar que no tirarei proveito disso, no se fixou bem em mim. 
-Olhei-a. Um bom olhar. -Eve jogou uma olhada ao redor do precioso quarto, para a assombrosa vista da janela-. Para algum que no conseguiu ainda aquele objetivo, 
vive muito bem.
-Eu gosto de viver bem. -Carly se encolheu de ombros-. Tenho sorte de ter pais generosos e economicamente responsveis. Tenho um fundo fiducirio, e fao uso dele. 
Como pinjente, eu no gosto de sofrer. No sou do tipo de morrer de fome pela arte. No quer dizer que no trabalhe em meu ofcio e trabalhe duro. Simplesmente desfruto 
de entornos cmodos.
-Draco veio aqui?
-Um par de vezes. Ele preferia utilizar seu terreno. Em retrospectiva, vejo que isso lhe deu mais controle.
-E voc estava inteirada que ele registrou suas atividades sexuais?
Foi uma bomba. Eve estava em seu ritmo agora, e reconheceu o choque nu e  total em seus olhos, na repentina fuga da cor. 
-Isso  mentira.
-Draco fez instalar uma unidade de gravao em seu dormitrio. Tinha uma coleo de discos pessoais detalhando a certos companheiros sexuais. H um de vocs, registrado 
em fevereiro. Incluindo o uso de certo conjunto na moda de couro negro e...
Carly saltou do sof. 
-Detenha-se. Voc desfruta com isto, certo?
-No. No, no o fao. Voc no sabia da gravao.
-Sim,  no sabia, -estalou Carly-. Muito bem poderia ter estado de acordo com um, me haver sentido intrigada pela idia se ele o tivesse sugerido. Mas detesto saber 
que foi feito sem meu consentimento. Que um monto de policiais rendo-se solapadamente possam v-lo e obter prazer.
-Sou a nica polcia que o viu at agora, e no obtive nada de agradar por isso. Voc no foi a nica mulher que registrou, Sra. Landsdowne, sem seu consentimento.
-me perdoe se no me importar uma mierda. -pressionou-se seus olhos com os dedos at que pde encontrar um fio de controle-. Bem, o que tenho que fazer para consegui-lo?
-Est em provas, e o tenho feito selar. No ser usado a menos que tivesse que ser usado. Quando o caso esteja fechado, e voc demonstre estar poda, verei que o 
disco lhe seja entregue.
-Suponho que  o melhor que posso esperar.  -Suspirou profundamente-. Obrigado.
-Sra. Landsdowne, empregou ilegais em companhia do Richard Draco, para a estimulao sexual ou alguma outra razo?
-No fao aos ilegais. Prefiro utilizar minha prpria mente, minha prpria imaginao, no produtos qumicos.
Usou-os, pensou Eve. Mas talvez no sabia o que ele te jogava em uma bonita taa de champanha.



Capitulo 12
Roarke tinha dois conferencia, uma transmisso espacial, e uma reunio de chefes de departamentos, tudo programado para a tarde e tudo referente a seu projeto do 
Complexo Olimpo. Levava mais de um ano com as obras, e tinha a inteno de ter o negcio aberto antes do vero.
No todo o enorme Complexo de prazer fora do planeta estaria terminado, mas o ncleo principal, com seus hotis de luxo e chal, seus jogos de azar e complexos de 
entretenimento, estariam perfeitos para visit-los. Ele tinha levado ao Eve ali em sua lua de mel. Tinha sido sua primeira viagem fora do planeta.
Tinha a inteno de lev-la outra vez, chutando e gritando sem dvida, j que as viagens interplanetrias no estavam em sua lista de prazeres favoritos.
Ele quis um tempo longe com ela, longe do trabalho. Do dele e do dela. No s uma dessas excurses de quarenta e oito horas rpidas nas que conseguia empurr-la 
 fora, a no ser tempo real, e ntimo.
Quando se separou do centro de controle em casa, fez girar seu ombro. Estava quase curado e no lhe preocupava muito. Mas de vez em quando, uma dbil pontada lhe 
recordava quo perto ambos tinham estado de morrer. S semanas antes, tinha cuidadoso a morte, e logo os olhos do Eve.
Eles tinham enfrentado desenlaces sangrentos e violentos antes. Mas havia mais em jogo agora. Esse momento de unio, a energia total em seus olhos, o aperto de 
sua mo na sua, tinha-lhe devorado de volta.
necessitavam-se o um ao outro.
Duas almas perdidas, pensou, tomando um momento para caminhar para as altas janelas onde se via parte do mundo que ele tinha construdo para si mesmo com arrojo, 
desejo, suor, e com recursos que tinha acumulado em forma suspeita. Duas almas perdidas cujos miserveis comeos os tinham forjado no que parecia ser a primeira 
vista diferentes nos aspectos mais importantes.
O amor tinha estreitado a distncia, logo quase a tinha eliminado.
Ela o tinha salvado. Essa noite sua vida tinha dependido de seu agarre furioso e inquebrvel. Tinha-o salvado, refletiu, a primeira vez que ele tinha unido seus 
olhos com os dela. To impossvel como deveria ter sido, ela era sua resposta. E ele era a sua.
Tinha uma necessidade de lhe dar coisas. As coisas tangveis que com sua riqueza podia dispor. Embora ele soubesse que os presentes mais freqentemente a deixavam 
perplexa e a punham nervosa. Talvez por isso o fazia, corrigiu-se com um sorriso. Mas subjacente a lhe dar abertamente estava o princpio feroz de lhe proporcionar 
comodidade, segurana, confiana, e amor. Todas as coisas sem as que ambos tinham vivido a maior parte de suas vidas.
Ele se perguntou como uma mulher que era to hbil em observar, em estudar a condio humana, no podia ver que o que sentia por ela era freqentemente to  desconcertante 
e to aterrador como o era para ela.
Nada tinha sido o mesmo para ele desde que ela tinha entrado em sua vida levando um feio traje e um frio olhar suspeito. Agradeceu a Deus por isso.
sentia-se sentimental, compreendeu. Sups que era quo irlands saltava fora dele em momentos inesperados. Entretanto, seguiu lhe dando voltas de novo ao pesadelo 
que ela tinha sofrido umas noites antes.
Apareciam mais raramente agora, mas de todos os modos vinham, torturando seu sonho, levando a de volta a um passado que no podia recordar completamente. Ele quis 
apagar as de sua mente, as eliminar. E soube que nunca o faria. Jamais poderia.
Durante meses, tinha estado tentado de fazer um completo rastreamento e investigao, para desenterrar os dados sobre essa trgica menina que foi encontrada quebrada 
e maltratada em um beco de Dallas. Tinha a habilidade, e a tecnologia para encontrar que tudo o que ali havia para encontrar: detalhe que os trabalhadores sociais, 
a polcia, e as autoridades infantis no poderiam.
Poderia preencher os espaos em brancos por ela, e, confessou-se, por ele.
Mas esse no era o caminho. Conhecia-a o bastante bem para saber que se ele empreendesse a tarefa, daria-lhe respostas a perguntas que no estava lista para perguntar, 
doeria mais do que sanaria.
No era o mesmo para ele? Quando tinha voltado para o Dubln depois de tantos anos, tinha necessitado estudar parte dos pedaos quebrantados de sua infncia. Sozinho. 
Inclusive ento, s tinha jogado uma olhada  superfcie deles. O que ficou foi sepultado. Ao menos no momento, tinha a inteno de deix-los sepultados.
O agora era o que requeria sua ateno, recordou-se. E a obsesso do passado -j estava o Irlands outra vez- no solucionava nada. Se o passado era o seu ou o do 
Eve, no solucionava nada.
Recolheu os discos e cpias impressas que necessitaria para suas reunies da tarde. Logo vacilou. Queria v-la antes de ir-se pelo dia.
Mas quando abriu as portas conectadas, s viu o McNab, levandoo parecia ser um hambrguer inteiro a sua boca enquanto o computador zumbia em uma busca de fundo.
-S hoje, Ian?
McNab se moveu rapidamente at ficar sentado, tragou muito apressado, e se afogou. Divertido, Roarke entrou e o aplaudiu agilmente nas costas.
-Ajuda mastigar primeiro.
-Sim. Obrigado. Ah... No comi muito ao caf da manh, assim pensei que estaria bem se...
-Meu AutoChef  seu AutoChef. A tenente est fora, assumo.
-Sim. Arrastou ao Peabody faz aproximadamente uma hora. Feeney se dirigiu  Central para atar alguns fios. Trabalho aqui. -Sorriu ento, um brilho rpido de dentes 
brancos fortes-. Consegui a melhor ocupao.
-Afortunado voc. -Roarke conseguiu encontrar uma batata frita no prato do McNab que no tinha sido afogada em ketchup. Provou-a enquanto estudava a tela-. Dirigindo 
recursos? Outra vez?
-Sim, bem. -McNab ps os olhos em branco, movendo os laos de prata de sua orelha que ressonaram alegremente ao chocar-. Dallas tem a descabelada idia de que poderia 
haver uma antiga conexo, algum assunto entre o Draco e um dos atores que ferveu a fogo lento todos estes anos. Eu, acredito que j exploramos todos os dados e no 
encontramos nada, mas ela quer outra carreira, sob a superfcie. Tenho que trabalhar aqui. Principalmente quando h verdadeira carne de vaca no menu.
-Bem, agora, se houver algum pequeno assunto, tem pouca probabilidade de encontr-lo assim, verdade?
-Sim?
-Algo velho e cozendo-se a fogo lento, diz. -Considerando a possibilidade, Roarke tirou outra batata frita-. Se eu queria encontrar algo muito tempo sepultado, como 
quem diz, pensaria em pr um pouco de sujeira sob minhas unhas.
-No te sigo.
-Arquivos selados.
-No tenho autoridade para abrir selados. Tem que ter causa provvel, e uma autorizao, e toda essa mierda adequada. -Quando Roarke simplesmente sorriu, McNab se 
endireitou, e jogou uma olhada  porta de entrada-.  obvio, se houver alguma forma de aproximar-se extraoficialmente...
-H formas, Ian. E h formas.
-Sim, mas h tambm est o fator CYA.
-Enfim, teremos que nos assegurar de que seu traseiro esteja coberto. No?
* * * * *
-Dallas vai ou seja o, no? -disse McNab uns minutos mais tarde, quando tinham trocado de lugar e Roarke estava sentado no computador.
- obvio. Mas encontrar que sab-lo e  prov-lo so assuntos muito diferentes, inclusive para a temvel tenente.
Em qualquer caso, Roarke desfrutava de suas pequenas incurses no trabalho policial. E era um homem que raramente via a necessidade de limitar seus prazeres.
-Agora olhe isto, Ian, conseguimos acesso s impresses digitais registradas e ao patro de DNA de seus suspeitos principais. Perfeitamente legtimo.
-Sim, poderia acessar a eles.
-S um tecnicismo. Computador, emparelhar cdigos atuais de identificao com qualquer e todos com antecedentes penais, aes civis e julgamentos, incluindo todos 
os dados juvenis e selados. Um bom lugar para comear,   -disse ao McNab.
Trabalhando... Acesso a dados selados denegado sem autorizaes apropriadas ou cdigo judicial. Os arquivos abertos esto disponveis. Continuar?
-Deter. -Roarke se recostou, e examinou as unhas. Limpo como um assobio, pensou. No momento-. McNab, se bom, e me traga um pouco de caf, sim?
McNab se meteu as mos em seus bolsos, tirou-as, e fez um rpido salto mental sobre a linha magra entre o procedimento e progresso. 
-Um. Sim,  obvio. Seguro.
escorreu-se  cozinha, e ordenou caf. Fez tempo. McNab no tinha nem um indcio de quanto tomaria evitar a papelada burocrtica e acessar ao que se supunha no 
se podia acessar. Para acalmar-se, decidiu ver se havia alguma bolo disponvel.
Descobriu para seu grande prazer que tinha uma eleio de seis tipos e agonizou respeito a qual provar primeiro.
-Ian, est cultivando os gros de caf ali dentro?
-N!? -Jogou a cabea para trs-. Simplesmente estava... pensei que necessitaria um pouco de tempo.
Ele era um tecnlogo preparado, pensou Roarke, e um jovem deliciosamente ingnuo. 
-Acredito que isto poderia te interessar.
-Entrou? J? Mas como... -McNab se calou enquanto voltava rapidamente para escritrio-. No, melhor no sab-lo. Desse modo, quando estiver sendo acusado e sancionado, 
posso reclamar ignorncia.
-Acusado e sancionado por que? -Roarke golpeou com um dedo uma folha de papel-. Aqui est sua autorizao para os selados.
-Meu... -Olhando com olhos exagerados, McNab agarrou rapidamente a  folha-. Parece verdadeira. Est assinada pelo Juiz Nettles.
-Assim aparece.
-Wow. No  s gelo, -disse McNab reverentemente-.  a jodida Antrtica.
-Ian, por favor. Est-me envergonhando.
-Seguro. Um. por que lhe pedi ao Juiz Nettles uma autorizao novamente?
Com um sorriso, Roarke se levantou. 
-Estou seguro que pode encontrar algo que dizer devidamente complicado em jargo policial para justificar a petio sempre e quando lhe perguntarem. Minha sugesto 
seria uma variao de um tiro na escurido.
-Sim. Isso estaria bem.
-Ento te deixo.
-Bem. Obrigado. Ah, oua, Roarke?
-Sim?
-H outra coisa. -McNab moveu seus ps em suas botas de ar prpuras-.  algo pessoal. ia procurar um momento para falar com a tenente sobre isso, mas, pois bem, 
sabe como  ela.
-Sei exatamente. -Estudou a cara do McNab, sentiu uma sacudida de compaixo envolta de diverso-. Mulheres, Ian?
-OH sim. Bem, mulher, suponho. Figuro-me que um tipo como voc sabe as dirigir assim como dirige a eletrnica. S que no entendo s mulheres. Quero dizer que as 
consigo, -precipitou-se a dizer-. No tenho nenhum problema com o sexo. Unicamente no as atraio, em um sentido intelectual. Suponho.
-Entendo. Ian, se quiser que te fale das complexidades e a inconstncia da mente feminina, necessitaremos vrios dias e muito licor.
-Sim. OH. Suspeito que tem pressa agora mesmo.
Nesse momento, tinha pouco tempo. Tinha mil e milhes de dlares esperando a ser trocados, para fazer malabares com ele, e aproveit-los. Mas Roarke apoiou um quadril 
na esquina do escritrio. O dinheiro esperaria. 
-Imagino que isto implica ao Peabody.
-Estamos, sabe, fazendo-o.
-Ian, no tinha nem idia que tinha semelhante veia romntica. Um virtual poeta.
O tom seco do Roarke fez ruborizar ao McNab, logo sorrir abertamente. 
-Na verdade temos um sexo extraordinrio.
-Isso  maravilhoso para ambos, e felicitaes. Mas no acredito que Peabody apreciaria que compartilhasse essa informao comigo.
-No se trata realmente sobre sexo, -disse McNab rapidamente, assustado de perder sua acolhida antes de hav-lo solto tudo-. Quero dizer, -o, porque o temos. Muito. 
E  insuficientemente, naquele momento  grandioso e todo o resto. Assim  como pensei que seria se eu pudesse arranc-la alguma vez desse uniforme por uns malditos 
cinco minutos. Mas assim  como , isso  tudo. Cada vez que terminamos, sabe, simplesmente se arranca, e tenho que suborn-la com comida ou lhe dar larga sobre 
um caso ou est na porta. Ou me jogando, se estivermos em sua casa.
Roarke entendeu a frustrao. S tinha tido a uma mulher alguma vez tratando de tirar-lhe de cima. A nica mulher que lhe importava. 
-E buscas mais.
-Estranho, n!? -Com meia risada, McNab comeou a passear-se-. Realmente eu gosto das mulheres. Toda classe de mulheres. Sobre tudo quando esto nuas.
-Quem poderia te culpar?
-Exatamente. Ento finalmente tenho a ocasio de saltar na Cuerpazo nua, e me volto louco. Estou tudo amarrado e ela como se nada. Sempre me figurei que as mulheres, 
sabe, a maioria, supunha-se, queriam a relao completa. Falando disso  pelo que algum diz todas aquelas bonitas mentiras. Quero dizer, sabem que memore, mas esto 
de acordo com isso porque talvez no estar depois. Ou algo assim.
-Essa  uma opinio fascinante sobre a dinmica hombre/mujer.                -Uma que Roarke estava seguro, ganharia no moo um feminino joelhada nas bolas sim alguma 
vez a expressava em alguma reunio social-. Assumo que Peabody no est interessada em bonitas mentiras.
-No sei no que est interessada; isso  tudo. -Finalizando agora, agitou seus braos-. Quero dizer, gosta do sexo, ela est metida em seu trabalho, olhe a Dallas 
como se a tenente tivesse todas as respostas aos mistrios do universo. Logo parte com esse maldito filho de cadela do Monroe  pera.
Foi o ltimo, solto rencorosamente, o que fez ao Roarke afirmar com a cabea. 
- absolutamente natural estar ciumento de um rival.
-Rival, meu culo. Que diabos anda mal com ela, andando com aquele matreiro companheiro autorizado? Jantares de sonho e espetculos de arte. Escutando msica que 
nem sequer pode danar. Deveria lhe partir a cara.
Roarke pensou nisso um momento e decidiu, que em circunstncias similares, estaria tentado de fazer exatamente isso. 
-Seria satisfatrio, sem dvida, mas destinado a enfurecer  mulher em questo. tentaste o romance?
-O que quer dizer? Como essas coisas estpidas?
Roarke suspirou. 
-Provemos isto. Alguma vez a convidaste a sair?
-Seguro. Vemo-nos o um ao outro um par, ou trs noites por semana.
-Fora, Ian. Em pblico. Em stios onde ambos requerem, segundo a lei, levar posta roupa de alguma classe.
-V. No realmente.
-Isso poderia fazer para comear. Uma entrevista, onde a recolheria em seu apartamento uma vez acordado, logo a leva a um lugar onde brindem jantar e entretenimento. 
Desfrutando desse jantar e/ou entretenimento, poderia tratar de ter uma conversao com ela, uma que no implicasse simplesmente o sexo ou o trabalho.
-Sei o que  uma entrevista, -queixou-se McNab, e se sentiu molesto-. No tenho um monto de crditos para lev-la a lugares como esse bastardo do Monroe.
-Ah, ali consta uma das maravilhas da mente e o corao feminino. V com suas foras, leva-a a stios que apelem a seu sentido da aventura, o romance, e o humor. 
No compita com o Monroe, Ian. lhe diferencie dele. Lhe d orqudeas cultivadas em estufas em Floresce I, voc margaridas que escolheu do campo pblico no Greenpeace 
Park.
Quando a informao, a idia disso, processou-a, os olhos do McNab se limparam. iluminaram-se. 
-Oua, isso est bem. Poderia funcionar. Acredito que poderia tent-lo. Realmente  bom nesta mierda. Obrigado.
-De nada. -Roarke recolheu sua maleta-. Eu sempre fui um homem de apostas, Ian, e um a quem gosta de ganhar. Se apostasse em seu pequeno tringulo, apostaria meu 
dinheiro a ti.
A idia levantou o nimo do McNab to alto que se esqueceu do bolo na cozinha e ficou imediatamente a trabalhar. Desfrutava de um lapso to bom planejando sua primeira 
entrevista com o Peabody, que quase se perdeu os dados recolhidos na tela.
-Mierda Santa! -Saltou apoiando-se em suas botas, fez uma pequena cambalhota, e agarrou seu comunicador.
-Dallas.
-Oua, Tenente, escuta. Acredito que tenho algo. Cargos criminais, assalto e um julgamento civil... danos corporais, machuco  propriedade e blah, blah, ambos reportados 
pelo Richard Draco, em junho do 2035. Os cargos foram retirados, e logo selados. A demanda civil resolvida por valor de cinco milhes de dlares e selado. O demandado 
em ambos os casos foi...
-Como acessou aos selados, McNab?
Ele piscou, e sua mente ficou em branco. 
-Como fiz o que?
-Detetive, como teve acesso aos arquivos selados sem as adequadas autorizaes ou as ordens da investigadora primria de obter sorte autorizao?
-Eu...
-Onde est Roarke?
Inclusive na pequena tela do comunicador ele podia ver que as chamas danavam em seus olhos. 
-Roarke? -Embora teve o mau pressentimento de que j era muito tarde, McNab tratou de trocar sua expresso em inocncia, confuso, e honradez ao mesmo tempo-. No 
sei. Suponho que trabalhando em algum stio. Um... o quer para algo?
-esteve jogando contigo?
-No, senhor! Definitivamente no. Estou de servio.
Seus olhos olharam fixamente a tela do comunicador por uns largusimos vinte segundos. Ele sentiu que o suor comeava a escorregar deslizando-se sob o centro de 
suas costas.
-Eu... quanto a como acessei aos dados, Tenente, me ocorreu que, pois bem, os recursos anteriores tinham sido negativos, e seus instintos, os quais respeito e admiro 
e nos que confio absolutamente, indicou-me que ali deveria haver algo. Assim tomei o que voc poderia chamar um tiro na escurido. Isso, um tiro na escurido, e 
comuniquei nossa situao ao Juiz Nettles, quem consentiu em transmitir as autorizaes apropriadas. Tenho a autorizao.
Recolheu-a, e agitou. 
-Est assinada e tudo.
-Certamente arrumado que o est. vai trazer me problemas e me morder o culo, McNab? Pensa com cuidado antes de responder, porque te prometo, que se remoer o meu, 
vais ter uma festa de mordidas no teu.
-No, senhor. -Ele esperou-. Tudo est em correta ordem.
-Estou a dez minutos de distncia. Mantn toda... em correta ordem. E McNab, se vir as impresses digitais do Roarke em qualquer parte, vou retorcer te seu fraco 
pescoo.
 * * * *
O primeiro que fez Eve quando retornou a casa foi pulsar o exploratrio da casa.
-Onde est Roarke? -exigiu.
Roarke no est atualmente dentro do lugar. Est registrado, a esta hora, em seus escritrios do centro da cidade. Dirijo uma transmisso para voc, Querida Eve?
-No. Bastardo hipcrita.
-Chamou-lhe querido, senhor.  to doce.
-Uma das pequenas brincadeiras do Roarke. E se o ouo de novo, terei que mat-lo.
Subiu pelas escadas por costume. Peabody suspirou outra vez, sabendo que havia numerosos elevadores que estariam encantados de lhes economizar a ascenso.
Quando entraram no escritrio, sorriu ao McNab burlonamente por princpio, mas na verdade ofereceu uma pequena e rpida orao por seu pescoo fraco. Tinha chegado, 
embora a contra gosto, a afeioar-se com ele.
Ele saltou a seus ps, levando a autorizao. 
-Tudo apropriado e oficial, senhor.
Eve a arrebatou de um puxo, e lhe deu um bom e largo olhar. A tenso em seus ombros se desenredou msculo a msculo. Estava absolutamente segura que Roarke estava 
detrs desta repentina generosidade de dados, mas a autorizao passaria a inspeo.
-Bem, McNab. Pode viver no momento. Ponha em contato com o Feeney, situa-o em um enlace conferencia e vejamos o que temos.
* * * * *
O que tinham era de vinte e quatro anos atrs, mas era violento, srdido, retorcido, e interessante.
-Assim que o sofisticado Kenneth deu uma boa surra ao Richard Draco.
-Realmente um grande triunfo, -interps Peabody-. Lhe tirou dois dentes, rompeu-lhe o nariz, amassou suas costelas, e conseguiu romper vrios artigos do mobilirio 
antes de que segurana franqueasse a porta e o tirasse.
-Diz na demanda civil que Draco foi incapaz de trabalhar por trs semanas, sofreu dano emocional, vergonha extrema, trauma fsico, e, este  segundo eu, meu favorito, 
perda de consrcio. Tanto os cargos criminais como a demanda civil foram feitas contra Stiles de nome de nascimento, Stipple, que legalmente se converteu em seu 
nome artstico imediatamente depois de que o julgamento foi resolvido.
Eve derrubou os novos dados em sua mente. 
-Ele fez um trato com o Draco para fazer o pagamento e lhes asseguro que foram mais dos cinco milhes de dlares mencionados para acessar a deixar tudo selado. Os 
meios no conseguiram agarr-lo, e isso teve que custar, tambm.
-Faz vinte e quatro anos, -indicou Peabody-. Nenhum dos dois eram nomes importantes. Mas pelo que sabemos do Draco, teria gemido  imprensa a menos que conseguisse 
o seu.
-Ele poderia hav-lo vomitado em qualquer momento. Poderia ter seguido mantendo-o sobre a cabea do Stiles. Mau para a imagem criada. -Entretanto sacudiu a cabea-. 
No posso ver o Stiles muito preocupado se por acaso saa  luz agora.  uma celebridade estabelecida. Poderia d-lo volta em forma positiva. "Ah, minha juventude 
selvagem" ou alguma outra coisa.  o por que rompeu as Pelotas do Draco a chave.
Comprovou sua unidade de boneca, deduzindo ngulos. 
-McNab, segue a busca e a explorao. Se encontrar qualquer outra coisa interessante, transmite-me isso ou ao Feeney. Estarei na Central. Feeney? nos reserve um 
quarto de entrevista, o primeiro disponvel.
-Trar-o? -perguntou Feeney.
-Sim. vamos ver como o faz em meu cenrio. Peabody, ter que Despacho envie alguns uniformizados  direo do Kenneth Stiles. Quero que desfrute de um passeio em 
um branco e negro.
Saiu enquanto Peabody procurava seu comunicador.
-Oua, Peabody, s um minuto.
Ela vacilou, e jogou uma olhada sobre seu ombro. 
-Estou ocupada, McNab.
-Sim, sim. - Ele agarrou sua mo, e lhe deu um puxo.
-Corta-a. -Mas sua prpria mo o alcanou e lhe deu um rpido aperto-. Tenho verdadeiro trabalho policial que fazer.
-Vocs os uniformizados s desejam poder danar o baile policial como ns os do EDDs. Escuta, quer sair esta noite?
Apertar-se contra ele sempre conseguia fazer que seu quociente de luxria saltasse. 
-Suponho que poderia te visitar depois da mudana de volta.
Ele quase a deixou estar quando uma imagem dela fora do uniforme se formou redemoinhos em sua mente. Em todo caso, Roarke no havia dito que no podiam ter sexo 
depois da entrevista. 
-No, pensava que poderamos sair.
-Faz muito frio para ter sexo ao ar livre.
Ele abriu a boca, e a fechou outra vez quando a imagem em sua mente trocou a rodar nu com o Peabody nas sombras do Central Park. Se no conseguiam ser assaltados, 
esfaqueados, ou assassinados, seria incrvel.
- em sexo em tudo o que pensa? No que eu esteja contra isso, mas que tal se formos ao Clube Elo, e escutamos um pouco de msica. Recolherei s oito.
-me recolher? Voc me recolher?
-Isso te dar tempo para te trocar. -Era interessante, pensou, v-la olh-lo como se lhe tivesse brotado uma terceira orelha em meio da frente.
-Peabody! Move o culo!
-Melhor vete. -Sorriu quando a voz irritada do Eve retumbou escada acima-. Te verei mais tarde.
E porque se sentia afortunado, esmagou sua boca na sua, bebendo at que o beijo se rompeu com um som molhado, e ertico.
Peabody tropeou para trs e se cambaleou para a porta.

Capitulo 13
Eve agarrou um tigela de caf e se viu forada a conformar-se com uma barra de energia j que o ladro de caramelos a tinha golpeado outra vez.  primeira oportunidade 
que tivesse, poria-lhe uma emboscada ao trapaceiro bastardo. Mas no momento, tinha outras prioridades.
Agarrou o escorregador para a rea de entrevistas e recolheu ao Feeney pelo caminho.
-A este tipo gosta de atuar, -comeou Eve-. No quero lhe dar a oportunidade de interpretar-se em uma espcie de personagem. Alteremos seu equilbrio.
-Quero ser o poli mau esta vez.
-Feeney, ... -Se deteve, e cheirou o ar-. O que  esse aroma?
Feeney inclinou seu ombro. 
-No cheiro nada. Fao o poli mau. -Disse-o com tanta deciso, que fez ao Eve pr os olhos em branco, e logo encolher-se de ombros.
-Est bem, de acordo. Comearei sendo agradvel e razovel,  logo o apertaremos. Se ele  representado... -Cheirou outra vez, farejando o ar como um sabujo para 
os outros policiais e o pessoal da Central que passava-. Isto cheira, no sei, verde, -concluiu-. Como a uma salada.
-No sei de que falas. nos mantenhamos enfocados, bem? Um tipo que manda ao inferno a algum como este o fez, tem gnio. Vejamos se podemos provoc-lo.
-Seguro. -Quando se desceram do escorregador, inclinou-se, e cheirou ao Feeney-. Oua,  voc.
-te cale, Dallas.
Ela sorriu abertamente agora, j que a nuca que acabava de cheirar se tornou vermelha cereja. 
-Como  que cheira como a uma salada verde de luxo, Feeney?
-te acalme, j? Cristo. -Olhou  direita e  esquerda at que esteve seguro que no havia ningum o bastante perto para ouvi-lo. Logo baixou sua voz a um murmrio, 
no caso de-. Olhe, minha esposa me deu esta costure para nosso aniversrio.
-supe-se que pe o alinho de saladas sobre a alface e outros ingredientes, Feeney.
-Isto no  alinho para salada,  colnia.
-Cheira o bastante bem para te comer.
Sua boca soltou algo entre um grunhido e uma mofa. 
-Sim, isso  o que ela diz. Detenha, bem? no podia sair de casa esta manh sem me pr isso ou tivesse machucado seus sentimentos. Tem que te aproximar o bastante 
para not-lo, mas a maldita coisa dura horas. estive usando a escada e o escorregador todo o dia. No posso me arriscar com o elevador.
-Caramba, isso  realmente doce, Feeney. Talvez poderia lhe dizer que quer guard-lo para ocasies especiais.
-Pensa que cairia com isso? Dallas, voc no entende s mulheres.
-Nisso ganhou. -Dobraram a esquina e viram o Peabody fora de Entrevista Trs falando com outro uniformizado. Eve reconheceu ao jovem polcia alto, enviou-lhe uma 
cabeada quando ele girou, viu-a, e se ruborizou.
-Bem,  o Oficial Trueheart. Como vai isso?
-Vai bem, Tenente. O suspeito est dentro.
-O sujeito, -corrigiu Eve-. No o chamamos suspeito neste ponto.         -Ela o olhou processar a diferena no procedimento. Podia cheirar ao novato nele tanto como 
podia cheirar a colnia do Feeney-. Solicitou o sujeito a um procurador ou representante?
-No, senhor. Penso... -Se interrompeu, e ficou em posio firme-. Peo seu perdo, Tenente.
-Est-lhe permitido pensar, Trueheart. De fato, respiramos a pensar por aqui. -Ela recordou, com certa amargura, que seu primeiro instrutor no s tinha desalentado 
o pensamento, mas tambm a compaixo-. me D sua teoria.
-Sim, senhor. Bem, senhor, penso que ele est muito zangado para pedir representao neste momento. Zangado, Tenente, alm disso quer uns quantos  assaltos com voc. 
Em minha opinio. O sujeito se referiu a voc em trminos denigrantes... durante o transporte.
-E eu aqui planejando ser agradvel com ele. Esteja preparado, Trueheart. Pode ir a Observao se quiser. Necessitaremo-lhe para transportar o sujeito, de uma ou 
outra forma, depois da entrevista.
-Sim, senhor, obrigado, senhor. E eu gostaria de expressar minha avaliao por sua ajuda em minha transferncia a Central devido a seu esmerado relatrio.
-A transferncia foi fcil, Trueheart. Ficar aqui depender de voc. Estamos preparados? -perguntou ao Peabody e ao Feeney.
Ela abriu a porta, e entrou.
Stiles estava sentado em uma pequena mesa, com os braos cruzados, e sua cara amotinada. Lanou ao Eve um olhar custico. 
-E qual  o sentido deste ultraje, Tenente Dallas? Quero uma explicao quanto a por que fui retirado de minha casa por dois oficiais uniformizados e metido a empurres 
no assento traseiro de um carro patrulha.
-Peabody, faa uma nota para falar com ditos oficiais uniformizados. No empurrar.
-Est cotado, senhor.
-Registro aceso, -disse perambulando para a mesa-. Entrevista com o sujeito Kenneth Stiles, referente ao caso nmero HS46178-C. Dallas, Tenente Eve, como primria. 
Tambm em assistncia Feeney, Capito Ryan, e Peabody, Oficial Delia. Sr. Stiles, foi voc informado de seus direitos e obrigaes sobre este assunto?
-Um policial com penugem de pssego em seu queixo me recitou o padro. Quero saber...
-E entende voc estes direitos e obrigaes, Sr. Stiles?
Ele mostrou seus dentes. 
-No sou imbecil;  obvio que os entendo. Insisto... 
-Peo-lhe desculpas pela molstia. -Ela se tornou para trs, provou um sorriso. No havia nenhuma necessidade de repetir o Miranda revisado e lhe recordar que podia 
gritar por um advogado-. Compreendo que isto  desagradvel para voc, outra vez lhe peo desculpas pela molstia, e tratarei de acelerar esta entrevista.
Feeney saltou um brusco bufido pelo que Eve lhe lanou um olhar rpido, e preocupada que fez ao Stiles mover-se em seu assento.
-Sobre o que se trata isto? -Exigiu Stiles-. Tenho direito ou seja por que me arrastaram aqui como a um criminoso comum.
-lhe foram lido seus direitos, Stiles. -A voz do Feeney foi cortante e spera-. Agora somos ns os quais fazemos as perguntas.
-J respondi perguntas. No sei nada alm do que j lhe hei dito  Tenente Dallas.
-Adivinho que no sabe nada sobre aquele pobre vago que terminou pendurado do pescoo um par de ps do cho, tampouco.
-Feeney. -Eve levantou suas mos em so de paz-. te Acalme.
Feeney dobrou os braos sobre seu peito e tratou de parecer corpulento. 
-Ele segue mentindo, e eu o fao retificar.
-vamos tomar nos um minuto. Quer um pouco de gua?
Stiles piscou, aturdido. Tinha estado preparado para equilibrar-se sobre o Eve, e agora lhe lanava olhadas pormenorizadas e lhe oferecia gua. 
-Sim, sim.
-por que no lhe oferece um bocado enquanto est nisso?
Ignorando ao Feeney, Eve se levantou para encher um pequeno copo com gua fresca. 
-Sr. Stiles, nova informao saiu a luz quanto a sua relao com o Richard Draco.
-Que nova informao? Disse-lhe...
-Pinjente que ns fazemos as perguntas. -Feeney mdio se levantou de sua cadeira-. No nos disse nenhuma mierda. No nos disse que chutou a cara ao Draco, verdade? 
Um tipo manda a outro tipo ao hospital, talvez ele encontra por a a maneira de devolver-lhe e o enterrou.
-No sei de que fala. -A voz do Stiles era natural, constante, mas sua mo tremeu ligeiramente quando tomou o copo de gua.
-Sr. Stiles, vou advertir lhe que h uma pena muito extensa por mentir em entrevista. -Eve se inclinou para diante de modo que Stiles se concentrasse em sua cara-. 
Voc no quer essa classe de problema; o asseguro. Voc coopera comigo, e farei o que possa por arrumar isto. Se no ser direto comigo, no posso lhe ajudar. E vai 
ser difcil para voc ajudar-se.
-O tipo  um covarde, -disse Feeney enojado-. Elimina ao Draco, mas se esconde detrs de uma pobre mulher para faz-lo.
-Eu nunca... -o motim nos olhos do Stiles se tornou em uma sacudida horrorizada-. meu Deus, no pode acreditar que de verdade arrumei a morte do Richard. Isso  
absurdo.
-Ao menos ele estava acostumado a ter um pouco de guelra, -continuou Feeney, e de propsito golpeou seus ndulos causando trs desagradveis estalos-. Uso suas prprias 
mos para golpear a cara do Draco. Deve hav-lo realmente vexado, n!, Stiles. Vocs os atores so suscetveis no referente a suas caras bonitas.
Stiles se umedeceu os lbios. 
-No tive absolutamente nada que ver com a morte do Richard. Hei-lhe dito tudo o que sei sobre isso.
Eve ps uma mo sobre o ombro do Feeney para ret-lo, logo com um suspiro, levantou-se. 
-O arquivo, Oficial Peabody. Cpia impressa.
-Sim, senhor. -Mantendo sua cara em branco, Peabody ofereceu ao Eve uma pasta.
Eve se sentou com ela, abriu-a, e deu ao Stiles a oportunidade de ler tanto como podia faz-lo ao reverso. E observou como perdia a cor. 
-Tenho documentos aqui referentes a ambos os julgamentos, criminais e civis, que lhe envolvem, como demandado.
-Aqueles assuntos foram faz anos resolvidos. Anos. E selados. Asseguraram-me que foram selados.
-Isto  um assassinato, amigo. -A boca do Feeney se curvou zombadora-. O selo se removeu.
-lhe demos ao tipo uma possibilidade para ajustar-se, Feeney. Sr. Stiles, fomos autorizados a romper o selo devido ao curso desta investigao.
-No lhe deve explicaes.
-S faamo-lo simples, -murmurou Eve ao Feeney-. Voc foi acusado de agredir ao Richard Draco, lhe causando extensos danos corporais, trauma mental e emocional.
-Foi  faz vinte e quatro anos. Por amor de Deus.
-Sei. Entendo isso. Mas... voc me indicou em sua declarao anterior, em registro, que voc e o defunto no tinham nenhuma dificuldade patente. E tambm... -disse, 
deixando pender o silncio por um momento-. Em uma poca voc foi empurrado a agredi-lo-o bastante grave para dar lugar a sua hospitalizao, alm de sua deteno, 
e um julgamento civil de sete cifras.
O copo de papel se contraiu na mo do Stiles. Pequenas gotas de gua voaram. 
-Tudo foi resolvido.
-Olhe, Kenneth. -Ela usou seu nome agora, criando uma intimidade-. O fato , que tudo o que tenho descoberto do Draco  que era um lamentvel filho de cadela. Tenho 
que acreditar que voc teve um motivo para atac-lo. Um bom motivo. Que foi seriamente provocado. Voc no me parece um homem violento.
-No o sou. -O brilho de sofisticao se converteu em um brilho de suor. Brilhou em sua cara enquanto cabeceou para o Eve-. No, no o sou.  obvio que no.
Feeney soprou outra vez. 
-Aceitarei isso. Nem sequer teve o nervo para cravar ao Draco por si mesmo.
-No matei ao Richard! -A voz do Stiles se elevou, estalou quando olhou ao Feeney-. No tive nada que ver com isso. O que passou antes, Meu deus!, logo que era mais 
que um moo.
-Entendo isso, Sr. Stiles. Voc era jovem, provocaram-no. -A compaixo soou na voz do Eve. Ela se levantou, encheu outro copo de gua, e o substituiu-. me Diga como 
aconteceu. por que passou. Todo que quero fazer  esclarecer isto assim voc poder ir-se a casa.
Stiles fechou os olhos, inalou ar devagar, e o liberou. 
-Ambos estvamos comeado a criar nossa estampagem no teatro, em pequenos teatros regionais. No muito rastro,  obvio, mas comevamos. Ambos aspirvamos a Nova 
Iorque. Broadway desfrutava de um renascimento rico naquele tempo.
Sua voz se animou um pouco enquanto recordava sua juventude, aquele sentido de antecipao, e invulnerabilidade. A cor voltou para suas bochechas. 
-Era uma volta s luzes, o encanto, a brilhantismo depois da destruio das Guerras Urbanas. As pessoas andavam em busca de entretenimento, como escapamento e, suponho, 
de heris que no levassem armas. Fomos um crculo ntimo e possivelmente arrogante. Foi um tempo encantador, Tenente, um renascimento. Fomos tratados como a realeza. 
Fora do cenrio, vivamos estoque extraordinrias. Estoque excessivas. Sexo, ilegais, prdigas festas.
Ele recolheu sua gua outra vez, e bebeu profundamente. 
-Isso arruinou a alguns de ns. Eu diria que arruinou ao Richard. Ele se deleitou na fama, nos excessos. Nunca afetou seu trabalho, que era seu dom, mas fora do 
cenrio, permitiu-se cada vcio possvel. Havia uma crueldade nele, em particular para as mulheres. Esmagou a mais de uma em seu caminho. Gostava de gabar-se disso, 
fazer apostas sobre a qual mulher teria depois. Encontrava-o... desagradvel.
esclareceu-se garganta, e apartou o copo. 
-Havia uma mulher, uma moa, em realidade. Estvamo-nos vendo. No era srio, mas desfrutamos de nossa companhia. Ento Richard comeou a caa. Espreitou-a, apaixonou-a, 
e ao final, afundou-a. Quando ele a abandonou, destroou-a. Fui a seu apartamento. No sei que pressentimento me fez ir. Quando a encontrei, ela... ela estava a 
ponto de suicidarse. Ela j se cortou as bonecas. Levei-a a um centro mdico. Eu...
serenou-se, vacilou, e logo seguiu com bvia dificuldade. 
-Salvaram-na, mas algo dentro de mim se rompeu quando a vi jazendo ali, to plida, to usada. Embebedei-me, e logo fui detrs o Richard.
Stiles se passou as mos sobre sua cara. 
-Poderia hav-lo matado essa noite. Admito-o. Mas a gente dos apartamentos vizinhos me deteve. Depois, dava-me conta de quo intil tinha sido. Isso no trocou nada 
e me custou muito. Em vez de afetar ao Richard, poderia ter destrudo minha prpria carreira, minha prpria vida. Pus a sua merc, voc v. Ele acessou aos acordos 
e os selos para proteger sua prpria imagem. Tive motivos para agradecer que fora to egosta. Tomou trs anos pagar o julgamento, com um interesse desumano. Logo 
o deixei atrs.
-Parece-me que voc tinha muitas razes para odiar ao filho de puta,  -interps Feeney.
-Possivelmente. -Mais estvel agora que tinha contado a histria, Stiles afirmou com a cabea-. Mas o dio toma quantidades enormes de tempo e energia. Prefiro empregar 
o meus em canais mais positivos. Tenho tudo o que quero; desfruto de minha vida. Nunca o arriscaria outra vez me dando um gosto com o Richard Draco.
-No h tal risco quando pe a faca nas mos de uma mulher.
A cabea do Stiles se levantou rapidamente. Seus olhos ardiam. 
-No uso s mulheres. tive quase vinte e cinco anos para aprender uma lio, Tenente. Richard Draco deixou de me importar faz muito tempo.
-O que aconteceu a mulher?
-No sei. -Ele soltou um grande suspiro, cheio de pena-. Deixou de ser parte de minha vida. Acredito que o fato de que eu soubesse o que tinha acontecido fez difcil 
para ela estar perto de mim, manter nossa amizade.
-Parece-me que teria estado agradecida.
-Estava-o, Tenente. Mas como eu, tinha que deixar o incidente, tudo, detrs dela. Fui a Londres muito pouco depois do incidente, trabalhei ali, e logo em Califrnia, 
e no Canad. No nos mantivemos em contato, e nunca ouvi dela novamente.
Conveniente, pensou Eve. Talvez s um pouco muito conveniente. 
-Qual era seu nome?
- necessrio?
- uma triste historia a que voc nos conta, Sr. Stiles. Uma eficaz. Mas no h ningum aqui para sustent-la. Qual era seu nome?
-Anja Carvell. -Ele olhou para trs no passado, logo abaixo, para suas mos-. Seu nome era Anja. Hei-lhes dito a vocs tudo o que sei.
-Uma coisa mais. Onde estava ontem pela manh entre as dez e onze horas?
-Ontem? Essa  a hora em que fao meu exerccio dirio. Um passeio enrgico pelo parque.
-Pode algum verific-lo?
-Estava sozinho. -Sua voz era fria outra vez. O carter voltava, mas mais controlado-. Devo ser retido por mais tempo? Tenho um funeral ao que assistir.
-Aconselho-lhe no deixar a cidade. -Eve estudou sua cara. Havia algo a, mas no o podia agarrar-. Qualquer intento de faz-lo causar uma autorizao imediata 
para sua deteno.
Ela se levantou, assinalou para Observao e Trueheart.
-Um oficial o levar de retorno a seu apartamento. Ah, Sr. Stiles, uma ltima coisa. Teve alguma vez voc a ocasio de conversar com o Linus Quim?
-Quim? -Stiles se levantou, e escovou com seus dedos a lapela-. No. A gente no conversava com o Quim. Ele sentia desdm pela gente de minha profisso. Um homem 
um pouco estranho. No me surpreenderia se descobrisse que ele tinha trocado as facas. Realmente no podia agentar aos atores.
* * * * *
-Peabody, comea a seguir a pista a Anja Carvell.
-Eu no gosto do modo em que o apresenta, -comentou Feeney-. Muito obtido.
-Sim, eu esperava que as luzes subissem e comeasse a msica. De todos os modos, poderia ter acontecido mais ou menos como ele disse.
-Inclusive se o fizesse, no troca nada. Passou um tempo difcil pelo Draco, um comprido, e calando-se. Ele me parece como o tipo que o ruminaria durante ao menos 
duas dcadas.
-Eu gosto como planejador a longo prazo, -esteve de acordo Eve-. Algum quem conserva os menosprezos e as molstias colocadas dentro de pequenas caixas. E como algum 
que no quereria suj-las mos, no uma segunda vez.
Mas algo no quadrava. Detalhe excludos, ou detalhe acrescentados. 
-Veremos que remove a conexo Carvell, -decidiu ela-. Deixou brechas, escolheu o que quis nos dizer, como queria descrev-lo. Improvisou,            -refletiu-. 
No  assim como o chamam? E fez um bom trabalho.
-Acredito que estava apaixonado pela Anja. -Peabody tinha fora sua unidade de palma, mas ainda no tinha comeado a busca-. Faz uma diferena se foi ele.
Eve se guardou seus prprios pensamentos, e girou para seu ajudante. 
-De onde tirou isso?
-Foi o modo em que falou dela antes de que comeasse a repass-lo atentamente, antes de que comeasse a escolher. Tinha um olhar em seus olhos. Nostlgica.
Eve enganchou seus polegares em seus bolsos dianteiros. 
-Tinha um olhar nostlgico?
-Sim, s por um minuto, de verdade pensava nela, no modo que era, ou no modo em que ele teria querido que fora. Penso que era o amor de sua vida. Quando tem um desses, 
enche-te de verdade.
-Define enche.
-Faz-te pensar neles ainda quando faz coisas rotineiras. Faz-te querer proteg-los, faz-los felizes e mant-los seguros. Voc sabe, -disse Peabody um pouco frustrada-.Voc 
tem um.
-Um qu?
-Amor de sua vida, Santo Deus, Dallas! Mas olhe, voc amor concluiu de forma correta. Este no foi da mesma forma, porque ela o abandonou pelo Draco. Se te voltasse 
louca e deixasse ao Roarke por algum, o que voc crie que ele faria?
-Antes ou depois de que esse algum no fora mais que uma mancha na sola do sapato do Roarke?
-V? -agradada, Peabody sorriu abertamente-. Se tiver um amor de sua vida, sabe. -Fez uma pausa, e cheirou-. Algo cheira realmente bem.
-S continua, -pediu Feeney rapidamente-. Se a teoria for que Stiles estava apegado a essa mulher Carvell, como troca isso o quadro?
-Porque nunca consegue te sobrepor ao amor de sua vida. Essa  universalmente a opinio, certo? S tem um. Por isso a presuno sobre ele perdendo o contato com 
ela foi um engano.
-Eu gosto disso. Se encontrarmos que Stiles teve algum contato com a mulher, temos um motivo que transpassa um quarto de sculo. O mtodo lhe vem bem em ambos os 
assassinatos. Teve a oportunidade.
- tudo circunstancial, -recordou-lhe Feeney.
-Sim, mas temos o bastante, poderamos com astcia conseguir lhe tirar uma confisso. Encontra  mulher, Peabody. Se encontrar dificuldades, te conecte com o McNab. 
Feeney, como se sente sobre ir a um ostentoso funeral?
-Minha esposa adora que me acotovelei com os famosos.
-Peabody, estaremos fora.
-Sim, senhor. -Ela os viu partir, e teve um anseia repentina por uma salada grande, e volumosa.
* * * * *
A esposa do Feeney ia estar delirante. Os atores de cada meio se apresentaram. O servio se celebrou no Rdio City. Embora Draco nunca tinha trabalhado ali, seu 
encanto Art Digo tinha justo o ambiente correto. dizia-se que o agente do Draco tinha alugado a primeira companhia da Associao do Enfermo para arrumar o assunto.
E como era, tecnicamente, a ltima atuao do Draco, ele tinha extrado 15 por cento do grosso.
As enormes telas flutuavam com o Draco em dzias de imagens. Havia uma holo-interpretao funcionando com uma seo cnica lateral, com o Draco completamente polido, 
defendendo ao pas e ao sexo feminino com espada e um fabuloso jogo de ps.
Por duzentos e cinqenta dlares cada um, mil afortunados admiradores poderiam assistir. O resto eram convidados distinguidos.
Havia mares de flores, ilhas de pessoas em sofisticado negro, mars de olheiros que, a pesar da facada fixada, estavam ocupados imortalizando o acontecimento em 
disco.
No cenrio principal, em cima de um pedestal branco, estava Draco mesmo, descansando em um atade de cristal azul claro.
-Tremendo espetculo.
Eve s sacudiu a cabea. 
-Vendem lembranas. Viu? Pequenos bonecos Draco, camisetas.
-No h nada como a livre empresa, -disse-lhe Roarke. Ela se deu a volta, e o observou de cima abaixo.
-por que est aqui?
-Tenente, esqueceu-o? O defunto encontrou seu final enquanto protagonizava uma obra em meu teatro. Como poderia me manter afastado? Alm disso... -Ele acariciou 
o bolso de seu elegante traje-. Consegui um convite.
-Pensei que tinha reunies todo o dia.
-A vantagem de estar a cargo...  que estou a cargo. Tomei uma hora. -Com sua mo apaciblemente em seu ombro, explorou a multido, as luzes, e as telas-. Espantoso, 
verdade?
-E at mais. Feeney, nos separemos, e vejamos o que descobrimos. Encontrarei-te na entrada principal, em uma hora.
-Conseguiu-o. -Ele divisou vrias caras das que conhecia em tela e uma mesa de banquete. No havia nenhuma razo pela que no pudesse ver o que via com sua boca 
enche.
-Roarke, se eu te tivesse abandonado faz vinte e cinco anos, ainda estaria pendurado por isso?
Ele sorriu, e lhe acariciou o cabelo. 
-Difcil de dizer, mas teria passado esse tempo te acossando e fazendo de sua vida um inferno.
-No, srio.
-Quem disse que no foi? -Tomou seu brao, e a conduziu pela multido.
-Simulemos que  algum menos molesto.
-OH. Bem. Se me tivesse quebrado o corao, tentaria recolher os pedaos quebrados e reconstruir minha vida. Mas nunca se esqueceria. O que conseguiste?
-Peabody tem uma teoria sobre o amor, o amor de sua vida. Jogo com isso.
-lhe posso dizer isso voc  o meu.
-Nada de beijos, -protestou, vendo a inteno em seus olhos-. Estou de servio aqui. A est Michael Proctor. Sonriendo. Revisei seu financeiro, e ele pagou mais 
de dez mil dlares por aquele trabalho dental, enquanto que vive em uma pocilga. Est conversando com aquela mulher distinguida dali. No se v to agitado ou fala 
torpemente agora.
-Fala com a Marcina, uma das principais produtoras de tela no negcio. Pode ser que seu moo tem a esperana de uma mudana de carreira.
-Faz menos de uma semana o cenrio era sua vida. Interessante. Vejamos como se mantm firme.
Ela se abriu caminho, e notou o momento mesmo em que Proctor a viu. Seus olhos se dilataram, sua cabea se inclinou, e seus ombros se encurvaram. Empresto-chango, 
pensou Eve, de um ator garboso a torpe em um abrir e fechar de olhos. A magia do teatro.
-Proctor.
-V, v, Tenente Dallas. No pensei que assistiria.
-Ando circulando. -Deliberadamente, explorou o teatro-. Presumo que Quim no pode esperar esta classe de despedida.
-Quim? Ah. -Ele teve a graa, ou a habilidade de ruborizar-se-. No, no, suponho que no. Richard era... ele era conhecido e respeitado por tantas pessoas.
-Muitos deles seguro o brindam. -Ela se inclinou, e estudou as sedutoras borbulhas no copo que ele sujeitava-. Com champanha de primeira.
-Ele no teria esperado menos. -Isso proveio da mulher que Roarke tinha identificado como Marcina-. Este acontecimento lhe ajusta perfeitamente. -Ela trocou seu 
olhar fixo sobre o ombro do Eve, logo resplandeceu-. Roarke! Perguntava-me se te veria aqui.
-Marcina. -Ele avanou, e beijou ligeiramente sua bochecha-. Tem bom aspecto.
-Estou muito bem. Dallas, -disse ela depois de um momento, e fixou ao Eve com seu olhar agudo-.  obvio. Esta deve ser sua esposa. ouvi muito a respeito de voc, 
Tenente.
-Se voc me perdoar, -disse Proctor.
-No se v por minha causa, -disse Eve ao Proctor, mas ele j se afastava pouco a pouco.
-Vejo um amigo. -Ele se mergulhou na multido como um homem que salta pela amurada.
-Assumo que est de servio? -Marcina examinou rapidamente a cala e a jaqueta de servio do Eve-. Voc investiga a morte do Richard.
-Assim . oporia-se a me dizer do que falavam voc e Proctor?
- suspeito? -Com os lbios franzidos, Marcina revisou por onde Proctor tinha desaparecido-. Fascinante. Realmente, era um bate-papo de negcios. Michael tem a aparncia 
correta para um projeto em tela que estou fazendo. Falvamos da possibilidade de que fora a New Los Angeles por uns quantos dias.
-E o far?
-Possivelmente. Mas est comprometido neste momento com sua pea de teatro. Certamente est desejando tomar o lugar do Richard em cena. No, que ele o expusera to 
indiscretamente. Minha gente se comunicar com sua gente, por diz-lo assim, em uma semana ou dois para ver se podemos encontrar uma soluo. Ele esperava que o 
teatro se voltasse a abrir muito em breve.
* * * * *
Ao momento de sair, Eve tomou uma baforada profunda de ar denso com a viciado fumaa dos assadores guias de ruas, gritando com o rudo de rua e o trnsito areo. 
Preferiu-o sobre o ar docemente perfumado de dentro.
-Proctor no deixa ao Draco esfriar-se antes de meter-se em seus sapatos.
-V uma oportunidade, -comentou Roarke.
-Sim. Igual ao assassino.
-Anotou-te um tanto. -Passou a ponta do dedo sobre a covinha em seu queixo-. Possivelmente chegue algo tarde esta noite. Deveria estar em casa pelas oito.
-Bem.
-Tenho algo para ti.
-OH, vamos. -Quando ele pinou em seu bolso, ela colocou suas mos nos seu-. Este no  o momento ou o lugar para presentes.
-J vejo. Ento suponho que terei que me deixar isso para mim.
Em vez do estojo de jias que ela tinha esperado, tirou uma enorme barra de chocolate. Sua mo saiu voando de seu bolso, e o arrebatou.
-Por outra parte, -murmurou Roarke.
-Comprou-me uma barra de caramelo.
-Conheo o caminho a seu corao, Tenente.
Lhe arrancou o envoltrio, e tirou uma parte. 
-Suspeito que o faz. Obrigado.
-Isto no  o jantar, -disse olhando-a severamente-. Mas se pode posterg-la, desfrutaremos una os dois quando chegar a casa.
-Seguro. Trouxe transporte?
-Andarei.  um bonito dia. -Agarrou sua cara, e a beijou antes de que ela pudesse lhe dizer que no.
Mastigando sua guloseima, olhou-o afastar-se. E pensou que entendia exatamente o que Peabody quis dizer com o do amor de sua vida.

Capitulo 14
Olhe estudou o registro da entrevista com o Kenneth Stiles. Bebeu seu ch enquanto Eve se passeava. Em outros cinco minutos, teria estado caminho a casa. Eve a tinha 
apanhado quando tinha estado fechando.
Agora chegaria tarde. Aquele pensamento se deslizou de sua mente quando se concentrou na entrevista. Seu marido entenderia, em particular se fizesse um desvio rpido 
pelo caminho e recolhesse um carto de seu sorvete favorito.
Tinha aprendido fazia muito os truques e equilbrios de mesclar uma carreira exigente e um matrimnio bem-sucedido.
-Voc e Feeney so uma excelente equipe de entrevista, -comentou-. Se lem bem o um ao outro.
-estivemos fazendo-o por um tempo. -Eve quis apressar a Olhe, mas o pensou melhor-. Acredito que esteve praticando esse olhar arruda no espelho.
Isto obteve um sorriso. 
-Imagino que sim. Considerando sua cara agradvel,  surpreendentemente eficaz. Estou no correto em assumir que no crie que Stiles disse toda a verdade?
-Equivoca-te alguma vez?
-de vez em quando. Procura a Anja Carvell?
-Peabody a est rastreando.
-Ele teve, e tem, sentimentos fortes por ela. Diria que ela foi um momento crucial para ele. Se tivesse sido um livro de contos, a mulher teria ido a ele depois 
de que a defendeu. Felizes para sempre. Mas...
-Ela no quis.
-Ou no o amou o suficiente, sentiu-se indigna, humilhada, ou marcada.  -Olhe levantou uma mo-. H inumerveis motivos pelos o que ela e Stiles no se emparelharam. 
Sem observ-la, no poderia diz-lo. Em todo caso,  o estado emocional e mental do Stiles o que te interessa.
-A idia do Peabody  que essa mulher foi o amor de sua vida, e devido a isso, nunca perdeu completamente o contato com ela.
-Penso que Peabody tem bons instintos. Ele a protegeu, defendeu-a. Um homem com seu sentido teatral ou do drama tenderia a ficar no papel de heri, e ela sua rapariga 
em apuros. Ele muito bem pode estar fazendo-o ainda.
-Ela  chave, -murmurou Eve-. Talvez no a chave, mas uma chave.  -Com as mos em seus bolsos, vagou para a janela de Olhe. sentia-se bloqueada hoje e no podia 
dizer por que-. No chego a compreend-lo, -disse por fim-. A mulher o ignora, sonha com outro tipo, apaixona-se por ele to completamente que quando a abandona, 
trfico de suicidarse. E ainda Stiles est enganchado com ela. Golpeia tremendamente ao Draco, faz-se prender, fica sem recursos em um julgamento civil. E quando 
fala dela vinte e cinco anos mais tarde, abranda-se. por que no est amargurado? por que no est zangado? O que me cega aqui?
-No posso diz-lo com absoluta certeza. Ele  um ator talentoso. Mas minha avaliao neste ponto no , no que respeita a seus sentimentos pela mulher, no  o 
que te freia. Eve, o corao humano  um mistrio que nunca solucionaremos totalmente. Est-te pondo no lugar desse homem.  uma das habilidades que tem, o que te 
faz to boa no que faz. Mas no pode entrar completamente em seu corao. Voc olharia a essa mulher e veria debilidade.
Olhe bebeu mais ch enquanto Eve se girava. 
-Ela era dbil. Dbil e insensvel.
-E bastante jovem, imagino, mas isso no vem ao caso. Voc olha o amor de forma diferentemente porque  forte e por causa de quando e em quem o encontrou. O amor 
de sua vida, Eve, nunca te enganaria ou machucaria ou, o que  mais importante, jamais te falharia. Ele aceita quem , absolutamente. Tanto como o ama, no acredito 
que entenda completamente quo estranho e quo precioso . Stiles amou, e possivelmente ainda ama uma fantasia. Voc tem a realidade.
-A gente mata por ambos.
-Sim. -Olhe expulsou o disco, e o ofereceu ao Eve-.  O fazem.
* * * * *
Toda a conversao sobre o amor e a vida se meteram sob a pele do Eve e a fez sentir-se incmodamente culpado. Voltou a recordar o que outros haviam dito e se deu 
conta de que todos os que tinham falado tinham mencionado sua relao com o Roarke como um exemplo do que ele faria ou no faria por ela. 
No era, decidiu, um quadro muito bonito de sua participao em todo o assunto do matrimnio e o amor.
Ela nunca realmente fez nada, pensou. Ainda passava um mau momento encontrando as palavras corretas, o gesto correto, o momento correto. Roarke parecia as pescar 
do ar to facilmente, to naturalmente, como amassava sua fortuna.
Assim  que faria um esforo. Apartaria o caso a um rinco, de acordo, a um lado, admitiu, e faria algo, Jesus, romntico.
Em seu estado de nimo atual, quis evitar ao Summerset a toda costa, por isso certamente colocou seu carro na garagem. Logo, como um ladro, entrou sigilosamente 
na casa por uma das portas laterais.
Estava a ponto de planejar seu primeiro jantar ntimo.
Que to difcil poderia ser? perguntou-se enquanto se metia na ducha. Tinha conduzida equipes tticas em situaes de refm, rastreado psicopatas, e burlado desenquadrados.
Era o bastante lista para colocar um jantar de sonho sobre uma mesa de sonho. Talvez.
Fechou a ducha e entrou no tubo secante. No no dormitrio, decidiu, porque era, pois bvio, e pensou, mais apropiadamente, que o romance deveria ser sutil.
Usaria um dos quartos de descanso.
Enquanto o ar quente girava ao redor dela, comeou a planejar.
Trinta minutos mais tarde, sentia-se satisfeita e rendida. Havia tantos malditos quartos na casa, que no acreditava que ainda tivesse estado em todos eles. E todos 
os malditos quartos tinham coisas, quantidades enormes de coisas. Como se supunha que encontraria o que necessitava?
Velas, agarrou isso, mas quando dirigiu uma explorao do inventrio, descobriu uma autntica profuso de velas em vrias reas. De todos os modos, a satisfao 
provinha de andar s escondidas pela casa, evadindo ao sempre atento Summerset.
decidiu-se pelo branco, porque a cor significava que o mais provvel  que teria que emparelh-lo com mais tinja, e isso era simplesmente mais do que podia dirigir. 
Passou outros vinte minutos tratando com o menu, logo teve que confrontar o espantoso tortura de selecionar pratos, baixela, e cristalera.
Tinha sido uma surpresa dirigir um inventrio de um pouco to bsico como simples  pratos e encontrar que seu marido tinha mais de cinqenta tipos de vrios materiais 
e modelos.
Que tipo de manaco necessitava mais de cinco mil pratos?
Seu manaco, recordou-se, logo quase se afogou quando dirigiu a  cristalera.
-Bem, isso se consegue por bancar esperto. -Estava a ponto de escolher a provas porque seu tempo se estava acabando.
-Poderia perguntar o que est fazendo exatamente?
Uma mulher inferior teria uivado. Eve as engenhou, com muita dificuldade, para conter-se. 
-Perca-se. Estou ocupada.
Summerset simplesmente cruzou a pernadas, com o gato em seus tales. 
-Isso vejo. Se deseja saber o contedo da casa, sugiro que  o discuta com o Roarke.
-No posso porque o matei, dispus que seu corpo, e agora vou ter o leilo maior, dentro e fora do planeta, na histria da civilizao.
Ela cravou um dedo contra um pouco chamado Waterford, modelo Dubln, s porque o reconheceu como a cidade onde Roarke tinha nascido. Logo elevou a vista com um cenho 
para o Summerset que rondava. 
-Parta.
Mas sua ateno tinha trocado dela  mesa sob a cpula de cristal do balco de observao. Ela tinha usado linho irlands, notou. Uma opo excelente, o que era 
provavelmente uma sorte s cegas. Castiais georgianos, e velas brancas. Havia dzias de velas, todas brancas, dispersa ao redor do quarto de recreio, ainda no 
acesas.
Galahad o gato se pavoneou e saltou nas almofadas de cetim no sof.
-Jesucristo, so s garfos e facas!
A combinao de horror e frustrao em seu tom fez que os lbios do Summerset se curvassem. 
-Que modelo de loua selecionou?
-No sei. Largar-se daqui? Esta  uma festa privada.
Ele apartou sua mo  parte antes de que ela pudesse escolher, procurou outras opes, e ordenou a baixela apropriada. 
-Voc teve o descuido de no ordenar guardanapos.
-J chegava a isso.
Ele girou e a olhou com lstima. Ela tinha posto um traje de algodo, e ainda no tinha maquiado sua cara. Seu cabelo estava em ponta pelo constante golpetazo de 
seus dedos.
Mas lhe deu pontos pelo intento. De fato, estava agradavelmente surpreso por seu gosto. Embora algumas de suas eleies fossem pouco convencionais em suas combinaes, 
conseguiam mesclar-se em um ambiente mas bem encantador.
-Quando a gente planeja um jantar especial, -disse ele, tomando cuidado de olh-la por debaixo da linha larga de seu nariz-. Um requer os acompanhamentos apropriados.
-O que acredita que estou fazendo aqui? Jogando Space Attack? Agora, se simplesmente repta sob a porta outra vez, poderia terminar.
-As flores so necessrias.
-Flores? -Seu estmago caiu a seus ps-. J sabia. -No ia perguntar. cortaria-se a lngua com seus dentes antes de perguntar.
Por uns compridos dez segundos simplesmente se contemplaram o um ao outro. Ele teve piedade dela, embora se dissesse que s mantinha sua autoridade como mordomo. 

-Eu sugeriria rosas, Royal Silver.
-Adivinho que temos dessas.
-Sim, pode acessar a elas. Tambm requerer msica.
Sua Palmas comearam a suar. Molesta, as esfregou no traje. 
-Eu ia programar algo. -Ou o que fosse.
-Assumo que tem a inteno de vestir-se para a noite.
-Mierda. -Ela soltou um ofego, cravou duramente os olhos no gato que lhe devolveu igual olhar. Suspeitou que sorria.
- parte de meus deveres de organizar assuntos como este. Se voc for ficar algo... mais, arrumarei o resto.
Ela abriu a boca para assentir. J os ns em seu estmago se afrouxaram. Logo sacudiu a cabea e os sentiu apertar-se fortemente outra vez. 
-No, tenho que faz-lo eu mesma. Esse  o ponto. -massageou-se a frente. Estava-lhe dando uma dor de cabea. Perfeito.
Sua cara permaneceu severo, fria, mas por dentro, ele se suavizou como uma gelia. 
-Ento deveria apressar-se. Roarke estar em casa dentro de uma hora.
Ela o faria, concluiu Summerset quando a deixou sozinha, e necessitaria cada minuto dela.
* * * * *
Sua mente estava nos negcios quando chegou a casa. Sua ltima reunio do dia tinha comprometido um conglomerado txtil que procurava uma compra total. Tinha que 
decidir se fazia uma promessa de compra.
A companhia, e a maior parte de suas filiais, tinham sido administradas de forma negligente. Roarke no simpatizava com as prticas empresariais mal feitas. Como 
resultado, sua oferta inicial tinha sido insultantemente baixa.
O fato de que seu negociador no se havia sentido quase to insultado como deveria hav-lo estado, lhe tinham disparado os alarmes. Teria que fazer mais investigaes 
antes de dar o seguinte passo.
O problema estaria em um de seus dois stios fora do planeta, calculou. Possivelmente seria conveniente uma viagem para estud-los de primeira mo.
Houve um tempo em que simplesmente teria arrumado sua  agenda e o teria feito assim. Mas no ltimo ano lhe tinha feito cada vez mais menos atrativo partir de casa, 
inclusive por um curto prazo.
Ele, pensou com certa diverso por si mesmo, estava jogando razes.
Passou pelo escritrio do Eve caminho  sua, e ficou um pouco surpreso ao no encontr-la ali, enterrada profundamente em seu caso atual. A curiosidade o fez apartar 
seu prprio trabalho e dirigir-se ao explorador da casa.
-Onde est Eve?
Eve est neste momento no Quarto de Recreio Quatro, terceiro nvel, asa sul.
-Que demnios est fazendo ali?
Queria ajustar o monitor?
-No, irei ver por mim mesmo.
Nunca soube que ela perambulasse por essa rea da casa. O fato era, que sabia que nunca se relaxava a menos que ele se queixasse, seduzira-a, ou a enganasse para 
faz-lo.
Lhe ocorreu que poderia ser agradvel jantar ali, relaxar-se juntos com uma garrafa de vinho, e sacudir seus respectivos dias de suas mentes.
Teria que comentar-lhe 
Pensando nisso, entrou no quarto. Se ela tivesse estado olhando em sua direo, teria agarrado um dos estranhos momentos em que seu marido ficou completamente atnito.
O quarto estava iluminado com dzias de velas brancas, e a fragrncia delas se misturava com o delicado perfume de dzias de rosas Silver. A cristalera cintilava, 
a prata brilhava, e a magia das cordas de um harpa gemia no ar.
Em meio disso, Eve estava de p com um excitante vestido vermelho que deixava seus braos e ombros nus e roava seu corpo comprido, e magro como as mos famintas 
de um vido amante.
Sua cara estava ruborizada, seus olhos brilhantes pela concentrao, enquanto girava o arame de uma garrafa de champanha.
-Perdo. -Viu seu encantador puxo de ombros, seu nico signo de surpresa-. Ando procurando a minha esposa.
Seu estmago tremeu um pouco, mas ela girou, e sorriu. Ele tinha um rosto para a luz das velas, pensou. Para as lentas paixes que ardiam a fogo lento. Ao olh-lo 
nunca deixava de iniciar-se um em seu sangue. 
-Ol.
-Ol. -Jogando uma olhada ao redor do quarto, avanou para ela-. O que  tudo isto?
-O jantar.
-O jantar, -repetiu, e seus olhos se entrecerraron-. O que tem feito? No est machucada?
-No. Estou bem. -Ainda sonriendo, fez saltar a cortia, aliviada de que o champanha no sasse salpicando.
Ele franziu o cenho quando ela verteu o champanha em taas aflautadas. 
-Bem, o que quer?
-O que quer dizer?
-Quero dizer que reconheo um plano quando vejo um. O que quer?
Seu sorriso vacilou. Tomou muito esforo deix-la converter-se em um grunhido. Atenindose aos passos que cuidadosamente tinha esboado, deu-lhe sua bebida, golpeando 
brandamente sua taa com a sua. 
-O que, no posso montar um jantar agradvel sem segundas intenes?
Ele o pensou. 
-No.
Ela ps a garrafa na mesa com um golpe triste. 
-Olhe, isto  um jantar, bem? No quer comer, perfeito.
-No disse que no queria comer. -Ela tinha posto perfume, notou. E tintura de lbio. preocupou-se por seus olhos. Estendeu a mo para brincar com o pendente de 
diamante em forma de lgrima que lhe tinha agradvel-. O que est tramando, Eve?
Isso a rasgou. 
-Nada. Esquece-o. No sei o que me aconteceu. Obviamente perdi a razo por um minuto. No, por duas esgotadas, e estpidas horas. Isso  o que tomou reunir este 
fiasco. vou trabalhar.
Ele agarrou seu brao antes de que pudesse passar por diante dele e no se surpreendeu nem um pouco ao ver o fulminante cintilao de violncia em seus olhos. Mas 
se surpreendeu ao ver dor.
-Acredito que no.
-Se quer conservar essa mo, amigo, mover-a.
-V, ali est ela. Por um momento, pensei que tinha sido substituda por um droide. Comecei mau.
-Arrumado que pensa que isto  engraado.
-Penso que machuquei seus sentimentos, e o sinto. -Ele posou seus lbios sobre sua frente enquanto repassava desesperadamente sua agenda mentalmente-. esqueci alguma 
ocasio?
-No. No -Ela retrocedeu-. No, -disse outra vez, e se sentiu ridcula-. S quis fazer algo por ti. Para te dar algo. E pode deixar de me olhar como se me tivessem 
frito alguns circuitos. Pensa que  o nico que pode fazer esta classe de coisas? Bem, tem razo. -o. Quase me atordoei com minha prpria arma meia dzia de vezes 
esta noite s para me tirar de minha misria. OH Mierda.
Ela recolheu sua taa outra vez, e caminhou para a ampla, e curva janela.
Roarke se estremeceu e comeou a delicada tarefa de eliminar o desastre causado por sua imprudncia. 
- encantador, Eve. E voc tambm.
-OH, no comece comigo.
-Eve...
-S porque no fao esta classe de coisas, porque no tomo o tempo... diabos, porque no penso a respeito disso, no significa que no te amo. Fao-o. -Girou, e 
ele no haveria descrito o olhar em sua cara como particularmente carinhosa. Ela tinha voltado para a fria-. Voc  o que sempre faz as coisas, diz as palavras. 
D... -Vacilou um momento-. S d. Quis te devolver algo.
Era formosa. Ferida e zangada, apaixonada e zangada, era a criatura mais formosa que ele tinha visto em sua vida. 
-Voc me rouba o flego, -murmurou ele.
-Tenho tudo isto do amor de sua vida em minha cabea. Assassinato, traio, e raiva.
-Perdo?
-No importa. -Ela se deteve, e respirou profundamente-. O ltimo par de dias me ho dito costure que se mantm cravadas em minha mente. Saltaria diante de um maxibus 
por mim?
-Absolutamente. Eles no vo muito rpido.
Ela riu, aliviando-o grandemente. 
-Isso  o que pinjente. OH diabos, danifiquei-o. Sabia que o faria.
-No, eu me encarreguei disso. -moveu-se para ela, e tomou sua mo-. Me ama o bastante para me dar outra oportunidade?
-Talvez.
-Querida Eve. -Ele se levou sua mo a seus lbios-. O que tem feito aqui significa muito para mim. Voc, significa tudo para mim.
-Olhe como o faz. Destro como uma estaca.
Ele arrastou seus dedos sobre a curva de seu ombro. 
-Eu gosto do vestido.
Era algo bom, pensou, que ele no a tivesse visto paralisada de pnico quando tinha aberto seu armrio. 
-Pensei que isto funcionaria.
-Faz-o. Muito bem. -Ele recolheu sua taa, e depois a sua-. vamos tent-lo outra vez. Obrigado.
-Sim, pois eu diria que no foi nada, mas seria uma mentira grande, enorme. S me diga uma coisa. por que tem um milho de pratos?
-Estou seguro que isso  um exagero.
-No por muito.
-Bem, a gente alguma vez sabe quem poderia dever jantar, verdade?
-Incluindo a populao inteira da Nova Zelndia. -Ela bebeu o champanha-. Agora, estou atrasada.
-Temos um horrio?
-Sim. J sabe, bebidas, comida, conversao. Blah, blah. Isto termina comigo te embebedando e te seduzindo.
-Eu gosto do objetivo final. J que quase danifiquei as coisas, o menos que posso fazer agora  cooperar. -Comeou a recolher a garrafa, mas ela ps uma mo em seu 
brao.
-Dana comigo. -Ela deslizou suas mos seu peito, e as uniu detrs de seu pescoo-. Perto. E devagar.
Seus braos a rodearam. Seu corpo se balanou com o seu. E seu sangue saltou com amor, com luxria, quando sua boca  acariciou brandamente a sua.
-Amo seu sabor. -Sua voz era rouca agora, suave-. Sempre me faz querer mais.
-Tem mais.
Mas quando ele tentou aprofundar o beijo, ela girou sua cabea, e deslizou aqueles lbios apaixonados ao longo de sua mandbula. 
-Devagar, -disse ela outra vez-.  a forma em vou fazer o amor contigo. -Ela mordiscou seu caminho para sua orelha-. De modo que seja quase uma tortura.
Ela enterrou seus dedos em seu cabelo, to magnificamente negro, apertou-os, e apartou sua cabea at que seus olhos se encontraram. Estavam profundos e azuis e 
j quentes.
-Quero que diga meu nome quando tomar. -Ela carregou sua boca com a sua outra vez, retirou-se, sentiu que seu corpo se apertava como um arco contra o seu-. Diga-o 
de modo que eu saiba que nada existe para ti, salvo eu nesse momento. Nada existe para mim, salvo voc. Voc  tudo o que h.
Sua boca tomou a sua agora, um acoplamento frentico de lbios, dente, e lnguas. Ela o sentiu soltar um gemido, profundo, logo fundir-se com o dela. permitiu-se 
tremer, sofrer, logo se tornou para trs, e soltou um suspiro antes de retirar-se.
-Eve.
Ela ouviu a tenso em sua voz, desfrutou-o enquanto recolhia suas taas outra vez. 
-Sedento?
-No. -Ele comeou a aproximar-se dela, mas ela se afastou, e lhe tendeu sua taa-. Eu o estou. Bebe. Quero ir por sua cabea.
-Faz-o. me deixe te ter.
-Farei-o. depois de que te tenha tido. -Recolheu um pequeno remoto, e pressionou uma srie de botes. Na parede lateral, os painis se abriram. A cama que tinha 
sido colocada detrs deles estava lotada com almofadas-.  a onde te quero. Finalmente.
Ela tomou um comprido sorvo de champanha, olhando-o sobre o bordo. 
-No bebe.
-Est-me matando.
Encantado, ela riu, e o som foi como uma exalao. 
-vai piorar.
Agora ele realmente bebeu, logo apartou sua taa. 
-Gabado seja Deus.
Avanou de novo para ele, e escorregou sua jaqueta de seus ombros. 
-Amo seu corpo, -murmurou ela, abrindo devagar os botes de sua camisa-. vou passar muito tempo desfrutando-o esta noite.
Era uma sensao poderosa, pensou, fazer tremer a um homem forte. Sentiu o salto de seus msculos quando passou a ponta do dedo sob seu peito para o broche de sua 
cala.
Em vez de solt-lo, ela sorriu. 
-Deveria te sentar.
Havia um tremor em seu sangue, primitivo, bordeando para o violento. Tomou muito esforo no ceder a ele, arrast-lo ao cho e responder a essa urgente pulsao.
-No, no aqui, -disse ela, e levantando sua mo, beliscou levemente seus ndulos-. No acredito que seja possa conseguir cruzar o quarto quando terminar contigo.
No era pelo licor flutuando em sua cabea. Ela o guiou atravs do quarto, em uma espcie de baile indolente, girando com ela  cabea. Quando o deixou para sentar-se 
a um lado da cama, ajoelhou-se a seus ps, e deslizou suas mos devagar, intimamente sobre suas pernas. E lhe tirou os sapatos.
Ela se levantou. 
-Irei s a procurar a bebida.
-No estou interessado na bebida.
Ela se afastou, e jogou uma olhada sobre seu ombro. 
-Estar-o. Quando comear a lamber a de ti.
Encheu as taas, e as levou para as pr na pequena mesa esculpida ao lado da cama. Logo, olhando-o, seus deliciosos olhos cheios da luz das velas, comeou a tirar 
o vestido.
Ele se perguntou sim seu corpo simplesmente no exploraria.
-Cristo. Jesucristo.
O irlands tinha saltado de retorno a sua voz, como ela sabia que  acontecia quando ele estava distrado, zangado, ou excitado. O simples gesto a alegrou, por haver-se 
tomado o tempo e pela dificuldade para, pois bem, vestir-se para a noite.
A sedutora lingerie vermelha era um contraste ertico contra sua pele. A seda e o encaixe acariciavam seu corpo e se ajustava sobre seus peitos fazendo-os quase 
transbordar do sustento. Logo se atia, transparente e sedutor, atractivamente sobre seus quadris. Suas meias eram transparentes e deslumbrantes, e se interrompiam 
em um alto tentador ao meio coxa.
Ela saiu do vestido, e o separou de uma patada com um salto de agulha.
-Pensei que jantaramos primeiro.
Ele conseguiu levantar o olhar para sua cara justo quando sua boca caiu aberta.
-Mas... Suponho que se conservar. -Ela avanou, e se plantou entre suas pernas-. Quero que me toque.
Suas mos ardiam por tom-la, mas as deslizou brandamente sobre ela, seguindo cada ngulo, e cada curva. 
-J estou absorto em ti.
-Permanece assim. -Ela se inclinou, e tomou sua boca.
Ela sabia que ele se continha, deixando-a levar as rdeas. E porque sabia, deu-lhe tudo o que tinha.
A luz das velas brilhava tenuemente, avivando o aroma das rosas quando se deslizou na cama com ele. E ela tomou com suas mos, ps sua boca sobre a dele. Ertico 
e sensvel, apaixonado e carinho. Ela quis lhe manifestar tudo, tudo.
E quando o fez, ele o devolveu. Beijos largos embriagadores, que arqueavam os membros, carcias preguiosas, e persistentes que transtornavam o sangue.
A cama, com seu colcho grosso do gel, ondulou baixo eles.
Ela rodou, e se afastou, assim que ele se contentou saboreando unicamente por cima da panty de seda detrs de sua coxa.
Logo o montou escarranchado, bebeu da taa de champanha. Derrubou-a e comeou a sabore-lo.
Sua viso se turvou, seu flego se entupiu em seus pulmes at queimar. Ela o atormentou. Deu-lhe prazer. Seu corpo gil se deslizou e escorregou sobre o sua enquanto 
sua boca o levava a bordo da loucura.
Seu controle se rompeu, ao arrancando ao. O som do rasgado da seda o avivou ao perder o controle. E com um som de avareza, encheu suas mos, sua boca com ela.
Ela teve um orgasmo, selvagem, sacudindo seu corpo. Sua cabea caiu para trs ofegando por ar. Seu corpo se estremeceu enquanto ele o tratava com ateno.
Disse algo que ela no pde entender, em sua lngua natal que to raramente cruzava seus lbios. Logo pressionou sua cara contra ela, com seu flego excitado em 
sua pele.
-Necessito-te. Eve. Necessito-te.
-Sei. -A ternura a alagou, como blsamo sobre uma queimadura. Ela cavou sua cara, levantou-a. Seus lbios encontraram os seus, suaves como um sussurro-. No te detenha 
jamais.
Havia lgrimas em seus olhos. A luz te pisquem agarrou seu brilho. Ele a aproximou mais, e os beijou. 
-Eve...
-No, me deixe diz-lo primeiro. Esta vez me deixe recordar diz-lo primeiro. Amo-te. Sempre o farei. Continua comigo, -murmurou enquanto tomava dentro dela-. Ah. 
Fica comigo.
Ela se abraou a ele, elevou-se com ele, emparelhando golpe com carcia, golpe a golpe. Logo suas mos agarraram as suas, as apertando. Seus olhos enlaados em uma 
necessidade feroz.
Quando ela viu os seus, esse azul selvagem, nublar-se, enquanto ouvia que ele dizia seu nome, seus lbios se arquearam em um sorriso. E se rendeu.

Capitulo 15
Ela permaneceu tombada atravs da cama, de barriga para baixo, em uma posio que Roarke sabia que assumia quando seu corpo se desconectou, finalmente. Ele se estirou 
a seu lado, bebendo a sorvos o champanha que ficou e passando um dedo distradamente de cima abaixo por sua coluna.
-Darei-te uma hora e meia para deter isto.
-OH, ela vive.
Ela se moveu o suficiente para girar sua cabea e olh-lo. 
-V-te bastante satisfeito.
-Como acontece, querida Eve, sinto-me bastante satisfeito.
-Tudo foi minha idia.
-E uma estupenda, tambm. Arriscaria eu minha pele se simplesmente perguntasse o que te inspirou?
-Bom... -Ela encurvou suas costas ante a carcia de seu dedo-.  Me comprou uma barra de caramelo.
-me recorde fazer os acertos para um caminho completo manh.
-Um caminho cheio nos mataria. -Ela se ajoelhou e  jogou para trs seu cabelo. via-se suave, rendida e contente.
-Arriscarei-me.
Com uma risada, ela se inclinou para repousar sua frente na sua. 
-Uma ltima coisa sentimental antes de que isto se faa um hbito. Faz-me feliz. Comeo a me acostumar a isso.
- um modo muito agradvel de terminar o romntico.
-Acredito que deveramos comer.
-Lamentaria pensar que trabalhou como uma pulseira sobre uma estufa quente e no apreciar os resultados.
Seus olhos cortaram. 
- uma brincadeira?
-No,  um fato. O que h para jantar?
- Montes de coisas com nomes estranhos, e elegantes.
-Delicioso.
-Figurei-me que se voc no gostava, no estariam programados. -Ela se escabull da cama, e se parou nua, jogando uma olhada ao redor-. Suponho que no h uma bata 
por aqui.
-Temo-me que no. -Ele rebuscou entre o enredo de lenis e travesseiros e subiu com o agora andrajoso body de encaixe-. Poderia te pr o que ficou disto.
-No importa. -Recolheu seu vestido descartado, e se meteu nele.
-Agora bem, isso agita o apetite grandemente.
-Inclusive voc no poderia ir por outra ronda depois da ltima.                   -Quando ele sorriu abertamente, ela pensou que era sbio mover-se fora de seu 
alcance.
* * * * *
Ela no podia pronunciar a metade da comida que se meteu na boca, mas era condenadamente saborosa. 
-Como se chama disse?
-Fruit do mer a pristine.
-Suponho que se o chamarem um monto de pescado em um molho de sonho, no teria o mesmo brilho.
-honra-se com qualquer outro nome. -Preencheu seu copo de gua-. Tenente?
-N!?
-Est tentando no pensar em seu dia. por que melhor no me conta sobre ele em troca?
Ela apunhalou outro fruto do mar. 
-Obtive um indcio em... -Se interrompeu, e suspirou-. No, me conte sobre seu dia.
-Meu dia? -perguntou surpreso.
-Sim, que fez hoje, como foi, essa classe de coisas.
-Est de um humor, -murmurou, e logo se encolheu de ombros-. Me ocupei de um pouco de reorganizao financeira.
-O que significa isso?
-Comprei algumas acione em baixa, vendi algumas que acredito tinham ulcerado ao batente, examinei a anlise diria de vrias companhias e as ajustei em conseqncia.
-Suspeito que te manteve ocupado.
-Bastante, at ao redor do meio-dia quando entrei no escritrio. -Ele se perguntou quanto tomaria ter seus olhos frgeis-. Tive uma holo-conferencia quanto ao Complexo 
Olimpo. O excesso de custo permanece baixo cinco por cento aceitvel. Entretanto, em uma anlise de projeto de ponto por ponto, encontro indicaes de uma desce 
na produtividade do recurso que merece um estudo mais prximo  e uma correo.
Noventa segundos, contou, olhando seus olhos. Tinha calculado que desistiria em sessenta. 
-Logo, comprei-te uma barra de caramelo.
-Eu gostei dessa parte.
Ele partiu uma parte de po, e o lubrificou com manteiga. 
-Eve, casou-te comigo por meu dinheiro?
-Aposta seu culo. E melhor te agarrar bem ou sou histria.
- muito amvel ao diz-lo assim.
Isso a fez sorrir. 
-Suspeito que terminamos que falar de seu dia.
-Penso que sim. Qual  seu indcio?
-Amor. Ao menos  onde assinalam todas as flechas agora mesmo.             -Lhe informou enquanto despachava sua comida.
-Kenneth Stiles atacou ao Draco e o golpeou o bastante gravemente para necessitar interveno mdica. 
Roarke inclinou sua cabea. 
-Interessante, no, quando compara aos dois homens. Draco era mais alto, grandemente mais forte, e indubitavelmente, na superfcie, muito mais resistente. H alguma 
indicao de que Stiles fosse ferido?
-Nenhuma. Pensei nisso, tambm. trata-se do corrupto e o bbado. Draco  o corrupto, e Stiles o bbado.
-E estando Stiles bbado lhe custou vrios milhes de dlares.
-E nem sequer acabou com a moa.
-Anja.
-Peabody encontrou um monto do Carvells na cidade. Com a fila de idade errneo, assim alargamos a busca. Minhas vsceras me dizem que ela tem algumas respostas.
-Cherchez a femme.
-O que?
-Procura  mulher, -traduziu ele.
Ela levantou sua taa em um resolvido brinde. 
-Pode contar com isso.
* * * * *
-Anja. -Ele disse o nome brandamente, um sussurro falto de som. E ouviu o grito afogado de surpresa e reconhecimento que o seguiu-. No diga nada. Por favor. S 
escuta. Tenho que te falar.  importante. No pelo comunicador. Encontrar-te comigo?
- a respeito do Richard.
- sobre tudo.
* * * * *

Levava seu tempo. Estava seguro que estava sendo vigiado e temia a sua prpria sombra. Stiles estava sentado frente ao espelho em seu penteadeira e hbil, e minuciosamente 
trocava seu aspecto. Trocou a cor de seus olhos, a forma de seu nariz, sua mandbula, e a cor de sua pele. cobriu-se o cabelo com uma peruca, uma juba grosa de um 
castanho escuro. Sups que era a vaidade o que lhe impedia de usar a cor cinza mais comum.
No poderia suportar ver-se velho ante seus olhos 
Acrescentou um bigode magro, um plo curto e magro de barba no centro de seu queixo.
Tudo o fez naturalmente, apesar da ansiedade. Ele tinha interpretada centenas de personagens em sua vida, deslizando-se neles to brandamente como um homem escorrega 
em suas sapatilhas favoritas depois de um comprido dia.
Acrescentou contorno a sua pequena compleio... ombros, peito, e logo cobriu o acolchoado com um singelo traje escuro. Os aumentos em seus sapatos lhe dariam outra 
polegada de altura.
tomou seu tempo, estudando os resultados no comprido espelho triplo, procurando qualquer signo do Kenneth Stiles. Pela primeira vez em mais de uma hora se permitiu 
um pequeno sorriso.
Poderia andar diretamente at a Tenente Eve Dallas e beij-la na boca. Maldito se ela o reconheceria.
Entregue, como sempre estava com um novo papel, Stiles se formou redemoinhos em uma capa e saiu a encontrar-se com a mulher que tinha amado toda sua vida.
* * * * *
Ela o fez esperar. Sempre o fazia. Tinha eleito um pequeno clube nostlgico passado de moda. Mas a msica era baixa e tocavam blues, os clientes se preocupavam do 
seu, e as bebidas apareciam rapidamente.
Bebeu uma genebra e passou as pginas do quebrado volume dos sonetos do Shakespeare. Era seu sinal.
Lhe tinha dado o livro fazia anos. Ele o tinha tomado por um smbolo de amor em lugar da amizade que ela tinha pretendido. Inclusive quando se deu conta de seu engano, 
tinha-o entesourado. Tanto como a tinha apreciado a ela.
Tinha mentido  polcia,  obvio. Nunca tinha interrompido o contato, sabia onde estava, e o que fazia. Tinha assumido simplesmente outro papel com ela, aquele de 
confidente e amigo.
E depois de um tempo, vivendo o papel por tantos anos, sentiu-se satisfeito com isso.
Embora, quando se deslizou na cabine frente a ele, e lhe tendeu uma mo, seu corao saltou.
Ela se tinha trocado o cabelo. Era um glorioso matagal tinto de vermelho. Sua pele plida, de um dourado plido. Ele sabia que era suave ao tato. Seus olhos profundos, 
castanhos, e preocupados. Mas lhe sorriu, uma curva duvidosa em uma boca exuberante.
-Assim, ainda o os? -Sua voz era suave e ligeiramente francesa.
-Sim, freqentemente. Anja. -Seus dedos apertaram os seus, logo deliberadamente os relaxou-. me Deixe te pedir uma bebida.
Ela se recostou, olhando-o, esperando, enquanto ele chamava um garom e lhe pedia uma taa de sauvignon branco.
-Nunca esquece.
-por que o faria?
-OH, Kenneth. -Ela fechou seus olhos um momento-. Lamento que as coisas no tivessem sido diferentes. Poderia hav-lo sido.
-No o faa. -Ele falou mais bruscamente do que tinha querido. Ainda podia cravar-. Estamos alm de desculpas.
-No acredito que alguma vez o superemos. -Ela soltou um pequeno suspiro-. passei mais da metade de minha vida me lamentando pelo do Richard.
Ele no disse nada at que sua bebida foi servida e ela tinha tomado o primeiro sorvo. 
-A polcia pensa que o matei.
Seus olhos se abriram de par em par, e o vinho salpicou para o bordo de sua taa quando sua mo se sacudiu. 
-Mas no! No, isso  impossvel. Ridculo.
-Sabem o que aconteceu faz vinte e quatro anos.
-O que quer dizer? -Sua mo saiu como uma flecha para a sua, apertando-a como um torno-. O que sabem eles?
-te tranqilize. Sabem sobre o assalto, minha deteno, e o julgamento.
-Mas como  possvel? Foi faz muito tempo, e todos os detalhes foram sepultados.
-Eve Dallas. Tenente Dallas, -disse ele com um pouco de amargura enquanto agarrava sua prpria bebida-. Ela  implacvel. Conseguiu romper o selo. Levaram-me, meteram-me 
em um quarto,  e me sacudiram.
-OH, Kenneth. Kenneth, man cher, sinto-o tanto. Deve ter sido horrvel.
-Acreditam que guardei rancor ao Richard todo este tempo. -riu um pouco, e bebeu-. Suponho que tm razo.
-Mas no o matou.
-No, mas continuaro se aprofundando no passado. Tem que te preparar. Tive que lhes dizer por que ataquei ao Richard. Tive que lhes dar seu nome. -Quando o sangue 
drenou de sua cara, ele se inclinou, e agarrou suas mos-. Anja, -disse deliberadamente-, disse-lhes que te tinha perdido a pista, que no tivemos nenhum contato 
em todos estes anos. Que no sabia como  te encontrar. Disse-lhes que Richard te tinha seduzido, logo quando esteve seguro de que estava apaixonada por ele, deixou-te. 
Contei-lhes sobre seu intento de suicdio. Isso  tudo o que os pinjente.
Ela fez um pequeno som de desespero e baixou sua cabea. 
-Isso ainda me envergonha.
-Foi jovem, e estava destroada pela dor. Sobreviveu. Anja, sinto muito. Aterrorizei-me. Mas o fato  que tive que lhes dar algo. Pensei que seria suficiente, mas 
agora compreendo que ela no se deter. Dallas seguir procurando, seguir cavando at que te encontre. Descubra o resto.
Ela se estabilizou, e afirmou com a cabea. 
-Anja Carvell desapareceu anteriormente. Poderia fazer impossvel que me encontre. Mas no o farei. irei ver a.
-No pode. Por Deus.
-Posso. Devo. Ainda me protege? -disse silenciosamente-. Kenneth, no te mereo. Nunca o fiz. Falarei com ela, explicarei-lhe como foi, como , -adicionou.
-No quero que te implique.
-Meu querido, no pode parar o que Richard comeou faz uma vida.  meu amigo, e tenho a inteno de proteger o que  meu. Seja qual seja o risco,  -acrescentou, 
e seus olhos se endureceram-. Acontea o que acontecer.
* * * * *
-Tem que haver mais.
Roarke deslizou sua mo sobre o traseiro nu do Eve. 
-Bem. Se insistir.
Ela levantou a cabea. 
-No falava de sexo.
-OH. Lstima.
Ele tinha conseguido lhe tirar o vestido vermelho outra vez, e logo tinha sido algo singelo que uma coisa conduzisse  outra. Agora estava tombada sobre ele, toda 
clida e relaxada.
Mas pelo visto, ela no tinha a inteno de ficar desse modo.
-Todos o odiavam. -Se escabull para sentar-se escarranchado em cima dele e deu ao Roarke uma vista muito agradvel de seu torso magro e peitos firmes-. Ou ao menos 
bastante averso. Talvez lhe temiam, -considerou-. Ningum nesse elenco em particular sente v-lo morto. Vrios dos atores tinham trabalhado o um com o outro antes. 
Tinham histrias, vnculos, laos. Com o Draco, com outro. Talvez mais de um deles.
-Assassinato no Rpido Oriente.
-O que  isso? Um meio de transporte asitico?
-No, querida,  tambm outra obra da Sra Christie. Ela parece surgir por toda parte. Um homem  assassinado em sua cama, na cabine dormitrio de um trem. Apunhalado. 
Reiteradamente. Entre os passageiros h um detetive muito inteligente, no to atrativo como meu poli, -acrescentou.
-O que te faz acreditar que um tipo morto em um trem tem que ver com meu caso?
-S realar sua teoria. Neste assassinato fictcio, haviam diversos passageiros e supostamente sem conexo. Entretanto, nosso obstinado detetive se negou a tomar 
tais argumentos literalmente, bisbilhotou, e descobriu vnculos, unies, e histrias. Os disfarces e os enganos, -acrescentou ele-. Quando o fez, descobriu que todos 
tinham motivos para o assassinato.
-Interessante. Quem o fez?
-Todos. -Quando seus olhos se entrecerraron, ele se sentou, e a abraou-. Cada um deles tomou seu turno com a faca, afundando-o em seu corpo inconsciente em troca 
do mal que ele lhes tinha feito.
-Bastante espantoso. E bastante prudente. Ningum poderia trair a outro sem trair-se. Respaldam as limitadas de cada um. Desempenham seu papel, -murmurou.
-Quase um assassinato perfeito.
-No h assassinatos perfeitos. Sempre h enganos, com o assassinato em si mesmo o maiores deles.
-Falas como polcia.
-Sou polcia. E volto para trabalho.
Ela se moveu, deslizou-se fora da cama, e outra vez se agachou para recolher o vestido.
-Ponha esse vestido vermelho de novo, carinho, e no serei responsvel por minhas aes.
-te sossegue. No vou passear me nua. A gente nunca sabe onde  se oculta Summerset. -Comeou a levantar o vestido e jogou uma olhada ao redor do quarto-. Acredito 
que deveramos limpar um pouco.
-por que?
-Porque assim parece ser que tivemos...
-Desfrutamos de uma tarde muito agradvel, -terminou Isto Roarke pode te impressionar, mas Summerset sabe que temos sexo.
-No mencione seu nome e sexo na mesma orao. D-me calafrios. Vou me dar uma ducha, e logo a trabalhar um momento.
-Bem. Unirei a ti.
-Uh-uh. No tomarei banho contigo, listillo. Conheo seus jogos.
-No te porei uma mo em cima.
Ele no disse nada a respeito de sua boca.
* * * * *
-O que faz? Tomou uma plula?
Flexvel, refrescado, e completamente satisfeito, Roarke se grampeou a camisa. 
- bastante estmulo.
-Pelo visto.
Ele tomou sua mo, conduziu-a ao elevador, e solicitou seu escritrio.
O gato estava estendido atravessado na cadeira de sonho e sacudiu sua cauda quando entraram.
-Caf? -perguntou Roarke.
-Sim, obrigado.
Ao momento em que ele girou para a cozinha, Galahad se desceu de um salto e correu no quarto diante dele. Eve ouviu um s miado de exigncia.
sentou-se em seu escritrio, observou seu computador, e teclou.
-Computador, arquivo do caso Draco. Tarefa de referncia cruzada. Encontrar e listar todas as conexes, profissionais, pessoais, mdicas, financeiras, criminais, 
e civis, entre membros do elenco.
Trabalhando...
-Assumi que j o tinha feito.
Levantou o olhar quando Roarke voltou com o caf. 
-Dirijo-o outra vez, com uns quantos detalhes mais.
-Computador, destacar qualquer nome com arquivos selados, todas as reas.
Essa informao requer autorizao. Por favor presente a mesma...
-Quer que sorteie essa pequena dificuldade por ti?
Ela fez um som baixo, uma advertncia definitiva. Roarke simplesmente se encolheu de ombros e bebeu seu caf.
Cdigo de Autorizao Amarelo, (/) Dallas, (/) cinco-e zero-seis. Petitria de Dallas, Tenente Eve, quanto a dobro homicdio. Voc est autorizado a assinalar selados. 
Autorizao correta. Selado-los sero assinalados. Os dados contidos em arquivos selados requerem autorizao, assinada e datada, para o acesso...
-Pedi acessar aos dados? S assinalar os malditos selados.
Trabalhando... Processo de multitarea requerer aproximadamente oito minutos, trinta segundos...
-Ento iniciar. E no, -disse ao Roarke-. No abriremos os selados.
-minha me, Tenente, no acredito te haver sugerido algo assim.
-Crie que voc e McNab me enganaram hoje com aquela autorizao?
-No tenho nem a menor ideia do que estas falando. -Apoiou um quadril no escritrio-. Dava ao Ian um conselho, mas era de uma natureza pessoal. Bate-papo de homens.
-Sim, seguro. -recostou-se em sua cadeira, e o observou sobre sua taa de caf-. Voc e McNab se sentaram sem fazer nada salvo falar de mulheres e esportes.
-No acredito que nos aproximssemos dos esportes. Ele tinha a uma mulher em mente.
O sarcasmo do Eve desapareceu. 
-Falou com ele sobre o Peabody? Maldita seja, Roarke.
-Custou-me no lhe dar tapinhas nas costas. Est to terrivelmente apaixonado.
-OH. -estremeceu-se-. No use essa palavra.
-De acordo. De fato, se ele seguiu meu conselho... -Girou sua boneca, e jogou uma olhada  unidade grampeada ali-. Deveriam estar em sua maravilhosa primeira entrevista 
agora.
-Entrevista? Entrevista? por que fez isso? por que foi e fez algo assim? No podia deix-lo em paz? Teriam tido o sexo at que se desgastasse, e tudo tivesse voltado 
para a normalidade.
Ele inclinou a cabea. 
-Isso no nos funcionou, verdade?
-No trabalhamos juntos. -Ento, quando seus olhos brilharam divertidos, mostrou-lhe seus dentes-. Oficialmente. Comea a mesclar polcia, romance, arquivos de casos 
e olhares licenciosos nas sesses informativas, e tem simplesmente uma confuso. Quo seguinte sabe,  que Peabody ter posto tintura de lbios,  material fedorento 
de garota e levar roupa de encaixe sob sua uniforme.
Deixou cair sua cabea entre suas mos. 
-Logo tero rixas e mal-entendidos que no tm nada absolutamente que ver com o trabalho. Viro para mim desde ambos os lados, e antes de que saiba, diro-me coisas 
que decididamente no quero saber. E quando romperem e decidam que se odeiam o um ao outro at as vsceras, terei que ouvir sobre isso, alm disso, e por que no 
podem trabalhar viablemente juntos, ou respirar o mesmo ar, at que eu no tenha outra opo, definitivamente nenhuma opo, a no ser lhes chutar a ambos o culo.
-Eve, sua vista luminosa da vida nunca deixa de levantar meu esprito.
-E... -Ela o cravou no peito-.  todo tua culpa.
Ele agarrou seu dedo, e o mordeu, no to brandamente. 
-Se esse for o caso, vou insistir em que batizem a seu primeiro menino por mim.
-Trata de me voltar louca?
-Bem, querida,  to fcil, que encontro difcil resistir. por que no aparta todo esse assunto de sua mente antes de que te d uma dor de cabea? Seus dados surgem.
Lhe lanou um olhar feroz, e logo girou  tela.
Conexes dentro de conexes, pensou enquanto indagava. Vistas chocando contra outras vistas. E cada vez que o faziam, deixavam uma pequena marca. s vezes a marca 
era um dano nunca completamente sanado.
-Bem, bem, isto no subiu antes. A me do Michael Proctor foi atriz. Teve um pequeno papel em uma obra. Faz vinte e quatro anos. -Eve se recostou-. E s olhe quem 
esteve em cena com ela. Draco, Stiles, Mansfield, e Rothchild. Isto concorda com o problema entre o Draco e Stiles. Onde est Anja Carvell?  -murmurou.
-Possivelmente tinha, ou tem, um nome artstico.
-Talvez. Nenhum selado na me do Proctor. -Ordenou que o computador fizesse um seguimento a uma Natalie Brooks.
-Interessante. Foi sua ltima interpretao. Retirada, de retorno a seu lugar de nascimento. Omaha, Nebraska. Casada ao ano seguinte. Parece decididamente poda. 
Atrativa, -acrescentou quando ordenou que o computador mostrasse seu retrato de identificao de vinte e quatro anos antes-. Jovem, tem certa aparncia inexperiente. 
Evidentemente compatvel com o Draco.
-Pensa que poderia ser Anja?
-Talvez. De qualquer maneira, no posso ver o Draco deixando-a passar. Isto acrescenta outro enfoque sobre o Michael Proctor. No mencionou que sua me conhecia 
o Draco.
-Poderia no hav-lo sabido.
-No  provvel. Olhemos o famoso. Hmm, Draco tem alguns selados prprios.
-Dinheiro, proeminncia, conexes, -disse Roarke-. Compra o silncio.
-Voc deve sab-lo. -Ela o disse com um sorriso satisfeito, logo se revolveu em sua cadeira-. Espera um momento, espera um momento. O que  isto? Carly Landsdowne 
tem um selado.
-Mais secretos? Mais silencio?
-No esta vez. Conheo este cdigo.  um velho. Estava em uso quando entrei no sistema. Muitos meninos em casas estatais desejaram esse cdigo mais do que quiseram 
comer-se sua seguinte comida.  o cdigo para a adoo. Selado, -acrescentou-. Com os dados da me biolgica dentro. Olhe a data.
-Oito meses depois do assalto do Stiles ao Draco. No ser uma coincidncia.
-Funciona para mim. Draco deixa a Anja Carvell embaraa. Ela o diz, ele se desfaz dela. Joga-a cruelmente. Ela tem uma crise nervosa, tenta suicidarse, mas Stiles 
chega antes de que se mate. Troca de idia e decide completar o embarao. Entrega ao menino, e pagamento uma considervel retribuio por um selo.
-No teria sido fcil.
Os olhos do Eve se esgotaram. 
- o suficiente fcil por uma certa quantidade. Os meninos so abandonados cada dia.
Para consol-la, ele ps suas mos sobre seus ombros, e os esfregou. 
-Segundo Stiles, estava apaixonada por pai do beb e quase destrudo por ele. Mas no terminou o embarao. Renunciou ao menino, que  diferente, Eve, que o dar de 
presente. Pagou pelo selo para proteger ao menino.
-Protege-a, tambm.
-Sim, mas h outros modos. Poderia ter vendido ao beb no mercado negro. No fazem perguntas. Escolheu os canais legais.
-Stiles sabia. Ela o haveria dito. Teremos que ter outro bate-papo. Agora, vejamos. A que juiz deveria despertar pela autorizao para romper o selo? -Contemplou 
ao Roarke-. Alguma sugesto?
-Tenente, estou seguro que sabe melhor que ningum.

Capitulo 16
antes de despertar a um juiz tirando o da cama e arriscar-se a irrit-lo, tratou de comunicar-se com o Peabody por seu comunicador.
-Fora de servio? -A comoo alagou os olhos do Eve ante a luz vermelha lhe pisquem em sua unidade de bolso-. Que demnios significa isso?
-Que descaramento! -Roarke se escandalizou-. Arrumado que tem a louca idia de que tem direito a uma vida.
- sua  culpa,  sua culpa,  sua culpa, -entoou entre si enquanto enviava uma transmisso ao comunicador de palma do Peabody.
depois de seis bips, Eve se levantou e comeou a passear-se. 
-Se no responder, vou a... -Repentinamente, o comunicador do escritrio do Eve explorou com o rudo. Seu uivo zangado conseguiu que o gato corresse a toda velocidade 
de volta  cozinha 
-Peabody! Por Deus, onde est?
-Senhor? Senhor,  voc? Realmente no posso ouvir sobre a msica.
O udio poderia ter sido um caos, mas o vdeo luzia ntido e deu ao Eve uma vista completa em primeiro plano de seu ajudante, com o cabelo arrumado, tintura de lbios, 
e olhos nublados.
Sabia, foi tudo o que Eve pde pensar. Simplesmente sabia.
-estiveste bebendo.
-Sim? -Os olhos indecisos piscaram ante a informao, logo Eve ouviu o que s poderia ser descrito como uma risita tola-. Bem, possivelmente. Um par. Estou em um 
clube, e tm bebidas aqui.  Os screamers a srio sacodem. J  de amanh?
-Oua, Dallas! -A cara do McNab empurrou contra a do Peabody assim que os teve aos dois, com o mesmo olhar, compartilhando a tela-. Esta banda  genial. por que 
no agarra a seu amor e te deixa cair por aqui.
-Peabody, onde est?
-Estou em Nova Iorque. Vivo aqui.
Bbada, pensou Eve com frustrao. Bbada como um colono da Estao Caspio. 
-No importa. Sal ao exterior antes de que fique surda.
-O que? No posso te ouvir!
Ignorando a risita divertida do Roarke, Eve se inclinou em seu comunicador. 
-Oficial Peabody, v fora, mantenha a transmisso aberta. Tenho que falar com voc.
-Voc fora? Pois bem,  diabos, vou.
Eve suspirou. 
-V. Fora. Rua.
-OH, de acordo, sem falta.
Houve muito manuseio, risadas nervosas, vista revoltas de uma multido que Eve decidiu, eram maniacos saltando e girando enquanto a banda soltava um estrondo. Para 
sua grande dor, ouviu, muito claramente, vaiada-a sugesto do McNab de que seria divertido faz-lo em um dos quartos de intimidade do clube.
-Tem que lhe dar pontos pela imaginao, -indicou Roarke.
-Odeio-te por isso. -Lutando por pacincia, Eve manteve a transmisso enquanto Peabody e McNab se precipitaram fora do clube. O nvel do rudo caiu, mas no por 
muito. Pelo visto a opo do clube do McNab estava no corao do distrito de festa permanente da Broadway.
-Dallas? Dallas? Onde est?
-Em seu comunicador, Peabody. Estou em seu comunicador.
-Ela v o levantou outra vez, e olhou atentamente na tela-. O que faz ali?
-Tem algum Sbrio em sua bolsa?
-Mierda. Tem que estar preparada, certo?
-Toma uns. Agora.
-Ai! -Os lbios alegremente coloridos do Peabody se moveram em uma panela-. No quero. Oua,  Roarke. Ouvi o Roarke. Ol, Roarke.
Ele no pde resistir e se moveu  vista. 
-Ol, Peabody. V-te especialmente deliciosa esta noite.
-Caramba,  bonito. Eu poderia s te olhar e te olhar e...
-Um Sbrio Peabody. Agora.  uma ordem.
-Maldita seja. -Peabody revolveu por sua bolsa, e tirou uma pequena lata-. Se eu o fizer, voc o faz, -disse, arrancando duas plulas antes de empurrar a lata ao 
McNab.
-por que?
-Porque sim.
-OH.
-Peabody, necessito todos os dados atuais da Anja Carvell, toda a busca e resultados da investigao.
-J.
-envia-me isso a minha unidade do carro. Logo quero que me encontre, em uniforme, na direo do Kenneth Stiles. Em trinta minutos. Entendido?
-Sim, mais ou menos... Poderia repetir a pergunta?
-No  uma pergunta.  uma ordem, -Eve a corrigiu e repetiu-. O conseguiu agora?
-Sim. Um, sim, senhor.
-E deixa a seu macaco amestrado em casa.
-Senhor?
-McNab, -estalou Eve, e cortou a transmisso.
-Desmancha-prazeres, -murmurou Roarke.
-No me replique. -levantou-se, e tirou seu arns da gaveta do escritrio, e o rodeou-. v fazer alguns ajustes financeiros e anlise ponto por ponto.
-Querida, escutava.
-No me ri, -disse-lhe, e estava molesta porque quis faz-lo-. Manten fora de problemas.
Ele s sorriu, esperando at que ouviu seu trote escada abaixo.
Ela ia precaver se rodeando o selo em vez de transpass-lo, pensou. No havia nenhum motivo pelo  qual ele deveria ter as mesmas limitaes.
Caminhou corredor abaixo por volta de um quarto privado. Sua voz e rastros de palma foram comprovadas e verificadas. As fechaduras se abriram.
-Luzes acesas, -pediu ele-. Completas.
O quarto se alagou de luz, bloqueadas do exterior por telas de intimidade asseguradas no marco das janelas. Cruzou os amplos quadrados de azulejo enquanto a porta 
detrs dele se fechou, e as assegurou novamente.
S trs pessoas tinham entrada a este quarto. As trs pessoas nas que confiava sem reservas. Eve, Summerset, e ele.
O destro painel de instrumentos negro em forma de Ou. A equipe, no registrado e ilegal, zumbia brandamente em modo de sonho. O amplo olho do CompuGuard no podia 
restringir o que no podia ver.
Ele tinha reestruturado a maior parte de suas posses questionveis com o passo dos anos. depois do Eve, tinha eliminado ou legitimado o resto. Mas, pensou enquanto 
se servia um brandy, um homem tinha que ter alguns pequenos avisos do passado que lhe fez.
E em seu corao rebelde, a idia de um sistema como CompuGuard que monitorava todo negcio por computador era uma molesta pedra em seu sapato. Para ele era uma 
honra salt-lo para sacudi-lo.
Avanou para o controle, e moveu seu brandy. 
-Sistema, -ordenou, e um arco ris de luzes floresceu sobre negro-. Agora, joguemos um olhar.
* * * * *
Eve deixou seu veculo em uma praa de estacionamento em um segundo nvel ao meio bloco do apartamento dos Stiles. Tinha andado a metade da distncia quando divisou 
uma figura que tratava de mesclar-se com as rvores no bordo do parque de em frente. 
-Trueheart.
-Senhor! -Ouviu o chiado de surpresa em sua voz, mas ele tinha imposto a sua cara rasgos tranqilos quando saiu das sombras-. Tenente.
-Relatrio.
-Senhor, tive o edifcio do sujeito sob vigilncia desde sua volta s dezoito e vinte e trs. Meu companheiro mantm sob vigilncia a sada traseira. mantivemos 
comunicaes regulares a intervalos de trinta minutos.
Quando ela no fez nenhum comentrio, esclareceu-se garganta. 
-O sujeito baixou as telas de intimidade em todas as janelas s dezoito e trinta e oito. permaneceram asseguradas desde aquele momento.
-Est bem, Trueheart, d-me um quadro realmente claro. Agora, me diga se ele estiver ali.
-Tenente, o sujeito no deixou o local observado.
-Perfeito. -Ela olhou um Txi Rpido oscilando para o meio-fio contrrio. Peabody, vendo-se bastante mais como um oficial em uniforme completo com seu cabelo simplesmente 
sob sua boina, saiu-. Esteja preparado, Oficial Trueheart.
-Sim, senhor. Senhor? Eu gostaria de aproveitar esta oportunidade para lhe agradecer esta atribuio.
Eve elevou a vista para sua cara muito jovem, e muito sria. 
-Quer me agradecer pelo dever que lhe tem parado na escurido, no frio, por... -Olhou sua unidade de boneca-. Por perto de cinco horas e meia?
- uma investigao de homicdio, -disse com tal reverncia que quase lhe acariciou sua bochecha.
-Me alegro de que o desfrute. -Cruzou a rua, onde Peabody esperava-. me Olhe de frente, -exigiu Eve.
-Estou sbria, senhor.
-Saca a lngua.
-por que?
-Porque quer. Agora, deixa de te zangar. -Com isso, Eve andou para o edifcio-. E nada de pr os olhos em branco detrs de minha cabea.
Os olhos do Peabody se pararam na metade. 
-Devo ser informada da razo pela que fui chamada de volta ao servio?
-Ser informada. Se todas suas clulas cerebrais sobreviventes estiverem utilizveis, entender a idia quando encurralar ao Stiles. Preencherei-te os espaos vazios 
quando terminar 
Deu sua insgnia e a impresso de palma ao guarda noturno para a verificao, e conseguiu a autorizao. Eve o deixou atrs rapidamente.
-Caramba,  como uma dessas sries que acontecem o dia. No que as olhe, -disse Peabody rapidamente quando os olhos do Eve se deslizaram com tranqilidade em sua 
direo-. Embora uma de minhas irms est viciada. Est totalmente enganchada ao Corao do Desejo". Olhe, Desejo  um povo pequeno e encantador  borda do mar, 
mas sob a superfcie, h toda classe de intriga e...
-No. Na verdade.
Saiu apressadamente do elevador para impedir qualquer perigo de um relatrio detalhado de um pouco chamado o Corao do Desejo. Pressionou o timbre no apartamento 
do Stiles, sustentou em alto sua insgnia para a mira de segurana.
-Talvez est  dormido, -disse Peabody uns momentos mais tarde.
-Tem droide em sua casa. -Eve pressionou o timbre outra vez e sentiu um golpe de tenso em seu ventre.
Tinha atribudo a um novato, a um novato pelo amor de Deus,  vigilncia de um suspeito principal em dois homicdios. Porque tinha querido lhe dar ao menino uma 
oportunidade.
Se Stiles conseguiu penetrar diante dele, no tinha a ningum a quem culpar salvo a si mesmo.
-Entramos. -Tirou seu cdigo professor.
-Uma autorizao...
-No necessitamos uma. O sujeito  suspeito de dobro homicdio, tambm uma vtima potencial. Temos motivos para acreditar que o sujeito fugiu ou est dentro, incapaz 
de responder.
Ela sorteou as fechaduras com seu professor. 
-Tira sua arma, Peabody, -ordenou enquanto tirava a prpria-. Entra alto,  direita. Preparado?
Peabody cabeceou. Sua boca poderia ter estado esplendorosamente grafite, mas era firme.
Ao sinal do Eve, passaram pela porta, varrendo em sentido contrrio. Eve solicitou luzes, entrecerr seus olhos contra o repentino brilho delas, explorou, varrendo 
enquanto se situava ela mesma para proteger as costas do Peabody.
-Polcia! Kenneth Stiles,  a Tenente Dallas, NYPSD. Estou armada. Ordeno-lhe sair  rea de estar imediatamente.
moveu-se para o dormitrio enquanto falava, com seus ouvidos alertas por qualquer som. 
-No est aqui. -Cada instinto lhe disse que o lugar estava vazio, mas fez gestos ao Peabody para o lado oposto do quarto-. Comprova essa rea. Cuida suas costas.
Ela abriu a porta, com sua arma adiante.
Viu uma cama pulcramente feita, uma rea de reunio ordenada, e um monto escuro do traje que Stiles tinha tido posto no funeral no cho.
-O droide est aqui, Dallas, -chamou Peabody-. Desativado. Nenhum signo do Stiles.
-Saltou como um coelho. Maldita seja. -De todos os modos, manteve fora sua arma e lista quando se moveu ao banho, pela porta contiga.
Um olhar ao penteadeira a fez animar-se outra vez. 
-Acredito que isto deixa ao Trueheart livre de responsabilidade, -disse ao Peabody quando seu ajudante se uniu a ela. Eve manuseou um pote de tintura de pele, logo 
levantou uma peruca-. Stiles  possivelmente condenadamente bom com este material. Chama-o, Peabody. Suspeito em vo.
* * * * *
-Senhor. -Trueheart estava parado rgido como uma sequia petrificada na entrada ao penteadeira do Stiles. Sua cara estava branca, salvo pela cor subida ao longo 
de seus mas do rosto-. Tomo a completa responsabilidade do fracasso da atribuio dada a mim. Aceitarei, sem reserva, qualquer reprimenda que voc julgue apropriada.
-Primeiro, deixe de falar como o droide que Peabody est reativando. Segundo, voc no  responsvel pelo vo deste suspeito. Isso vai por minha conta.
-Tenente, avaliao que tome em considerao minha inexperincia em meu fracasso ao cumprir meu dever e completar esta atribuio de uma maneira satisfatria...
-Cale-se, Trueheart. -Jesucristo, me economizem dos novatos-. Peabody! Entra aqui.
-Quase tenho ao droide em plena marcha, Dallas.
-Peabody, lhe diga ao Oficial Trueheart aqui como trato com os policiais que arrunam atribuies ou deixam de completar a mesma no que estimo uma maneira satisfatria. 
-Senhor, destroa seu Pelotas, sem piedade. Pode ser muito divertido v-lo. A uma distncia discreta e segura.
-Obrigado, Peabody. Voc me orgulha. Trueheart, destrocei seu Pelotas?
Seu rubor se estendeu. 
-OH, no, senhor. Tenente.
-Ento se deduz que em minha opinio, voc no arruinou esta atribuio. Se minha opinio fora outra, pareceria um novelo no cho, agarrando-as Pelotas e pedindo 
piedade, coisa que a Oficial Peabody indicou sucintamente no tenho. Estamos claros?
Ele vacilou. 
-Sim, senhor?
-Essa  a resposta correta. -Lhe voltou as costas, e estudou a rea de vestir. A profuso de roupa em diferentes estilos e tamanhos; o mostrador comprido, e amplo 
talher de garrafas, tubos e spray. Os rinces carregados com postios, e perucas. Gavetas sem piedade organizadas com outros utenslios do negcio.
-Ele pode fazer-se passar por qualquer. Devi tomar isso em conta. me diga a quem viu deixando o edifcio entre as dezoito e trinta e quando cheguei  cena. Asseguraremo-nos 
com os discos de segurana das sadas, mas seremos cuidadosos.
Ele afirmou com a cabea, e seus olhos se desfocaram ao concentrar-se. 
-Um casal, homem e mulher, ambos os brancos, trinta e cinco a quarenta. Pediram um Txi Rpido e encabearam para o este. Uma mulher sozinha, raa variada, finais 
dos vinte. partiu a p, em direo oeste. Dois homens, branco e negro, princpio dos trinta. Voltaram para os trinta minutos, levando o que parecia ser um pacote 
de doze cervejas e uma pizza grande. Um homem sozinho, raa mesclada, a finais dos quarenta, pouco cabelo facial.
deteve-se quando Eve levantou uma mo. Levantou uma pequena bolsa para lhe mostrar umas fibras de cabelo que j tinha selado como evidncia. 
-Desta mesma cor?
Ele abriu a boca, logo a fechou outra vez para apertar os lbios. 
- difcil diz-lo com certeza, Tenente, por como era a luz. Mas o sujeito em questo parecia ter o cabelo escuro muito similar na penumbra com a prova empacotada.
-me d detalhes. Altura, peso, estilo de roupa, aspecto.
Ela escutou, tratando de pintar um quadro da transformao do relatrio do Trueheart.
-Bem, algum mais?
Ele transmitiu a pouca gente que tinha deixado o edifcio, mas ningum avivou sua memria como o solitrio varo de raa variada.
-Levava algo? Uma bolsa, uma caixa, ou um pacote?
-No, senhor. No levava nada com ele.
-Bem, ento  possvel que ainda circule com a mesma aparncia. Comunique-o.
-Senhor?
-Comunique sua descrio, Trueheart. Acrescente-o a todos os recintos.
Sua cara se iluminou como uma vela de aniversrio. 
-Sim, senhor!
* * * * *
Foi uma sorte cega que ele fora visto. Eve pensaria assim mais tarde, e por muito tempo depois. Sorte cega.
Foi um capricho do destino que o expresso que corria desde e para Toronto experimentasse um mau funcionamento em sua rota ao Grand Central. O atraso faria toda a 
diferena.
Quando soube o incidente, Eve se guardou seu comunicador em seu bolso traseiro. 
-Grand Central. nos movamos.
Estava a metade de caminho  porta do apartamento quando olhou por sobre seu ombro. 
-Trueheart, h algum motivo pelo que no esteja um passo detrs de mim?
-Senhor?
-Quando o oficial ao mando diz mover-se, voc pe seu culo ossudo em marcha e se move.
Ele piscou rapidamente, logo pareceu processar a informao de que ela o queria na equipe. Um sorriso estpido se estendeu sobre sua cara enquanto corria para a 
porta. 
-Sim, senhor.
-Os policiais de trnsito bloqueiam as sadas, dispersando-se por todas as portas. O respaldo est em marcha. -Eve transmitiu a informao enquanto baixavam ao nvel 
da rua-. O suspeito comprou um de direo nica no expresso a Toronto.
-Faz frio l encima. -Peabody atirou o pescoo de seu casaco enquanto corriam pela quadra ao veculo do Eve-. Se eu fugisse do pas, iria rumo ao sul. Nunca estive 
no Caribe.
-Pode dizer-lhe quando estiver na priso. Grampeiem-nos cintures,                -sugeriu quando entraram. Saiu disparada pela rampa do estacionamento como um foguete, 
acendeu as sereias, e fez chiar duas rodas ao virar na esquina.
Arrojado no assento traseiro, com o estmago ao nvel dos joelhos, Trueheart estava no cu.
Ele estava em uma perseguio, no em busca de um ladro guia de ruas, no de uma irritante violao de trfico, mas sim de um suspeito de assassinato. armou-se 
de valor para manter a sensatez enquanto Eve atravessava rpido e  serenamente pelo trnsito. Quis gravar cada detalhe em sua mente. A velocidade selvagem, o brilho 
das luzes, o puxo e a sacudida repentina quando sua tenente -Deus, no era ela assombrosa?- disparou o veculo em uma rpida elevao vertical para sortear um entupo 
no Lexington.
Escutou  voz clara, e prtica do Peabody enquanto coordenava com os reforos por seu comunicador. A maldio baixa, e descuidada do Eve quando foi obrigada a virar 
bruscamente para evitar um par de "jodidos atrasados mentais" em uma patinete.
Ela freou com um chiado em uma parada no lado Oeste do centro de transporte. 
-Peabody, Trueheart, comigo. Vejamos o que os moos de trnsito tm para ns.
Havia dois policiais de trnsito selando a sada.  Ambos ficaram em posio firmes quando Eve mostrou sua insgnia. 
-Estado?
-Seu suspeito est dentro, Tenente. Nvel Dois, rea C. H vrios passageiros nessa rea. O expresso para Toronto foi vendido completamente. H vrias lojas, restaurantes, 
e instalaes de servios. Os homens esto estabelecidos em todos os elevadores, escorregadores, e corredores peatonales que conduzem dentro ou fora da rea. Ele 
est ali.
-Esteja preparado.
Entrou no grande mar de rudo e movimento.
-Tenente, Feeney e McNab aproximando-se pelo lado sul do edifcio.
-lhes d a posio do objetivo. No temos dados de armas, mas entramos assumindo que est armado. -Cruzou a ampla extenso do nvel enquanto a gente se apressava 
a ir-se a casa ou corria afastando-se por diante dela-. Alerte ao oficial ao mando que nos dirigimos para baixo.
-Capito Stuart, senhor. Canal B em seu comunicador. Est preparada.
-Capito Stuart, Tenente Dallas.
-Tenente, temos nossa rede no lugar. O Centro de Controle do Trfico seguir anunciando demoras para o doze e zero cinco a Toronto. 
-Onde est meu suspeito?
A cara do Stuart permaneceu em branco e dura, mas sua voz foi tirante. 
-perdemos contato visual direto com o sujeito. Ele no, repito, no saiu da rea patrulhada. Nossas cmaras de segurana executam um varrido completo. Recolheremo-lo.
-Fique em contato comigo, por este canal, quando o vir, -disse Eve brevemente-. Relatrio a seus homens que a NYPSD est no lugar e a cargo. Sua total cooperao 
e ajuda so apreciadas.
-Este  meu jardim, Tenente. Minha ordem.
-O objetivo  suspeito de dois homicdios em meu jardim, Capito. Isso  a inabilita, e ambas sabemos. v fazer seu trabalho. Podemos competir quanto a quem ma mais 
longe mais tarde. -Eve esperou um segundo-. Nos aproximamos do Nvel Dois. Por favor relatrio a seus homens. As armas devem ser programadas ao ajuste mais baixo 
e ser desdobradas s em circunstncias extremas e para o amparo de pessoas pressente. Quero uma deteno limpa.
-Sou totalmente consciente de como realizar uma operao desta natureza. Fui informada que o objetivo pode estar armado.
-No podemos confirm-lo. Precauo de uso e fora mnima. Fora mnima, Capito; isso  prioritrio. A rea est lotada de civis. Manterei este canal para mais 
comunicaes.
Eve colocou o comunicador em seu bolso. 
-Ouviu isso, Peabody?
-Sim, senhor. Ela quer a deteno. "Esta tarde, as Autoridades de Trnsito da Cidade de Nova Iorque, conduzidas pelo Capito Stuart, capturaram ao suspeito principal 
no assassinato do Richard Draco, em fuga. Imagens s onze".
-E qual  nosso objetivo?
-Identificar-se, reter, e encarcerar ao objetivo. Em uma pea, e sem civis feridos.
-Segue isso, Trueheart?
-Sim, senhor.
Eve notou aos oficiais de trnsito assegurando o permetro da rea C. E a corrente de gente que se movia, vadiava, ou se precipitavam sobre a ampla plataforma e 
pelos serpenteantes corredores que conduziam s lojas e restaurantes.
Cheirou o aroma gordurento da comida rpida, o aroma de suor da multido. Os bebs choravam. O atual rock urbano prorrompia de uma caixa de msica em direta violao 
do cdigo de contaminao acstica. Uma pequena banda de cantores de calada lutava por competir.
Ela viu cansao, entusiasmo, e aborrecimento no mar de caras. E com aplacada molstia, viu passeando-se a um ladro caando uma carteira.
-Trueheart,  o nico que conseguiu v-lo. Mantn seus olhos abertos. Queremos desmantelar isto sem problemas, mas no perder tempo. Quanto mais se atrase o expresso, 
mais nervoso Stiles vai ficar.
-Dallas, Feeney e McNab s nove.
-Sim, vejo-os. -Ela os viu, a mar emergente de civis, as dzias de desvios-. Este lugar parece uma colmia de insetos. vamos estender nos. Peabody, patrulha  direita. 
Trueheart, toma a esquerda. Mantenham o contato visual.
Ela tomou o centro, abrindo-se passo entre a multido, explorando com o olhar. Cruzando as vias, um trem caminho ao sul arrasou o tnel com um assobio de ar quente. 
Um mendigo, com a licena de mendigo lubrificada com algo indefinvel, trabalhava aos passageiros em espera do atrasado rpido a Toronto.
Esteve a ponto de coincidir com o Feeney, trocou seu olhar para controlar a posio do Peabody, e girou sua cabea para vigiar ao Trueheart.
Ouviu o grito, uma srie de gritos, uma exploso de cristal quando o painel em uma das entradas principais se rompeu. Assim como ela girou, viu o Stiles abrindo-se 
passo pela multido aterrorizada, aoitado por um policial de trnsito.
-Deixe de disparar! -Gritou-lhe, agarrando tanto a arma como o comunicador-. Stuart, ordene que seu homem cesse o fogo! O objetivo est esquecido. No utilize suas 
armas.
Ela usava cotovelos, botas, e joelhos, para abrir acontecer com a fora atravs da quebra de onda de pessoas fugindo da rea.  Algum caiu contra ela, todos com 
olhos irracionais e mos que aferravam. Apertando os dentes, separou-o de um tranco, empurrando por uma abertura.
A seguinte onda de gente enxameou como abelhas, gritando quando as janelas frontais de uma loja cuspiram vidro. Ela sentiu o calor em sua cara, e um pouco molhado 
desceu por seu pescoo.
Viu o Stiles saltar  sobre o cansado e encolher-se. Logo viu o Trueheart.
Ele tinha pernas largas, e se moviam rpido. Eve usou as prprias, e se abriu aconteo rapidamente. Pela extremidade do olho, viu um imbecil movendo-se.
-No! Deixe de disparar! -Sua ordem gritada foi afogada no caos. Inclusive quando saltou para o policial de trnsito, ele se localizou em posio de tiro e apontou. 
Nesse mesmo instante, Trueheart se preparou para um placaje e se lanou.
O choque com a viga o sacudiu no ar, e converteu seu corpo em um mssil que se estrelou com fora contra Stiles empurrando-o para trs. A fora os enviou a ambos 
os fora da plataforma, sob os trilhos.
-No. Maldita seja. No! -Separou-se de um empurro  polcia de trnsito, girou para o lado, e correu  beira da plataforma-. Detenha todos os trens com direo 
norte! lesou na pista. Detenha todos os trens! OH Jesus. OH Cristo.
Um enredo de corpos, salpicados de sangue. Ela desceu de um salto para as vias, sentindo um tremor subindo por suas pernas. Ofegou ao procurar o pulso na garganta 
do Trueheart.
-Maldita seja. Maldita seja. Oficial cansado! -Forou a voz com a garganta seca por seu comunicador-. Oficial cansado! Requeiro assistncia mdica imediata, Grand 
Central, Nvel Dois, rea C como no Charlie. Desdobramento unidades mdicas. Oficial e suspeito cansado. Agenta, Trueheart.
tirou-se rapidamente a jaqueta, estendeu-a sobre seu peito, e logo usou suas mos para pressionar a larga inciso que descia por sua coxa.
Feeney, sem flego e suando, aterrissou a seu lado. 
-Ah, Cristo. Que to mau?
-Mau. preparou-se para um placaje, e saltou diretamente na jodida viga. -Tinha dado um passo muito tarde. Um passo muito tarde-. Logo caiu. No podemos nos arriscar 
a mov-lo sem estabilizadores. Onde esto os tcnicos mdicos? Onde esto os jodidos tcnicos mdicos?
-Em caminho. Aqui. -Ele desatou seu cinturo, deu-lhe uma cotovelada para faz-la um lado, e rapidamente formou um torniquete-. Stiles?
ordenou-se manter a calma, engatinhando para onde Stiles jazia de barriga para baixo, comprovou-lhe o pulso. 
-Vivo. Ele no agarrou o golpe, e pelo modo em que caram, pareceu que o moo se levou o pior da queda.
-Sua cara est sangrando, Dallas.
-Agarrei um cristal, isso  tudo. -limpou-se o gotejou com o dorso da mo, mesclando seu sangue com a do Trueheart-. Quando conseguir terminar com o Stuart e seus 
tiros quentes...
Ela se interrompeu, e voltou o olhar  cara jovem, e plida do Trueheart. 
-Jesus, Feeney.  s um moo.

Capitulo 17
Eve atravessou as portas do quarto de emergncia depois da maca e os Tcnicos Mdicos que falavam apressadamente. As palavras eram como bofetadas, fortes e ressonantes. 
Sob a surriada deles ouviu algo sobre leses vertebrais, e hemorragia interna.
Quando golpearam as portas de um quarto de exame, uma enfermeira enorme, com pele de um bano reluzente contra o azul claro de sua bata, bloqueou o caminho do Eve.
-Com exceo de se, irm.  meu homem o que est ali abaixo.
-No, voc se aparta, irm. -A enfermeira colocou uma mo catalogada como um canto rodado no ombro do Eve-. S pessoal mdico alm deste ponto. Voc tem algumas 
laceraes faciais bastante boas ali. V a Exame Quatro. Algum ir limpar lhe.
-Posso me limpar eu mesma. Esse moo ali dentro me pertence. Sou sua tenente.
-Bem, Tenente, simplesmente vai ter que deixar que os doutores faam o que eles fazem. -Ela tirou um block de notas-. Quer ajudar, me d seus dados pessoais.
Eve apartou  enfermeira de uma cotovelada, moveu-se ao cristal de observao, mas no tentou meter-se outra vez. Deus, odiava os hospitais. Odiava-os. Tudo o que 
poderia ver era uma rajada de movimento, batas verdes para os doutores, azuis para as enfermeiras.
E ao inconsciente Trueheart na mesa sob luzes frite enquanto trabalhavam nele.
-Tenente. -A voz da enfermeira se suavizou-. nos Ajudemos a uma  outra aqui fora. Ambas queremos o mesmo. me facilite o que possa do paciente.
-Trueheart. Cristo, qual  seu nome. Peabody?
-Troy, -disse-lhe Peabody-.  Troy. Tem vinte e dois anos.
Eve simplesmente colocou sua frente contra o cristal, fechou os olhos e transmitiu a causa das feridas.
-Encarregaremo-nos dele, -disse-lhe a enfermeira-. Agora voc v-se mesma a Quatro. -Ela se balanou pelas portas, e passou a formar parte da parede azul e verde.
-Peabody, encontra a sua famlia. Ter que um par de conselheiros fiquem em contato com eles.
-Sim, senhor. Feeney e McNab vigiam ao Stiles. Ele est no quarto seguinte.
Mais macas entravam em torrentes. Os feridos no Grand Central foram manter ocupados  equipe de emergncia pelo resto da noite com cortes, contuses, e ossos quebrados. 
-Informarei  comandante do estado atual. -voltou-se do cristal de modo que pudesse dar seu relatrio sem vacilar.
Quando terminou, caminhou para as portas e chamou casa.
-Roarke.
-Est sangrando.
-Eu... estou no hospital.
-Onde? Qual?
-Roosevelt. Escuta...
-Estou em caminho.
-No, espera. Estou bem. Tenho a um homem cansado. Um moo,              -disse e quase se quebrou-.  um moo maldita seja. esto-se ocupando dele. Preciso ficar 
at... preciso ficar  
-Estou em  caminho, -disse outra vez.
Ela comeou a protestar, logo simplesmente afirmou com a cabea. 
-Sim. Obrigado.
A enfermeira retornou pelas portas, e lanou ao Eve um olhar cortante. 
-por que no est voc no Quarto Quatro?
-Qual  a condio do Trueheart?
-Esto-o estabilizando. Dirigir-se  cirurgia dentro de pouco. Posto de observao Seis. Levarei-a a uma rea de espera depois de que seja tratada.
-Quero um relatrio completo de sua condio.
-Voc o quer, conseguir-o. depois de que seja tratada.
* * * * *
A espera era a pior. Deu-lhe muito tempo para pensar, refazer, e questionar a posteriori. Precisar cada pequeno deslize.
No podia sentar-se. passeou-se, bebeu o horrvel caf, e ficou com o olhar fixo fora da janela na parede da asa contiga.
- jovem. So, -disse Peabody porque no poderia agentar no dizer nada-. Isso pesa a seu favor.
-Deveria hav-lo enviado a casa. Deveria hav-lo relevado. No tinha nada que fazer conduzindo a um novato nesta classe de operao.
-Quis lhe dar uma oportunidade.
-Uma oportunidade? -Ela girou ao redor, e com seus olhos ferozes, e brilhantes de emoo-. Pus sua vida em perigo, em uma situao para a que ele no estava preparado. 
Caiu. Sou responsvel por isso.
-Maldito se o fez. -Peabody levantou o queixo rebeldemente-.  polcia. Quando te pe o uniforme, assume o risco. Ele estava desempenhando seu trabalho, e isso significa 
lhe fazer frente  virtual possibilidade de receber um golpe cumprindo com seu dever diariamente. Se eu tivesse tomado a esquerda em vez da direita, faria exatamente 
o que Trueheart fez, e estaria em cirurgia. E me desgostaria muito saber que est parada aqui fora lhe tirando mero s aes que tomei para fazer meu trabalho.
-Peabody... -Eve se interrompeu, negou com a cabea, e caminhou de retorno para a abarrotada mquina de caf.
-Bem feito. -Roarke se moveu, e esfregou uma mo no ombro do Peabody-.  uma jia, Peabody.
-No foi sua culpa. No posso suportar v-la assumi-la.
-Se no o fizesse, no seria quem .
-Sim, suponho. vou ver se posso se localizar ao McNab e conseguir uma atualizao na condio do Stiles. Talvez possa convencer a de que de um passeio, sair a tomar 
ar.
-Verei o que posso fazer.
Ele cruzou para o Eve. 
-Segue bebendo aquele caf, e ter buracos nas paredes de seu estmago pelos que poderia colocar meu punho. Est cansada, Tenente. Sente-se.
-No posso. -Ela girou, e viu que o quarto estava momentaneamente vazio. permitiu-se derrubar-se-. OH Deus, -murmurou com a cara pressionada em seu ombro-. Ele ps 
um estpido sorriso em sua cara quando lhe disse que o levava comigo. Pensei que o cobriria, logo todo se danificou. Pessoas pisoteando s pessoas, gritos. No pude 
passar o bastante rpido. No cheguei a ele a tempo.
Conhecia-a o bastante bem para no dizer nada, s abra-la at que ela se estabilizasse. 
-Tenho que saber algo. Voc tem fios aqui, -disse, tornando-se para trs-. Atira uns quantos, far-o? e averigua o que acontece cirurgia
-Est bem. -Tomou a taa reciclada de sua mo, e a apartou-. Sente-se por uns minutos. irei devorar esses fios.
Ela tratou de sentar-se, obtendo-o quase um minuto completo antes de levantar-se e ir por caf outra vez. Quando tomava outra taa, uma mulher entrou no quarto.
Era alta, magra, e tinha os olhos ingnuos do Trueheart. 
-Perdo. -Ela olhou ao redor o quarto, e de volta ao Eve-. Procuro o Tenente Dallas.
-Sou Dallas.
-Sim, deveria hav-lo sabido. Troy me falou muito de voc. Sou Pauline Trueheart, a me do Troy.
Eve esperou pnico, pena, clera, rogos, e em lugar disso ficou olhando em branco enquanto Pauline caminhava para ela, e lhe tendia uma mo.
-Sra. Trueheart, lamento muitssimo que seu filho fora ferido cumprindo com seu dever. Eu gostaria que soubesse que ele realizou aquele dever de uma maneira exemplar.
-Ele estaria to contente de ouvi-la dizer isso. Admira-a muito. De fato, espero que no lhe envergonhe, mas acredito que Troy est um pouco apaixonado por voc.
Em vez de beber o caf, Eve o baixou. 
-Sra. Trueheart, seu filho estava sob meu mando quando foi ferido.
-Sim, sei. Os conselheiros me explicaram o que aconteceu. J falei com o enlace paciente. Esto fazendo tudo o que podem por lhe ajudar. Ele estar bem.
Ela sorriu, e ainda aferrando a mo do Eve, encaminhou-a para os assentos. 
-Em meu corao saberia se fosse de outro modo.  todo que tenho, compreende.
Eve se sentou na mesa, de cara ao Pauline quando a mulher se deixou cair em uma cadeira. 
- jovem e forte.
-Sim, e um lutador. quis ser polcia desde que posso recordar. Significa tanto para ele, o uniforme.  um jovem maravilhoso, Tenente, nunca foi nada salvo uma alegria 
para mim. -Jogou uma olhada para a entrada-. Odeio pensar que esteja sofrendo.
-Sra. Trueheart... -Eve se moveu, tentando-o outra vez-. No acredito que sentisse dor. Ao menos, estava inconsciente quando cheguei a ele.
-Isso  bom, ajuda. Obrigado.
-Como pode me agradecer? Pu-lo nesta posio.
- obvio que no. -Tomou a mo do Eve outra vez-. Voc deve ser um excelente oficial ao mando, por preocupar-se tanto. Meu filho quer servir. Servir e proteger, 
no  assim?
-Sim.
-Preocupo-me.  muito difcil para aqueles de ns que amamos aos quais servem e protegem. Mas acredito no Troy. Absolutamente. Estou seguro que sua me diria o mesmo 
a respeito de voc.
Eve se tornou para trs de um puxo, esmagando a dor que se centrou em seu ventre. 
-No tenho me.
-OH, sinto muito. Bem. -Tocou o aliana de casamento do Eve-. Algum que lhe ama, ento. Ele acredita em voc.
-Sim. -Eve levantou o olhar, e encontrou os olhos do Roarke quando ele entrou-. Penso que o faz.
-Sra. Trueheart. -Roarke cruzou para ela-. Acabo de ser informado que seu filho sair de cirurgia breve.
Eve sentiu o rpido, e ligeiro tremor dos dedos do Pauline. 
- voc doutor?
-No. Sou o marido da Tenente Dallas.
-OH. Disseram-lhe  qual... qual  a condio do Troy?
-Est estvel. So muito otimistas. Algum da equipe cirrgica falar com voc logo.
-Obrigado. Disseram-me que havia uma capela neste piso. Acredito que me sentarei ali at que estejam dispostos para mim. Voc se v to cansada, Tenente. Troy no 
se oporia se se fosse a casa e descansasse algo.
Quando ficou a ss com o Roarke outra vez, Eve simplesmente apoiou seus cotovelos em suas coxas e pressionou os olhos com as mos. 
-me diga o que no lhe disse. Solta-o diretamente.
-A ferida vertebral os tem um pouco preocupados.
-Est paralisado?
-Tm a esperana de que seja temporrio, devido ao inchao. Se resulta ser mais srio, h tratamentos com altas taxas de xito.
-Ele precisa ser polcia. Pode trazer um especialista?
-J me encarreguei que isso.
Ela ficou na mesma posio, e se balanou um pouco. 
-Devo-lhe isso.
-No me insulte, Eve.
-Viu sua me? Viu como era? Como pode-se algum to forte, to valente?
Roarke lhe agarrou as bonecas, e baixou suas mos. 
-te olhe no espelho.
Ela negou com a cabea
- seu amor. Ela o far sentir-se seguro, inteiro e feliz porque ela o adora. Penso que ela sair adiante, tambm.
-O amor de me  uma fora violenta e poderosa.
Mais estvel, comeou a mover seus ombros adoloridos.
 -Pensa alguma vez na tua? Sua me?
Ele no respondeu imediatamente, e a vacilao a fez lhe olhar carrancuda. 
-ia dizer que no, -explicou ele-. Mas isso seria um reflexo. Sim, suponho que o fao, ocasionalmente. Pergunto-me de vez em quando que foi dela.
-E por que te abandonou?
-Sei por que me abandonou. -O ao voltou para sua voz, a seus olhos. Ao frio-. No tive nenhum interesse particular por ela.
-No sei por que a minha me abandonou. Isso  o pior, penso. No saber por que. No recordar. -Bufou, molesta consigo mesma-. E isso  especulao intil.
"Suponho que tenho s mes na mente. Preciso falar com o Carly sobre a  sua.
levantou-se, e descartou a fadiga. 
-Quero comprovar a condio do Stiles, entrevist-lo se estiver consciente. Terei que ir  Central, e arquivar meu relatrio. Tenho que me reunir com o comandante 
a primeira hora da manh.
Ele se levantou tambm. Sua cara estava plida, e seus olhos machucados. As raspaduras e arranhes em sua cara se destacavam como insgnias de honra. 
-Tem que dormir.
-Farei-o um pouco na Central. De todos os modos, como esto as coisas, deveria concluir em umas horas. Tomarei um pouco de tempo pessoal quando terminar.
-Quando o fizer, tomemos uns dias. Poderia aproveitar um pouco de sol.
-Pensarei-o. -Como estavam sozinhos, inclinou-se para beij-lo.
* * * * *
s sete e dez, Eve estava de p no escritrio do Whitney. Ele tinha seu relatrio escrito em disco e cpia impressa, e escutava seu seguimento oral.
-O doutor do Stiles estima que a meio-dia  o antes que pode ser interrogado. Neste momento, est sedado. Sua condio  estvel. O oficial Trueheart permanece em 
condio grave. Suas extremidades inferiores ainda no respondem a estmulos, e, neste ponto, no recuperou completamente o conhecimento. Eu gostaria de recomendar 
ao Oficial Trueheart para uma meno por sua conduta. Suas aes rpidas e indiferena por sua segurana pessoal foram diretamente responsveis pela deteno do 
suspeito. Ferida-las sustentadas por ele durante a operao no foram devidas a nenhuma negligncia por sua parte, mas sim pela minha.
-Assim  como voc o indica em seu relatrio escrito. Discrepo com sua anlise.
-Senhor, o Oficial Trueheart mostrou coragem e atuou inteligentemente sob circunstncias difceis e perigosas.
-No duvido disso, Tenente. -recostou-se-. Voc se mostra admiravelmente controlada tanto em seu relatrio escrito como oral. Est considerando discutir  os problemas 
da operao pessoalmente com a Capit Stuart? Porque sim  assim, terei que publicar uma ordem direta, para que voc no estabelea contato com a Capit Stuart. 
Ela est, neste momento, sendo repreendida por seus superiores. No pensa que isso  suficiente? -perguntou depois de um momento cortando o silncio.
-No sou quem para diz-lo.
-Admiravelmente controlada, -repetiu ele-. Ela o jodi. Por seu desprezo para sua autoridade, suas ordens, a cadeia de mando, e todo sentido comum razovel, arruinou 
a situao completamente,  responsvel por dzias de civis feridos, milhares em machuco  propriedade, ofereceu ao suspeito a oportunidade de fugir, e ps a um 
de meus homens no hospital.
Ele se inclinou para frente, e falou entre dentes. 
-Pensa que no estou furioso?
-Est admiravelmente controlado, senhor.
Ele soltou uma exploso curta de som que poderia ter sido uma risada. 
-Informou a Capit Stuart que voc estava ao mando, que voc controlava a cena, e em dita cena devia pr todas as armas atordoantes em nvel baixo e no deveriam 
descarregar as mesmas  exceo de uma extrema circunstncia?
-Sim, senhor, fiz-o.
-A capit Stuart ser castigada, prometo-o. Ter sorte de trabalhar em Controle de Sistema quando a investigao interna esteja completa. Conforme-se com isso.
-Trueheart tem vinte e dois anos. -E isso lhe pesava, como uma pedra no corao.
-Sou consciente disso. Sou consciente de como se sente por ter um homem cansado sob seu mando. Aparte-o, Tenente, e faa seu trabalho. Sinta-se.
Quando obedeceu, ele ps seu relatrio escrito  parte. 
-Quando foi a ltima vez que dormiu algo?
-Estou bem.
-Quando terminamos aqui, tomar duas horas. Essa  uma ordem. Anja Carvell, -comeou ele-. A considera um elemento essencial neste caso?
- um cabo solto. Qualquer cabo sem atar  um elemento essencial.
-E seus presuntas relacione com o Kenneth Stiles e Richard Draco?
-O nmero de conexes cruzadas neste caso causa muitos tringulos para no ser ignorados. Parecesse que Stiles fez os acertos para o assassinato do Draco, e como 
resultante, Linus Quim. Entretanto, h vrios outros com motivo e oportunidade. No  imperioso que Stiles atuasse, mais, que ele atuasse sozinho. antes de que fosse 
por ele, estava a ponto de solicitar uma autorizao para romper o selo na adoo do Carly Landsdowne.
-Tome suas duas horas, logo tente com o Juiz Levinsky. A maior parte dos juizes resistem a abrir selos em adoes privadas. Ele pode ser sua melhor opo, especialmente 
se o agarra depois de que tenha tomado o caf da manh.
* * * * *
Pensou seguir as ordens. Achar uma superfcie plaina e estender-se em cima lhe ajudaria a esclarecer sua mente.
Fechou a porta a seu escritrio, p-lhe chave, logo simplesmente se estendeu no cho. antes de que pudesse fechar seus olhos, seu palm elo emitiu um sinal sonoro.
-Sim, o que?
-bom dia, Tenente.
-No chateie, -resmungou e descansou sua bochecha em sua mo-. Me estou deitando agora mesmo.
-Perfeito. -Roarke estudou sua cara-. Embora estaria melhor em uma cama que no cho de seu escritrio.
-Sabe  tudo?
-Conheo-te. Que  pelo que decidi te contatar. Tive o descuido de no te passar certa informao ontem  noite. O nome da me biolgica no arquivo do Carly Landsdowne.
-Do que est falando? Disse-te que deixasse isso em paz.
-Desobedeci. Esperarei com muita iluso a que me castigue mais tarde. encontra-se registrado como Anja Carvell. Deu a luz em uma clnica para mulheres privada na 
Sua. A adoo foi programada com antecipao e legal. Lhe deu o perodo obrigatrio de vinte e quatro horas para retratar-se de sua deciso, impresso, e assinou 
os papis finais. Inscreveu ao pai como Richard Draco, e incluiu, por lei, um documento jurado no qual consta que ele tinha sido informado do embarao, sua deciso 
de complet-lo, e a adoo. O documento foi verificado por provas de autenticidade voluntrias.
-Foi notificado ele do nascimento de um menino vivo?
-Sim. Em um arquivo completo, e to eficiente como um espera dos suos. Ele  soube que teve um menino, uma filha. As provas obrigatrias de DNA verificaram que 
era o pai. No ps objees  adoo.
Ela se voltou de costas, deixou que a informao se deslizasse em seu crebro. 
-Os pais adotivos tm direito a toda essa informao exceto os nomes. Recebem histricos mdicos dos pais biolgicos, seus antecedentes culturais e tnicos, intelectuais, 
habilidades artsticas, e tcnicas. Tudo o que pode pintar um quadro bastante claro. O adotado tambm tem direito a todos estes dados quando o solicitar, inclusive 
os nomes legais dos pais biolgicos.
-No encontrei nenhuma solicitude dessa informao pelo adotado,                  -disse-lhe Roarke.
-H modos de sorte-lo. Carly poderia hav-lo sabido. Poderia haver-se reunido com o Draco e suspeitado que era seu pai. pareceu fsico se sabe busc-lo. Quanto 
sabia ela?
-Averiguar-o. Dorme um pouco.
-Claro. me recorde te castigar mais tarde pela infrao eletrnica.
-J estou excitado.
Ela ficou dormida, pensando a respeito de pais e filhas, de engano e assassinato.
E despertou com o velho pesadelo rugindo em sua garganta, sua pele banhada em suor  e um batimento do corao violento em sua cabea.
Rodou, e se inclinou para lutar contra as nuseas. Requereu vrios agitados segundos dar-se conta que no toda a palpitao vinha de sua cabea. Uma certa quantidade 
era de sua porta.
-Sim. J vou. Diabos. -equilibrou-se, e se obrigou a respirar. levantou-se, e apoiou uma mo no escritrio at que suas pernas foram estveis outra vez.
depois de apartar as fechaduras, abriu a porta de um puxo. 
-O que?
-No respondia o comunicador, -disse Peabody com pressa. Sua cara ainda estava ruborizada pelo frio da manh-. Eu estava... est bem?  V-te...   -Aturdida, pensou, 
mas seguiu a seu instinto e retificou a palavra-. Desorientada.
-Estava dormindo.
-V, sinto muito. -Peabody se desabotoou o casaco. Em seu ltimo intento de perder peso, desceu-se do metro a cinco quadras da Central. O inverno tinha decidido 
voltar para sacudir novamente essa manh-. S entrei, e me topei com o comandante a sua sada. Ele se dirige ao hospital.
-Trueheart? - Agarrou o brao do Peabody-. O perdemos?
-No. Est consciente. O comandante me disse que despertou faz aproximadamente vinte minutos, e aqui est a melhor parte, responde aos estmulos. No h paralisia, 
e eles o subiram a condio reservada.
-Excelente. -O alvio a sacudiu como uma porta giratria-. Excelente, perfeito. Deteremo-nos brevemente e o veremos quando formos entrevistar ao Stiles.
-A brigada contribuo para um acerto floral. Todos querem ao Trueheart.
-Bem, me deixe. -sentou-se detrs de seu escritrio-. me Consiga um pouco de caf, sim? Estou atordoada.
-No foi a casa tampouco, certo? quando me despachou disse que foi a casa.
-Menti. Caf. Tenho informao de uma fonte annima. Voltaremos a entrevistar ao Carly Landsdowne.
Peabody cheirou e andou com passo majestoso ao AutoChef. 
-Adivinho que seu ajudante supostamente no pode perguntar o nome da fonte?
-supe-se que meu ajudante me consegue caf antes de que lhe remoa sua garganta.
-J entendi, -grunhiu Peabody-. por que Carly, nesta etapa da investigao?
-Acabo de verificar que Richard Draco era seu pai.
-Mas eles eram... -Uma dzia de emoes passaram atravs da cara do Peabody-. OH, puaf!
-Em palavras de uma slaba. -Eve agarrou o caf-. Quero que uma petio formal seja apresentada ao Juiz Levinsky para romper o selo de adoo. Temos que faz-lo 
oficial. Enquanto isso... -Se interrompeu quando seu comunicador do escritrio assinalou um entrante.
-Homicdio. Dallas.
-Tenente Eve Dallas?
Eve estudou  mulher. 
-Assim .
-Tenente Dallas, meu nome  Anja Carvell. Eu gostaria de falar com voc de um assunto muito importante, quanto antes.
-estive procurando-a, Sra. Carvell.
-Pensei que assim poderia ser. Seria possvel para voc que nos encontrssemos em meu hotel? Fico no Palace.
-Lugar popular. Estarei ali. Vinte minutos.
-Obrigado. Penso que posso lhe ajudar a esclarecer vrios assuntos.
-Santo Deus! -Peabody agarrou seu prprio caf quando Eve cortou a transmisso-. A buscamos por toda parte at o inferno e de volta, e agora  justo cai em nossos 
regaos.
-Sim, interessante coincidncia. -Eve se separou do escritrio-. Eu no gosto das coincidncias.
* * * * *
PARA SER ABERTO EM CASO DE MINHA MORTE

Sim, isso soava interessante, um toque dramtico. A gente nunca quer perder o sentido do estilo, inclusive sob presso. Em particular sob presso. As plulas estavam 
onde pudessem ser facilmente alcanadas, sim fossem necessrias. Um ltimo recurso,  obvio, mas sero rpidas. Seriam aprazveis.
"No te volte plcida em seu adeus". Pois bem, que diabos sabia ele? Se se reduzir  morte ou a priso, a morte  prefervel.
A vida  uma srie de opes. Algum se torce na seguinte, e troca de caminho. Nunca em realidade a percorre diretamente, a menos que no haja alegrias, nem penas. 
Eu sempre preferiria o caminho sem o destino definido. Fiz minhas eleies, para melhor ou para pior, eram minhas para as fazer. Tomo a total responsabilidade pelos 
resultados daquelas opes.
Inclusive Richard Draco. No, principalmente Richard Draco. Sua vida no foi uma srie de opes, a no ser uma compilao de atos cruis, pequenos e grandes. Cada 
um a quem tocou foi machucado de certa forma. Sua morte no pesa em minha conscincia. O que ele fez, sabendo, deliberadamente, brutalmente, merecia sua exterminao.
S desejo que houvesse dor, grandes cheire de dor, enormes traados de compreenso, de medo, e de pena naquele instante antes de que a faca perfurasse seu corao.
Mas no planejamento de sua execuo, tive em mente a sobrevivncia de igual forma. Suponho que ainda o fao.
Se me desse a oportunidade de volt-lo para fazer outra vez, no trocaria nada. No fingirei remorso por eliminar a uma sanguessuga.
Tenho certo pesar por levar com enganos ao Linus Quim a sua morte. Era necessrio, e Deus sabe que era um hombrecito grotesco, e frio. Minha eleio pde ter sido 
suborn-lo, mas a chantagem  uma espcie de enfermidade, no? Uma vez que o corpo est infectado com isso, estende-se e volta em momentos inoportunos. por que me 
arriscar?
De todos os modos, no me proporcionou nenhum prazer arrumar sua morte. De fato, foi necessrio para sossegar meus nervos e ansiedade. Assegurei-me que no sentisse 
dor, nem medo, mas sim morreu com a iluso do prazer.
Mas isso, suponho, no invalida o ato de acabar tambm outra vida.
Pensei que era to inteligente, encenando o assassinato do Richard diante de tantos, sabendo que todos aqueles que o rodeavam tinham motivos para desejar lhe fazer 
danifico. Havia uma emoo to flexvel na idia de ter a faca que Christine Voe inundaria no corao negro, e miservel do Leonard Voe de verdade. Era maravilhosamente 
apropriado.
Lamento e peo perdo por causar a meus amigos e colegas qualquer angstia, pondo-os, inclusive por curto prazo, sob qualquer suspeita. Parvo de mim, parvo por ter 
acreditado que nunca chegaria a tal ponto.
Ningum, disse-me, tinha interesse pelo Richard. Sua morte no seria chorada por ningum que o conhecesse salvo com lgrimas de crocodilo convertidas para brilhar 
tenuemente em plidas bochechas para a audincia.
Mas calculei mau.  tenente Dallas importa. OH, no a respeito do Richard possivelmente. Ela certamente tem descoberto bastante verdade a respeito dele para estas 
datas para provocar sua repugnncia. Mas ela se preocupa com a lei. Acredito que  sua religio, essa posio com os assassinados.
Compreendi-o muito em breve depois de examinar seus olhos. A fim de contas, passei minha vida estudando s pessoas, medindo-os, e imitando-os.
Ao final, fiz o que me propus fazer, o que acredito com todo meu corao e alma que tive que fazer. Eu, sem piedade possivelmente, emendei ofensas incalculveis.
No  isso justia?

Capitulo 18
Anja Carvell era formosa, com curvas pelas quais as mulheres suavam ou pagavam por elas. E os homens se apaixonavam. Sua boca era voluptuosa, sensual, e grafite 
com um brilhante cobre brunido. Sua pele tinha o brilho delicado do p dourado de modo que com o vermelho defumado de seu cabelo, e os olhos castanhos, ela se parecia 
com uma chama posta apenas a arder a fogo lento.
Ela lanou ao Eve um largo olhar, plaina, trocou brevemente ao Peabody, logo retrocedeu, e abriu mais a porta de sua modesta sute.
-Obrigado por vir to rapidamente. Precavi-me depois de que falamos que eu deveria me haver devotado a ir ver a.
-No  problema.
-Bem, voc me perdoar, confio, por no conhecer o procedimento apropriado em tais assuntos como este. Minha experincia com pessoas de sua profisso  estritamente 
limitada. pedi uma jarra de chocolate.
Ela gesticulou para a rea de estar onde uma jarra branca e duas taas fazendo jogo estavam se localizadas em uma mesa baixa. 
-Gostaria de unir-se a mim? Est to frio e sombrio fora. Conseguirei sem mais outra taa para seu ajudante.
-No se incomode. -Eve ouviu, e ignorou, o suspiro suave, e violento do Peabody a suas costas-. Voc siga adiante.
-Nesse caso, sentamo-nos?
Anja mostrou o caminho ao sof, alisou sua larga saia cor bronze, logo levantou a jarra. Havia msica tranqila soando, algo como gorjeio de aves ao piano. Um rechoncho 
floreiro com rosas cabbage estava situado ao lado do abajur. Sua fragrncia, e a mulher, perfumavam o quarto.
Era, pensou Eve, uma cena bonita e civilizada.
-Cheguei a Nova Iorque justo ontem  noite, -comeou Anja-. Tinha esquecido quanto desfruto da cidade. A pressa e energia dela. O calor, at neste inverno sem fim. 
Vocs os americanos enchem todos os espaos e ainda encontram mais.
-De onde veio voc?
-Montreal. -Ela bebeu a sorvos seu chocolate, equilibrando a taa com a mesma delicadeza feminina que Eve freqentemente admirava em Olhe-. Tenente, temo que Kenneth 
no fora completamente veraz com voc durante sua discusso com ele. Espero que no o culpe por isso. Pensava em mim.
-Sra. Carvell, necessito sua permisso para registrar esta conversao.
-OH. -depois de uma piscada desconcertada, Anja afirmou com a  cabea-. Sim,  obvio. Suponho que deve fazer-se oficialmente.
-Registro aceso, Peabody. -Quando Eve recitou os direitos e obrigaes padres, os olhos da Anja se aumentaram surpreendidos, logo se avivaram outra vez com o que 
poderia ter sido diverso.
-Sou suspeita ento?
- o procedimento. Para seu amparo. Entende os direitos e obrigaes que resumi para voc?
-Sim, foi completamente clara.
-Sra. Carvell, por que veio ontem a Nova Iorque de Montreal?
-Kenneth... Kenneth Stiles me contatou. Ele tinha que lombriga. Estava totalmente aflito e preocupado. Acredita que vocs pensam que ele matou ao Richard Draco. 
Tenente Dallas, tal coisa no  possvel.
-E por que  isso?
-Kenneth  um homem amvel e corts.
-Esse homem amvel e corts mandou ao Richard Draco ao hospital vinte e quatro anos atrs depois de uma violenta agresso.
Anja fez um som impaciente, e sua taa fez clique em seu pires. 
-A impetuosidade da juventude Deve um homem ser acossado por um nico ato tolo cometido faz tanto tempo? Um ato cometido por amor e preocupao?
-Seja o que seja que faamos no persegue, Sra. Carvell.
-No acredito nisso. Sou a prova vivente de que se pode trocar por vontade prpria. -Sua mo se levantou apertada um momento, como se empunhasse essa vontade-. Tenente 
Dallas, quando vi o Kenneth ontem  noite, estava assustado e aborrecido. Posso lhe jurar, que ele nunca me teria chamado se em efeito tivesse feito o que voc suspeita 
que fez.
-Quando o viu por ltima vez?
-Perto das oito. Encontramo-nos em um pequeno clube. Acredito que se chamava o Gato Guia de ruas.
-Sim, sei.
-Falamos sobre bebidas. Logo me indicou que lhes tinha dado meu nome, que voc me buscaria quanto a minha antiga relao com o Richard.
Seu sorriso floresceu to maravilhosamente como as rosas a seu lado. 
-Quis me advertir, voc v, de modo que pudesse me esconder, me economizar o desconforto de uma reunio como esta. Tranqilizei-o como melhor  pude e lhe disse que 
falaria com voc.
-No se contatou com voc outra vez?
-No. Espero falar com ele depois de que terminemos aqui, tenho a esperana de ser capaz de tranqiliz-lo lhe dizendo que voc j no acredita que ele poderia hav-lo 
feito.
-Kenneth Stiles tentou abandonar a cidade ontem  noite. -Eve olhou a Anja cuidadosamente  enquanto falava-. Quando se fez um intento para det-lo, fugiu e foi ferido 
durante a captura.
-No. No, no. -A mo da Anja saiu disparada, e agarrou ao Eve pela boneca-. Ferido? Que to mal est? Onde o levou?
-Est no hospital. Sua condio  estvel. Seus doutores esperam uma completa recuperao. por que, Sra. Carvell, tenta escapar um homem inocente?
Ela liberou a boneca do Eve, e se levantou para caminhar para a janela protegida. Apertou sua mo contra os lbios, para conter as palavras, logo as deixou cair 
para retorc-la ao redor do boto superior de seu vestido. Quando falou novamente, sua voz no era to sossegada, nem to estvel.
-OH, Kenneth. Possivelmente voc est no correto, Tenente. Possivelmente o que nos fazemos repercute toda nossa vida. Fez-o por mim, voc v. Como antes. -voltou-se, 
e deteve emoldurada pelo cu cinza. Havia lgrimas brilhando tenuemente em seus olhos, mas no se derramaram por suas bochechas-. Me permitiro v-lo?
-Possivelmente. Sra. Carvell, Kenneth Stiles estava informado do que voc levou e deu a luz ao menino do Richard Draco?
Anja jogou a cabea para trs, como se fosse golpeada pelo punho do Eve mas bem que suas palavras. Soltou uma risada tremente. Logo, compondo-se, retorno para sentar-se. 
-Vejo que voc  muito cuidadosa. Sim, Kenneth sabia. Ele me ajudou a atravessar uma situao muito difcil.
-Sabe que Carly Landsdowne  essa menina?
-Ele no saberia o nome que os pais do menino lhe deram. Os arquivos se selaram. No o disse a ningum, salvo ao advogado que preparou os documentos onde o menino 
foi colocado e com quem. Esse  o ponto dos arquivos selados, Tenente. O que tem essa menina -no, ela seria uma jovem agora- que tem que ver com este assunto?
-Voc no teve nenhum contato com o Carly Landsdowne?
-por que o faria? OH, voc pensa que sou uma mentirosa ou desumana.
Anja se encheu sua taa de chocolate. Mas no bebeu. Seu nico signo visvel de angstia eram os dedos inquietos em sua garganta.
-Acredito que no o sou, -disse depois de um momento-. Descobri que estava grvida. Eu era muito jovem, e estava muito apaixonada, ou o que acreditei era amor. Entreguei 
ao Richard Draco. Foi o primeiro. Ele desfrutou sendo o primeiro. No fui to cuidadosa com o controle de natalidade como deveria hav-lo sido.
Ela deu um pequeno encolhimento do ombro, e se tornou para trs. 
-Sendo jovem e apaixonada, quando soube que levava a menino do Richard,  estava emocionada, alagada com a noo romntica de que nos casaramos. Ele logo converteu 
essa emoo em desespero. No houve clera, nenhuma discusso apaixonada, e certamente nenhuma das palavras tenras e promessas que eu felizmente tinha pensado me 
diria. Em troca, olhou-me com desinteresse, como uma contrariedade apenas perceptvel.
Seus olhos se endureceram, e sua mo caiu uma vez mais em seu regao. 
-Nunca esquecerei como me olhou. Disse-me que era meu problema, e que se eu esperasse que pagasse por um aborto, deveria pens-lo outra vez. Chorei,  obvio, e supliquei. 
Chamou-me coisas ofensivas, afirmou que minhas habilidades sexuais tinham sido medocres no melhor dos casos, e que estava aborrecido de mim. Deixou-me onde eu estava, 
de joelhos. Chorando.
Bebeu a sorvos seu chocolate outra vez sem angstia aparente. 
-Voc pode entender, espero, por que no me aflige sua morte. Ele foi definitivamente o homem mais aborrecvel que conheci em minha vida. Infelizmente, nesse momento 
de minha vida, no o vi to claro. Eu sabia que era um desalmado, -continuou-. Mas com aquele otimismo cego e formoso da juventude, acreditei, at o momento em que 
se separou de mim, que poderia troc-lo.
-Ento deixou de acredit-lo.
-Sim. Deixei de acreditar que podia trocar ao Richard Draco. Mas pensei que possivelmente no poderia viver sem ele. Tambm estava muito assustada. Com apenas dezoito 
anos, grvida, e sozinha. Eu tinha sonhos de me converter em uma grande atriz, e estes foram destroados. Como podia continuar?
deteve-se por um momento, como se olhasse para trs. 
-Somos to dramticos aos dezoito. Recorda quando tinha dezoito anos, Tenente Dallas, como voc acreditou, de algum jeito, que tudo era vivo, importante, e o mundo, 
 obvio, girava ao redor de voc? OH bem.
encolheu-se de ombros outra vez. 
-Tratei de acabar com minha vida. Fiz-o mau, graas a Deus, embora possa ser que o tivesse obtido se Kenneth no tivesse chegado. Se ele no me tivesse detido, ajudado.
-Entretanto no terminou o embarao.
-No. Tive tempo para pensar, me tranqilizar. No tinha pensado no menino quando me levei a navalha de barbear a minhas bonecas. S em mim. Pareceu-me que me tinham 
dado outra oportunidade, e o nico modo de sobreviver nesse momento era fazer o correto pela vida que tinha comeado dentro de mim. No poderia hav-lo obtido sem 
o Kenneth.
Ela moveu seus olhos, eloqentes, para o Eve. 
-Ele salvou minha vida e a vida do menino. Ajudou-me a localizar a clnica na Sua e ao advogado para arrumar o do menino. Emprestou-me dinheiro e um brao de apoio.
-Est apaixonado por voc.
-Sim. -Seu acordo foi simples, e triste-. Minha pena mais profunda  que no posso, e no pude am-lo antes, do modo em que ele o merece. Seu ataque contra Richard 
faz todos esses anos foi um equvoco, e uma que custou ao Kenneth muito.
-E depois de que voc se localizou ao menino?
-Retornei a minha vida. Nunca retomei o sonho de me converter em atriz outra vez. J no tinha o nimo para isso.
-Como me biolgica, voc tem o direito de fazer indagaes regulares sobre o menino que disps.
-Nunca os executei. Fazia o que era melhor para ela, melhor para mim. Ela j no era minha. Que interesse poderamos ter a uma com a outra?
-Ela tinha um interesse no Richard Draco. Carly Landsdowne estava no cenrio a noite ele foi assassinado.
-Sim? -Surpresa, e reflexo brilharam em sua cara-.  atriz? Aqui em Nova Iorque? Bem, quantos crculos correm dentro do crculo de uma vida? E estava na obra com 
o Richard e Kenneth. Quo estranho, e quo apropriado.
Eve esperou. Observou. 
-Voc no pergunta nada a respeito dela.
-Tenente, quer que finja algum lao, alguma unio espiritual? Seu Carly Landsdowne  uma estranha para mim. Desejo-lhe bem,  obvio. Mas o vnculo entre ns, um 
tnue e temporrio, rompeu-se anos atrs. Minha nica conexo com esses dias  Kenneth.
-Conheceu a Areena Mansfield?
-Levemente, sim. Era muito prometedora, entretanto foi faz muito. Fez-o bastante bem por si mesmo, verdade? Acredito que Richard jogou com ela tambm em algum ponto. 
por que o pergunta?
-Estava no elenco tambm. Natalie Brooks?
-Natalie Brooks? -Um pequeno sorriso curvou sua boca-. A h um nome que no ouvi em muitos anos. Sim, lembrana que ela teve um pequeno papel na obra em que Richard 
estava quando ele e eu fomos amantes. Era muito jovem, tambm. Bonita, e ingnua do tipo de moa do povo melhor dizendo. E,  obvio, uma presa fcil. Seduziu-a quando 
me deixou. Possivelmente inclusive antes.  difcil sab-lo. Estava, tambm, nesta obra?
-No, mas seu filho era o suplente do Draco.
-Fascinante. -Seus olhos danaram com diverso-. Por favor, voc deve me dizer quem mais.
-Eliza Rothchild.
-Mas claro! Uma mulher encantadora. To digna e mordaz. Ela no tolerava ao Richard.  obvio, era dificilmente de seu tipo e ele no se tomava a molstia de disfar-lo. 
Sim, isto  fascinante. Tantos fantasmas do passado movendo-se como sombras no cenrio. E Richard no centro, onde mais gostava de estar.
"J no sigo o teatro, mas se o tivesse sabido, poderia ter comprado um ingresso. Sim, muito bem poderia ter pago para ver essa ltima interpretao.
-No teve nenhum contato com qualquer destas pessoas nos ltimos vinte e quatro anos?
-Salvo pelo Kenneth, no, como j lhe hei dito. Dou-me conta que Kenneth lhe expressou que no me tinha visto ou me tinha falado por anos, e que no sabia onde estava. 
A mentira no foi por si mesmo, mas sim por mim. E agora que voc me h dito quem  os envoltos, me apresenta ainda mais claro por que o fez assim. Ele se teria 
preocupado por que estes fantasmas me rondassem. Asseguro-lhe, e o assegurarei, que no o fazem.
-Disse-lhe ele que Richard Draco e Carly Landsdowne tinham sido amantes?
A taa se sacudiu em um alto antes de que alcanasse seus lbios. Com seus olhos no Eve, baixou-a devagar para a mesa. 
-O que diz?
-O que seu antigo amante e a menina que criaram eram ntimos. Tinham um assunto sexual que terminou pouco antes de sua morte.
-Me de Deus. -Anja fechou os olhos-.  o pagamento por um pequeno pecado cometido faz tantos anos? Voc me perturbou, Tenente.               -Abriu seus olhos outra 
vez, e eram duros, chamejantes-. Se foi seu objetivo, teve xito. Certamente nenhum deles sabia.
levantou-se, e vagou pelo quarto. 
- jovem. Atrativa? -perguntou olhando de novo ao Eve.
-Sim. Muito atrativa.
-Encontraria-a difcil de resistir. No veria nenhuma razo para resistir. E ele sempre foi  capaz de atrair s mulheres  cama.
-Ela poderia hav-lo atrado com enganos, sab-lo.
-Que mulher decide deitar-se com seu prprio pai? -Anja devolveu o disparo. Suas mos se apertaram, e seu corpo tremeu uma vez que ela girou-. Como saberia? Os arquivos 
foram selados.
-Os selos se rompem, -disse Eve brandamente-. Qualquer das partes envoltas pode solicitar o arquivo. Possivelmente se sentiu curiosa sobre quem a concebeu.
-Me teriam informado se uma petio fosse feita e outorgada.  a lei.
-As leis se rompem. Por isso tenho trabalho. Draco poderia ter aberto o arquivo ele mesmo.
Ante isso, Anja simplesmente riu, um som frio e frgil. 
-Com que objetivo? No teve nenhum interesse nesse ento.  improvvel que  recordasse que existia uma menina depois de todos estes anos.
-Havia um parecido, Sra. Carvell. Ela tem sua cor, a forma de seus olhos, e sua mandbula.
-E o que. -Ela suspirou, afirmou com a cabea, e decidiu sentar-se outra vez-. Ele poderia hav-la cuidadoso e haver-se visto. Poderia ser, -murmurou, brincando 
com seu boto outra vez-. Poderia ser. Logo a levou a sua cama por alguma emoo narcisista. No posso diz-lo. No o posso dizer. Richard se tem feito tanto um 
desconhecido para mim como a jovem da que voc fala. No os conheo.
-Kenneth Stiles sim.
Eve olhou a compreenso e o horror florescer na cara da Anja. A cor se precipitou em suas bochechas e igual de rpido desapareceu outra vez. 
-No. O que fosse que ele soube ou suspeitou, no teria cometido um assassinato. Digo-lhe que, a violncia de vinte e quatro anos atrs foi um impulso, uma raiva 
do momento. Voc disse que o assunto tinha terminado. antes de que Richard fora assassinado. Kenneth no teria albergado violncia. No teria podido conserv-la.
-Pode que no. Talvez no sem ajuda. Onde estava voc a noite de vinte e cinco de maro?
-OH. J vejo. J vejo, -repetiu brandamente, e dobrou suas mos-. Eu teria estado em casa. E completamente sozinha.
-No viu ningum, no falou com ningum,  essa noite?
-No, que recorde. No tenho nenhuma prova que me venha  mente que lhe indique onde estava.
-Sua famlia, Sra. Carvell?
-No tenho a ningum. S posso lhe jurar que no viajei de Montreal a Nova Iorque e conspirar para causar a morte do Richard Draco. -Ela se levantou-. Tenente, acredito 
que neste ponto, eu gostaria de consultar a um advogado. No tenho nada mais que lhe dizer sobre tudo este assunto at que o tenha feito.
-Esse  seu direito. Obrigado por sua cooperao. Registro apagado, Peabody.
-Seria to amvel de me dizer em que hospital se encontra Kenneth? Eu gostaria de contat-los e perguntar por sua condio.
-Est no Roosevelt. -Eve ficou de p-. Seu advogado, quando contratar um, pode me localizar na Central de Polcia.
-Muito bem. -Anja caminhou  porta, e a  abriu-. bom dia, Tenente. -disse-o reservadamente, fechou a porta, e jogou os ferrolhos.
Logo, cobrindo-a cara com as mos, permitiu-se chorar.
* * * * *
-Impresses, Peabody.
- tranqila, sofisticada, segura de si mesmo. Acredita que Stiles  inocente ou est determinada a proteg-lo. Sua preocupao por ele a encontrei genuna. No 
tem muita preocupao reservada para o Carly.
Eve franziu o cenho atravs do pra-brisa enquanto se deslizava atrs do volante de seu veculo. 
-Deveria?
-Bem, s me parece que deveria haver algo, j sabe, uma conexo emocional.
-por que? Ela a concebeu, gerou-a, e entregou. So nove meses de sua vida. Onde est a unio emocional nisso?
-Porque o beb cresceu dentro dela. Sentiu que lhe dava patadas e se movia, e... No sei, Dallas. Nunca concebi, gerado, e entreguei. Dou-te meu parecer, isso  
tudo.
Peabody se moveu inquieta, sentindo que no entendia nada. Havia uma escurido no ar, formando redemoinhos-se em torno de Eve. No sabia o que fazer com isso. Moveu 
seus olhos para o Eve, logo os afastou outra vez. Eve ainda olhava fixamente pelo cristal, pensativa. 
-Se ela foi clara, -aventurou Peabody-. Colocou ao beb, e logo se afastou. S que no compro que pudesse ser to preciso, to fcil como isso. Pensei que sua posio 
era que estava envolta no assassinato.
-No o descontei. -Mas ela tinha deixado algo escorregar porque suas prprias emoes tinham estado envoltas-. Volta, e averigua quando se registrou Carvell, se 
reservou com antecipao, e quando tem programado partir.
-Correto. -Com um pouco de alvio, Peabody se apressou ao ar fresco.
Que classe de mulher decide deitar-se com seu prprio pai?
O estmago do Eve tinha estado atado desde que essa pergunta tinha sido lanada. O que ocorre se no haver eleio? Que ento? Deixou cair sua cabea para trs. 
Havia outra pergunta: Que classe de homem decide deitar-se  com sua prpria filha?
Era uma para a que tinha resposta. Conhecia que classe de homem, e ele ainda sussurrava em seu ouvido com seu flego a caramelos.
O que faz, menina?
O ofego explorou fora de seus pulmes. Ela o aspirou com avidez de volta.
E a me? perguntou-se e se limpou sua Palmas midas nas coxas de sua cala. O que para a uma me? No acreditou que fora o vulto de vida movendo-se no ventre. Eve 
inclinou a cabea, e olhou para as janelas onde Anja Carvell se sentava com sua jarra de chocolate e seus fantasmas. No, no acreditou que fora to singelo como 
isso.
Havia mais. Teve que haver mais.
A maioria de seres humanos racionais, e decentes protegeriam por instinto a um menino, um menino indefeso. Mas a necessidade de proteger a outro adulto provinha 
do dever. Ou o amor.
endireitou-se em seu assento quando Peabody voltou. 
-Est confirmada. Chamou ontem, depois das seis, e solicitou uma reservacin. Entrou no hotel justo antes oito. Est programada para partir amanh, mas ficou consertada 
uma opo para estender sua estadia.
-A me, o pai, o amigo devoto, -murmurou Eve-. Sigamos com a menina.
-Carly. vamos passar diretamente por um par de stios abertos as 24 horas ao cruzar a cidade. Talvez poderamos nos deter e conseguir alguma taa de chocolate quente.
-Essas coisas que vendem nesses lugares so lixo.
-Sim, mas  lixo de chocolate. -Peabody tentou um olhar lastimoso, e suplicante-. No deixou que nos desse do bom.
-Possivelmente voc gostaria de algumas bolachas, tambm. Ou uns pastelitos aucarados.
-Seria agradvel. Obrigado por perguntar.
-Era uma ironia, Peabody.
-Sim, senhor. Sei. Respondi em conseqncia.
A risada fcil fez que a nuvem negra se levantasse. Porque o fez, Eve freou em uma esquina de um 24 horas e esperou enquanto Peabody entrava correndo e se recarregava.
-Sabe, realmente trato de reduzir estas coisas. Mas... -Peabody rasgou no pacote de bolachas-. A coisa , estranha, McNab no pensa que sou gorda. E quando um tipo 
te v nua, ele sabe onde h capas extras.
-Peabody, tem a falsa iluso do que quero ouvir como te v McNab nua?
Ela mastigou ruidosamente uma bolacha. 
-S lhe digo isso. De todos os modos, sabe que temos sexo, assim  que provavelmente chegaste  concluso de que estamos nus quando o temos. Sendo voc uma detetive 
estupenda e todo o resto.
-Peabody, na cadeia de mando, pode, em estranhas ocasies e devido a meu admirvel bom humor, responder ao sarcasmo com sarcasmo. No te permite levar a dianteira. 
me d uma maldita bolacha.
-So de coco rangente. Odeia o coco.
-Ento por que comprou coco?
-Para te incomodar. -Sonriendo abertamente agora, Peabody tirou outro pacote de bolachas de sua bolsa-. Logo comprei com fascas de chocolate, s para ti.
-Bem, dem-me isso rpido.
-De acordo, ento... -Peabody abriu o segundo pacote, e ofereceu ao Eve uma bolacha-. De todos os modos, McNab tem um pequeno, muito pequeno traseiro, e apenas ombros. 
Entretanto...
-Alto. Alto a. Se consigo uma imagem do McNab nu em minha cabea, volta a patrulhar o trfico.
Peabody mascou, cantarolou, e esperado.
-Maldio! Ali est ele.
Uivando com a risada, Peabody despachou a ltima bolacha. 
-Sinto muito. Dallas, sinto muito. No pude evit-lo. Algo macaco, verdade?
E, pensou, isso tinha sacudido ao que fosse que tinha estado inquietando a sua tenente pelo caminho.
-cale-lhe isso advertiu Eve, mas teve que tragar uma sonrisita junto com sua bolacha-. te Escove os miolos de sua blusa e prova a encontrar sua dignidade em alguma 
parte. -deteve-se diante do edifcio do Carly.
O bairro superior, o edifcio exclusivo, o luxuoso vestbulo enviou um sinal diferente ao Eve agora. Anja Carvell tinha selecionado pais ricos para o menino. A classe 
de pais que poderiam assegurar que o menino cresceria com privilgio, segurana, e luxos.
Tinha tomado tanto cuidado em investigar a classe de pessoas que eram? Estveis, carinhosos, sbios, seguros?
-Peabody, corremos a histria educativa do Carly Landsdowne? Foi a colgios privados, no?
-Sim, senhor, acredito que sim. -Para assegurar-se, tirou seu PPC enquanto entravam no elevador do vestbulo-. Privado e avaliada sobressalente, jardim de infantes 
passando pelo colgio. Pagaram os gastos de um monto de extras incluindo drama, baile, msica, e canto. Todos tutores privados.
-O que fazem os pais?
-O pai  um mdico, micro cirurgio. A me agente de viagens, tem sua prpria companhia. Mas se registrou como me profissional do 2036 aos 2056, os vinte anos completos 
atribudos por menino.
-Irmos?
-Nenhum.
-Ela escolheu ganhadores. Tomou cuidado. Importou-lhe, -disse para si mesmo quando saiu e caminhou para a porta do Carly.
Tomou dois largos zumbidos antes de que a porta fosse aberta. Sonolenta, seu cabelo cansado pelo sonho, Carly lanou um distrado bocejo. 
-Que agora?
-Um momento de seu tempo.
-Ao amanhecer?
-So passadas as nove.
-Repito, ao amanhecer? -Ento se encolheu de ombros, e retrocedeu-. No me pergunte nada at que consiga uma taa de caf. Isto deveria ser acrescentado a esses 
direitos e obrigaes que voc  to aficionada a soltar.
-Suscetvel, -sussurrou Peabody quando Carly se afastou a pernadas.
Eve explorou o quarto, escutou o assobio do Autochef, imediatamente tratou de no deixar que lhe fizesse gua a boca quando agarrou o aroma de caf delicioso e verdadeiro.
-Vi-lhe no funeral do Richard ontem, -disse Carly enquanto passava rapidamente frente a ela. Sua bata escorregou tenuemente de um ombro enquanto se sentava, cruzava 
suas largas pernas, e as deixava ao descoberto-. Voc realmente se move. 
-Alguns assuntos dos que devo falar aqui com voc so de natureza pessoal. Poderia querer lhe pedir a seu companheiro que partisse.
-Meu companheiro?
-Duas taas, -indicou Eve, com uma cabeada para a mesa baixa-. Travesseiros esmagados ao final do sof. -Colocou a mo baixo um, atirando uma meia negra-. Roupa 
interior em lugares incomuns
-Assim  que seus inteligentes poderes dedutivos lhe conduzem  concluso correta de que tive sexo ontem  noite. -encolheu-se de ombros e sua bata se deslizou para 
baixo um pouco mais-. por que pensa que est ainda aqui?
-Porque teve sexo esta manh antes de que eu to grosseiramente interrompesse. Essa pequena dentada lasciva em seu pescoo est mais afresco que uma alface.
-OH. -Ela suspirou com um som de diverso-. Suponho que ele se sentia um pouco peralta. por que no sai carinho? -Levantou sua voz e manteve seus olhos no Eve-. 
A tenente Dallas danificou o momento de todos os modos.
Uma porta rangeu ao abrir-se. Houve uns vacilantes passos de ps nus no cho. Despenteado e ruborizado, Michael Proctor entrou no quarto.

Capitulo 19
-Ele v se esclareceu garganta, tratou de encontrar algo que fazer com suas mos, e terminou por deixar cair a ambos os lados. Estava despenteado, confuso, e com 
a camisa mau grampeada-. bom dia, Tenente.
O som comprido, e encantado da risada do Carly encheu o quarto. 
-OH, Michael, faz-o melhor. Ao menos trata de parecer satisfeito e desafiante em vez de envergonhado e culpado. Ela no  polcia de princpios morais.
-Carly. -Seu nome foi um grunhido vocal.
Ela agitou uma mo. 
-v procurar um pouco de caf, sentir-se melhor.
-Um... Posso lhes trazer algo... algo?
-No  encantador? -Disse Carly, como uma me orgulhosa pelos bons maneiras de seu filho-. Continua, querido.
Ela se voltou para o Eve quando Michael saiu arrastando os ps do quarto. Sua expresso se transformou, como se se tivesse tirado uma mscara, da seda ao ao. 
-Acredito que o sexo consensual entre adultos  legal neste estado, assim continuamos?
-Quanto tempo foram voc e Michael amantes?
Carly se examinou as unhas, arrancou ociosamente uma pequena lasca do brilho. 
-J que me diz que so passadas as nove, por perto de doze horas. Temo no poder lhe dar o tempo exato em que o ato foi consumado. No levava posta minha unidade 
de boneca.
-Voc quer pontos pela atitude? -disse Eve regularmente-. Por mim est bem. Podemos ir a Central e ver quem  o que faz cumprir as normas. Ou me pode dar respostas 
diretas a respeito de como Michael Proctor terminou compartilhando sua cama esta manh.
Os lbios do Carly se curvaram, mas a idia de uma sesso na Central de Polcia a fez tratar de controlar-se. 
-Encontramo-nos no funeral, ao terminar fomos por uma bebida, e retornamos aqui. Uma coisa conduziu de maneira muito agradvel a outra. H algum problema com isso?
-Enterra a um amante, e recolhe a um fresco? Poderia ser um problema para algumas pessoas.
O gnio cintilou nos olhos do Carly, mas  manteve sua voz controlada. 
-Guarde-se sua estreita opinio para algum que esteja interessado. Acontece que Michael e eu temos muito em comum, uma qumica assombrosa, e atuamos de acordo a 
isso. alm disso, eu gosto de muito.
-Uma das coisas que voc tem em comum  Richard Draco.
-Muito certo. Exceto Richard est morto. Ns no.
Michael retornou lentamente. 
-Carly, quer que v?
-De maneira nenhuma. -Aplaudiu a almofada a seu lado-. Sente-se. -Foi tanto um desafio como uma splica. Quando ele se sentou, sorriu contente, e enganchou seu brao 
com o seu-. Ento, Tenente, o que dizia?
-Michael, voc no mencionou que sua me conhecia o Richard Draco.
A taa saltou em sua mo, e o caf salpicou em suas calas. 
-Minha me? O que tem que ver com isto?
-Trabalhou em uma obra com o Draco.
-Sua me  atriz? -Carly inclinou a cabea.
-Foi. retirou-se faz anos. antes de que eu nascesse. -Ele deixou sua taa, e se esfregou infructuosamente as calas-. Deixe a minha me em paz. Ela no tem feito 
nada.
-Pinjente que o fazia? -Nervos, pensou Eve. Ele no podia manter suas mos quietas-. Voc sabe ento, que em uma poca ela teve uma relao ntima com o Draco.
-No foi nada. Aconteceu faz anos.
-Sua me e Richard? -Carly retrocedeu para estudar sua cara-. V. Que doloroso. -E havia compaixo em seus olhos-. No deixe que te perturbe, carinho.
Mas isso fez, obviamente. 
-Olhe, teve um pequeno papel, isso  tudo. No era uma atriz sria. Ela me disse isso. Ela e meu pai estiveram juntos aps... No me haveria isso dito exceto que 
sabia que o admirava, e que ia fazer uma audio para ser seu suplente. Ele a utilizou. Gostava de usar s mulheres.
Ele olhou impvidamente ao Carly agora. 
-Ela o superou. As mulheres listas o fazem.
Sua me, decidiu Eve, ou talvez as mulheres em geral, eram seu ponto dbil.
-Sim, gostava de utilizar s mulheres. Mulheres jovens, e bonitas. Eram brinquedos para ele, e se aborrecia com seus brinquedos bastante rpido. Sua me renunciou 
a sua carreira, a suas esperanas, devido a ele.
-Talvez. -Michael suspirou-. Talvez foi parte disso. Mas forjou uma nova vida,  feliz nela.
-Ele a machucou.
-Sim. -Seu olhar cintilou, cheia de amargura-. Sim, machucou-a. Voc quer que diga que o odiava por isso? Talvez o fiz, em certo nvel.
-Michael, no diga mais, -advertiu Carly.
-Ao inferno com isso. -Sua voz cobrou convico assim como tambm clera-. Ela est falando de minha me. No era nenhuma guia de ruas troca, algum brinquedo que 
ele recolheu e logo abandonou. Era uma moa agradvel, ingnua. Ele se aproveitou disso, dela.
-Deu-lhe ilegais, Michael? -Perguntou Eve-. Lhe deu a prov-los?
-No. Tentou-o. O filho de puta.
-Michael, no tem que responder a suas perguntas.
-vou esclarecer isto, agora mesmo. -A irritao surgiu dele em ondas violentas-. Me contou que ela entrou no quarto e lhe estava jogando umas gotas de algo a sua 
bebida. Perguntou-lhe o que era, e ele s riu. Disse-lhe... minha me no usa grosserias, mas me disse exatamente o que lhe disse. Faria-a joder como um coelho.
Os msculos tremeram em sua mandbula quando cravou os olhos no Eve. 
-Ela nem sequer soube o que quis dizer. Mas eu sim, quando me disse isso, soube. O bastardo tratou de lhe dar Coelho Selvagem.
-Mas ela no o bebeu?
-No, assustou-a. Disse-lhe que no queria beber nada, e a foi quando ele se enfureceu. Insultou-a, tratou de faz-la beb-lo. Ela se precaveu ento de que tipo 
de homem era e correu. sentiu-se humilhada, e desiludida. Retornou a casa. Disse-me que foi o melhor que lhe pde passar, voltar para casa.
"Ele nem sequer a recordava, -acrescentou Michael-. Nem sequer teve a decncia de recordar seu nome.
-Falou-lhe sobre ela?
-Quis ver como reagiria. Nem sequer fingiu recordar. Ela no significou nada para ele. Ningum o fez. 
-O disse? Recorda-o?
-No. -afrouxou-se, perdendo o mpeto-. No, no vi o ponto. E se eu o tivesse pressionado, teria perdido o trabalho.
-No. No permita que te fira.
Os olhos do Eve se entrecerraron pensativos enquanto Carly passava seus braos ao redor dele, e o tranqilizava. ficaram abraados e impvidos enquanto Carly a fulminava 
com o olhar. 
-Deixe-o em paz. Obtm prazer metendo-se com pessoas mais fracos que voc?
- o que me mantm durante o dia. -No  dbil, pensou Eve. Fizeram-na assim as pessoas que a conceberam, perguntou-se. Ou as pessoas que a criaram?
-Deve ter sido duro para voc, Michael, sabendo todo isso e vendo o Draco dia detrs dia. 
-Tive que apartar o de minha mente. No podia trocar o que aconteceu, ou sim?   -encolheu-se de ombros tratando de parecer desafiante-. E nada do que pudesse fazer 
teria feito alguma diferena. E um dia, eu sairia ao cenrio em seu lugar, e seria melhor. Isso seria suficiente.
-Agora tem essa oportunidade, verdade? Uma oportunidade para substitui-lo em cena. Uma oportunidade para estar com uma de seus amantes.
Seus lbios fortemente apertados se apartaram trementes. 
-Carly. No foi assim. No quero que pense...
- obvio que no. -Ela ps uma mo sobre a sua-. A tenente tem uma mente suja.
-Sra. Landsdowne.
Carly ignorou ao Eve um momento e  beijou brandamente ambas as bochechas do Michael. 
-derramaste seu caf. por que no  vai e nos traz uma taa fresca?
-Sim. Seguro. -Ele se levantou-. Minha me  uma mulher maravilhosa.
- obvio que sim, -respondeu Carly.
Quando ele retornou  cozinha, ela girou para encarar ao Eve framente. 
-Eu no gosto de ver as debilidades do Michael exploradas, Tenente. supe-se que os fortes protegem aos fracos, no os chutam na cara.
-Talvez no lhe d bastante crdito a sua coragem. -Eve se apartou, posando-se no brao de uma cadeira-. Defendeu a sua me muito bem. Para alguns, os vnculos familiares 
so o mais forte. No mencionou que era adotada, Sra. Landsdowne.
-O que? -A confuso nublou seus olhos-. Pelo amor de Deus, por que deveria hav-lo feito? No o recordo nem a metade do tempo. O que tem que ver com voc?
-Foi uma adoo privada, ao nascer.
-Sim. Meus pais nunca me esconderam isso. No foi um tema privado em nosso lar.
-Deram-lhe os detalhes de sua herana?
-Os detalhes? Histria mdica, e tnica,  obvio. Disseram-me que minha me biolgica fez os acertos para minha colocao porque quis o melhor para mim, etctera, 
etctera. Se isso foi certo ou no, nunca me importou. Tive a minha me.
Ela se deteve, e logo perguntou: 
-Pensa que minha me teve uma relao com o Richard faz anos?               -soltou uma forte gargalhada e moveu para trs seu escuro cabelo revolto-. Posso lhe 
assegurar que no o fez. Minha me nunca conheceu o Richard Draco. Ela e meu pai estiveram felizmente casados por quase trinta anos. antes de que eu nascesse era 
uma agente de viagens, no atriz.
-Alguma vez sentiu curiosidade pela mulher que a abandonou?
-No especialmente. Tenho uns pais maravilhosos aos que amo, e os quais me amam. por que deveria me perguntar a respeito de uma mulher que no  nada salvo uma desconhecida 
para mim?
Tal me tal filha, pensou Eve.
-Muitos adotados querem ter contato, querem respostas, inclusive uma relao com seus pais biolgicos.
-Eu no. No. No houve oco em minha vida que encher. Estou segura que meus pais me teriam ajudado a encontr-la se eu tivesse perguntado. Se eu o tivesse necessitado. 
No o fiz. E isso os teria machucado, -disse em voz baixa-. Nunca os machucaria. Que importncia tem isso?
-Reconhece o nome Anja Carvell?
-No. -Ela se endureceu levemente-. Est me dizendo que esse  o nome da mulher que me plantou? No pedi um nome. No quis um nome.
-No conhece, ou no teve contato com uma mulher com esse nome?
-No, e no quero nenhum. -Carly ficou de p-. Voc no tem direito a fazer isto. A jogar com minha vida deste modo.
-Nunca perguntou sobre seu pai biolgico.
-Maldita seja, se ela no for nada para mim, ele  menos que nada. Um esperma afortunado. Voc quis me tirar de minhas casinhas, conseguiu-o. Agora, o que tem que 
ver isto com a morte do Richard Draco?
Eve no disse nada, e em silncio observou a negao, a incredulidade, logo o brilho de horror nos olhos do Carly. 
-No, isso  uma mentira. Uma cruel e asquerosa mentira. Voc  uma cadela desprezvel.
Ela agarrou um pequeno floreiro com violetas na mesa, levantou-o para atirar vidro e ptalas contra a parede. 
-No  verdade.
-Est documentado, -disse Eve rotundamente-. Richard Draco era seu pai biolgico.
-No. No -Carly se equilibrou sobre o Eve, empurrou-a contra uma mesa e  volteou um abajur. A porcelana estalou como uma bomba. antes de que Peabody pudesse intervir, 
Eve lhe fez gestos para que se apartasse, e recebeu a forte bofetada na cara sem tentar intercept-la.
-Retire-o! Retire-o!
Lhe gritou, as lgrimas fluam de seus olhos. Sua beleza estava opacada agora, a cara plida, e os olhos sombrios. Agarrou a blusa do Eve, tremeu, logo com um gemido, 
derrubou-se contra ela.
-OH Deus. OH meu Deus.
-Carly. -Michael voltou precipitadamente da cozinha. Um olhar a sua cara disse ao Eve que ele tinha escutado, que tinha ouvido. Quando correu para o Carly, e tratou 
de tom-la em seus prprios braos, separou-o de um empurro, e cruzou seus braos defensivamente sobre seus peitos.
-No me toque. No me toque. -Como uma vela queimada completamente, deslizou-se ao cho em um atoleiro tremente.
-Peabody, leve ao Michael de volta  cozinha.
Ele retrocedeu, e contemplou ao Eve. 
-Foi cruel o que voc fez. Cruel. -Partiu para a cozinha com o Peabody detrs dele.
Eve ficou em cuclillas. Ainda podia sentir o calor do golpe da mo do Carly atravs de sua cara. Mas seu ventre estava congelado. 
-Sinto muito.
-Faz-o?
-Sim.
Carly levantou a cara,  com os olhos destroados. 
-No sei a quem dio mais neste momento: a mim mesma ou a voc.
-Se no estava a par de seu lao sangneo com ele,  no tem nada pelo que odiar-se.
-Tive sexo com ele. Pus minhas mos sobre ele. Permiti que pusesse as suas sobre mim. Pode conceber como isso me faz sentir? Quo suja me faz sentir?
OH Deus, sim. sentiu-se de repente brutalmente cansada. Repeliu a seus prprios demnios e olhou fixamente os olhos do Carly. 
-Era um estranho para voc.
Carly ofegou. 
-Ele sabia, certo? Tudo tem um sentido to aterrador. A forma em que me perseguiu, como me olhava. As coisas que me disse. Somos iguais, disse-me, e riu. -Agarrou 
a blusa do Eve outra vez-. Sabia?
-No posso diz-lo.
-Me alegro de que esteja morto. Lamento no hav-lo matado eu mesma. Por Deus todo-poderoso desejo que tivesse estado minha mo na faca. Nunca deixarei de desej-lo.
* * * * *
-Sem comentrios, Peabody?
-No, senhor. -Montaram no elevador com o Peabody olhando para frente.
Havia uma dor, agitando-se, palpitando, inchando-se, em cada parte de seu corpo. 
-Voc no gostou do modo em que dirigi isto.
-No  sou quem para diz-lo, Tenente.
-Jdete.
-Bem. No entendo por que teve que dizer-lhe 
- relevante, -estalou Eve-. Cada conexo tem importncia.
-Golpeou-a at o fundo com isso.
-Assim agora meu mtodo no satisfaz seus padres.
-Voc perguntou, -disparou Peabody atrs-. Se teve que dizer-lhe no vejo por que o lanou  cara da maneira em que o fez. por que no pde ter achado uma maneira 
de suaviz-lo.
-Suaviz-lo? Seu pai a joda. me diga como suaviza isso. me diga como pe isso em uma caixa bonita com uma cinta nela.
voltou-se contra Peabody, e como Carly, os olhos do Eve estavam devastados.
-Que demnios sabe voc? O que sabe voc sobre isso com seu grande, e extensa, famlia feliz, Libere-ager onde todos se rene ao redor da mesa com suas caras podas 
e notcias alegres do dia.
No podia respirar, no podia aspirar bastante ar. afogava-se. Mas no podia frear as palavras.
-Quando seu Papai entrava para te beijar ao te dar as boa noite, no se metia na cama contigo, no, e no punha suas mos suarentas por toda parte de ti. Os pais 
no violam a suas garotinhas em seu mundo ordenado.
Saiu a pernadas do elevador, cruzou o vestbulo, e saiu  rua, enquanto Peabody  ficava parada rgida pela comoo.
Eve se passeou pela calada, apenas se conteve de chutar ao par de caniches brancos e ao droide que os guiava. Uma dor de cabea rugia, uma detonao como de uma 
bomba uivava dentro de seu crnio. Podia sentir que suas mos tremiam, embora as tinha empunhadas em seus bolsos.
-Dallas.
-No, -advertiu ao Peabody-. te Afaste um minuto.
Ela podia apart-lo, prometeu-se. Podia abandonar a fria que a fazia querer gritar, golpear e desmoronar-se. E quando o fez, tudo o que ficou foi a dor de cabea 
e a misria doente profundamente em seu interior.
Sua cara estava plida, mas tranqila quando se aproximou do Peabody. 
-Meus comentrios pessoais cruzaram a linha. Desculpo-me por eles.
-No  necessrio.
--o. Em minha opinio, foi tambm necessrio ser cruel l encima. No faz que me sinta melhor por isso. Mas voc no est aqui para ser um saco de areia para meus 
estados de nimo desagradveis.
-Est bem. Estou em certo modo acostumada a isso.
Peabody tentou um sorriso, logo ficou boquiaberta com horror quando os olhos do Eve se empanaram. 
-OH, Santo Deus! Dallas.
-No. Mierda. Necessito um pouco de tempo. -Ela se concentrou, e cravou o olhar na fachada do edifcio-. Tomo um par de horas de tempo pessoal. Agarra um transporte 
pblico para voltar para a Central. -Seu peito quis expulsar, arrojar as lgrimas para cima e as soltar-. Te encontrarei no Roosevelt em duas horas.
-Bem, mas...
-Duas horas, -repetiu Eve e quase se lanou no carro.
Precisava ir a casa. Tinha que controlar-se e ir a casa. No confiando em si mesmo, ps o carro em automtico e montou com sua cabea para trs e suas mos empunhadas 
em seu regao.
 idade de oito anos, tinha construdo uma parede ou seu subconsciente misericordiosamente tinha construdo uma para bloquear a fealdade do que lhe tinha acontecido. 
Isso deixou um vazio, e nesse espao em branco ela se criou. Pea a pea dolorosamente.
Sabia como se sentia quando a parede se derrubava, e criava fissuras desenterrando a fealdade de dentro.
Sabia o que Carly enfrentava. E por que viveria o resto de sua vida com isso.
A dor de cabea a golpeou como um tornado dentro de seu crnio quando entrou pelos portes. Com os olhos nublados devido a isso, com a desagradvel nusea revolvendo-se 
em seu ventre. ordenou-se sujeit-la, agentar, e subiu cambaleando os degraus.
-Tenente, -Summerset comeou quando se precipitou dentro.
-No se meta comigo. -Tratou de comportar-se de forma normal, mas sua voz vacilou. Da mesma forma que ela escapou para cima, ele se moveu ao intercomunicador da 
casa.
Quis recostar-se. Estaria bem se pudesse recostar-se s uma hora. Mas as nuseas a derrotaram. Girou por volta do quarto de banho, e caiu de joelhos, terrivelmente 
doente.
Quando ficou vazia, muito fraco para parar-se, simplesmente se ovill nos azulejos.
Sentiu uma mo em sua frente, fresca. Felizmente fria. E abriu seus olhos.
-Roarke. me deixe sozinha.
-No nesta vida.
Tratou de lhe voltar as costas, mas ele escorregou seus braos baixo ela.
-Doente.
-Sim, querida, sei. -Ela se sentiu frgil como o cristal quando ele a levantou, levando a  cama.
Comeou a tiritar quando lhe tirou suas botas, e a cobriu com uma manta. 
-Quis voltar para casa.
Ele no disse nada, s tomou um tecido mido e umedeceu sua cara. Ela estava muito plida, as sombras sob seus olhos muito profundas. Quando lhe levou um copo a 
seus lbios, volteou sua cara.
-No. Nenhum analgsico. Nem tranqilizador.
- para as nuseas. Vamos. -Jogou-lhe o cabelo mido para trs e esperou no ver-se obrigado a vert-lo sob sua Isso garganta  tudo. Prometo-lhe isso.
Bebeu porque seu estmago tremia outra vez, e sua garganta palpitava como se tivesse sido arranhada por umas garras. 
-No sabia que estava aqui. -Abriu seus olhos outra vez, e as lgrimas que queimavam em seu peito alagaram seus olhos-. Roarke. OH Deus.
pressionou-se contra ele. acomodou-se. Quando seu corpo tremeu, ele a envolveu  em seus braos. 
-Libra lhe disso, -murmurou ele-. O que seja, deixa-o ir.
-Odeio o que fiz. Odeio-me mesma por faz-lo.
-Ssh. O que tenha sido, no ter tido opo.
-Deveria ter encontrado uma. -Ela girou sua cabea de modo que sua bochecha descansasse contra seu ombro, e com os olhos fechados, contou-lhe tudo.
-Sei pelo que ela passou. -Estava melhor agora, o pior da enfermidade aliviada-. Sei o que sentiu. E me vi nela quando ela me olhava.
-Eve. Ningum sabe melhor que voc, ou eu, que maldade h no mundo. Fez o que tinha que fazer.
-Poderia haver...
-No. -Ele se inclinou para trs, cavou sua cara de modo que seus olhos se encontrassem. No havia compaixo nos seus, coisa que teria odiado. No havia simpatia, 
o qual a teria ferido no mais vivo.
Simplesmente havia compreenso.
-No podia. No voc. Tinha que saber, certo? Teve que  te assegurar de se ela sabia quem estava com ela. Agora sabe.
-Sim, agora o fao. Ningum  to boa atriz. Ela se ver, uma e outra vez, junto a ele. Repetidas vezes.
-Detenha. No poderia ter trocado isso, no importa como se inteirasse ela.
-Talvez no. -Fechou seus olhos outra vez, e suspirou-. Atirei um golpe ao Peabody.
-Superar-o.
-Por pouco perco o controle, justo fora na rua. Quase...
-Mas no o fez. -Deu-lhe uma pequena sacudida antes de que ela pudesse falar outra vez-. Me irrita, Eve. por que te obriga a te castigar assim com isso? No dormiste 
em mais de trinta horas.  entraste em uma fase desta investigao que te golpeia com um horror pessoal to perto que a maior parte das pessoas escapariam ou quebrantariam. 
Voc no o tem feito.
-Rompi-me.
-No, Eve. Gretou-te. -Ele pressionou seus lbios em  sua frente-. Logo veio a casa. Deite um momento. Fecha os olhos. te desconecte.
-No deveria te haver dito que me deixasse sozinha. No quis diz-lo.
-Logo que importa. -A arrogncia inata em sua voz quase a fez sorrir-. No teria por que. A mim no.
-Sei. Quis que estivesse aqui. -deslizou-se para ele antes de que pudesse tornar-se para trs-. Necessitei que estivesse. E estava. -Sua boca girou para a sua. Procurando-. 
Roarke
-Tem que dormir.
-Estou vazia, e isso di. -Suas mos vagaram por suas costas, acariciaram-. me Encham de algo. Por favor.
O amor enchia os vazios e ocos, sem importar quo profundos, nem quo extensos. Ele o daria, e tomaria para ele. Com pacincia, com ternura.
Seus lbios roaram os seus, assentaram-se, e saborearam, at que a sentiu  excitada e rendida. Aproximando-a, seguiu um rastro de beijos sobre sua cara, seu cabelo, 
e sua garganta. Primeiro confortando.
Ela girou para ele, lhe oferecendo mais. Mas suas mos eram ligeiras como as asas, flutuando sobre ela, escorregando sob sua blusa para sua pele, com carcias largas 
e lentas. Logo acalmando.
E quando ela suspirou, quando seu corpo se derreteu contra os travesseiros, ele a despiu. Seus lbios seguiram o rastro de seus dedos, avivando brandamente seus 
batimentos do corao. Agora despertando.
abriu-se para ele, como nunca o tinha feito com ningum mais. Com ele, ela podia expor-se. Corpo, corao, e mente. E sabia, e confiava, em que ele faria o mesmo.
Sem resistncia, demandas ou urgncia, empurrou-a para  cpula, deixando-a suspender-se na crista, deslizar-se em cima, at que seu corpo brilhou com o prazer de 
pertena.
Seu corao se inchou, emparelhou seu batimento do corao ao dele, e seus braos se envolveram ao redor dele como laos para encerr-lo.
-Amo-te. -Ele olhou sua cara quando escorregou dentro dela-. Completamente. Interminavelmente.
Sua respirao se deteve, suspirou outra vez. Ela fechou seus olhos para aferrar-se  beleza do momento. E permitiu que a levasse a seu lar.
* * * * *
Ela o sujeitou perto, necessitando s um pouco mais de tempo ter seu  corpo pressionado to intimamente ao dele. 
-Obrigado.
-Lamento dizer o bvio, mas o prazer foi meu. Melhor agora?
-Muito. Roarke... no, s fique assim um minuto. -Ela manteve sua cara apoiada em seu ombro-. Quando estamos juntos assim, no  como foi nunca com qualquer outro. 
 como sim jamais tivesse havido ningum mais.
-Para mim tampouco.
Ela riu, aliviada de poder faz-lo.  
-Voc tiveste muito mais "outras".
-Quem est contando? -moveu-se, dando-se volta de modo que ela se estendesse sobre ele. A fragilidade se foi, notou. Tinha o ritmo cmodo e gil em seus movimentos 
que a caracterizavam.
Suas bochechas j no estavam plidas, mas seus olhos estavam inquietos, machucados, e esgotados. Fez-o lamentar no lhe haver jogado um tranqilizador depois de 
tudo.
-Corta-a. -Jogou-lhe o cabelo para trs e quase o olhou carrancuda.
-Cortar o que?
-Voc preocupao excessiva por mim. No tem que me cuidar. -No necessitou o brilho divertido em seus olhos para lhe dizer quo ridculo soou dadas as circunstncias-. 
Todo o tempo, -corrigiu.
-Tomemos uma sesta.
-No posso. No acredito que voc possa, tampouco. J pus patas acima seu dia.  Provavelmente estava comprando um sistema solar ou um pouco parecido.
-S um planeta pequeno, em grande parte desabitado. No vai a nenhuma parte. Posso aproveitar um descanso, e voc tem que dormir.
-Sim, mas no posso.
-Eve...
-Olhe, agarrarei um pouco de tempo livre logo. Voc no  quem para falar. No tiveste muito mais que eu ultimamente.
-Nossos motores no correm na mesma velocidade.
Isso a freou de sua sada da cama. 
-Que diabos quer dizer isso?
-Simplesmente isso.
Ela franziu o cenho, considerando-o. 
-Isso soa a algo que deveria me zangar. Mas no posso entender exatamente por que. Quando o fizer, possivelmente tenha que te destroar.
-Estarei-o desejando. Se no dormir, come. Necessita algo em seu estmago. E por que est sonriendo?
-Por ti. Parece uma esposa, -disse enquanto se dirigia para a ducha.
Ele se sentou um momento, atnito. 
-Agora estou furioso.
-Olhe, agora sabe como sente. Bom, me pea algo para comer,               -gritou ela-. gua, 38 C.
-me remoa, -murmurou e pediu uma sopa com um aditivo de alto valor protico.
* * * * *
Ela consumiu cada gota, tanto para agrad-lo para matar a fome. Sua mente estava clara outra vez, vestiu-se, e rodeou sua arma. 
-Tenho que ir ao hospital, ver o que posso tirar do Stiles.
-por que?  J o resolveste. -Quando ela s o olhou fixamente, encolheu-se de ombros-. Te conheo, Tenente. Deste-lhe voltas enquanto comia, colocando-o em seu lugar. 
Agora te apressa a termin-lo.
-No enchi todos os ocos ainda. Quero cobrir umas bases mais, e tenho discutir algo com o Whitney. 
-E o que pode ser isso?
Ela negou com a cabea. 
-Se ele no o passar, no importar. Serei capaz de te localizar, no? Se preciso falar contigo antes de que retorne.
-Estarei disponvel. Pensei em assar algumas bolachas.
O tom seco a fez soprar quando recolheu sua jaqueta. 
-Faz-o, carinho. -Girou para beij-lo, logo chiou quando lhe retorceu o lbulo da orelha-. Oua!
-No trabalhe muito, querida.
-Homem. -Pondo m cara, esfregou-se a orelha enquanto se dirigia  porta-. Se fizesse isso cada vez que usou a palavra com E, no ficaria nenhuma orelha.
Ela se parou na porta, olhou para trs. 
-Mas te v formoso quando est zangado, -disse, e fugiu.
* * * * *

Peabody estava parada fora das portas principais do hospital, com os ombros encurvados contra o intenso vento, e com o nariz vermelho devido a isso.
-por que diabos no esperou dentro? -Exigiu Eve-. Congela aqui fora.
-Quis te agarrar antes de que entrasse. Podemos tomar um minuto?
Eve estudou a cara determinada e sria do Peabody. Um assunto pessoal, decidiu, no oficial. Pois bem, o merecia. 
-Bem. Caminhemos, mantenhamos o sangue circulando. -Ela se dirigiu longe das rampas e os escorregadores, quando as sereias anunciaram que outro desafortunado residente 
de Nova Iorque estava a ponto de desfrutar das instalaes do edifcio.
-Sobre o de antes, -comeou Peabody.
-Olhe, estive desconjurado, e voc foi o objetivo mais prximo. Lamento-o.
-No, no  o que quero dizer. Entendi-o. Levou-me um momento,              -acrescentou-. O que fez, dizendo-lhe assim em frio foi porque tinha que ver como reagiria. 
Se ela estava a par de que Draco era seu pai, pois bem, aumentava seu motivo. Por outra parte, se soube antes que eles... voc sabe, ou se soube depois de que comearam, 
foi por seu estado de nimo. 
Eve olhou acontecer rapidamente uma caminhonete mdica por diante. 
-Ela no sabia.
-No acredito tampouco. Se voc o tivesse facilitado, lhe teria dado tempo para pensar, entender como reagir melhor, o que dizer. Simplesmente deveria hav-lo sabido 
em lugar de entend-lo quase uma hora mais tarde.
-Poderia te haver posto ao tanto antes de que chegssemos. -Com uma sacudida de cabea, girou, e empreendeu a viagem de volta-. No me sentia cmoda com isso ainda.
-Foi algo difcil de fazer. No acredito que tivesse tido as guelra para isso.
-No tem nada que ver com guelra.
-Sim, faz-o. -Peabody se deteve, e esperou que Eve se volteasse para confront-la-. Se no tivesse sentimentos, no teria sido difcil. Mas tem. As guelra podem 
ser ao mesmo tempo uma debilidade sem compaixo. Foi difcil, mas o fez de todas formas. Um melhor polcia se teria dado conta disso mais rpido.
-No te dava muita oportunidade j que estava muito ocupada reagindo furiosamente. Voc o deduziu, entendeu-o por ti mesma. Devo estar fazendo algo bem contigo. 
Ento, estamos quadradas agora?
-Sim, os quatro custados.
-Bom, entremos. Estou-me congelando o culo.

Capitulo 20
Passaram a ver primeiro ao Trueheart. Ante a insistncia do Peabody, pararam no centro comercial por um presente para lhe desejar uma pronta melhoria.
-Tomar cinco minutos.
-J contribumos com as flores. -A quantidade de mercadorias, os amplos e tortuosos atalhos que as conduziam a elas, e as vozes alegres anunciando ofertas e especialidades 
fez que o estmago j maltratado do Eve executasse um tombo lento, e ansioso.
Ela tivesse preferido lutar corpo a corpo com algum de 135 quilogramas a ser tragada em muito consumidores.
-Isso  de todos, -explicou Peabody com Este pacincia ser de ns.
Apesar de si mesmo, Eve se deteve em uma demonstrao de estpidas batas verdes cirrgicas alegremente adornadas com cores brilhantes com o logotipo do hospital. 
Por dez dlares extra, podia-se ter uma salpicada com o que parecia ser sangue.
- um mundo doente. Absolutamente doente.
-No viemos pelas lembranas. -Embora pensasse que as sondas anais de grande tamanho eram algo genial-. Quando um tipo est o hospital, quer brinquedos.
-Quando um tipo se mete uma lasca em seu dedo do p, quer brinquedos,  -queixou-se, mas seguiu ao Peabody dentro de uma loja  de jogos e se resignou a ter seus sentidos 
maltratados pelos sinais sonoros, choque, rugidos, e estalos.
Aqui, segundo os signos intermitentes, poderia-se optar sobre dez mil selees para seu entretenimento, cio, ou desejos educativos. Desde esportes a programas de 
fsica qunticos e entre todo isso, a gente s tinha que teclar o tema de seu interesse e o mapa animado, ou um dos totalmente treinados e amigveis companheiros 
de jogo, dirigiriam-no  rea correta.
O menu da loja disparava uma penetrante luz amarela. Eve sentiu que transpassava seus olhos.
Os tubos claros das cabines de amostra estavam todos carregados com pessoas provando demos. Os outros se arrastavam para a loja correta, com suas caras brilhantes 
pela avareza ou em branco pela sobrecarga sensorial.
-Esta gente no tem empregos? -perguntou-se Eve.
-Topamo-nos com a hora de almoo.
-Perfeito, que afortunadas.
Peabody se foi direto  seo de combate. 
-Corpo a corpo, -concluiu-. Lhe dar a sensao de controle. Wow, olhe!  o novo Sper Lutador Guia de ruas. supe-se que  extremamente grandioso. -Ela atirou a 
caixa alarme anti-roubo, sobressaltou-se um pouco ante o preo, logo advertiu o fabricante.
-Indstrias Roarke. Deveramos obter um desconto ou algo assim. OH bem, no  to mau quando o divide. -encaminhou-se para a caixa rpida, e jogou uma olhada atrs 
para o Eve-. Suponho que Roarke tem uma fbrica inteira repleta destes, n!?
-Provavelmente. -Eve tirou seu carto de crdito, passou-a pelo exploratrio, e pressionou seu polegar na identi-agrade.
Obrigado por sua compra, Eve Dallas. Um momento, por favor, enquanto seu crdito  verificado.
-Darei-te minha metade o dia de pagamento, bem?
-Sim, como . por que estas coisas tomam tanto tempo?
Obrigado por esperar, Eve Dallas. O custo de sua seleo, Sper Lutador Guia de ruas, verso PPC,  de cento e dezesseis dlares e cinqenta e oito centavos, incluindo 
todos os impostos aplicveis. devido  Autorizao Um, sua conta no ser carregada para esta seleo. Por favor desfrute de seu dia.
-De que diabos fala? O que  Autorizao Um?
Autorizao Um, Indstrias Roarke. Este nvel lhe d direito a selecionar qualquer artigo sob a marca deste fabricante grtis.
-Wow. Podemos limpar a casa. -Peabody girou seus olhos deslumbrados s prateleiras cheias at acima com prazer-.  Posso ter um destes?
-te cale, Peabody. Olhe, pagamento por isso, -disse  mquina-. S evite a Autorizao Um e carregue-o a minha conta.
Incapaz de obedecer. Gostaria de fazer outra seleo?
-Maldita seja. -Empurrou o jogo ao Peabody-. Ele no sair imune desta.
Peabody teve o engenho para passar a caixa por liberao de segurana, logo trotou para alcanar ao Eve. 
-Escuta, j que estamos aqui de todos os modos, no poderia somente ter um...
-No.
-Mas...
-No. -Eve deu um passo rpido para o escorregador, mal-humorada, logo empreendeu o caminho ao nvel mdico.
-A maioria das mulheres seriam felizes se seus maridos lhes dessem crditos em branco para compras.
-No sou a maioria de mulheres.
Peabody ps os olhos em branco. 
-E me diz isso.
Peabody poderia ter estado zangada pela perda de sua prpria imaginria coleo de jogos, mas o prazer do Trueheart pelo presente pesou mais que a avareza.
-Isto  genial. Acaba de sair.
Ele volteou a caixa em sua mo boa. Seu outro brao estava envolto em um estuque flexvel para enlaar o osso que se quebrado em sua queda.
Havia um pescoo do mesmo material ao redor de sua garganta, uma destilao intravenosa em sua boneca, e uma contuso brutal que se arrastava sobre seu ombro e se 
via prpura e negro contra do pescoo redondo de sua camisola de hospital. Sua perna esquerda estava levemente elevada, e Eve recordou como seu sangue tinha brotado 
do corte e sobre de suas mos.
As mquinas zumbiam ao redor dele.
Tudo no que Eve podia pensar era que se ela estivesse em seu lugar, no estaria to malditamente alegre.
Deixou o bate-papo e a conversao ao Peabody. Nunca sabia que lhe dizer aos pacientes.
-No recordo muito depois de que recebi o golpe. -Ele trocou seus olhos ao Eve-. O comandante Whitney disse que o obtemos.
-Sim. -Esse, ao menos, era seu elemento-. Voc o conseguiu. Ele est prostrado no seguinte piso de pacientes. Interrogaremo-lo depois de que saiamos daqui. Voc 
fez o trabalho, Trueheart. Ele poderia ter conseguido penetrar se no tivesse reagido rpido e o tivesse reduzido.
-O comandante disse que voc me designa para uma comemorao oficial.
-Como pinjente, voc fez o trabalho.
-No fiz muito. -moveu-se, tratando de encontrar uma posio mais cmoda-.  O teria reduzido limpamente se aquele imbecil de trnsito impulsivo com o gatilho no 
tivesse disparado.
-Assim eu gosto. Aquele imbecil entusiasta com o gatilho e seu estpida superior vo ser castigados do lindo.
-No teria passado se eles a tivessem escutado. Voc o tinha sob controle.
-Se o tivesse tido sob controle, voc no estaria aqui. Voc recebeu um golpe importante e uma m queda. Se se sentir instvel por isso,  deveria ver o conselheiro 
do departamento.
-Sinto-me bem com respeito a isso. Quero retornar  uniforme, de retorno ao trabalho. Eu esperava, que quando voc fechasse o caso, deixasse-me saber os detalhes.
-Seguro.
-Ah, Tenente, sei que voc tem que ir-se, mas s quero lhe dizer... Sei que viu minha me a outra noite.
-Sim, topamo-nos a uma com a outra.  uma mulher encantadora.
-No  grandiosa? -Sua cara se iluminou-.  a melhor. Meu velho nos deixou quando eu era menino, assim estamos sempre, sabe, nos cuidando o um ao outro. De todos 
os modos, ela me disse como voc ficou aqui, esperado at que sa de cirurgia e de tudo.
-Caiu sob meu mando. -Seu sangue estava em minhas mos, pensou.
-Bem, significou muito para mim que voc estivesse aqui. S quis dizer-lhe Muito obrigado.
-S permanea fora das correntes de laser, -aconselhou-lhe.
* * * * *
Deitado no piso seguinte, Kenneth Stiles se moveu em sua cama, e olhou para a enfermeira que comprovava seus monitores. 
-Quero confessar.
Ela se volteou para ele, com um sorriso brilhante e profissional. 
-Assim est acordado, Sr. Stiles. Deve comer algo nutritivo agora.
Ele tinha estado acordado por uma quantidade considervel do tempo. E pensando. 
-Quero confessar, -repetiu.
Ela caminhou ao lado da cama para aplaudir sua mo. 
-Quer a um sacerdote?
-No. -Ele volteou sua mo, e a agarrou com uma fora que ela no esperava-. Dallas. Tenente Dallas. lhe diga que confesso.
-Voc no deseja superexcitar-se.
-Encontre  Tenente Dallas, e diga-lhe 
-Est bem, no se preocupe. Mas enquanto isso, deveria descansar. Teve uma feia queda.
Alisou suas savanas, satisfeita quando ele se reacomod, e fechou seus olhos. 
-irei ocupar me de suas necessidades de nutrio.
Ela notou sua grfica e escapou. deteve-se onde o guarda uniformizado na porta. 
-Ele est acordado.
De seu bolso do uniforme, ela tirou seu bloco de papel de notas e informou a Nutrio que o Paciente K. Stiles, Quarto 6503, requeria sua comida do meio-dia. Quando 
o guarda comeou a falar, a enfermeira levantou uma mo.
-S um momento. Quero registrar isto assim o traro antes de meia-noite. A alimentao esteve atrasando-se toda a semana. -J que o paciente tinha deixado de preencher 
suas opes de almoo do menu autorizado, ordenou-lhe um peito de frango assada  churrasqueira, arroz misturado com brcolis cozido ao vapor, um cilindro integral 
com uma capa de substituto de manteiga, leite desnatado, e gelatina de arndano.
-Isto deveria subir dentro de uma hora.
-Quem quer o traga tem que ser espaoso, -disse-lhe o guarda.
Ela fez uma pequena careta de desagrado, tirou a nota outra vez, e fez a anotao necessria. 
-Ah, o Paciente Stiles perguntava por algum chamado Dallas. Significa algo isso?
O guarda inclinou a cabea, e tirou seu comunicador.
-Ele tem alma de polcia no sangue, -Peabody comentou enquanto andavam pelo corredor.
-A alma est ainda verde, mas maturar. -Quando seu comunicador emitiu um sinal sonoro, tirou-o de seu bolso-. Dallas.
-Tenente. Oficial Clark desempenhando o resguardo do Kenneth Stiles. O suspeito est acordado e pediu por voc.
-Estou a um piso e em caminho.
-Boa sincronizao. -Peabody pulsou para o elevador, logo suspirou e seguiu ao Eve  porta de sada-. Suspeito que caminhamos.
- um piso, no te queixe.
-Um piso equivale a trs escadas.
-Queimar as bolachas.
-Elas so s uma boa lembrana. Crie que Stiles est preparado para um pouco de conversao direta?
-Acredito que est preparado para algo. -Ela se abriu passo pelas portas ao seguinte nvel, e dobrou  esquerda-. No sabe que encontramos ao Carvell ou que identificamos 
ao Draco como o pai do Carly. Veremos como o joga antes p-lo ao tanto.
deteve-se na porta. 
-Clark.
-Sim, senhor.
-teve algum visitante?
-Nem uma alma. At faz uns minutos dormia. A enfermeira reportou que estava acordado e perguntava por voc.
-Bem, tome um descanso de quinze minutos.
-Obrigado. Posso aproveit-lo.
Eve alcanou a porta, e a abriu. Logo, com uma maldio, saltou dentro.  Agarrou as pernas do Stiles, levantou-as e subiu seu corpo. 
-Baixa o!
Peabody j subia  cama, lutando com o n. Clark correu detrs dela.
-Tenho-o, Tenente. -Ele se localizou com seus amplos ombros e subiu o corpo pendente do Stiles outros sete cm.
enforcou-se com uma soga formada com seus prprios lenis.
-No respira, -anunciou Clark quando o corpo se desabou em cima dele-. No acredito que respire.
-Procure um doutor. -Com uma expresso feroz, Eve se sentou escarranchado sobre o Stiles, pressionou os tales de suas mos em seu corao e comeou a bombear-. 
Vamos, filho de puta.  vais respirar. -Baixou sua boca  sua,  lhe insuflando ire. Bombeando.
-OH Meu Deus. OH Meu Deus. Kenneth! -Na entrada, Areena Mansfield pulverizou o buqu de flores que levava a seus ps.
-No se aproxime! Vamos, vamos. -O suor comeou a fluir na cara do Eve. Ouviu o som de ps correndo, de alarmes chiando.
-Faa-se a um lado. Faa-se a um lado por favor.
Ela saiu, fez-se a um lado, e observou  equipe mdica trabalhar nele.
No havia pulso. S uma linha plaina.
Retorna, demandou Eve. Maldito seja, volta.
Olhou a magra agulha hipodrmica com adrenalina cravar-se em seu peito.
No houve resposta.
Os pequenos discos foram embetunados com gel. Houve ordens de colocar, e apartar, logo o corpo do Stiles corcoveou quando os discos sobrecarregaram seu corpo. A 
linha de corao no monitor ficou azul e em branco.
Pela segunda vez os discos golpearam contra ele, uma segunda vez seu corpo se sacudiu, e caiu. E agora um bip baixo soou, e a linha azul vacilou e se voltou vermelha.
-Ritmo cardaco normal. Temos pulso.
Na porta, Areena se cobriu a cara com suas mos.
* * * * *
-me d sua condio.
-Est vivo. -O doutor, um homem de olhar frio com a pele cor aafro, continuou fazendo notas-. Houve privao de oxignio, e algum dano cerebral mnimo como conseqncia. 
Se lhe mantivermos vivo,  corrigvel 
-vai manter o vivo?
-Por isso estamos aqui. -guardou-se sua caderneta no bolso de sua bata de laboratrio-. Suas possibilidades so boas. Outros escassos minutos pendurando ali, e no 
teria tido nenhuma possibilidade. Fizemos muitos progressos na cincia mdica, mas ressuscitar aos mortos ainda nos evita.
-Quando poderei falar com ele?
-No posso dizer-lhe 
-Arrisque um clculo.
-Poderia ser capaz pela manh, mas at que completemos as provas, no posso medir o grau exato do dano cerebral. Podem passar vrios dias, ou semanas, antes de que 
seja capaz de responder algo, inclusive as perguntas mais bsicas. O crebro encontra modos de evitar o dano, reencauzarse se voc quiser, e podemos ajudar a esse 
processo. Mas leva seu tempo.
-Quero saber o momento em que possa falar.
-Assegurarei-me que seja informada. Agora, tenho pacientes que ver.
-Tenente. -Clark se aproximou-. Esta  a enfermeira que voc queria ver.
-Ormand, -disse Eve, lendo o distintivo de identidade-. me Diga.
-No tinha nem idia que pensava em suicidarse. No teria acreditado que fora capaz disso, fisicamente quero dizer. Estava fraco como um beb.
-Quando um homem quer faz-lo, encontra um caminho. Ningum a culpa.
Ela afirmou com a cabea, e relaxou sua postura defensiva. 
-Eu estava ali para uma verificao rotineira de seus rgos vitais. Ele estava consciente, e me disse que queria confessar. Pensei que falava de um sacerdote. Conseguimos 
muito disso, ainda de pacientes que no so catlicos ou naturalistas. Mas se agitou, e perguntou por voc. Disse-me que devia lhe dizer que queria confessar.
-O que?
-No o disse. Pensei que era que tinha matado a aquele outro ator. Richard Draco. -Quando Eve no respondeu, a enfermeira se encolheu de ombros-. O tranqilizei, 
e prometi encontr-la. Logo o disse ao guarda depois de que fiz os acertos para a alimentao da tarde do paciente. No sei nada mais.
-Est bem. -Despediu-se da enfermeira, e se voltou para o Clark-. Necessito que esteja de servio acima na UCI. Farei os acertos para uma substituio em uma hora. 
Se houver qualquer mudana na condio do Stiles antes disso, quero sab-lo.
-Sim, senhor. Seus prprios lenis, -murmurou Isso Clark requer Pelotas.
-Isso requer algo. -Eve girou em seus tales e andou a pernadas para a rea de espera onde Peabody tinha levado a Areena.
-Kenneth? -Areena ficou temblorosamente de p.
-Levam-no a Cuidado Intensivo.
-Pensei que estava... quando o vi, pensei... -se afundou em sua cadeira outra vez-. OH, quanto mais pode acontecer?
-Eliza Rothchild disse que as tragdias passam da trs.
-Superstio. Alguma vez fui muito supersticiosa, mas agora... ficar bem?
-O doutor pareceu otimista. Como soube que Kenneth Stiles estava aqui?
-Como? por que o ouvi nas notcias esta mesma manh. Dizem que foi ferido tratando de deixar a cidade. Que  o suspeito principal na morte do Richard. No acredito. 
Nem por um momento. Quis v-lo, e dizer-lhe 
-por que no crie?
-Porque Kenneth no  capaz de assassinar.  desumano e calculador. Ele no  nem o um nem o outro. 
-s vezes o assassinato  apaixonado e impulsivo.
-Voc saberia mais sobre isso que eu. Mas conheo o Kenneth. Ele no matou a ningum.
-Conhece uma mulher chamada Anja Carvell?
-Carvell?  Acredito que no. Deveria? Deixaro-me ver o Kenneth?
-No sei.
-Deveria tent-lo.
Eve ficou de p quando Areena se levantou. 
-Voc compreende, no, que se Kenneth Stiles realmente planejou o assassinato do Richard Draco, ele  quem ps a faca em sua mo.
Areena tremeu, e a dbil cor em suas bochechas se desvaneceu.
-Essa  s uma razo mais pela que sei que no poderia ter sido Kenneth.
-por que?
- muito honorvel. Posso ir, Tenente?
-Sim, pode ir-se.
Areena fez uma pausa na entrada. 
-Voc lutou por salvar sua vida. Observei-a. Voc acredita que ele  um assassino, ainda assim lutou por salvar sua vida. por que?
-Talvez no quis que ele fugisse da justia.
-Acredito que  mais que isso. Mas no estou segura o que.
-Um inferno de dia at agora, -disse Peabody quando ficaram sozinhas.
-S comeamos. Vamos, e vamos Peabody. Temos stios aonde ir.
Saiu do quarto e quase se chocou com o Nadine.
-Perseguindo ambulncias? -disse Eve brandamente-. Pensei que foi muito importante para essa rotina.
-Nunca se  muito importante para essa rotina. Qual  o estado do Kenneth Stiles?
-Sem comentrios.
-Vamos, Dallas. Tenho uma fonte no hospital. Ouvi que tratou de enforcar-se. Matou ele ao Richard Draco?
-Que parte no agarrou, o sem ou o comentrios?
Os saltos de moda do Nadine fizeram a marcha rpida corredor abaixo difcil, mas conseguiu manter-se ao mesmo tempo do Eve. 
-Acusar-o de assassinato? H algum outro suspeito? Confirmar que  Stiles foi lesado durante a fuga?
-Os meios j difundiram isso.
-Seguro, com supostos ou se crie repartidos em todos os informe. Necessito a confirmao.
-Necessito umas frias. Nenhuma de ns est a ponto de conseguir seu desejo em qualquer momento logo.
-Dallas. -Dando-se por vencida, Nadine tomou o brao do Eve, atirou-a apartando-a do caminho do Peabody e de seu prprio sofrido operador de cmara-. Tenho que saber 
algo. No posso dormir. me d algo, extraoficialmente. Tenho que fechar este crculo antes de poder seguir adiante.
-No deveria estar nesta histria.
-Sei, e se surgir que Richard e eu estivemos implicados, tomarei muito calor por isso, pessoal e profissionalmente. Mas se s vadio e espero, voltarei-me louca. 
Com essas opes, arriscarei-me ao calor.
-Quanto  significou ele para ti?
-Muito. Mas esteve morto muito mais tempo que ele. Isso no significa que no precise fechar o crculo.
-me encontre na Central, em uma hora. Darei-te o que possa.
-Obrigado. Se pudesse me dizer s se Kenneth...
-Uma hora, Nadine. -Eve a rodeou-. No confie muito em sua sorte.
Em vinte minutos, estavam no interior da sute da Anja Carvell. No havia rastros dela.
-Saltou. -Peabody assobiou ante o armrio vazio. Logo franziu o cenho e girou para olhar fixamente ao Eve-. Voc sabia que no estaria aqui.
-No esperava encontr-la.  preparada. O bastante lista para saber que retornaria.
-Ela matou Draco?
-Ela  parte disso. -Eve entrou tranqilamente no banheiro. O perfume da Anja ainda estava ali, fresco e feminino.
-Deveria contatar com as autoridades em Montreal? Comeo a fazer os acertos para a extradio?
-No te incomode. Ela esperaria isso. Se alguma vez viveu em Montreal, no voltaria ali agora. ocultou-se, -murmurou Eve-, mas no ir longe. Logo a faremos sair. 
Chama os varredores.
-Sem autorizao?
-Meu marido possui este antro. te encarregue disso. Baixo a segurana.
* * * * *
Para quando Eve terminou no Hotel Palace, voltou para Central, e  exps os eventos ao Whitney, estava atrasada para sua entrevista com o Nadine.
Irritou-a, como sempre o fazia, encontrar ao Nadine j em seu escritrio.
-por que lhe deixam entrar aqui?
-Porque lhes trago rosquinhas. Os polis sentaram debilidade por elas faz geraes.
-Onde est a minha?
-Sinto muito, a brigada caiu sobre elas como ratos. Acredito que Baxter lambeu os miolos.
-Ele o faria. -acomodou-se em seu escritrio-. Onde est sua cmara?
-Fora.
-Bem, traz-a dentro. No tenho todo o maldito dia.
-Mas pensei...
-Olhe, quer um um a um ou no?
-Apustalo. -Agarrou seu palm enlace e chamou a sua cmara-. Poderia usar umas capas de retoque nessas olheiras. -Extraiu o pesado e bem abarrotado estojo de maquiagem 
de sua bolsa-. Prova isto.
-Separa-se de mim essa mierda.
-Como quer, mas lhe vez como se no tivesse dormido em dias.                 -Nadine abriu um espelho, e comeou a retocar sua cara-. De todos os modos, faz-te parecer 
feroz e dedicada.
-Sou feroz e dedicada.
-E isso nunca deixa de ver-se bem em tela. Precioso suter, a propsito. Cachemira?
Perplexa, Eve se olhou para baixo seu pescoo alto azul escuro. 
-No sei.  azul. Sair ao ar esta noite?
-Aposta seu culo.
-Perfeito. -Algum, pensou Eve, no ia poder dormir bem essa noite. E esta vez, no seria ela.
* * * * *
Nadine se preocupou com os ngulos de cmara, olhou no monitor, e pediu um ajuste ligeiro. 
-No  um maldito concurso de beleza, Nadine.
-Isso demonstra o que sabe sobre uma reportagem ao ar. Ali, v-te bem. Pode recortar um pouco daquele trfico areo, Lucy? Parece uma sesso em um centro de transporte.
-Filtrarei a maior parte. -O operador brincou outro momento, e logo afirmou com a cabea-. Preparado quando o estiver.
-Faremos os retoques  volta. Comea a gravar. Esta  Nadine Furst para o Canal 75, -comeou, seus olhos fixos na lente-. Informando da Central de Polcia e o escritrio 
da Tenente Eve Dallas, investigador primrio no assassinato do ator Richard Draco. Tenente. -Nadine trocou de lugar, e confrontou ao Eve-. Pode nos dar uma atualizao 
em sua investigao?
-A investigao est em curso. O departamento segue vrias  pistas.
-O Sr. Draco foi assassinado em cena, diante de um teatro cheio. Voc mesma foi testemunha.
-Isso  correto. A natureza do crime, sua posio, e execuo derivou literalmente em milhares de declaraes de testemunhas e entrevistas.
E porque era sempre melhor pagar suas dvidas, Eve acrescentou uma gorjeta. 
-O detetive Baxter desta diviso examinou a maior parte dessas declaraes e tomou a rdua tarefa de eliminao e corroborao.
- certo, ou no, que a gente freqentemente v o mesmo acontecimento, mas o faz de forma diferente?
- freqentemente certo nos civis. Os policiais esto treinados para ver.
-Faz-lhe isso sua prpria melhor testemunha?
-Por assim diz-lo.
- verdade que Kenneth Stiles, colega e conhecido do Draco quem estava no elenco da obra,  seu suspeito principal?
-Aquele indivduo foi interrogado, como se tem feito com todos os membros do elenco. Como declarei, seguimos vrias pistas, e como o foco da investigao se estreitou, 
esperamos fazer uma deteno dentro de vinte e quatro horas.
-Uma deteno. -Isto distraiu ao Nadine, mas s por um segundo-. Pode nos dar o nome de seu suspeito principal?
-No estou em liberdade de facilitar essa informao neste momento. Posso lhe dizer que a pessoa que matou ao Richard Draco, e que matou ao Linus Quim, ser detida 
dentro de vinte e quatro horas.
-Quem...
-Isso  todo que obter, Nadine. Apaga-o.
Nadine poderia ter discutido, mas Eve j ficava de p.
-Apaga-o, Lucy. Isso foi uma maldita bomba, Dallas. Se me tivesse dado um encabeado, poderamos ter ido em vivo.
-Est noite  bastante logo. Conseguiu sua histria, Nadine. Impactar com ela primeiro.
-No posso discutir com isso. Pode me dar mais, s algo de cheio para o seguimento? Detalhe processuais, alguns dados escuros. O nmero exato de entrevistas, nmero 
de horas homem, essa classe de coisas.
-Pode conseguir isso de relaes pblicas. -Eve jogou uma olhada ao operador de cmara, apontou-a com o dedo, e logo sacudiu um polegar para a porta.
Com um olhar ao Nadine em busca de confirmao, Lucy arrastou a equipe.
-Extraoficialmente, Dallas...
-Saber tudo o que tenha que saber amanh. Tenho uma pergunta para ti. No mencionou ao Roarke em seu relatrio, sua vinculao com o teatro, a obra e comigo. por 
que?
-J se tem feito. Muito. Quero a carne.
-No penetra, Nadine. O nome do Roarke aumenta a audincia.
-De acordo, considera-o um pagamento. -encolheu-se se ombros e tomou sua  bolsa-. De noite de garotas.
-Est bem. -Eve colocou a mo em seu bolso traseiro, e tirou um disco selado-. Toma.
-O que  isto? -Mas ao momento de estar em sua mo, Nadine entendeu. Seus dedos se fecharam fortemente ao redor-.  a gravao que fez Richard. De mim.
-foi tirado do registro de provas.  a nica cpia. Acredito que deveria fechar esse crculo.
Com sua garganta alagada de emoes contrrias, Nadine ficou olhando o disco. 
-Sim. Sim, faz-o. Melhor, rompe-o. -Usando ambas as mos rompeu o disco em dois.
Eve cabeceou com aprovao. 
-Algumas mulheres no teriam sido capazes de resistir a olh-lo. Acreditei que foi mais lista que isso.
-Sou-o agora. Obrigado, Dallas. No sei como...
Eve retrocedeu deliberadamente um passo. 
-No pense nem sequer em me beijar.
Com uma risada tremente, Nadine colocou o disco quebrado em sua bolsa. Expulsaria-o em primeiro reciclador que encontrasse. 
-Seguro, no se preocupe. Mas lhe devo isso, Dallas.
-Maldito sim no o faz. Assim  que a prxima vez, me salve uma rosquinha.

Capitulo 21
Dormiu dez horas, mais ou menos onde tinha cansado depois de lhe dar ao Roarke uma breve atualizao. Despertou, recarregada, perspicaz, e sozinha.
J que ele no estava por a para chate-la, tomou o caf da manh uma barra de sorvete, e o rematou com caf enquanto olhava as notcias matutinas em tela. Agarrou 
uma repetio de seu um a um com o Nadine e, satisfeita por isso, considerou-se preparada para o dia.
vestiu-se, ficando umas calas caf e uma blusa branca com finas raias marrons. No tinha nem idia de quanto tempo  levava a blusa ali, mas j que Roarke tinha 
comeado a encher seu armrio, tinha deixado de emprestar ateno.
Lhe tinha comprado uma quantidade ridcula de roupa, mas isso a salvou da tortura de ir s compras.
J que estava ali, e o tempo prometia permanecer fresco, abotoou-se um colete at a cintura que parecia ir com o resto do conjunto.
ateu-se sua arma, e logo saiu para localizar ao Roarke.
Ele j estava em seu escritrio, com os informe da bolsa matutinos em uma tela, negociando fora de planeta em outra, e o que parecia ser um grave problema de matemtica 
na terceira parte.
-Como pode tratar com nmeros a primeira hora do dia?
-Vivo para os nmeros. -Ele utilizou o teclado, e o problema de matemtica trocou a colunas ordenadas que ele sem dvida tinha remontado ao ponto decimal mais pequeno-. 
E como passa, levantei-me faz tempo. Parece descansada, -disse depois de estudar um momento sua cara-. E muito bem adaptada tambm.  uma criatura resistente, Eve.
-Dormi como um tronco. -aproximou-se do console, apoiou-se, e o beijou-. estiveste trabalhando bastante vrios dias voc mesmo. -Acariciou seu ombro de um modo que 
fez que se agitasse sua antena-. Talvez necessitamos umas pequenas frias.
Ele enviou as figuras em tela a seu agente de bolsa para uma imediata ateno, logo se girou em sua cadeira. 
-O que quer?
-S algum tempo tranqilo em algum stio. Voc e eu. Poderamos tomar um fim de semana comprido.
-Repito. -Recolheu seu caf, e bebeu-. O que quer?
A irritao brilhou em seus olhos. 
-No lhe acabo isso de dizer? No me atire essa mierda outra vez. Teve que te arrastar a ltima vez.
-No vou a esta vez nem perto. Pareo estpido? -disse em um tom despreocupado-. No estou por cima de um suborno, Tenente, mas eu gosto de saber as condies. por 
que me est suavizando?
-No poderia te suavizar nem com uma Cuba de regenerador de pele. De todos os modos, no  um suborno. Sou um maldito funcionrio da cidade.
-E so, como sabemos, completamente alheios aos subornos.
-Olhe, sabicho. Quem diz que no posso querer um descanso? Se quiser um favor, no tem por que relacionar-se.
-J vejo. Bem ento, isto  o que jogarei na mesa. Darei-te seu favor, seja o que seja, em troca de uma semana de seu tempo a em qualquer lugar que deseje ir.
-Uma semana. Tenho que comparecer no tribunal, papelada. Trs dias.
As negociaes, pensou ele, eram sua afeio favorita. 
-Cinco dias agora, cinco dias no prximo ms.
-So dez dias, no uma semana. Inclusive eu posso somar isso. Trs dias agora, dois dias no prximo ms.
-Quatro agora, trs o prximo ms.
-Bem, est bem. -Sua cabea comeava a girar-. Resolverei.
-Ento temos um trato. -Lhe ofereceu sua mo, e apertou a sua.
-Assim, vamos  praia?
-Podemos fazer isso. O Complexo Olimpo tem uma praia artificial maravilhosa.
-Olimpo. -Ela empalideceu-. Fora de planeta? No me parto do planeta. Isso danificou o trato.
-O trato parece. te anime. Agora, qual  o favor?
zangou-se. Era uma atitude estranha nela, mas se sentiu malditamente bem. 
-Nem sequer  um grande favor.
-Deveria hav-lo pensado antes de tentar me fraudar. Poderia hav-lo conseguido, se tivesse desfrutado de um caf da manh decente em vez de sorvete.
-Como o fez... -Se interrompeu, e a nica palavra foi um assobio perverso-. Summerset.
-Agora, quando uma mulher pede a seu marido um favor,  um toque encantador se ela se sinta em seu regao. -Lhe acariciou o joelho.
-No ter muito regao se te romper ambas as pernas. -Abertamente molesta, sentou-se no mostrador-. Olhe,  um assunto policial, e voc sempre quer colocar seu nariz 
de todos os modos. Estou-te dando uma possibilidade.
-Agora, l vai. -Desfrutando-o, levantou uma mo, com a palma para cima-. Se o tivesse apresentado desse modo ao princpio, tivesse-me posto na posio de receber 
um favor em vez de te fazer um, e no teria feito o que considera um trato desventurado. E no  estaria zangada.
-No estou zangada. Sabe que dio quando diz que estou zangada. E antes de que o esquea, O que  essa mierda de Autorizao Um?
-Comprou algo? -Deu-lhe o resto de seu caf-. Devo fazer uma anotao para comemor-lo em meu calendrio. Eve Dallas foi s compras. Comece a tocar a banda.
Ela olhou carrancuda para o espao. 
-Estava de bastante bom humor antes de entrar aqui.
-V, est zangada. Quanto  Autorizao Um, que sentido tem que pague por produtos fabricados por uma de minhas companhias?
-A prxima vez vou onde um competidor. Se posso encontrar um.  -Ela bufou, e retornou ao tema-. Fecharei o caso hoje. Trabalhei-o para que o assassino se exponha, 
e obter uma confisso.  indireto,                   -murmurou-. Tenho motivos para no tomar a linha reta. Tive que fazer malabares para que Whitney o permitisse. 
Se no funcionar... -Concluiu.
-O que necessita?
-Para comear, necessito seu teatro. E necessito que me ajude a escrever um guia e produzir uma pequena funo.
* * * * *
Uma hora mais tarde. Eve estava de caminho  Central, e Roarke fazia a primeira chamada Telefnica.
Em seu escritrio, Eve carregou a gravao de disco da obra em seu computador. Com sua mente em outra parte, logo que notou quo brandamente o disco foi aceito, 
quo claro era o udio e o vdeo. Quando lhe ordenou adiantar rpido  cena final, fez-o assim sem um s golpe.
Ali estavam, pensou. Draco como Vo confessando alegremente um assassinato do qual j no poderia ser processado. Sua cara bonita, satisfeita, quando passava a mo 
do Carly, de Diana, por seu brao.
E ela se apoiava nele, bonita e encantadora, com um sorriso de carinho.
Kenneth Stiles, Sir Wilfred irritvel e ardiloso, com assombro e ira em seu rosto, quando ao fim compreendeu que tinha sido utilizado, explorado, e manipulado. A 
suscetvel da Eliza, a Srta. Plimsoll de p ao lado dele, ultrajada, com suas mos agarrando a parte de atrs da cadeira do Kenneth, e com os ndulos brancos.
Areena, a formosa e verstil Christine, que tinha sacrificado tudo, arriscando-se a ir a priso, por salvar ao homem que amava.
Michael Proctor, simplesmente uma sombra, observando desde bastidores, perguntando-se quando caminharia sob os refletores e no papel de assassino.
E abatendo-se sobre todos estava o fantasma da Anja Carvell.
Eve no se estremeceu quando observou cometer o assassinato, quando a faca que deveria ter sido inofensivo se inundou profundamente no corao.
Ali, pensou e congelou a tela. Ali est.
Dez mil testemunhas o tinham perdido.
No o tinha feito ela?
A interpretao de uma vida,  compreendeu. Na morte.
-Finalizar programa, -ordenou-. Expulsar disco.
Empacotou-o, e recolheu  outros. Ajustou seu comunicador do escritrio para uma transmisso interdepartamental. 
-Peabody, alerta ao Feeney e ao McNab. Mudamo-nos.
Com uma verificao final a sua arma, disps-se a comear sua prpria funo.
* * * * *
Eve conduzia, e Olhe a observava do assento traseiro, era um fiel reflexo de sua personalidade. Competente, direta, e enfocada. E feroz. Quando o carro se disparou 
pelo trnsito, mergulhando-se pelos espaos, e arremeteu desafiando outros pra-choque, Olhe silenciosamente comprovou a tenso em seu cinto de segurana.
-Tomadas um risco.
Eve jogou uma olhada rpida pelo retrovisor, encontrado os olhos de Olhe.
-A gente calculado.
-Acredito... -Olhe se interrompeu, encontrando-se retrocedendo s rezas de sua infncia quando Eve se lanou em vertical, balanou-se com fora  direita, e cruzou 
quase por cima do trfico lotado.
-Acredito, -seguiu quando voltou a respirar-, que avaliaste a situao corretamente. De todos os modos, h uma ampla margem para o engano, o qual poderia suprimir 
te apegando estritamente ao procedimento.
-Se me equivocar, vai por conta prpria. De uma ou outra forma, a pessoa que matou ao Draco e ao Quim ser detida por volta do final do dia.
O carro se mergulhou em um tnel subterrneo de estacionamento, logo que afrouxando a velocidade. foi voando como a flecha de um arco para uma ranhura reservada. 
A boca de Olhe se abriu, fez um pequeno som, quando rugiram para a barricada de segurana. Eve lhe lanou seu resguardo para mostrar seu passe de identidade.
Olhe teria jurado que a barricada emitiu um chiado aterrorizado quando saltou para lhes abrir passo. Passaram-na a toda pressa, e se meteram na estreita ranhura.
-Bem, -Olhe conseguiu dizer-. Bem. Foi emocionante.
-N!?
-Me ocorre, Eve, que nunca viajei contigo. Comeo a ver por que.
Peabody bufou, e abriu sua porta. 
-me crie, doutora Olhe, foi um lento passeio ao redor do parque.
-Algo mau em minha forma de conduzir?
-Nada que uma caixa do Zoner no remediaria, -disse Peabody entre se.
-Em qualquer caso. -Olhe saiu do carro, e apartou a ateno do Eve de seu ajudante-. Estou contente de que me pedisse que estivesse aqui. No s porque poderia ser 
til, mas sim me d uma oportunidade de observar como realiza seu trabalho.
-vai ter que permanecer fora do grosso. -Eve deixou seu carro na ranhura assegurada que Roarke tinha arrumado, e ficou em marcha para a rua e o teatro.
-Sim, mas monitorarei.
-chegamos um pouco antes de que comece o espetculo. -Na entrada de artistas, Eve abriu com o cdigo que lhe tinham dado-. Provavelmente se aborrecer.
-OH, sinceramente o duvido.
dirigiram-se para o cenrio, onde as preparaes j estavam em curso.
-Hey, Tenente! Olhe para cima, Cuerpazo!
Seis metros acima, McNab se balanava em um arns de segurana. Deu uma patada com suas botas verdes brilhantes e navegou em um arco muito elegante.
-Deixa de fazer o parvo. -Feeney jogou uma olhada para cima, estremecendo-se quando seu detetive fingiu nadar pelo ar.
-O que faz ele l encima? -Exigiu Eve-. alm de fazer um imbecil de si mesmo.
-As cmaras areas. Tem que ser jovem para desfrutar dessa classe de dever. A maior parte da equipe j estava no lugar. Roarke no desperdiou nem um truque. Mas 
no estabeleceu um posto de observao policial. Adaptamo-nos. Seremos capazes de fiscalizar a ao desde todos os ngulos.
-Est Roarke no teatro ainda?
-Sim, est no controle, lhe mostrando a um par de meus tcnicos mais do que eles tinham esperado alguma vez conhecer. O homem  um gnio com a eletrnica. Que no 
poderia fazer com ele no EDD.
-me faa um favor e no o mencione. J  bastante difcil tratar com ele. As auto-fechaduras funcionam em todas as sadas?
-Sim. Uma vez que todos estejam dentro, ningum sair. Temos trs uniformizados, dois tcnicos, voc, Peabody e eu. E o menino voador de l encima. McNab, maldita 
seja baixa da agora! Est segura que no quer uma equipe maior?
Eve girou lentamente, e explorou o teatro. 
-No o necessitaremos.
-Feeney. -Roarke apareceu das sombras no cenrio-. Seu controle parece estar  estabelecido.
-irei revisar o. McNab! No me faa subir. Cristo, quantas vezes isso pinjente a meus meninos? -Com uma sacudida de sua cabea, saiu do cenrio.
-vai machucar se. -Dividida entre a diverso e a preocupao, Peabody tocou o ombro do Eve-. lhe Diga que baixe, Dallas.
-por que eu?
-Porque te teme.
Como a idia disso a agradava, Eve ps suas mos em seus quadris, franziu o cenho, e gritou. 
-McNab, deixa de perder o tempo e ponha seu culo aqui embaixo.
-Sim, senhor.
Ele baixou velozmente, com as bochechas rosadas pela emoo. 
-Homem, tem que tent-lo. Que velocidade.
-Sou feliz de poder lhe prover algum entretenimento, Detetive. por que no deveramos ter um pouco de diverso e frivolidade durante o curso de uma complicada e 
custosa operao policial, em particular quando empregamos equipe civil e instalaes de muitos milhes de dlares.
-Um, -foi o melhor que pde fazer antes de esclarec-la garganta. O sorriso j se apagou de sua cara-. As cmaras areas esto fixadas e operacionais, Tenente. Senhor.
-Ento talvez possa mostrar-se til em outra parte. Se isso no for muito problema.
-No, senhor. Eu s... vou. -A algum stio, pensou, e escapou.
-Deveria mant-lo reto pelos seguintes cinco minutos. -Ela girou para o Roarke.
-No te temo, -disse-lhe-. Mas te traga um presente. -Deu-lhe um mini remoto-. Pode controlar os movimentos, -explicou-lhe-. Para luzes, som, e trocar o cenrio. 
Pode dirigi-lo desde qualquer posio no teatro. A obra est em suas mos.
-Abrindo o ato ideado por ti.
-J parece. -Ele comprovou sua unidade de boneca-. Tem s uma hora antes do pano de fundo.
-Tenho que verificar todos os postos. Peabody, h uma ronda. Confirma que todas quo sadas conduzem abaixo, atrs, ou sobre o cenrio esto bem fechadas, logo toma 
e mantn sua posio atribuda at novas ordens.
-Sim, senhor.
-Roarke, mostraria-lhe  doutora Olhe sua rea de observao?
 - obvio.
-Grandioso. -Ela tirou seu comunicador-. Feeney, quero essas -como se chamam- luzes acesas por um minuto.
Quando brilharam acesas, iluminando o teatro, ajustou o comunicador em transmisso mltiplo. 
- a Tenente Dallas. Em trinta minutos, quero a todo o pessoal de operao em suas estaes adjudicadas. Se cheirar um pouco parecido a um policial, ele ou ela ser 
submetido a uma ao disciplinadora. O amparo civil  a primeira prioridade. Repito, isso  prioritrio.  As armas devem permanecer preparadas, e em aturdido baixo. 
No terei uma repetio do Grand Central.
meteu-se o comunicador no bolso. 
-Roarke, ponha em contato comigo quando a doutora Olhe esteja instalada.
- obvio. te rompa uma perna, Tenente.
-O que? OH. Seguro.
-Ela nasceu para isto, -disse Olhe quando Eve se afastou a pernadas-. No s para dirigir, que lhe ajusta como uma pele, a no ser para equilibrar as injustias 
com a justia. Outra pessoa, possivelmente qualquer outra, teria terminado isto de outra forma.
-No poderia.
-No. J lhe h flanco. Necessitar-te quando terminar.
-Partiremo-nos uns dias.
Olhe inclinou a cabea. 
-Como conseguiu persuadi-la?
-Com a arte da negociao. -Ofereceu-lhe seu brao-. Posso escolt-la a seu assento, Doutora?
* * * * *
-Tenente. McNab, Posio Quatro. Primeiro sujeito aproximando-se da entrada do teatro, pela entrada de artistas.
-Copiado. -Eve se girou do monitor detrs decoraes para Essa Roarke  seu sinal. Trfico de no desviar do plano, bem? Acredito que o risco fsico  mnimo, mas...
-Confia em mim.
-S quero repassar...
-Tenente, no te ocorre que possivelmente sei o que estou fazendo?
-Me ocorre que sempre sabe o que est fazendo.
-Bem ento, repito. Confia em mim. -Com isto partiu para tomar seu papel.
No monitor o observou abandonar o nu cenrio, e permanecer sob as luzes. perguntou-se se ele alguma vez tinha pensado em atuar.  obvio que no, pensou. Os entendimentos 
duvidosos e de outro carter, tinham sido sua paixo. Mas ele tinha a cara para isso e o fsico, a presena, e a graa.
E, refletiu, tinha uma habilidade inata para mentir e ser acreditvel.
No era isso atuar?
-Michael. -Roarke lhe ofereceu uma mo quando Proctor entrou-. Chega logo.
-No quis fazer esperar a ningum. -Com uma risada fcil, Michael jogou uma olhada ao redor-. O problema chegando logo  que sempre espera a todos outros. Senti-me 
muito contente de receber sua chamada. No estava seguro que a polcia permitiria alguma vez reabrir o teatro, ao menos no a tempo para que voc voltasse a produzir 
Testemunha.
-Eles parecem ter todo que necessitam da cena.
-Quero lhe agradecer por me dar a possibilidade de interpretar a Voe. Dou-me conta que voc poderia chamar a outro ator de nome para cobrir o papel.
-Nenhum escrpulo? -No, pensou Roarke, no viu escrpulos. Somente ambio-. Considerando o que aconteceu com o Draco, perguntava-me se poderia estar um pouco preocupado 
ao caminhar no papel.
-No, sinto-me bem com isso. No quero dizer muito bem, -corrigiu e teve a graa de avermelhar-.  terrvel o que aconteceu ao Richard. Simplesmente terrvel. Mas...
-O espetculo deve continuar, -disse Roarke brandamente, logo levantou o olhar-. Ah, Eliza, e Areena. Senhoras, obrigado por vir.
-Sua chamada me salvou do aborrecimento e de especular. -Eliza deu um passo acima, e roou sua bochecha com a do Roarke-. O aborrecimento de estar entre atos. E 
de especular sobre o Kenneth. Ainda no posso acreditar o que ouo nas notcias.
-No o faa, -disse Areena-. H um engano. Deve hav-lo. -Ela se esfregou seus braos frios-.  to estranho estar aqui outra vez. No tornei desde... da noite da 
estria.
-Estar bem com isso? -Roarke tomou sua mo, e a esquentou com a sua.
-Sim. Sim, devo est-lo, no? Nenhum de ns tem outra opo, salvo continuar.
-por que no deveramos? -Carly fez sua entrada. Uma deliberada. aplicou-se maquiagem teatral para fazer jogo com um vestido azul eltrico com um decote baixo entre 
os peitos, que se detinha em seco nas coxas.
Pelo poder, havia-se dito. sentia-se malditamente bem sendo poderosa.
-A nenhum de ns lhe importou um nada Richard Draco antes, no o choramos.
-Carly, -murmurou Areena, uma suave censura.
-OH, te economize as suscetibilidades frgeis para o pblico. Ele nos jodi  a todos ns em algum momento. A alguns de ns literalmente,                    -acrescentou 
com um sorriso foroso, cruel-. No estamos aqui para lhe dedicar nossa seguinte atuao a sua memria. Estamos aqui porque queremos retornar a trabalhar.
-Ele pode ter sido um bastardo, querida, -disse Eliza brandamente-, mas est totalmente morto. E agora Kenneth no hospital, e sob vigilncia.
-Deveriam lhe dar ao Kenneth uma medalha por ter liberado ao mundo do Richard Draco.
-No o acusaram ainda. -Areena se retorceu os dedos-. No podem simplesmente falar da obra e nos apartar da fealdade por um curto tempo? Esta  uma convocatria 
para o elenco completo, Roarke? -passou-se uma mo sobre o cabelo, e olhou ao redor-. Estava segura que o diretor de cena j estaria aqui.
- difcil de arrumar um encontro com o elenco completo neste momento. -Roarke deixou pendurando as implicaes disso-. O papel do Sir Wilfred ter que ser refeito.
-No poderamos ensaiar com um suplente? -Perguntou Michael-. Nunca trabalhei um ato completo com o primeiro elenco. Seria proveitoso para mim faz-lo quanto antes.
-Ali vai, Michael. -Carly riu-. No deixa que te cresa o musgo.
-Acaba de nos dizer que devamos trabalhar, -devolveu o disparo-. No h nenhuma razo para que me ataque solapadamente.
-Talvez me sinto malvola. Zangou-te s porque te joguei de meu apartamento em vez de chorar em seu ombro.
-Te teria ajudado, -disse silenciosamente-. O teria tentado.
-No necessito sua ajuda. No necessito a ningum. -Seus olhos cintilaram com uma fria interior que se avivou em sua voz-. Dormi contigo. Grande coisa. No pense 
que isso significa algo. Nenhum homem jamais representar algo para mim.
-Uma vez mais, o sexo aparece sua feia cabea, -resmungou Eliza-. Devemos ter por sempre as glndulas interfiriendo com a arte?
-Eliza. -Areena se adiantou, e ps uma mo ao brao do Carly-. Carly, por favor. Precisamos nos levar bem. Precisamos nos manter unidos.  -Tentou um sorriso de flego-. 
O que deve pensar Roarke de ns, discutindo desta maneira?
-Diria que todos vocs esto sob uma tenso considervel. -Ele se deteve brevemente, passando seus olhos sobre as caras giradas para ele-. E se qualquer ou todos 
vocs se sentem incapazes de seguir atuando na obra, preferiria sab-lo mais logo que mais tarde.
Carly jogou sua cabea para trs e riu. 
-OH por favor. Todos e cada um de ns atravessaria por vidro quebrado por uma oportunidade de trabalhar nesta. A publicidade encher este edifcio semanas quando 
reabrirmos outra vez, e cada um de ns sabe. Nada to molesto como um assassinato se entremeter em nosso caminho.
Ela sacudiu seu cabelo para trs, estendendo seus braos enquanto cruzava o cenrio.
-Assim  que traga um suplente para o inestimvel Sir Wilfred, ponha um maldito droide no papel, inclusive assim no ficaro assentos.
Ela girou para trs, com os braos ainda levantados. 
-Siga adiante, Roarke, abra as portas de repente. Deixe que a obra comece.
Quando terminou seu monlogo, Eve calculou que era o momento perfeito. 
-Nunca se conteve, -disse, e se moveu das sombras do pano de fundo para as luzes.

Capitulo 21
-Tenente Dallas. -Carly baixou seus braos devagar, deixando uma de suas mos repousar em seu quadril-. Que surpresa to irritante v-la outra vez.
-OH, Carly, deixa de jogar  diva, -disse Eliza mal-humorada-. No  o bastante velha para lev-lo a cabo. Tenente, espero que venha a nos dizer que tem feito a 
deteno que prometeu. Voc pareceu muito segura em sua entrevista ao Canal 75.
-Uma deteno  iminente.
-No Kenneth. -Areena pressionou uma mo a seu corao.
-Se foi Kenneth, -interps Eliza-, espero que possamos todos nos comportar com decncia e apoi-lo. Eu penso faz-lo. -Jogou seus ombros para trs, e falou admiravelmente-. 
No abandono a meus amigos.
-Isso  admirvel, Sra. Rothchild. -Eve se meteu as mos em seu bolso, e apalpou o remoto-. Mas Kenneth Stiles j no  o suspeito principal nesta investigao. 
O assassino do Richard Draco est neste cenrio.
Inclusive enquanto falava, as luzes da sala se atenuaram, e as luzes do cenrio resplandeceram. E o cenrio da sala do tribunal se deslizou  vista. Uma faca comprido 
aplanado estava na mesa de provas. Eve cruzou para ele, e o recolheu para pes-lo em sua mo.
-O assassinato ocorreu neste cenrio. E a deteno tambm.
-Bem, teremos que lhe dar pontos pelo giro dramtico, Tenente.  -Carly cruzou rapidamente, e se acomodou lnguidamente na cadeira da testemunha-. Por favor continue. 
Estamos todos fascinados.
-Corta-a, Carly. Teve que ser Kenneth. -Michael lanou a Areena um olhar compungido-. O sinto, Areena, mas teve que ser ele. Tratou de correr, e logo tentou... bem, 
de fugir-se permanentemente. Se no era culpado, por que teria feito todo isso?
-Para proteger a algum, -disse Esse Eve  um tema que se repete aqui. -Tocou a ponta da faca com seu dedo, logo o deixou abaixo outra vez-. A Srta. Plimsoll quem 
se preocupa excessivamente do Sir Wilfred para proteger sua sade, no importa de quantas diferentes forma ele a insulta ou evita.
-Realmente, Tenente, esse  um personagem. -Eliza se inchou como um ave que acabassem de lhe arrancar as plumas da cauda-. Certamente no sugerir que tive algo 
que ver com isso.
-Tudo  sobre um personagem. -Eve estudou a cara ultrajada da Eliza-. Sir Wilfred, protegendo a seu cliente, arriscando sua sade, s para saber ao final que liberou 
a um assassino. Leonard Voe, pretendendo defender a sua querida esposa, lhe ajudando a escapar uns anos de uma Alemanha que se desmoronava, s para us-la uma e 
outra vez para proteger-se. E Christine. -Eve trocou seu olhar a Areena-. Arriscando sua reputao, sacrificando sua liberdade para cobri-lo. lhe arrojando seu amor 
na cara da mais crua e mais insensvel forma quando ela tinha servido seu objetivo.
-Conhecemos a obra, -disse Carly com um delicioso suspiro-. Suponho que agora dir que s o suplente, Michael se cuidou do Richard, quer dizer Voe
-Assim . E com o Draco fora do caminho, ele se converte em Voe. Que melhor maneira de emendar uma velha ofensa, e vingar a honra de sua me?
-Um momento. J basta. tive o bastante. No tenho porque agentar esta classe coisas de voc. -Os punhos do Michael se apertaram a seus lados enquanto dava um passo 
ameaador para o Eve.
-Michael. -A voz do Roarke foi tranqila. moveu-se de modo que bloqueou o avano imprudente do Michael, e o ator ficou cara a cara com uma fria violncia-. Poderia 
te machucar de formas que possivelmente nem imagina.
-Roarke, -Eve o teria amaldioado pela interrupo, mas isso teria trocado o humor.
-Retrocede, Michael, -aconselhou Carly, e s o aperto de sua mo na cadeira indicou sua preocupao-. S te envergonhar. Voc percorre nossa feliz companhia teatral 
algo rpido, Tenente.
Carly cruzou suas pernas, fez tudo exceto ronronar para trocar a ateno para ela. 
-Mas no me mencionou mim ou meu homlogo personagem. No acredito que Diana protegesse a algum.
-Faria-o. -Eve girou, e caminhou devagar at a cadeira da testemunha-. Ela no o teria descoberto, depois de que todo se derrubasse? Que teria acontecido logo com 
o Christine, usada, explorada, logo abandonada quando ele procurou uma presa mais fresca? Penso que o teria odiado por isso. Odiado a ele, -repetiu Eve, descansando 
suas mos aos braos da cadeira, inclinando-se-. Por danificar sua felicidade, seus sonhos bonitos, por faz-la ver quo tola tinha sido ao apaixonar-se por algum 
desprezvel, repulsivo.
O pulso comeou a golpear na garganta do Carly. 
-Voc lhe d ao personagem mais profundidade da que merece.
-No acredito. Penso que Voe a subestimou. A gente, em particular os homens, freqentemente subestimam s mulheres formosas. No olham sob a superfcie. Ele no 
a conhecia, verdade? no sabia que tipo de fora, paixo e propsito vivem dentro de voc.
Um foco se acendeu, banhando ao Carly em um frio resplendor, vazio.
-No me assusta, Tenente.
-No, voc no se assusta facilmente. E quando algum a fere, devolve o golpe. Mais forte. Tenho que respeitar isso. Ele pensou que poderia abandon-la, como a um 
companheiro autorizado depois da hora. Pensou que poderia humilh-la em pblico, aqui mesmo, neste cenrio, diante do elenco e equipe. Ento eles a olhariam com 
desprezo ou compaixo. Voc no, no podia tolerar isso. Ele teve que pagar por isso.
-Deixe de acoss-la. -Michael agarrou o bordo da mesa de provas-. Deixe-a em paz. Voc sabe pelo que ela passou.
-S trata de encontrar motivos. -Sua boca estava seca como p, mas Carly conseguiu manter seu nvel de voz.
-Os homens no a abandonam, no, Carly? -Eve jogou uma olhada atrs ao Michael-. No  permitido. Nem tolerado. Foi fcil planej-lo, realmente. S passo a passo. 
E foi to maravilhosamente apropriado para vingar-se. Ele morreria aqui mesmo, quase a seus ps.
-Quero a um advogado.
-Voc pode ter uma equipe deles. -Eve retrocedeu, e vagou para a mesa de provas, e passou um dedo pela manga da faca-. Foi fcil conseguir a faca de cozinha. Quem 
nota uma faca ausente onde h tantos? Voc conhecia o ritmo da obra, quanto tempo havia entre uma mudana de tramia. Inclusive se algum a visse, no importaria. 
Voc pertencia aqui, como parte da paisagem ou um anexo importante. Desliza a faca falsa sob sua manga, deixa a arma homicida, e se afasta.
"Foi difcil esperar? -Ela girou a faca em sua mo de modo que agarrasse as luzes, os brilhos de luz-. Dizer suas linhas, escutar aos outros, enquanto em sua cabea 
podia ver a ltima cena da obra, a forma em que a faca entraria nele, a comoo em sua cara, quando ele finalmente fora castigado pelo que lhe fez.
- ridculo, e voc sabe. No pode provar nada disso porque no  verdade. S vai terminar fazendo o parvo.
-Arriscarei-me. Carly Landsdowne, est detida pelos assassinatos do Richard Draco e Linus Quim. Tem direito a permanecer calada,  -seguiu quando Peabody apareceu, 
movendo-se para o Carly-. Tem direito a um advogado e/ou representante de sua opo. Tem...
-Com exceo de se dela! -O grito surgiu quando Peabody se disps a pr as algemas sobre a boneca do Carly-. No se atreva a toc-la. Ela no tem feito nada!
Areena apartou ao Michael de um empurro, e se apressou  mesa de provas. Sua cara estava alterada de fria quando agarrou a faca. 
-Voc no a tocar. No o far. V-se  ao diabo.
Girou para o Eve. 
-Ela no matou ao Richard. Eu o fiz. S lamento no hav-lo feito faz anos, antes de que alguma vez lhe pusesse suas asquerosas mos em cima.
-Sei. -Eve caminhou para ela, olhando-a aos olhos, e tomou a inofensiva faca da mo da Areena-. Sei. Anja.
-Anja? OH Deus. meu deus. -Carly cruzou seus braos sobre seus peitos, e se cambaleou.
-Peabody, tira estas pessoas daqui. Carly, sinta-se. H uma histria que voc tem que ouvir.
-Deixe-a ir. -A voz da Areena era frentica quando se interps entre o Eve e Carly-. Lhe direi tudo. No a tem feito sofrer suficiente? Renuncio a meus direitos. 
Entendo-os e renuncio. Agora deixe-a ir.
-Voc. -Os olhos do Carly pareceram arder em sua cara-. Voc e Richard.
-Sinto muito. Sinto-o muito.
-Sabia. -Fortalecendo-se, Carly se levantou-. Sabia desde o comeo. E no fez nada quando ele...
-No. OH, Carly, no pode pensar que me teria afastado. Sim, sabia. Quando te vi, quando lhe deram o papel e compreendi que foi... quem foi, fui onde ele. Voc foi 
um tanto que ele cobiava. Jovem, bonita e inocente. Disse-lhe quem foi de modo que no te tocasse dessa maneira. Foi meu engano.
Ela fechou seus olhos, e assumiu a culpa. 
-Nunca saberei se ele tivesse cuidadoso em outra parte em busca de prazer. Pensei que te estava protegendo, e em troca... Em troca, seduziu-te, sabendo-o. Sabendo-o. 
No deve te culpar. Nunca deve te culpar.
-Ele sabia. -Carly pressionou uma mo a seu estmago-. Ambos sabiam.
-Quando averigei o que tinha feito, o que fazia, encarei-o. Discutimos. Amargamente. Ameacei-o, ameacei expondo-o, ir  imprensa com a histria. No podia faz-lo, 
 obvio, no podia faz-lo devido ao que isso te faria. Ele me acreditou, ao menos ao princpio, e rompeu contigo. Foi cruel contigo porque sabia que isso me faria 
mal.
-Como me reconheceu?
-Carly, eu... -Areena se conteve, e sacudiu a cabea-. Nunca interferi com sua vida. No tinha nenhum direito a faz-lo. Mas me mantive ao tanto
-por que se preocupou? -Exigiu Carly-. Eu s fui seu engano.
-No.  No. Foi um presente, um que no podia conservar. Dava- esse dou de presente a seus pais porque eu sabia que eles lhe amariam. Protegeriam-lhe. Como tentei 
faz-lo, -disse cansadamente-. Nunca lhe haveria isso dito, Carly. Nunca. Se tivesse havido outra opo. Mas no posso lhes deixar te acusar, no posso lhes deixar 
te culpar pelo que eu fiz.
Ela se voltou para o Eve. 
-Voc no tinha nenhum direito de faz-la passar por isso.
-Todos temos um trabalho que fazer.
- assim como o chama? -Ofegou Carly-. Averiguar qual de ns exterminou a uma barata, e por que. Pois bem, tem-no feito. Pergunto-me como dorme de noite. Quero ir. 
-Comeou a chorar-. J no quero estar aqui. Quero ir.
-Doutora Olhe?
-Sim. -Olhe entrou no cenrio, e passou um brao ao redor  do Carly-. Vamos, Carly. Venha comigo.
-Estou morta por dentro.
-No, s intumescida. Tem que descansar um pouco. -Olhe enviou ao Eve um olhar largo, tranqila, logo afastou ao Carly.
-Olhe o que lhe tem feito. Voc no  melhor que Richard. O abusou dela, explorando-a. Sabe voc os pesadelos que a atormentaro? Os gritos em sua cabea? -Com o 
olhar duro, Areena enfrentou ao Eve-. Eu teria economizado isso. Poderia lhe haver economizado isso.
-Voc o matou depois de que ele tinha deixado de abusar dela. por que esperou at que concluiu?
-Porque no tinha terminado. -Areena suspirou, suas pernas trementes cederam, e se sentou-. Ele veio para ver-me uns dias antes de que abrssemos. Tinha estado usando. 
Sempre era mais vil quando usava. Ameaou voltando a tom-la. Se eu queria que se mantivera a distncia, teria que tomar seu lugar. Ento o fiz. Foi s sexual, no 
significou nada. Nada.
Mas sua mo tremeu quando escavou em sua bolsa, e localizou um cigarro. 
-Deveria ter fingido me sentir ferida, ultrajada, e aterrorizada. Essas emoes o teriam estimulado, o teriam satisfeito. Pude-lhe ter feito acreditar isso. Em troca, 
mostrei asco e desinteresse. vingou-se sugiriendo um grupo de trs, ele mesmo, Carly e eu, depois da noite de abertura. deleitou-se me dizendo todo que tinha feito 
a ela, com ela. Como o tinha desfrutado, quanta excitao tinha sentido ao mover-se nela, sabendo que era de seu sangue, sua filha. Era um monstro, e o executei.
ficou de p. 
-No sinto nenhum remorso, nem pena. Poderia hav-lo matado essa noite quando esteve de p em meus quartos, gabando-se de ser o bastante homem para tomar tanto  
me como  filha seguidamente.
Havia um pequeno roce de mal-estar cobrindo a garganta do Eve. 
-por que no o fez?
-Quis estar segura. E quis, de algum jeito, ser justa. E... -Pela primeira vez sorriu-. Quis fugir da responsabilidade. Pensei que o faria. Pensei que o tinha feito.
Quando comeou a lutar com o acendedor, Roarke cruzou para ela, e o tirou de suas mos frite. Seus olhos se encontraram sobre a chama. 
-Obrigado.
Ele colocou o acendedor de volta em sua palma, e brandamente fechou seus dedos ao redor dele. 
-De nada.
Com seus olhos fechados, Areena tomou sua primeira e profunda imerso. 
-De tudo meus vcios, esta  a que nunca fui capaz de deixar. -Soltou um suspiro-. Tenho feito muitas coisas pouco atrativas em minha vida, Tenente. tive minhas 
rajadas de egosmo, de autocompasin. Mas, no utilizo s pessoas pela que me preocupo. No teria deixado que  Kenneth fosse detido. Teria encontrado algum modo 
de arrum-lo. Mas quem suspeitaria que a suave Areena cometeria um assassinato a sangue frio? Um to pblico.
-Foi sua coberta, fazendo-o aqui mesmo, em cena.
-Sim, certamente eu no cometeria um assassinato diante de milhares de testemunhas.  Vi-me sendo eliminada como suspeita em seguida. E ingenuamente, acreditei que 
nenhum de outros, sendo inocentes, confrontaria mais que a molstia de um interrogatrio.
Ela riu um pouco. 
-E conhecendo-os, estava segura que encontrariam o processo divertido. Francamente, Tenente, no pensei que qualquer investigador que examina a vida do Richard para 
solucionar sua morte trabalharia com muita fora no caso uma vez que descobriram a classe de homem que era. Menosprezei-a, do mesmo modo que Richard me subestimou.
-At o momento em que lhe cravou a faca. Ento deixou de subestim-la.
-Assim . O olhar em seus olhos, a chispada de compreenso, valeu cada momento de planejamento. De medo. Aconteceu muito como disse antes, s que comigo no papel 
que voc lhe tinha atribudo ao Carly.
Ela podia voltar a repeti-lo em sua cabea, cena por cena, movimento a movimento. Sua prpria obra interna. 
-Simplesmente tomei uma faca da cozinha um dia que Eliza e eu baixamos a pedir emparedados. Guardei-o em meu camarim at a noite de abertura. At a mudana de ato. 
Havamos vrios de ns nos movendo ao lugar de observao atrs do pano de fundo, do elenco e equipe. Troquei as facas e acrescentei o toque de plantar o de objeto 
de cenrio em meu prprio camarim quando meu aparador foi registrado. Plantei-o diretamente sob seu muito leal nariz. Outro movimento inteligente, pensei ento.
-Poderia ter funcionado. Quase o fez.
-Quase. por que quase, Tenente?
-Anja Carvell.
-V. Um nome do passado. Sabe de onde vem?
-No. Perguntei-me isso.
-Um pequeno, e insignificante papel em uma pequena e insignificante obra que abriu e se fechou a mesma noite em uma cidade ao interior do Canad. Nunca foi posta 
em  meus crditos, nem nos do Kenneth. Mas  onde nos conhecemos. E compreendi alguns anos mais tarde, foi onde ele se apaixonou por mim. S lamento no ter sido 
o bastante inteligente para hav-lo amado. Ele me chamava Anja de vez em quando, uma espcie de vnculo privado entre aquela moa muito jovem e um homem muito jovem 
que quiseram ser grandes atores.
-Voc o usou quando a entregou.
-Sim, por sentimentalismo. E por proteg-la, pensei, sim alguma vez tratava de encontrar a sua me biolgica. Tinha-a dado a gente boa. Os Landsdownes so gente 
muito boa. Com classe, e amor. Quis o que era melhor para ela. E me certifiquei disso.
Sim, pensou Eve, certificou-te. Completamente. 
-Poderia hav-la deixado ir ento. por que no o fez?
-Pensa que porque s a vi uma vez, porque s a abracei uma vez, no a amo? -A voz da Areena se elevou. Assobiou-. No sou sua me. Sou totalmente consciente disso. 
Mas no houve um dia em vinte e quatro anos em que no tenha pensado nela.
Ela se deteve, e pareceu sustraerse. 
-Mas estou divagando. Fui persuasiva como Anja. Sei.
-Sim, muito. No lhe reconheci, no fisicamente. Emoes, Areena. Quem tinha o motivo mais forte, no s para mat-lo, mas tambm para lhe fazer pagar diante de 
um pblico? Acabar com sua vida, como Vo foi morto? Quem tinha sido o mais trado, o mais utilizado? Uma vez que eliminei ao Carly, houve uma resposta: Anja Carvell.
-Se tinha eliminado ao Carly, por que a fez passar por este horror?
-Anja Carvell, -continuou Eve, ignorando a pergunta-. Ela me pareceu uma mulher forte, serena, e muito direta. Mas como trocou as facas? Imagino que teria encontrado 
uma forma, e de todos os modos isso no encaixava completamente. Por uma simples razo. Teria necessitado sustentar a faca ela mesma, dar o golpe pelo menino ao 
que tinha tido que renunciar para proteger.
-Sim, est no correto. No teria deixado a ningum mais faz-lo.
-Quando pensei em voc e ela, vi-o. Voc trocou seu olhar, sua voz, sua atitude. Mas h coisas que no trocou, ou no podia. Ali, -disse Eve, gesticulando-. Voc 
levanta a mo como faz agora, brincando com o colar -ou como Anja, com o primeiro boto de seu vestido- quando pensa o que vai dizer e como diz-lo melhor.
-Uma coisa to pequena.
-H outras. Elas tm sentido. Voc pode trocar a cor, at a forma de seus olhos, mas no o olhar neles quando seus brilhos de gnio ou pena a agarram de repente. 
No pde esconder o propsito neles, naquele momento, quando travou seus olhos com os do Richard em cena. Esse instante antes de mat-lo. S tive que pensar na Anja 
e em voc para compreender que eram uma s pessoa.
-Assim  que voc foi mais lista que eu. -Areena ficou de p-. solucionou o quebra-cabeas e conseguiu o que voc v como justia. Bravo, Tenente. Imagino que dormir 
o sonho dos inocentes esta noite.
Eve manteve seus olhos fixos nos da Areena. 
-Peabody, escolta  Sra. Mansfield  patrulha que est esperando fora.
-Sim, senhor. Sra. Mansfield?
-Eve. -Roarke lhe murmurou quando seus passos ressonaram ao sair do cenrio.
Ela sacudiu sua cabea, sabendo que tinha que atras-lo, manter-se a si mesmo inteira. 
-Feeney, temos o registro completo?
-Claro como um timbre, Dallas, e totalmente plausvel. Ela renunciou a seus direitos.
-Terminamos aqui. Fecha-o.
-Farei-o. Encontro-te na Central. Bom trabalho. Maldito bom trabalho.
-Sim. -Manteve os olhos fechados quando Roarke ps uma mo em seu ombro-. Obrigado pela ajuda. Obtemo-lo. Sem desordem, nem alvoroo.
resistiu quando ele tratou de gir-la para enfrent-lo. Ele simplesmente a rodeou. 
-No o faa.
-Estou bem. Tenho que ir, me ocupar disto.
-Irei contigo. -Aumentou a presso quando ela comeou a negar com a cabea-. Eve, pensa que te deixaria sozinha em um momento como este?
-Pinjente que estou bem.
-Mentirosa.
Ela se deu por vencida, cedeu, e o deixou abra-la. 
-Olhei-a, olhei em seus olhos e me perguntei como me haveria sentido, como teria sido ter a algum que se preocupasse tanto por mim, algum que teria feito algo 
por me salvar dele. E logo, olhando-a, apanhei-a utilizando o que ela mais amava.
-No. Voc salvou o que ela mais amava. Ambos sabemos isso.
-Eu? No, esse  o trabalho de Olhe. -Ela suspirou profundamente-. Quero fech-lo. Tenho que faz-lo.
* * * * *
A papelada podia ser uma rotina calmante. Ela a utilizou, escrevendo seu relatrio com a eficcia desapaixonada e brutal requerida. Arquivou-o, acrescentando todas 
provas reunidas.
-Tenente?
-A mudana quase est em cima, Peabody. Vete a casa.
-Farei-o. Quis que soubesse que Mansfield j foi registrada. Pede verte.
-Bem. Arruma-o, Entrevista Um, de estar disponvel. Logo vete.
-Estarei feliz de faz-lo.
Eve girou em sua cadeira para onde Roarke estava de p, olhando seu msero panorama. 
-Sinto muito. Tenho que fazer isto. por que no vai a casa?
-Esperarei.
Ela no disse nada, s se levantou e se encaminhou a Entrevista.
Areena j estava ali, sentada silenciosamente na pequena mesa. Com seus lbios curvados em uma careta de ultraje. 
-No posso dizer que tenha em bom conceito as eleies do guarda-roupa deste lugar -Ela manuseou a parte superior do pescoo da exemplar estatal cinza aborrecida.
-Temos que conseguir a um novo desenhista. Registro aceso.
- necessrio?
-Sim, estou obrigada a pr qualquer conversao com voc em registro. Para seu amparo e a minha. Dallas, Tenente Eve, em Entrevista Um com o Mansfield, Areena, a 
pedido dela. Sra. Mansfield, expuseram-lhe seus direitos, decide voc pr em prtica alguns ou todos eles neste momento?
-No, tenho algo que lhe dizer. Voc sabia que era eu, -disse, inclinando-se para frente-. Era totalmente consciente de que era eu, antes de que entrssemos no teatro 
hoje.
-estivemos nesse territrio.
-Pode-me dizer se tinha alguma prova antes de minha confisso?
-Que diferena faz? Tenho sua confisso.
-Por curiosidade. O advogado que tenho a inteno de empregar ter direito a essa informao, que me ser transmitida. nos economizemos o intermedirio.
-Bem. Atuando em minhas hipteses ao consider-la como a Anja Carvell, solicitei anlise de impresso de voz entre suas declaraes e a dela. Embora voc tivesse 
trocado seu tom, seu ritmo, disfarando com eficcia sua voz ao ouvido nu, as impresses de voz so um igual exato. Como o so as impresses digitais. Vrias suas 
foram encontradas no quarto registrado em nome do Carvell. Os cabelos, ambos de uma peruca sinttica igualam o tom levado pelo Carvell como aqueles de seu tom, e 
seu DNA, foram encontrados na sute j mencionada. Ambos tambm foram encontrados, em um varrido justificado de seu apartamento de cobertura no mesmo hotel.
-J vejo. Deveria ter investigado o procedimento policial. Fui descuidada.
-No, no foi. Foi humano, o que faz impossvel pensar em tudo.
-Voc o obteve. -Areena se tornou para trs agora, com um olhar de respeito em seus olhos enquanto estudava ao Eve-. Voc tinha bastante evidencia para me trazer 
aqui a interrogatrio, me lanar meu engano  cara, usar minha relao com o Richard, com o Carly, e me esmagar. Em troca, decidiu faz-lo no teatro. diante do Carly.
-Voc poderia no haver-se fundo aqui. Contei com isso trabalhando de outro modo.
-No, voc me teria fundo. Ambas sabemos. Eu no podia lhe fazer frente. Fez-o diante do Carly por uma razo muito especfica. Fez-o por ela.
-No sei de que fala, e estou fora de volta.
antes de que pudesse levantar-se, Areena agarrou sua mo. 
-Fez-o por ela. Ela tem que viver sabendo o que o pai que a procriou foi capaz de fazer. O que lhe fez. Saber o que ele era, e que o que ele era circula dentro de 
si e poderia transtorn-la, lhe deixar uma cicatriz.
-Ela viver com isso. -Cada dia, pensou Eve. Cada noite.
-Sim, far-o. Mas voc se assegurou de que ela visse mais que isso. Voc lhe mostrou que a outra parte que a procriou a protegeria a toda costa. Sacrificaria sua 
prpria liberdade para assegurar a sua. Poderia am-la tanto. Voc lhe mostrou que h decncia, lealdade, e determinao em seu sangue. Um dia, quando estiver tranqila, 
quando se sanar, dar-se conta disso. Ela poder pensar em mim bondosamente. Quando se der conta, Tenente Dallas, espero que tenha a coragem para agradecer-lhe como 
o agradeo eu agora.
Ela fechou seus olhos fortemente, e respirou profundamente. 
-Poderia-me dar um pouco de gua, por favor?
Eve se levantou rapidamente, e procurou um copo. 
-Ambas pagaro pelo que ele fez. No h forma de deter isso.
-Sei. -Areena bebeu, e refrescou sua garganta-. Mas  jovem e forte. Encontrar uma maneira de super-lo.
-Ter ajuda. A doutora Olhe a aconselhar.  a melhor.
-Agradeo sab-lo. Estava to orgulhosa hoje da maneira em que ela a confrontou.  resistente. E encantadora, verdade?
-Sim, muito.
-No podia suportar o que lhe fez. No podia suportar pensar que o poderia fazer outra vez. -As lgrimas surgiram, e foram contidas.
Frgil? pensou Eve. No nesta vida.
-Com o Quim, -seguiu Areena-, foi difcil para mim. Tive medo. Mas ele era um tipo desprezvel, e j estava farta de tipos ruins. Tenente?
-Sim.
-Voc, quando esteja na priso, seria possvel obter uma atualizao do estado mental do Carly, sobre como est? Nada indiscreto. S se houver um modo de poder me 
dizer que ela est bem.
-Verei o que posso fazer. -Eve vacilou, e amaldioou-. Registro apagado, -pediu, e bloqueou o som e visual da vigilncia-. Consiga a um advogado que saiba fazer 
danar aos meios, no s um que seja obstinado no tribunal. Melhor, consiga um de cada um. Voc quer sacudir a opinio pblica. Quer que a gente oua a histria, 
completa, e sinta simpatia por voc, e desprezo pelo Draco. Deixe de renunciar a seus malditos direitos, e no me fale outra vez, ou a qualquer outro policial, sem 
seu advogado presente.
Divertida, Areena elevou suas sobrancelhas. 
-Salva voc a todos, Tenente?
-Cale-se e escute. Aposte por capacidade diminuda e angstia emocional extrema. Inclusive com a premeditao, no ser uma condenao muito extensa. Voc matou 
ao homem que abusava de sua filha, e a um chantagista. Se  jogado dessa forma, vai gerar muitos mdios a seu favor. -E ela poderia contatar-se com o Nadine para 
ver que oscilasse desse modo-. A fiscala no vai querer a confuso de um processo comprido, e pblico com mes estacionadas com pancartas fora do tribunal e a prefeitura. 
E o faro. Lhe oferecer um trato. Voc pode acontecer um tempo em uma jaula, mas se tiver sorte, obter um considervel perodo de encarceramento em casa com um 
bracelete, e outro de liberdade condicional severo.
-por que faz isto por mim?
-No h por a um refro sobre que a cavalo agradvel no lhe olham os dentes?
-Sim. Muito certo. -Areena ficou de p-. Desejaria,  verdadeiramente, desejaria que nos tivssemos conhecido sob circunstncias diferentes. -Tendeu-lhe sua mo-. 
Adeus, Tenente.
Eve tomou sua mo, e a manteve apertada.
* * * * *
Quando voltou para seu escritrio, Roarke estava ali. Recolheu sua jaqueta, e sua bolsa. 
-O que diz de ir deste inferno?
-Eu gosto da idia. -Mas ele agarrou sua mo, e percorreu sua cara com o olhar-. Te v mais ligeira, Tenente.
-Estou-o. Bastante.
-E Areena?
- uma mulher tremenda.  estranho. -Como ela o deixou perplexo, sentou-se no bordo do escritrio-.  a primeira vez em onze anos no trabalho que me encontrei alguma 
vez com um assassino que admiro, e uma vtima pela que no poderia...
-Preocupar-se, -terminou Roarke.
-No se supe que eu me preocupe de um ou outro. supe-se que s fao o trabalho.
-Mas indubitavelmente se preocupa, Tenente. De maneira brutal, se preocupa. E esta vez trabalhou contra algum obrigada a te pr do lado de quem merecia exatamente 
o que obteve.
-O assassinato nunca  merecido, -disse, logo fez um pequeno som de impacincia-. Ao diabo com isso. A justia foi esgrimida em uma sala de tribunal. Pode ter sido 
em cena, mas no fictcio. No houve nada falso quando Areena Mansfield recolheu essa faca e o enterrou no corao do Richard Draco, um que no tinha. E quando deu 
aquele passo, no estrado, a justia foi esgrimida.
-Ela ter ao jurado comendo de sua mo. antes de que termine, canonizaro-a em vez de conden-la. Sabe.
-Sim. Diabos, conto com isso. Sabe o que compreendi, companheiro?
-me diga.
-No pode voltar atrs. No pode arrumar o que se quebrou. Mas pode seguir adiante. E cada passo tem importncia. Cada um marca uma diferena. -Ela se separou do 
escritrio, e tomou sua cara em suas mos-. De onde estou parada,  o melhor passo que alguma vez tomei.
-Ento demos o seguinte, e vamos a casa.
Saiu com ele, e porque encaixava com seu estado de nimo, tomou sua mo na sua. Ela dormiria essa noite. Dormiria completamente.


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